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sexta-feira, 22 de março de 2013

Boas Palavras - Que os surdos ouçam


Semana passada, nos dias 18 a 22 de março, aconteceu na Universidade Federal do Amapá o III Encontro Amapaense de Estudantes de Letras (EAPEL) com o tema "A (re)construção da educação: Reflexão, Ação e Mudança Social". Neste encontro, houve o I Seminário de Libras da UNIFAP e o I Seminário de Literatura Amapaense. 

Dentre as muitas discussões, oficinas e mini-cursos, o interesse em querer ajudar na inserção dos surdos no ambiente universitário foi explícito e bastante aproveitado no Seminário, e não somente quanto à ingressão do jovem surdo na Universidade, mas também ao incentivo àquele professor graduado - surdo -, a especializar-se e, depois, poder assim retornar à sala de aula a fim de ensinar outros com as mesmas dificuldades, estes os quais, muitas vezes, desistem da carreira universitária por não terem o suporte necessário no ensino. O fato de ter acontecido o I Seminário de Libras já é algo a comemorar-se, pois no que diz respeito à surdez há tantas lacunas a serem preenchidas na sociedade, muitos mitos, pouca prática.

Ok, explanei, em um tímido resumo, o que foi tratado no EAPEL, tudo isso em âmbito profissional, certo? Mas sabe, leitores, confesso que não há muito tempo... Para ser mais precisa, a partir de 2011, que meus olhos começaram a olhar com mais apreço aos surdos, não porque eu os desprezava (não, claro que não!), mas simplesmente porque conheci mais a fundo sobre eles, suas dificuldades e percebi do quanto eles precisam de ajuda, do quanto precisam ouvir a Palavra de Deus! Isso, ouvir.

No Brasil, quando falamos de povos não-alcançados, normalmente nos referimos aos indígenas. Porém, há entre nós alguns povos que raramente "ouvem" o evangelho, estes são os surdos. Presentes em cada município do Brasil, eles, segundo o último censo do IBGE, cerca de 6 milhões de pessoas. Segundo a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS), desse total, 40% utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua (ou língua materna). 

Conforme essa realidade singular é percebida, a igreja precisa ter posicionamentos estratégicos para "ouvir" seu clamor por esperança. Não basta apenas saber conversar com eles; mais do que tudo, é necessário também comunicar-lhes, de forma criativa e relevante, a mensagem transformadora do evangelho. 

Ao pensarmos a igreja e a missão, precisamos rever nossos paradigmas. E mesmo que os surdos sejam um desafio transculturalmente expressivo, não podemos esquecer os outros "povos com deficiência": cadeirantes, cegos, surdo-cegos, autistas. 

Será que todos ouvem nossas músicas? Leem nossas Bíblias? Temos sido uma igreja de todos e para todos?

Possuo um imenso desejo em meu coração em aprender mais a Língua dos Sinais (LIBRAS) a fim de contribuir com o reino de Deus! E é um desafio para todos nós, para o corpo de Cristo. Os surdos precisam, sim, de mais atenção em âmbito profissional, mas, principalmente, espiritual. Amar os diferentes aqui e amar os de longe é igualmente importante. Que o Senhor nos aperfeiçoe, discipulando-nos até que todos nós cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus e à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4.13). Uma boa semana, leitores! 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Boas Palavras - A alegria do crente é ultra-circunstancial


Caros leitores, nesta semana deixo vocês com uma palavra de grande encorajamento escrita pelo Rev. Hernandes Dias Lopes, pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória - ES. Tenho fé de que este texto falará muito ao coração de cada um.

"Tiago, líder da igreja de Jerusalém, escreve para as doze tribos da dispersão, gente que estava vivendo no vale do sofrimento, perdendo seus bens e sua liberdade. Para esses crentes fuzilados pelos ventos da perseguição, Tiago traz uma palavra de encorajamento. Destacaremos, aqui, alguns pontos importantes:

Em primeiro lugar, as provações na vida do crente são necessárias. Tiago escreveu: "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações (Tg 1.2). Passar pelo vale da prova não significa ausência do amor de Deus. Ser provado não é falta de fé nem expressão de imaturidade espiritual. A prova é diferente da tentação. O inimigo nos tenta para nos enfraquecer; Deus nos prova para nos fortalecer. O inimigo nos tenta para nos derrubar; Deus nos prova para nos transformar. Um atleta só tem um desempenho notório quando se submete à disciplina das provas. Através das provas, Deus vai esculpindo em nós o caráter de Cristo. Por meio do sofrimento, Deus vai nos burilando e nos tornando semelhantes a Cristo, que aprendeu pelas coisas que sofreu.

