Terreno baldio e construções abandonadas são locais de risco
Reinaldo Coelho
Da Reportagem
Andando pelas cidades amapaenses, hoje, vemos um grande número de construções abandonadas ou terrenos baldios. O grande aumento de casos de dengue no Brasil, só nos mostra o descaso do proprietário e poder público em relação à segurança e ao perigo da dengue.
Temos que nos preocupar com epidemias de dengue e outras doenças infecciosas, pessoas que moram próximas a terrenos, casas fechadas e construções abandonadas devem se preocupar ainda mais. Tudo isso se deve ao proprietário que visita o seu imóvel poucas vezes ao ano, e deixa à residência propícia as infestações. Não contamos com chuvas quando fechamos o imóvel e voltamos pra casa. Mas o quintal apresenta tantos locais que o mosquito pode se instalar.
Vale ressaltar que o lixo, garrafas, copos descartáveis, pneus, sacolas plásticas, vasos, calhas, piscinas e etc. quando jogados por terrenos ou casa, demonstra um grande risco para proliferação do mosquito da dengue. Os proprietários de imóveis e terrenos têm a obrigação de manter os locais limpos e murados. A reincidência desses problemas pode gerar notificação e multa.
Eliminar lixo e entulhos, que podem servir como criadouro do mosquito da dengue deve ser uma preocupação constante da população e do poder público. A maioria das pessoas tem conhecimento das formas de prevenção, mas acabam se descuidando na prática. A responsabilidade é de todos, tanto dos proprietários que têm obrigação legal de cuidar de seu patrimônio, como da população que deve zelar não só do seu quintal, mas da vizinhança, porque uma vez instalado um criadouro do mosquito, eles se espalharão por toda a região.
A médio e longo prazo os municípios terão que estruturar planos de resíduos sólidos, integrados com as políticas nacionais de Resíduos Sólidos e de Saneamento Básico. Só com a gestão correta destes resíduos diminuirá a proliferação do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças.
Cidades turísticas
Nas cidades de temporada turística, caso de Porto Grande, Ferreira Gomes, Mazagão, Serra do navio e Cutias do Araguari têm um número crescente de casos que na maioria das vezes não são notificados. Infelizmente não há levantamento do número de imóveis abandonados, na capital nem nos municípios interioranos. O problema maior é que a água fica acumulada e como o verão está começando, o calor favorece a eclosão dos ovos. O índice de infestação do mosquito é de 3,23% dos imóveis, o que está acima do recomenda pelo Ministério da Saúde, que é de, no máximo, 1%.

Em Macapá além dos terrenos baldios e construções abandonadas começam a existir sucatas de carros expostas a céu aberto. Como é o caso dos existentes no entorno da Delegacia Federal da Agricultura, na Rua Tiradentes, esquina com a Avenida Coriolano Jucá em pleno centro comercial. Outro local emblemático e na Rua Leopoldo Machado com a Ataíde Teive, uma obra abandona a quase dez anos, pertencente ao governo estadual, que além da Dengue tem servido de local de encontros sexuais e de drogas. O local é todo murado, mas o interior é tomado por mato alto, o que pode esconder materiais que acumulam água.
Você pode denunciar focos de dengue na sua região de diversas formas. Escolha o canal de denúncia mais adequado para você. A responsabilidade é de todos nós. Temos que nos unir contra a dengue.


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