sexta-feira, 6 de novembro de 2015

DROGAS


 
DROGAS – proibida, mas muito consumida. 



A droga, liderada pelo crack, come solta e espalhada em teias de violência por todo o país.

Reinaldo Coelho

Porque o jovem usa drogas? É a pergunta que nos fazemos. Porém, não paramos para pensar que cada geração usou na sua adolescência, um tipo de drogas, mais ou menos fortes, como arma de rebeldia. E muitos, hoje adultos as continuam a usar. Mas com um diferencial o comercio não tinha carteis e o domínio do crime organizado. Que se utiliza dos jovens, para ampliar e manter o faturamento alto e os recrutas para as suas fileiras, ensinando a habilidade criminosa de acessar status social, incompatível com suas origens, ou seja, vendem ilusões a esses jovens. Eles iludidos atuam no front da guerra do crime e são os primeiros a morrerem, pois os verdadeiros padrões estão protegidos em mansões, carros de luxos blindados e pagando propina para sobrevierem. 

Assim a resposta simples seria: usam porque as drogas existem, porque são acessíveis (principalmente tabaco e álcool) e porque os amigos também experimentam e tem acessos nas portas das escolas.

O importante nessa situação é que as estatísticas demonstram que a maioria dos jovens realmente não usam drogas. Este dado pode ser útil para esclarecer aos próprios adolescentes que o uso de substâncias psicotrópicas não é um comportamento habitual e necessário como um rito de passagem para a idade adulta.

Outra pergunta é porque alguns se tornam dependentes químicos?


De acordo com os especialistas, em um primeiro momento temos que entender que isso ocorre porque as drogas existem no mercado. Se elas não existissem logicamente não haveria o consumo. Daí vem á argumentação:
Se as autoridades sabem dessa questão, então porque elas existem?

É claro que está em jogo uma série de interesses, pois, se realmente houvesse um intenso combate a plantação, produção, industrialização, transporte, comércio e consumo de drogas, o cerco se fecharia e assim as drogas não estariam transitando com tanta facilidade no meio da população e principalmente dos jovens.
E infelizmente, as autoridades aqui se podem mencionar da policia aos políticos de plantão, com algumas exceções, são membros dos carteis ou corruptíveis. A ampliação da policia fronteiriça, dando combate sério e constante ao trafico internacional que se utiliza de nossas fronteiras terra, mar e aérea para distribuir no Brasil e no mundo.


Dependência


As pessoas especializadas em dependência química busquem soluções para ela, aparentemente ainda estão bem longe de chegar a um denominador comum e resolver essa questão que vem ceifando vidas cada vez mais e mais.
Primeiro as pessoas não fazem o uso e consumo de drogas pelo mesmo motivo, e ao contrário do que muita gente fala, os dependentes químicos não são iguais, portanto o fator que leva o depende “A” ao uso não é o mesmo que leva o dependente químico “B”.

“Meu filho está usando drogas. E agora, o que eu faço”?


Por muito tempo acreditou-se que os jovens que apresentavam problemas de ordem psicológica ou social, ou que tivessem famílias desestruturadas seriam os mais vulneráveis a este consumo, mas a realidade tem demonstrado que estas não são as causas fundamentais do uso indevido de drogas pelos adolescentes.

Com referência principalmente ao uso de drogas ilícitas, mas também de álcool e cigarro, os adolescentes são movidos, antes de qualquer coisa, pela curiosidade e pelo desejo de novas experiências que lhes são apresentadas como prazerosas.

O uso de álcool e cigarro era divulgado, pela propaganda e pelos meios de comunicação, sempre associado ao sucesso, ao bem estar e, por incrível que pareça ao melhor desempenho esportivo e social, hoje está proibido vinculação  desses itens.


As drogas ilícitas, embora muitas vezes apresentadas como responsáveis pela degradação de seus usuários, são geralmente associadas à criatividade e ao prazer. Na fase de descoberta da própria identidade, em que o adolescente se encontra a experimentação de drogas, lícitas ou ilícitas, pauta-se pela busca do prazer e da aventura, pelo sentimento de pertencer a um grupo de iguais, pelo descompromisso e onipotência diante dos riscos.
A prevenção ao uso abusivo de substâncias não pode ignorar estes fatores, nem a motivação que leva os jovens a fazer uso de drogas. Esta circunstância pode ser agravada, em alguns casos, por dificuldades pessoais, familiares, escolares ou sociais, pelas quais o adolescente esteja passando.
 
Droga + violência


Cada vez mais, a teia da droga abriga violência no país inteiro e mundo afora. O crime organizado, com suas máfias, surfa no buraco negro entre a proibição e a realidade, enquanto a ignorância, o preconceito, o cinismo e os medos insistem em manter as equivocadas, caras e ineficientes políticas de combate às drogas e de punição penal aos usuários e traficantes.
Políticas de redução de danos, a la Uruguai, Portugal, Espanha, Suíça, Holanda, 18 estados americanos, dão muito trabalho. Melhor manter a cabeça enterrada na areia e gastar tempo, espaço, palavrinhas e palavrões, modelos e lavanderia ideal para as bandas podres da hora – políticas, econômicas ou calypsos.