Em segundo lugar, as provações na vida do crente são variadas. Tiago diz que os crentes passam não por poucas, mas por várias provações. Essa palavra significa "de diversas cores". Há provas amenas e provas severas. Há provas leves e provas pesadas. Há diversas tonalidades de provas. Para cada prova, entretanto, há uma graça especial de Deus que nos capacita a enfrentá-la. Deus não nos prova além de nossas forças. Com a prova, Deus provê também o livramento. As provas não são produto do acaso, mas têm sua gênese na soberana providência divina. Mesmo quando o diabo e suas hostes lançam seus dardos inflamados contra nós, Deus transforma essas situações em bênção para nós. Podemos afirmar, com uma convicção inabalável: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28).

Em terceiro lugar, as provações na vida do crente são passageiras. As provas vêm e vão, mas nós prosseguimos em nossa jornada rumo ao céu. Cruzamos desertos tórridos, descemos a vales escuros, escalamos montanhas íngremes e atravessamos pântanos perigosos, mas mesmo sangrando nossos pés nesse caminho estreito, marchamos resolutamente rumo à bem-aventurança eterna. Nós nos alegramos não por ficarmos nas provas, mas por passarmos por elas.

Em quarto lugar, as provações na vida do crente são propositais. O projeto de Deus é nossa maturidade espiritual. A provação produz perseverança e a perseverança tem como objetivo sermos perfeitos e íntegros, em nada deficientes (Tg 1.3,4). Não há maturidade espiritual sem prova. Não há fortalecimento das musculaturas da nossa alma sem exercício. Somos provados para sermos aprovados. A fornalha das provações queimam apenas nossas amarras. Deus nos predestinou para sermos conformes à imagem do seu Filho e Deus está trabalhando em nós, transformando-nos de glória em glória, na imagem de Cristo. O cinzel de Deus é a prova. As provações tem como propósito nos desmamar das glórias deste mundo e colocar nossos olhos na recompensa eterna.

Em quinto lugar, as provações na vida do crente são enfrentadas com toda alegria. Não somos como os estoicos que acreditam num destino cego. Não vivemos debaixo do rolo compressor das circunstâncias irremediáveis. Nossa vida é governada pelas mãos daquele que está assentado na sala de comando do universo e governa o mundo. Alegramo-nos não no sofrimento da prova, mas na convicção de que Deus está no controle de toda e qualquer situação e utilizará até mesmo a nossa dor para o nosso bem final. Afirmamos, portanto, com entusiasmo, que a alegria do crente é ultra-circunstancial."
Boa semana para todos nós!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Boas Palavras - Siga seu coração

Quem nunca ouviu a seguinte frase: "Siga seu coração"? Pode-se dizer que ela é tida como um conselho, uma justificativa, uma filosofia de vida para muitos, estes os quais erram, mas dizem - com contentamento - "Pelo menos fiz o que estava sentindo". Parece correto, socialmente aceitável e, principalmente, deixa mais leve a consciência daqueles que são mais "emoção do que razão". 

Na Palavra de Deus exemplos são o que não faltam que mostram acerca do perigo que é basear-se em nosso coração e o por quê dele não ser confiável. Primeiramente, em Jeremias 17:9 há um trecho interessante que diz "Enganoso é o coração, mais do que todas coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?". Se existe algo que nós devemos tomar muito cuidado em nós é o nosso coração. Tudo o que fazemos, nossas motivações, nossos ideais partem daquilo que ele crê. 

Lucas, no capítulo 6 verso 45, diz "O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração". O coração do homem pecador é voltado para aquilo que é mau, para aquilo que desagrada a Deus. Nós não somos pecadores porque pecamos, mas pecamos porque somos pecadores, é algo que desde a queda de Adão e Eva o ser humano carrega em seu coração. 

