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sexta-feira, 22 de março de 2013

Boas Palavras - Que os surdos ouçam


Semana passada, nos dias 18 a 22 de março, aconteceu na Universidade Federal do Amapá o III Encontro Amapaense de Estudantes de Letras (EAPEL) com o tema "A (re)construção da educação: Reflexão, Ação e Mudança Social". Neste encontro, houve o I Seminário de Libras da UNIFAP e o I Seminário de Literatura Amapaense. 

Dentre as muitas discussões, oficinas e mini-cursos, o interesse em querer ajudar na inserção dos surdos no ambiente universitário foi explícito e bastante aproveitado no Seminário, e não somente quanto à ingressão do jovem surdo na Universidade, mas também ao incentivo àquele professor graduado - surdo -, a especializar-se e, depois, poder assim retornar à sala de aula a fim de ensinar outros com as mesmas dificuldades, estes os quais, muitas vezes, desistem da carreira universitária por não terem o suporte necessário no ensino. O fato de ter acontecido o I Seminário de Libras já é algo a comemorar-se, pois no que diz respeito à surdez há tantas lacunas a serem preenchidas na sociedade, muitos mitos, pouca prática.

Ok, explanei, em um tímido resumo, o que foi tratado no EAPEL, tudo isso em âmbito profissional, certo? Mas sabe, leitores, confesso que não há muito tempo... Para ser mais precisa, a partir de 2011, que meus olhos começaram a olhar com mais apreço aos surdos, não porque eu os desprezava (não, claro que não!), mas simplesmente porque conheci mais a fundo sobre eles, suas dificuldades e percebi do quanto eles precisam de ajuda, do quanto precisam ouvir a Palavra de Deus! Isso, ouvir.

No Brasil, quando falamos de povos não-alcançados, normalmente nos referimos aos indígenas. Porém, há entre nós alguns povos que raramente "ouvem" o evangelho, estes são os surdos. Presentes em cada município do Brasil, eles, segundo o último censo do IBGE, cerca de 6 milhões de pessoas. Segundo a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS), desse total, 40% utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua (ou língua materna). 

Conforme essa realidade singular é percebida, a igreja precisa ter posicionamentos estratégicos para "ouvir" seu clamor por esperança. Não basta apenas saber conversar com eles; mais do que tudo, é necessário também comunicar-lhes, de forma criativa e relevante, a mensagem transformadora do evangelho. 

Ao pensarmos a igreja e a missão, precisamos rever nossos paradigmas. E mesmo que os surdos sejam um desafio transculturalmente expressivo, não podemos esquecer os outros "povos com deficiência": cadeirantes, cegos, surdo-cegos, autistas. 

Será que todos ouvem nossas músicas? Leem nossas Bíblias? Temos sido uma igreja de todos e para todos?

Possuo um imenso desejo em meu coração em aprender mais a Língua dos Sinais (LIBRAS) a fim de contribuir com o reino de Deus! E é um desafio para todos nós, para o corpo de Cristo. Os surdos precisam, sim, de mais atenção em âmbito profissional, mas, principalmente, espiritual. Amar os diferentes aqui e amar os de longe é igualmente importante. Que o Senhor nos aperfeiçoe, discipulando-nos até que todos nós cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus e à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4.13). Uma boa semana, leitores! 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Boas Palavras - Siga seu coração

Quem nunca ouviu a seguinte frase: "Siga seu coração"? Pode-se dizer que ela é tida como um conselho, uma justificativa, uma filosofia de vida para muitos, estes os quais erram, mas dizem - com contentamento - "Pelo menos fiz o que estava sentindo". Parece correto, socialmente aceitável e, principalmente, deixa mais leve a consciência daqueles que são mais "emoção do que razão". 

Na Palavra de Deus exemplos são o que não faltam que mostram acerca do perigo que é basear-se em nosso coração e o por quê dele não ser confiável. Primeiramente, em Jeremias 17:9 há um trecho interessante que diz "Enganoso é o coração, mais do que todas coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?". Se existe algo que nós devemos tomar muito cuidado em nós é o nosso coração. Tudo o que fazemos, nossas motivações, nossos ideais partem daquilo que ele crê. 

Lucas, no capítulo 6 verso 45, diz "O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração". O coração do homem pecador é voltado para aquilo que é mau, para aquilo que desagrada a Deus. Nós não somos pecadores porque pecamos, mas pecamos porque somos pecadores, é algo que desde a queda de Adão e Eva o ser humano carrega em seu coração. 