Realidade brasileira



O Brasil é o maior mercado de crack do mundo e o segundo em cocaína. Tem 1,2 milhões de consumidores - 370 mil só nas capitais, 14% dos quais são menores. As estimativas são do IBGE e da Fiocruz, com dados de 2013/2014.
O consumo do crack e seus assemelhados – pasta base, merla e óxi – esta disseminado, alcançando inclusive trabalhadores rurais de micros comunidades, em todos os estados brasileiros.
Um a cada nove consumidores rouba para sustentar o vício. 30% das mulheres do crack troca sexo pela droga, 30% dos dependentes não usam preservativos.


O combate ao tráfico consome até 1,3% do PIB brasileiro. Temos perto de 140 mil presos por tráfico de drogas. É a população carcerária que mais cresce. De 2006 até 2013 o crescimento dos encarcerados por consumo e tráfico de drogas foi de 339%; chegou a 446,3% no tráfico internacional. Hoje, 90% dos estrangeiros presos no Brasil são por tráfico de drogas.
As mulheres são 63% dos presos por tráfico e os homens 25%. São Paulo tem 209 mil presidiários - 33% (77 mil) por tráfico. A maioria dos presos e condenados da droga tem até 30 anos.  São negros e não passaram do ensino fundamental.


Consumo de drogas legais e ilegais mata 8 mil pessoas por ano no País

O uso de drogas matou 40.692 pessoas no País entre 2006 e 2010, uma média de 8 mil óbitos por ano. Estudo sobre mortes por drogas legais ou ilegais, registradas no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostra que o álcool é o campeão na mortandade.

O levantamento foi feito na base de dados do DATASUS, obtido pelo jornal Estadão, que informa que a bebida tirou a vida de 34.573 pessoas – 84,9% dos casos informados por médicos em formulários que avisam o governo federal sobre a causa da morte nesse grupo da população. Em segundo lugar aparece o fumo, com 4.625 mortos (11,3%). A cocaína matou pelo menos 354 pessoas no período.
Feita pelo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a pesquisa aponta que, na comparação por gênero, há mais registros de morte de homens por álcool e fumo. Em cinco anos, 31.118 homens perderam a vida por causa da bebida. Outros 3.250 morreram em casos associados diretamente ao cigarro.
Na comparação da devastação por Estado, os mineiros lideram as mortes por álcool, com 0,82 morte para cada 100 mil habitantes, seguidos pelos cearenses, com 0,77 morte/100 mil pessoas. Depois aparecem os sergipanos, com 0,73/100 mil. São Paulo registra 0,53 morte para cada 100 mil habitantes.
O levantamento da CNM revela que em São Paulo houve 1.120 vítimas do uso abusivo do álcool em 2006. Em 2010, porém, o sistema registra uma queda de 14% nas informações. O SIM alcança 979 pessoas mortas por consumo de bebida. O Estado que menos apresenta perda de vidas por álcool é o Amapá: quatro em 2006, dez em 2009 e cinco em 2010.
Quando a causa do óbito é o fumo, o campeão de mortes de usuários é o Rio Grande do Sul. A taxa de óbitos pelo tabaco chega a 0,36 para cada 100 mil. A seguir aparecem Piauí e Rio Grande do Norte, ambos com 0,33/100 mil.
A duas principais drogas legalizadas no País, álcool e fumo, juntas, segundo o estudo, mataram 39.198 pessoas em cinco anos. – ou 96,2% do total. Os técnicos da CNM alertam, no entanto, que os dados de 2010 ainda são preliminares.



Estudo traça perfil do usuário de drogas no Pará e Amapá





Uma pesquisa feita com usuários de drogas ilícitas no Pará e Amapá determinou as características sociais, demográficas, de saúde e uso de entorpecentes. Entre mais de 1000 dependentes químicos avaliados, foi contatado que 76,5% são homens, 60,8% estudaram até os dez anos, 66,1% tem renda mensal de até três salários mínimos, 88,6% se declararam heterossexuais, 13,2% já experimentaram drogas injetáveis, no mínimo, uma vez, e todos usavam drogas não injetáveis, como a maconha, pasta de cocaína, crack e cocaína.

No Pará, aproximadamente 900 usuários foram abordados nos municípios de Afuá, Almeirim, Anajás, Bagre, Belém, Benevides, Bragança, Breves, Capanema, Castanhal, Curralinho, Gurupá, Marabá, Marituba, Melgaço, Ponta de Pedras, Porto de Moz, Soure, Salvaterra e São Sebastião da Boa Vista. No Amapá, as coletas são coordenadas pelo professor Rafael Resque, da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). Cerca de 210 dependentes foram abordados nos municípios de Calçoene, Laranjal do Jari, Macapá, Mazagão, Oiapoque, Santana e Vitória do Jari. Segundo o professor Aldemir, novas coletas serão realizadas até o final de 2016.

Centro e Periferia

A pesquisa foi realizada com usuários em centros de tratamento para dependência química. Participou quem utilizou alguma droga ilícita, por pelo menos três meses, estava consciente (sem efeito de drogas) e com idade igual ou superior a 18 anos. Em data pré-estabelecida com os coordenadores dos centros, uma equipe do projeto ministrou palestras sobre doenças infecciosas em vulneráveis.

Ao final, os usuários foram informados do estudo e convidados a participar da avaliação, por meio de coleta de sangue, e preenchimento de questionário epidemiológico.

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