sexta-feira, 14 de junho de 2013


Mais amor, por favor!



No último 12 de junho foi o dia dos namorados. Como sempre, os apaixonados e toda a sociedade passaram o dia falando de um sentimento cujo verdadeiro sentido se tornou artigo raro entre as pessoas e, especialmente, entre aqueles que têm o poder governamental de decidir e agir para melhorar a qualidade de vida das pessoas: o amor.
Para o filósofo grego Platão, em “O Banquete”, o amor é a insuficiência de algo e o desejo de conquistar o que sentimos falta. Para ele, o amor é o desejo do bem, da felicidade, do belo, isto é, daquilo que estamos sempre à procura.
Há diversas formas de amor. O amor de mãe, o amor de pai, o amor de irmão, o amor de amigo, o amor de amantes e muitas outras formas.
Mas o verdadeiro sentido da palavra amor pode encontrar na maior lei do cristianismo: amar ao próximo como a si mesmo.
Os fariseus, tendo sabido que Jesus tapara a boca aos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para tentá-lo, propôs-lhe esta questão: - “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” – Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este é o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: amarás o teu próximo como a ti mesmo. – Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos” (S. Mateus, 22:34 e 40).
Amar ao próximo significa amar o bem, ser leal, honesto e cuidadoso com as outras pessoas, independentemente de sua raça, classe social, sexo ou idade.
Amar é ser justo e fazer o bem pelo bem, sem esperar nada em troca. Quem ama abandona o egoísmo, o orgulho e a vaidade, as três chagas da humanidade. Quem ama serve e cuida.
Todo governante que deseja ser verdadeiramente um líder servidor – um estadista – deve buscar suprir as insuficiências e o desejo de felicidade de cada cidadão e cidadã. Deve amar e cuidar com carinho do seu povo, demonstrando humildade, sabedoria e prudência, para não cometer injustiças e manter-se leal e honesto com aquelas pessoas que acreditaram no seu caráter e nas suas promessas.
No entanto, parece que alguns governantes tucujus se afastam cada vez mais desse sentimento tão nobre: amar ao próximo como a si mesmo. No lugar do cuidado, do amor, prevalece a insensibilidade com a dor e o sofrimento das pessoas nos hospitais, o descaso com o futuro dos nossos jovens nas escolas, a falta de uma política de desenvolvimento econômico que combata o desemprego em massa e devolva ao nosso povo a autoestima e o predomínio do “quem indica” em detrimento do mérito e da competência.
Para esses governantes, o que importa é sempre ganhar a próxima eleição. Lealdade, honestidade, amor... Isso não dá voto. O que dá voto é a demagogia, a incompetência, o loteamento de cargos, a falta de amor...


                 

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