Jesus Cristo trouxe também algumas más notícias no que diz respeito ao que vem do coração humano: pensamentos vis, imoralidade sexual, roubo, homicídio, adultério, falso testemunho, ganância, malícia, dissimulação, lascívia, inveja, fofoca, arrogância e frivolidades (Mateus 15.17-20; Marcos 7.20-22). Ele conclui, "Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem 'impuro'".

Em Gálatas 5.17-21, Paulo segue a linha de Jesus e nos diz que é inerente a nós a imoralidade sexual, impureza, sensualidade, idolatria, feitiçaria, inimizade, conflito, ciúmes, ira, rivalidade, dissensão, divisão, inveja, embriagues, orgias e outras coisas desse tipo. Após fazer uma lista de desejos pecaminosos, Paulo procede e lista o Fruto do Espírito o qual é desenvolvido através do amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão, fidelidade e domínio próprio. O fruto do Espírito não nos é inerente, mas é trabalhado em nós pelo Espírito Santo.
O coração natural do homem produz um tipo de desejo, e o Espírito produz outro tipo ao nos dar um novo coração. E eles se opõem. Moitas não produzem laranjas. Grama não produz maçãs. E o coração humano não consegue produzir naturalmente o fruto do Espírito.

Percebemos, portanto, que o nosso coração não é o melhor exemplo para ser seguido e nem a sábia opção para "buscarmos a felicidade". Só o Senhor deve ter esse papel em nossas vidas e enquanto não nos esforçarmos para perceber isso, mais choro, menos contentamento e paz haverá, pois nossa esperança estará baseada em nosso coração confuso e decaído. Veem o grande problema? Mas para o nosso consolo, em Jeremias 17: 10 está escrito "Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras."

O único que conhece o nosso coração de fato é o Senhor! O único que pode transformar nosso coração é Deus! Por isso, ao invés de seguir nosso coração, precisamos nos debruçar na Palavra de Deus e pedir pra que Ele molde nosso coração segundo a Sua vontade. Sem a intervenção do Espírito Santo em nossa vida, todas as vezes que "seguirmos nosso coração", vamos acabar sendo enganados por ele. 

Por fim, leitores, se eu pudesse dar um conselho, seria: Não siga o seu coração! Não faça simplesmente o que seu coração mandar! Siga a Cristo. Faça o que a Palavra de Deus mandar. Procure submeter o seu coração à vontade de Deus. A Sua Palavra é a verdade absoluta que pode nos guiar para a vida eterna. Cristo não é enganoso e só Ele pode nos dar um novo coração. Muitas vezes não é fácil ignorar o nosso coração, somos teimosos e, como crianças mimadas, batemos o pé, mas calma.... Sosseguem o coração. Esperem. Lá na frente teremos a recompensa de todo o nosso esforço, abdicações e confiança nAquele que nos sustenta. "O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo" (Pv. 28: 26). Uma boa semana a todos!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Boas Palavras - Perseverança


Paulo orou para que os cristãos fossem "fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua [de Deus] glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, dando graças ao Pai" (Cl. 1:11-12). Somos chamados a uma vida de perseverança capacitada por Cristo e acompanhada pelo dar graças com alegria. A perseverança exige paciência, porque a recompensa das escolhas certas de hoje virá, mas talvez seja daqui a meses ou anos, ou somente depois que deixarmos este mundo. Aqueles que tamborilam enquanto esperam o microondas terminar seu trabalho demonstram que a perseverança duradoura não surge naturalmente.

Paulo desafiou seu discípulo, dizendo: "Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus" (2 Tm. 2:3). Os soldados esperam dificuldades e são treinados para enfrentá-las. Os humildes guerreiros de Cristo devem viver como companheiros de braços dados a serviço de seu Comandante, no território ocupado do inimigo. 

Hoje, obstáculos e distrações fazem a perseverança na vida cristã parecer inatingível. Nossas tentações não são piores do que as que haviam em Corinto, no século I. Mas a televisão, os computadores e telefones celulares trazem aos nossos lares aquilo que costumava ser achado tão-somente em becos escuros. Em nossa Corinto tecnológica, as tentações são apenas um teclado ou um clique de mouse para irmos adiante.