Jesus Cristo trouxe também algumas más notícias no que diz respeito ao que vem do coração humano: pensamentos vis, imoralidade sexual, roubo, homicídio, adultério, falso testemunho, ganância, malícia, dissimulação, lascívia, inveja, fofoca, arrogância e frivolidades (Mateus 15.17-20; Marcos 7.20-22). Ele conclui, "Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem 'impuro'".

Em Gálatas 5.17-21, Paulo segue a linha de Jesus e nos diz que é inerente a nós a imoralidade sexual, impureza, sensualidade, idolatria, feitiçaria, inimizade, conflito, ciúmes, ira, rivalidade, dissensão, divisão, inveja, embriagues, orgias e outras coisas desse tipo. Após fazer uma lista de desejos pecaminosos, Paulo procede e lista o Fruto do Espírito o qual é desenvolvido através do amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão, fidelidade e domínio próprio. O fruto do Espírito não nos é inerente, mas é trabalhado em nós pelo Espírito Santo.
O coração natural do homem produz um tipo de desejo, e o Espírito produz outro tipo ao nos dar um novo coração. E eles se opõem. Moitas não produzem laranjas. Grama não produz maçãs. E o coração humano não consegue produzir naturalmente o fruto do Espírito.

Percebemos, portanto, que o nosso coração não é o melhor exemplo para ser seguido e nem a sábia opção para "buscarmos a felicidade". Só o Senhor deve ter esse papel em nossas vidas e enquanto não nos esforçarmos para perceber isso, mais choro, menos contentamento e paz haverá, pois nossa esperança estará baseada em nosso coração confuso e decaído. Veem o grande problema? Mas para o nosso consolo, em Jeremias 17: 10 está escrito "Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras."

O único que conhece o nosso coração de fato é o Senhor! O único que pode transformar nosso coração é Deus! Por isso, ao invés de seguir nosso coração, precisamos nos debruçar na Palavra de Deus e pedir pra que Ele molde nosso coração segundo a Sua vontade. Sem a intervenção do Espírito Santo em nossa vida, todas as vezes que "seguirmos nosso coração", vamos acabar sendo enganados por ele. 

Por fim, leitores, se eu pudesse dar um conselho, seria: Não siga o seu coração! Não faça simplesmente o que seu coração mandar! Siga a Cristo. Faça o que a Palavra de Deus mandar. Procure submeter o seu coração à vontade de Deus. A Sua Palavra é a verdade absoluta que pode nos guiar para a vida eterna. Cristo não é enganoso e só Ele pode nos dar um novo coração. Muitas vezes não é fácil ignorar o nosso coração, somos teimosos e, como crianças mimadas, batemos o pé, mas calma.... Sosseguem o coração. Esperem. Lá na frente teremos a recompensa de todo o nosso esforço, abdicações e confiança nAquele que nos sustenta. "O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo" (Pv. 28: 26). Uma boa semana a todos!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Boas Palavras - Kamila Azulay - Diariamente, costantemente


Vazio. Envolvemo-nos demais com as coisas deste mundo, procuramos satisfazer todos os dias os desejos dos nossos corações, damos mais ouvidos às nossas próprias vontades, perdemo-nos em meio aos afazeres diários, e quando, depois de muito adiar, procuramos a voz de Deus, tudo o que ouvimos é o som do grande vazio no qual definha a nossa alma.


É incrível a facilidade que temos para nos envolvermos com as coisas carnais e negligenciarmos as espirituais! Tudo começa com a preguiça, esse pecado tão confortável que nos amarra a uma vida bastante convidativa de muito descanso e aparente serenidade, e quando menos esperamos já não dedicamos mais tempo à leitura e meditação na Palavra de Deus, e a oração se torna um ato mecânico semanal, que só ocorre na igreja de domingo em domingo. A desculpa para isso é a falta de tempo e o cansaço adquirido quando estávamos cuidando de nossos próprios interesses.

A preguiça e a negligência na vida devocional são apenas os primeiros passos para um abismo que não tem fim. A seguir, encontramos coisas como a maledicência, a inveja, o egoísmo e a autocomiseração, muito frequentes nos corações, nos lábios e nas ações de quem não tem tempo para estar com Deus. Nossas palavras se tornam ásperas, pronunciadas por uma língua afiada e venenosa. Nossos olhos passam a cobiçar o que não nos cabe possuir e nossos pensamentos amaldiçoam os que têm o que desejamos. Ficamos cegos para as necessidades do outro, uma vez que o nosso "eu" passou a ser o centro, e, uma vez que isso acontece, não temos pena de mais ninguém a não ser de nós mesmos, já que somos sempre os injustiçados e carentes de atenção.