O fracasso em perseverar - no casamento, no trabalho, na igreja ou em qualquer área da vida - tornou-se normal. Uma obediência permanente e consistente, sem desvios periódicos ao pecado e à falta de frutos, parece um sonho impossível. O pecado se tornou tão comum, tão esperado, que os crentes santos ou são elevados à categoria de heróis, ou são rejeitados como legalistas.

Em nossa sociedade descartável, usamos algo e, em seguida, jogamos fora (quer seja um prato de papel, uma esposa, uma igreja ou uma carreira). A filosofia do prenda-se-a-isso é uma relíquia de outra época - algo que os monges faziam e nós não podemos fazer. E por que deveríamos fazê-lo? Quem deseja trabalhar com afinco ou se tornar entediado por permanecer no mesmo curso, quando infinitas alternativas nos chamam?

No entanto, a essência da vida cristã não pode mudar com a cultura. As palavras de Paulo aos crentes de Colossos e a Timóteo são palavras que se aplicam a nós. Não devemos nos esquivar do sofrimento. Devemos suportá-lo com paciência e ações de graça. Temos de seguir a Cristo desde o começo até ao fim, arrependendo-nos imediatamente de nossos pecados e movendo-nos à profunda devoção. Sim, haverá tempos áridos, mas, no aspecto geral, o gráfico de nosso crescimento espiritual se elevará de modo uniforme, e não haverá desvios que façam nossa vida terminar em uma choradeira inútil.

A perseverança é a chamada de Cristo para que o sigamos e terminemos com firmeza, para a glória de Deus. Não há chamada mais sublime, nenhum privilégio mais elevado, nenhuma alegria maior. Que o Senhor nos ajude a buscar essa perseverança, queridos! Esta é a minha oração dia a dia. Fiquem com Deus.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Boas Palavras - Ao escolher uma escola você costuma fazer esta pergunta: O que estão ensinando aos nossos filhos?


Diante do contexto de volta às aulas surgiu-me a idéia em compartilhar com vocês acerca de um livro, o qual minha irmã, recentemente, comprou. Chama-se "O que estão ensinando aos nossos filhos?" de Solano Portela. Muitos pais estão ainda no processo de buscar uma escola para seus filhos. As incansáveis idas a diferentes lugares para ver as instalações e conhecer alguns funcionários e professores toma tempo e energia de pais preocupados com a educação dos filhos. Mas a maioria esquece de fazer a pergunta do título do artigo, até por assumirem que a educação escolar é neutra e, ao final, tudo igual...mas não é bem assim. Segue abaixo parte do prefácio da obra, escrito por Mauro Meister, a fim de que você se sinta encorajado a uma leitura a fim de saber, com uma base cristã sólida, fazer a melhor escolha:

Do Prefácio da Obra

"Prefaciar esta obra é um privilégio. Sou o discípulo sendo honrado pelo mestre, apresentando sua obra! Minha apreciação, amor e vocação pelo tema deste livro foram fomentados e estimulados pelos escritos e pela pessoa de Solano Portela, como instrumento nas mãos de Deus para minha formação. Ao longo de alguns anos tivemos muitas oportunidades de conversar, discutir, debater, trabalhar e produzir dentro de um movimento que continua incipiente, porém, em pleno crescimento no Brasil: a educação escolar cristã.
Ainda que as escolas cristãs do ramo protestante já tenham história centenária no solo brasileiro e muitos homens e mulheres de valor tenham dedicado suas vidas inteiras a este trabalho, algo ficou faltando: uma base teórica sobre a qual pudéssemos refletir a educação escolar cristã e desenvolver métodos e sistemas de ensino com sólida fundamentação da cosmovisão bíblica. 

[...] Quando as primeiras missões protestantes chegaram ao Brasil, ainda no império, imediatamente perceberam a necessidade da educação do povo, e daí nasceram as primeiras escolas protestantes. Cheias de vigor, trouxeram inovações e pensamento revolucionário para o contexto educacional. Refletiam preocupação missionária e redentiva para o processo educacional. Algumas se tornaram modelo de excelência em educação, deixando marcas profundas nas vidas dos que ali passaram.

Porém, a dinâmica do mundo em processo de globalização e secularização não deixou estas escolas protestantes ilesas. Novos conceitos educacionais altamente naturalistas nas suas bases vieram como um rolo compressor sobre o sistema educacional tradicional brasileiro e de dentro de nossas universidades começou a ecoar uma nova voz que exigia o exercício de uma educação que preparasse para uma nova realidade, o cidadão autônomo, livre. Somado a uma série de outros problemas como a falta de planejamento, investimentos, corrupção e desvio de verbas, a educação praticada no Brasil tem mostrado resultados vergonhosos. Em um ranking de 65 países, o Brasil se colocou como 53º no último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA 2009). 

Mas o problema não reside apenas no quanto nossos alunos são capazes de ler e realizar operações aritméticas, seja na escola secular ou religiosa. O problema maior está na formação moral dos alunos destas escolas. A criação do estado laico passou a ser confundida com um estado ateu e a escola laica, da mesma forma. Nesse processo as escolas de origem cristã protestante praticamente perderam sua identidade e quaisquer elementos distintivos na sua pedagogia. Passaram a adotar como modelos de excelência os mesmos modelos ensinados nas universidades, sem críticas e sem questionamentos, não percebendo que nas bases fundamentais destes modelos e teorias pedagógicas encontrariam pressupostos absolutamente anticristãos.

Assim como a educação brasileira em geral passa por uma crise de resultados, as escolas de origem cristã protestantes passam por uma crise de identidade, necessitando responder com urgência a questões como: o que é educação cristã escolar? O que é e como se deve ensinar em uma escola cristã? [...]

O livro é dividido em três grandes partes que relatam: a) O Contexto: como se encontra o atual cenário da educação no Brasil, tanto secular quanto religiosa, principalmente orientada pelas teorias construtivistas; b) O Contraste: a plausibilidade da educação cristã como uma alternativa; c) A Proposta: uma proposição para o desenvolvimento de uma pedagógica cristã, como mencionada acima, chamada de 'Pedagogia Redentiva'.

[...] Como dito anteriormente, trata-se da reflexão sobre a experiência numa caminhada que amadureceu ao longo do tempo. Solano Portela estabelece em seu livro o "ponto de fuga" sobre o qual poder-se-á construir toda uma perspectiva para a educação escolar cristã no Brasil."

Espero que vocês tenham apreciado esta pequena exposição, leitores! Recomendo a leitura aos pais, aos que almejam ser pais, tios, avós, especialistas da área da educação, etc. Uma boa semana! Até mais.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Boas Palavras - Dias completos


Olá, queridos leitores! Esta semana estarei publicando um texto produzido Bruna Thalita Silva, do site Eu Escolhi Esperar. Espero que vocês gostem e sirva de aplicação em suas vidas, assim como foi na minha. Vamos lá.

"Tenho percebido que todas as sextas-feiras, seja em redes sociais ou nas falas das pessoas, estamos sempre nos alegrando, afinal o final de semana está chegando e poderemos descansar. Não tem nenhum problema em amar os finais de semana, eles foram feitos para o nosso descanso e isso é uma coisa boa. A grande questão é que grande parte de nós começamos nossas semanas amaldiçoando nossos dias. Como? É perceptível que todos os domingos, grande parte de nós já começamos a reclamar sobre a segunda-feira e dizemos o quanto não gostamos dos dias de semana. Enchemos nosso coração de preguiça, indisposição e tristeza porque uma nova semana se inicia e por isso nos privamos de viver dias completos. Entristecemo-nos porque na segunda teremos que trabalhar, estudar, acordar cedo e teremos muitos compromissos.

Pense se todo domingo, você iniciasse sua semana abençoando a segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira... Pense que todos os dias seriam totalmente vividos e completos. Eu sempre disse que amava as segundas-feiras, porque sempre as tratei como novas oportunidades, as trato como trato o Ano Novo, trago esperança para os meus dias, vida, força e disposição. E por isso tenho vivido segundas-feiras completas e não apenas as segundas, mas todos os dias da semana!

Certa vez, em uma ministração, um Pastor disse que quando amaldiçoamos a nossa terça, perdemos até as bênçãos da quarta. Precisamos aprender a viver os dias com completude, só assim chegaremos à velhice e teremos a certeza que vivemos uma vida que valeu a pena ser vivida. 

Você já pensou que grande parte das vezes, deixamos de viver a vida e curtir nossos dias porque não os vivemos completamente? Estamos vivendo os dias pela metade, ou ainda, não estamos vivendo todos dias... Selecionamos os dias que queremos viver, curtimos as sextas e os sábados e nos esquecemos de que apesar de nos outros dias trabalharmos, estudarmos e termos uma "rotina", ainda assim podemos viver todos os dias completamente. Nos esquecemos que ser feliz e sorrir não são fatos reservados aos fins de semanas, mas são para ser vividos todos os dias, e é super possível vivermos a completude e a totalidade dos dias.