O resultado disso é evidenciado nos nossos relacionamentos fracassados e superficiais, que assim ficaram por uma culpa exclusivamente nossa. Mais uma vez, nos encontramos sozinhos no vazio. O vazio das amizades perdidas, o vazio das famílias e casamentos destruídos, o vazio da solidão. Nossa excessiva preocupação com o "eu" nos recompensa exatamente com aquilo que mais amamos: a companhia solitária de nós mesmos.

Parece duro, não é mesmo? Tudo isso soa bastante dramático e melancólico, mas é assim que acontece quando nos distanciamos de Deus. E tudo começa com o abandono da vida diária com o Senhor, com a negligência daqueles momentos a sós na presença do Pai. É quando começamos a tirar os olhos dEle e a olhar mais para o mundo e para nós mesmos que as coisas desandam. É quando deixamos de ver e ouvir Deus em cada minuto do nosso dia que a vida perde o sentido e se transforma em uma grande confusão.

Muita gente acredita ser desnecessário manter uma vida devocional diária, separando momentos a sós com o Senhor para oração e meditação na Palavra. Eu digo, por experiência própria de tudo o que já mencionei acima, que sem estar em contato todos os dias com o Pai Celestial não é possível viver. Se nossa existência for voltada exclusivamente para o cuidado dos nossos interesses pessoais, o que nos resta é uma sobrevida, com uma capa de espiritualidade que vestimos aos domingos para ir aos cultos e o resto dos dias envolvidos na mais densa e palpável escuridão. 

Para que o nossos corações não sejam endurecidos a ponto não mais ouvirmos a voz do Mestre, é necessário que estejamos em constante contato com Ele por meio da oração e da leitura da Bíblia. Quando nos afastamos disso, o que nos resta é o contato direto com esse mundo que, por não ter nada de verdadeiramente bom para nos oferecer, nos deixa em um grande vazio. O trabalho acaba, os estudos terminam, os momentos de descanso e lazer passam, e o que permanece é a solidão da alma que já não escuta a voz do seu Criador.

Devemos aprender a priorizar o que é essencial. Não é fácil buscar a Deus todo dia, pois é necessário disposição e renúncia, mas vale a pena. Caminhar diariamente ao lado daquEle que verdadeiramente nos ama é única maneira de se viver plenamente e não cair no vazio da perdição eterna. 

Que o Senhor nos ajude diariamente a olhar mais para Ele do que para todo o resto.

"Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal." Pv 28:14

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Boas Palavras - Perseverança


Paulo orou para que os cristãos fossem "fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua [de Deus] glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, dando graças ao Pai" (Cl. 1:11-12). Somos chamados a uma vida de perseverança capacitada por Cristo e acompanhada pelo dar graças com alegria. A perseverança exige paciência, porque a recompensa das escolhas certas de hoje virá, mas talvez seja daqui a meses ou anos, ou somente depois que deixarmos este mundo. Aqueles que tamborilam enquanto esperam o microondas terminar seu trabalho demonstram que a perseverança duradoura não surge naturalmente.

Paulo desafiou seu discípulo, dizendo: "Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus" (2 Tm. 2:3). Os soldados esperam dificuldades e são treinados para enfrentá-las. Os humildes guerreiros de Cristo devem viver como companheiros de braços dados a serviço de seu Comandante, no território ocupado do inimigo. 

Hoje, obstáculos e distrações fazem a perseverança na vida cristã parecer inatingível. Nossas tentações não são piores do que as que haviam em Corinto, no século I. Mas a televisão, os computadores e telefones celulares trazem aos nossos lares aquilo que costumava ser achado tão-somente em becos escuros. Em nossa Corinto tecnológica, as tentações são apenas um teclado ou um clique de mouse para irmos adiante.

O fracasso em perseverar - no casamento, no trabalho, na igreja ou em qualquer área da vida - tornou-se normal. Uma obediência permanente e consistente, sem desvios periódicos ao pecado e à falta de frutos, parece um sonho impossível. O pecado se tornou tão comum, tão esperado, que os crentes santos ou são elevados à categoria de heróis, ou são rejeitados como legalistas.