Você já pensou em Deus criando a Terra, planejando todas as coisas para que nós vivemos aqui? Será que Ele a criou para que vivêssemos apenas o sétimo dia? Será que fomos criados apenas para descansar e curtir? A Terra e nem mesmo nós fomos criados apenas para o descanso, mas também para o trabalho, Deus fez os dias e as noites para que os vivêssemos intensamente. Viva seus dias debaixo do cuidado do Pai.

Quando trazemos Jesus para nossa vida, Ele nos ensina a vivermos dias completos, Ele traz totalidade aos nossos dias, sabe por quê? Porque na verdade, Ele é completo e total, assim quando Ele entra na nossa vida e nos nossos dias Ele traz tudo isso para nós. E é maravilhoso."

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Boas Palavras - Esmagados pela rotina diária

Queridos leitores, escrevo este texto exatamente às 01h20min e que, diante das circunstâncias, é um horário bem exaustivo. No entanto, este foi o tempo que me restou hoje para trabalhar um assunto decente a fim de ser externado a vocês. Após horas pensando e sentindo-me um caco e decepcionada por não ter nada de novo para apresentar, resolvi comentar um pouco a respeito da rotina louca e alguns reflexos dela que nós, seres humanos, enfrentamos.

Imediatistas é o que somos. Não sabemos esperar e queremos que tudo ocorra como bem queremos, e é a partir daí que nossos problemas são desencadeados. Exigimos tanto de Deus, que graciosamente nos derrama tantas bênçãos, mas nos recusamos, muitas vezes, a obedecê-Lo. Importamos-nos mais com o nosso tempo do que o tempo dEle. As conseqüências, queridos, são inúmeras..., mas uma delas é o fato de nós esquecermos que há um Deus durante nossa semana corrida!  

Durante esta semana assisti em algum telejornal, um fato, no Brasil, que se dizia respeito a um cara que havia jogado uma bomba dentro do carro – em movimento -, o qual encontrava-se com o vidro aberto. Dentro, havia um casal, que ficaram gravemente feridos – o que já era de se esperar. A minha primeira reação foi exclamar “Meu Deus, estamos sujeitos a tantos perigos que nem imaginamos! Uma bomba? Lançada por um desconhecido? Só Deus para nos proteger, mesmo!”. Portanto, há um Deus sempre, todos os dias, muitos é que se lembram dEle somente aos domingos – e olhe lá. 

A rotina tem o poder de nos massacrar tão fortemente, que nós, míseros pecadores, cambaleamos facilmente e esquecemos daquele tão precioso e conhecido versículo “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Coríntios 10: 31)

O Senhor não quer o restozinho do seu dia, e sim que você seja um instrumento dEle durante todo o dia. A rotina realmente nos cansa, estressa-nos e até nos desmotiva, mas durante um dia só, leitores, o Senhor nos ensina tantas coisas. Com situações mínimas notamos que, de fato, sem Deus nós não somos nada. Quando compreendemos a grandiosidade que Ele é, entenderemos que todo o amor e cuidado dEle derramado em nós, não merecemos, é por pura Graça.

Kevin DeYoung  diz que estar ocupado é como pecado: mate-o ou ele está te matando. Segundo ele, a maioria de nós cai num padrão previsível. “Começamos a ficar sobrecarregados por um ou dois projetos. Então, nos sentimos esmagados pela rotina diária. Então, nos desesperamos de nunca sentir paz novamente e prometemos que algo tem que mudar. Então, duas semanas depois a vida é mais suportável, e esquecemos o nosso juramento até que o ciclo comece tudo de novo.

A presença de muita ocupação nas nossas vidas pode apontar para problemas mais profundos. Alguém disse que “estar ocupado serve como um tipo de tranquilização existencial, uma barreira contra o vazio”, e é isso mesmo. O maior problema em estar ocupado demais é que devem existir problemas maiores que você NUNCA teve tempo para considerar.

Creio que ser uma pessoa ocupada não garante que você seja um cristão fiel, e sim que você está ocupado, assim como todo mundo. E como todo mundo, a sua alegria, o seu coração, e a sua alma estão em perigo, pois, pecadores com nós somos, sem a comunhão diária com Cristo, a tendência é enfraquecermos e esquecermos-nos de Deus. 

Hoje, eu estou cansada, meu corpo, meus olhos pesados precisam de descanso e o meu coração de Cristo. Estas palavras aqui ditas, servem para você, servem para mim. Finalmente, precisamos da palavra de Deus para nos libertar. Precisamos da sabedoria bíblica para nos guiar corretamente. Precisamos é do Médico dos médicos para curar as nossas almas sobrecarregadas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Boas Palavras - "E não te esqueças de nenhum só de Seus benefícios" (Salmos 103:2)

Eis que chegamos em 2013, leitores! Mesmo diante de muitas especulações sobre o fim do mundo. É assustador perceber a rapidez com que o ano de 2012 findou. Graças a Deus que por mais um ano Ele tem nos sustentado, não é? Semana passada, a minha companheira nesta coluna, Kamila Azulay, tratou de questões reais com soluções tão confortadoras..., abordando acerca dos nossos sonhos, daquelas pedras no caminhos as quais nos fazem tropeçar e, muitas vezes, desistir de confiar, desistir de sonhar, desistir de acreditar que há um Deus que pode nos dá esperança, sempre! 

Confesso que o ano de 2012 foi um ano bem difícil para mim, caros. Muitas bênçãos Ele derramou durante o caminho, mas também muitas foram as provações, dificuldades e lágrimas. Na verdade, a fé cristã envolve certo dispêndio de sangue, suor e lágrimas. Jesus nos chamou para sermos discípulos - a despeito de nossas circuntâncias. Quando vamos a Cristo, Ele remove alguns de nossos problemas - o fardo do pecado, da culpa, da desesperança e da separação de Deus - e o Senhor nos diz: "Tomai sobre vós o meu jugo" (Mt. 11: 29). Não se trata de um jugo demasiado pesado para carregarmos, pois o próprio Cristo o carrega conosco. Assim nos diz o Senhor: "O meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt. 11: 30). Todavia, Ele nos chama para que O sigamos, seja qual for o custo, e o Senhor jamais nos promete que nossa trilha será sempre suave. Nenhuma vida está livre de seus problemas próprios.

Aqui, nesta coluna, é um aprendizado. Não vale escrever de qualquer forma, há um estudo, há pesquisas, às vezes, não é nada fácil, estamos cansados, tristes e angustiados de uma tal forma que o silêncio acaba sendo uma alternativa sufocante. Entretanto, conseguimos, com a graça de Deus, concluir mais um ano de trabalho, mais um ano de exposição da busca em querer agradar a Deus, dos desafios que a vida cristã oferece. 

O ano de 2013 chegou, que tal agradecermos por aquele já foi embora? Pelas cicatrizes que ele nos deixou, mas nos fortaleceram? Agradecermos também para que nossos sonhos e forças sejam renovadas por mais este ano! Deus sabe de tudo que nos espera este ano, logo, não existe melhor pessoa para recorrermos do que a Ele. Necessitamos conforto do Senhor, nada somos sem Ele. Ah, amigos... há tanto para se agradecer e milhares que necessitam das nossas orações. Devemos a cada dia estimular nosso coração, nossa mente e boca a estarem inteiramente agradecidos a Deus, pois devido a nossa alma pecaminosa, tendemos a acomodar-nos e esquecermos de agradecer a Deus até mesmo pelo dom da vida e salvação! "De toda cegueira ...e dureza de coração, Ó bom Senhor, livra-nos".

Finalizo o artigo desta semana expondo um antigo lindo hino de Storm e Denyszezuck, o qual mostra o quão gratos deveríamos ser/estar...por grandes e tão pequenas coisas. Estas são as minhas palavras por hoje, queridos leitores. Desejo-lhes uma ótima semana, que o nosso Senhor nos abençoe e nos dê sabedoria. "Graças dou por esta vida, pelo bem que revelou. Graças dou pelo futuro e por tudo que passou. Pelas bênçãos derramadas, pelo amor, pela aflição, pelas graças reveladas. Graças dou pelo perdão. Graças pelo azul celeste e por nuvens que há também, Pelas rosas do caminho e os espinhos que ela têm. Pelas noites desta vida, pela estrela que brilhou, Pela prece respondida e a esperança que falhou. Pela cruz e o sofrimento e, afinal, ressurreição. Pelo amor que é sem medida, pela paz no coração; Pela lágrima vertida e o consolo que é sem par. Pelo dom da eterna vida, sempre graças hei de dar."