Em nossa sociedade descartável, usamos algo e, em seguida, jogamos fora (quer seja um prato de papel, uma esposa, uma igreja ou uma carreira). A filosofia do prenda-se-a-isso é uma relíquia de outra época - algo que os monges faziam e nós não podemos fazer. E por que deveríamos fazê-lo? Quem deseja trabalhar com afinco ou se tornar entediado por permanecer no mesmo curso, quando infinitas alternativas nos chamam?

No entanto, a essência da vida cristã não pode mudar com a cultura. As palavras de Paulo aos crentes de Colossos e a Timóteo são palavras que se aplicam a nós. Não devemos nos esquivar do sofrimento. Devemos suportá-lo com paciência e ações de graça. Temos de seguir a Cristo desde o começo até ao fim, arrependendo-nos imediatamente de nossos pecados e movendo-nos à profunda devoção. Sim, haverá tempos áridos, mas, no aspecto geral, o gráfico de nosso crescimento espiritual se elevará de modo uniforme, e não haverá desvios que façam nossa vida terminar em uma choradeira inútil.

A perseverança é a chamada de Cristo para que o sigamos e terminemos com firmeza, para a glória de Deus. Não há chamada mais sublime, nenhum privilégio mais elevado, nenhuma alegria maior. Que o Senhor nos ajude a buscar essa perseverança, queridos! Esta é a minha oração dia a dia. Fiquem com Deus.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Boas Palavras - O Cristão e o carnaval


Caros leitores, nesta semana deixo vocês com um texto muito interessante sobre as festividades que estamos presenciando. Ele foi escrito pelo Rev. Emerson Duarte Brasilino, da Igreja Batista Nova Jerusalém (Campinas - SP), e apresenta de maneira simples qual deve ser a postura do cristão diante do carnaval, festa de exageros e destruição da alma, da família e da moralidade.

"Quando partimos em busca da origem desta festa pagã, chamada Carnaval, ficamos perdidos em meio a posições e opiniões diferentes. O mesmo acontece com a etimologia do seu nome. Estudiosos afirmam que a palavra deriva da expressão latina "carnem levare", modificada depois para "carne, vale!" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII e que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma.

A grande questão, no entanto, não é como surgiu o Carnaval, nem mesmo a origem de seu nome, mas sim o que esta data representa hoje e o que ela inspira, principalmente entre nós brasileiros. O Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comilança, excessos em geral, muita violência e liberação sexual, de modo que a cada ano a promiscuidade vem sendo plantada de forma perniciosa dentro dos lares. As famílias têm colhido frutos amargos como conseqüência do comportamento desregrado durante essa comemoração por muitos chamada de "Festa da Carne".

Assim sendo, seria sensato um Cristão participar de uma festa onde são propagados princípios que em tudo contrariam a Palavra de Deus? Seria sensato que uma igreja, ao invés de ir para um retiro espiritual, se proponha a seguir um bloco carnavalesco em busca dos foliões que necessitam de salvação?

A Bíblia afirma, de maneira clara, que devemos fugir das paixões da mocidade, ou seja, evitar, pela fuga, a exposição a algo abominável, que poderá atrair nosso coração, levando-nos a práticas que não estão em conformidade com a vontade de Deus (II Timóteo 2.22).

Embora a intenção de alcançar para Jesus os foliões seja interessante, devemos entender que esses foliões se encontram sóbrios, todos os dias, nas filas dos bancos, nos corredores dos supermercados, nos pontos de ônibus, nas cadeiras das escolas e faculdades, ao nosso lado nas empresas onde trabalhamos, nos parques por onde andamos, etc.

Indo além, será que temos maturidade espiritual para colocarmos a cabeça dentro da boca do leão e não sermos feridos? Será que o nosso velho homem continuará crucificado ao nos depararmos com toda sensualidade que o carnaval proporciona?

Será que vale a pena colocar em jogo a nossa integridade espiritual contra um adversário tão sagaz como Satanás, numa época como essa, em que todas as fortalezas do inferno estão procurando a quem possam tragar? Não estamos dizendo que o diabo é mais poderoso que nosso Deus, apenas antevendo a possibilidade de estar entrando em um campo de batalha sem a devida armadura de Deus.