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Boas Palavras - A Igreja Versus Mundo

Diante de algumas circunstâncias que tenho observado em meu dia a dia, acerca da influência que o mundo tem desenvolvido dentro das igrejas, disponibilizarei esta semana um artigo de John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e pastor  da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969. O desafio que trago, não somente a vocês, mas a mim também, é estarmos atentos biblicamente, queridos leitores, guardando o nosso coração do mundanismo e, dessa forma, procurarmos andar conforme Cristo mostra em Seus preceitos. Não é fácil, mas o verdadeiro crente anda na contramão com o mundo. Portanto, leia, reflita e viva a Palavra da Vida:

Por que os evangélicos tentam cortejar desesperadamente o favor do mundo? As igrejas planejam seus cultos com o objetivo de agradar as pessoas que não freqüentam qualquer igreja. Artistas cristãs imitam todas os estilos efêmeros do mundo tanto na música como no entretenimento. Os pregadores estão horrorizados com o fato de que a ofensa do evangelho pode colocar alguém contra eles, por isso omitem deliberadamente partes da mensagem que o mundo não aprovara.

O evangelicalismo parece ter sido seqüestrado por legiões de porta-vozes carnais que estão fazendo o melhor que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, pluralista, mente aberta como as pessoas mais mundanas.

A busca pela aprovação do mundo é o mesmo que prostituição espiritual. De fato, essa foi exatamente a figura que o apóstolo Tiago usou para descrevê-la. Ele escreveu: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4.4).

Sempre existiu e existirá uma incompatibilidade fundamental entre a igreja e o mundo. O pensamento cristão não se harmoniza com todas as filosofias do mundo. A fé genuína em Cristo envolve uma negação de todos os valores mundanos. A verdade bíblica contradiz todas as religiões do mundo. O cristianismo é, por essa razão, oposto a quase tudo que este mundo admira.

Jesus disse aos seus discípulos: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15.18-19).

Observe que nosso Senhor considerou uma realidade absoluta o fato de que o mundo desprezaria a igreja. Em vez de ensinar seus discípulos a tentarem conquistar o favor do mundo, por reformularem o evangelho, para que este se adequasse às preferências do mundo, Jesus advertiu expressamente que a busca pelos louvores do mundo é uma característica dos falsos profetas: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lucas 6.26).

Depois, ele esclareceu: "O mundo... me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más" (João 7.7). Em outras palavras, o desprezo do mundo para com o cristianismo origina-se de motivos morais, e não intelectuais: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras" (João 3.19-20). Essa é a razão por que, não importando quão profundamente diversa seja a opinião do mundo, a verdade cristã nunca será popular no mundo.

No entanto, em quase toda a era da história da igreja, tem havido pessoas na igreja que estão convencidas de que a melhor maneira de ganhar o mundo para Cristo é satisfazer os gostos do mundo. Essa maneira de agir sempre trouxe detrimento à mensagem do evangelho. As únicas épocas em que a igreja causou impacto significante no mundo foram aquelas em que o povo de Deus permaneceu firme, recusou comprometer-se e proclamou com ousadia a verdade, apesar da hostilidade do mundo. Quando os cristãos se esquivaram da tarefa de confrontar as ilusões mundanas populares com as verdades bíblicas impopulares, a igreja perdeu a sua influência e mesclou-se impotentemente com o mundo. Tanto a Escritura como a história atestam esse fato.

E a mensagem cristã não pode simplesmente ser mudada para se conformar com as vicissitudes das opiniões do mundo. A verdade bíblica é fixa e constante, não sujeita a mudança ou adaptação. Por outro lado, a opinião do mundo está em fluxo constante. As tendências e as filosofias que dominam o mundo mudam radicalmente, com regularidade, de geração a geração. A única coisa que permanece constante é o ódio do mundo para com Cristo e o seu evangelho.

Com toda a probabilidade, o mundo não adotará por muito tempo qualquer ideologia em voga neste ano. Se o padrão da história serve como indicador, quando os nossos netos se tornarem adultos, a opinião do mundo será dominada por um sistema completamente novo de crença e todo um novo sistema de valores. A geração de amanhã renunciará todas as modas e filosofias passageiras de hoje. Todavia, uma coisa se manterá inalterada: até que o Senhor volte e estabeleça seu reino na terra, qualquer ideologia que ganha popularidade no mundo será hostil à verdade bíblica, como o foram as suas antecessoras.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Boas Palavras - Sonhar, encorajando-se em Deus


Quando nós somos crianças, criamos e recriamos muitos sonhos, estes às vezes expressos através de um desenho a lápis de cor ou em um diário. Nossas expectativas, na época, eram "pequenas" comparadas com as de hoje, e nossa liberdade para sonhar era bem mais alta, afinal, tínhamos aquele suporte, segurávamos nas mãos dos nossos exemplos. Quando caímos, houve alguém para nos levantar, este o qual estava bem ali... ao nosso lado. Levantou-nos, explicou como as coisas funcionavam e o porquê equilibrar-se na bicicleta parecia tão difícil.

Uma vez perguntaram-me quais eram os meus sonhos. (Um minuto de silêncio, pois nunca tinha listado isso em minha mente). Disseram-me também que os sonhos são uma "fuga covarde" na nossa realidade fria e estática. São uma escapadinha rápida pra aquele lugar feito de éter e algodão doce, onde tudo ao nosso redor é perfeito. Partindo de olhos humanos, não objetivos, nem matemáticos, os sonhos são a força motriz da vida cotidiana, muitas vezes, um alvo tangente à vida que não está muito longe, e nem muito perto demais. Alvo que dão outro sentido ao verbo conquistar. 

Bom, anos passam, e nós amadurecemos. Nossos planos, sonhos e expectativas mudam. Peregrinar neste mundo significa estar viável a todos os tipos de dificuldade. Tornamo-nos inseguros, desconfiados ou frustrados, chegando ao ponto de nos perguntarmos: "Como confiar? Como resolver? Por que para mim, tudo parece ser mais difícil? Será que quando escolhemos não adotar os valores mundanos, o resultado sempre será: Sofrimento? Sou, de fato, feliz?". Estas são algumas indagações que vêm quando passamos por alguma dificuldade ou quando nossos projetos, ainda precoces, parecem desmoronar. Às vezes, todas as coisas pelas quais nos esforçamos parecem desintegrar-se diante de nossos olhos. O que fazer?

Pra início de conversa, leitores, são por estas coisas (e até muito mais do que as citadas anteriormente) que devemos duvidar de nossa própria sabedoria e não confiar em nossos próprios sentimentos, visto que são indignos de confiança. Não nos apeguemos aos nossos planos e expectativas e, sim, confiemos totalmente em Deus. O erro não é planejarmos, mas é vermos neles o motivo da nossa existência. A Palavra de Deus nos diz que o homem planeja o seu caminho, mas é Ele quem dirige nossos passos (Provérbios 16: 9).

Vamos sonhar! Vamos planejar! Mas, não está dando nada certo? Aí é que começa o nosso teste. O primeiro passo é não entrar em desespero. O desespero é pecado, sempre, pois define a nossa incredulidade, outrora escondida, aos planos de Deus. Busquemos ao Senhor, esse é o caminho. Afinal, Ele jamais é vencido. Edward Mote expressou essa verdade em seu hino: "Quando tudo em volta de minh'alma desmoronar, então, toda a minha esperança e firmeza Ele será". Nesse "então" percebe-se claramente que Deus é toda a nossa esperança e firmeza.

O presente não deve determinar o meu ponto de vista a respeito do futuro. Existem ocasiões quando tudo que podemos fazer é esperar e ver o que Deus realizará. O nosso futuro está nas mãos de Deus. Que grandioso!

Todo crente possui sua própria lista de misericórdias manifestadas no passado, sendo capaz de celebrar as realizações anteriores de Deus para com ele. Na verdade, as coisas parecem mais claras quando vistas em retrospectiva. No entanto, temos de aprender a coletar do passado cada instância em que se manifestaram a fidelidade e a provisão divina, trazendo-as a uma equiparação com o presente. Deus nos preserva e não nos lança fora. Há um versículo que diz "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente" (Hc. 3: 17-19) 

Portanto, leitores, esta é a lição que trago hoje a vocês: Encorajemo-nos em Cristo! Lembrando sempre das Suas promessas, do Seu conforto e cuidado. Quando éramos crianças, nosso pai nos ajudava a manter o equilíbrio na bicicleta, nos fazendo a não desistir. Hoje, crescemos, e pensamos já saber a medida certa de tudo, no entanto, as mãos de Deus são o nosso porto seguro. É o nosso Pai eterno, que sabe o momento certo para nos soltar e incentiva-nos a sonhar, planejar... Segundo Seus propósitos!

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