A última questão é: será que, com o passar dos anos, o grupo carnavalesco "cristão" não se tornaria cada vez mais parecido com o mundano, perdendo, assim, o seu propósito inicial? Com o passar dos anos, será que não acabariam achando o carnaval algo natural?

Que Deus conceda graça a seu povo a fim de que sigam a fé, o amor e a paz com os que de coração puro invocam o Senhor (II Timóteo 2.22)."
Uma boa semana para todos nós!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Boas Palavras - Ao escolher uma escola você costuma fazer esta pergunta: O que estão ensinando aos nossos filhos?


Diante do contexto de volta às aulas surgiu-me a idéia em compartilhar com vocês acerca de um livro, o qual minha irmã, recentemente, comprou. Chama-se "O que estão ensinando aos nossos filhos?" de Solano Portela. Muitos pais estão ainda no processo de buscar uma escola para seus filhos. As incansáveis idas a diferentes lugares para ver as instalações e conhecer alguns funcionários e professores toma tempo e energia de pais preocupados com a educação dos filhos. Mas a maioria esquece de fazer a pergunta do título do artigo, até por assumirem que a educação escolar é neutra e, ao final, tudo igual...mas não é bem assim. Segue abaixo parte do prefácio da obra, escrito por Mauro Meister, a fim de que você se sinta encorajado a uma leitura a fim de saber, com uma base cristã sólida, fazer a melhor escolha:

Do Prefácio da Obra

"Prefaciar esta obra é um privilégio. Sou o discípulo sendo honrado pelo mestre, apresentando sua obra! Minha apreciação, amor e vocação pelo tema deste livro foram fomentados e estimulados pelos escritos e pela pessoa de Solano Portela, como instrumento nas mãos de Deus para minha formação. Ao longo de alguns anos tivemos muitas oportunidades de conversar, discutir, debater, trabalhar e produzir dentro de um movimento que continua incipiente, porém, em pleno crescimento no Brasil: a educação escolar cristã.
Ainda que as escolas cristãs do ramo protestante já tenham história centenária no solo brasileiro e muitos homens e mulheres de valor tenham dedicado suas vidas inteiras a este trabalho, algo ficou faltando: uma base teórica sobre a qual pudéssemos refletir a educação escolar cristã e desenvolver métodos e sistemas de ensino com sólida fundamentação da cosmovisão bíblica. 

[...] Quando as primeiras missões protestantes chegaram ao Brasil, ainda no império, imediatamente perceberam a necessidade da educação do povo, e daí nasceram as primeiras escolas protestantes. Cheias de vigor, trouxeram inovações e pensamento revolucionário para o contexto educacional. Refletiam preocupação missionária e redentiva para o processo educacional. Algumas se tornaram modelo de excelência em educação, deixando marcas profundas nas vidas dos que ali passaram.

Porém, a dinâmica do mundo em processo de globalização e secularização não deixou estas escolas protestantes ilesas. Novos conceitos educacionais altamente naturalistas nas suas bases vieram como um rolo compressor sobre o sistema educacional tradicional brasileiro e de dentro de nossas universidades começou a ecoar uma nova voz que exigia o exercício de uma educação que preparasse para uma nova realidade, o cidadão autônomo, livre. Somado a uma série de outros problemas como a falta de planejamento, investimentos, corrupção e desvio de verbas, a educação praticada no Brasil tem mostrado resultados vergonhosos. Em um ranking de 65 países, o Brasil se colocou como 53º no último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA 2009). 

Mas o problema não reside apenas no quanto nossos alunos são capazes de ler e realizar operações aritméticas, seja na escola secular ou religiosa. O problema maior está na formação moral dos alunos destas escolas. A criação do estado laico passou a ser confundida com um estado ateu e a escola laica, da mesma forma. Nesse processo as escolas de origem cristã protestante praticamente perderam sua identidade e quaisquer elementos distintivos na sua pedagogia. Passaram a adotar como modelos de excelência os mesmos modelos ensinados nas universidades, sem críticas e sem questionamentos, não percebendo que nas bases fundamentais destes modelos e teorias pedagógicas encontrariam pressupostos absolutamente anticristãos.

Assim como a educação brasileira em geral passa por uma crise de resultados, as escolas de origem cristã protestantes passam por uma crise de identidade, necessitando responder com urgência a questões como: o que é educação cristã escolar? O que é e como se deve ensinar em uma escola cristã? [...]

O livro é dividido em três grandes partes que relatam: a) O Contexto: como se encontra o atual cenário da educação no Brasil, tanto secular quanto religiosa, principalmente orientada pelas teorias construtivistas; b) O Contraste: a plausibilidade da educação cristã como uma alternativa; c) A Proposta: uma proposição para o desenvolvimento de uma pedagógica cristã, como mencionada acima, chamada de 'Pedagogia Redentiva'.

[...] Como dito anteriormente, trata-se da reflexão sobre a experiência numa caminhada que amadureceu ao longo do tempo. Solano Portela estabelece em seu livro o "ponto de fuga" sobre o qual poder-se-á construir toda uma perspectiva para a educação escolar cristã no Brasil."

Espero que vocês tenham apreciado esta pequena exposição, leitores! Recomendo a leitura aos pais, aos que almejam ser pais, tios, avós, especialistas da área da educação, etc. Uma boa semana! Até mais.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Boas Palavras - Por amor de ti, Macapá


Durante esta semana nossa amada capital comemora seus 255 anos. Muita festa está sendo realizada com programações culturais diversificadas, homenagens e muitos discursos de exaltação a esta cidade tão abençoada que, de fato, é um excelente lugar para se viver bem. Não sou natural de Macapá, mas moro aqui há tantos anos que já nem posso me lembrar da vida em meu estado de origem, o que me leva a considerar-me uma macapaense de coração. 

Nesta cidade eu fui criada, nesta cidade eu conheci as pessoas que tornam meus dias mais alegres, nesta cidade eu estou construindo a minha vida, e dou graças a Deus por tudo que vivo aqui. Mas, como todos aqueles que amam este lugar, não posso fechar os olhos para as mazelas que aqui se apresentam, e angustiado se torna meu coração ao observar quão descuidada está a nossa terra.

Não é novidade nenhuma que Macapá enfrenta momentos de crise nos mais diversos setores e esferas, e não é meu objetivo neste momento apresentar uma lista com os problemas que todos nós já conhecemos e vivenciamos diariamente. Não. Meu intuito é refletir brevemente com você, caro leitor, sobre como (ou até mesmo se) estamos apresentando nossa terra em oração ao Senhor para que ela seja novamente bendita e próspera, não apenas no que se refere ao plano material, mas, principalmente, no que diz respeito ao espiritual. Será que temos de fato olhado para Macapá com o amor e a compaixão que deveríamos, a ponto de rogarmos incansavelmente por ela?

Como servos do único Deus vivo, temos a responsabilidade de interceder por nossa cidade de maneira incessante, olhando de maneira inconformada para os flagelos da nossa sociedade e vivendo de maneira a demonstrar o amor que Deus tem por esta capital. Não podemos nos acomodar com a maldade, com a idolatria e com a desonestidade que tanto se fazem presentes no nosso meio. Somos chamados a nos levantarmos para fazer a diferença por meio de ações e súplicas, pedindo ao Senhor que tenha misericórdia de nós e nos conceda a restauração. 

A Bíblia nos orienta a orarmos por nossas autoridades "para que vivamos vida tranquila e mansa" (1Tm 2:1,2), mostrando-nos assim que há esperança para os escândalos políticos, para a má administração pública e para as calamidades que assolam a sociedade macapaense, desde que dobremos nossos joelhos e dediquemos tempo à oração. Entretanto, esse clamor não deve ser comemorativo, ocorrendo somente nesta data, mas sim um compromisso diário e constante. A exemplo do que diz em Isaías 62, não devemos nos calar e nos aquietar até que seja vista e reconhecida a justiça e a salvação manifestadas em Macapá. Por meio de nós, povo de Deus, nossa capital pode se transformar em um lugar ainda melhor, tornando-se "uma coroa de glória na mão do Senhor" (Is 62:3). 

Macapá tem seu lugar no coração de Deus, como terra querida na qual habita um povo amado. Ela deve ter lugar nos nossos corações também, não somente nos elogios às suas belezas naturais e rica cultura, mas primordialmente nas nossas orações. Firmemos este compromisso: Por amor de ti, Macapá, não nos calaremos e nem nos aquietaremos até que o Senhor te restaure a sorte. Por amor de ti, Macapá, proclamaremos a salvação até que todos aqui conheçam a Glória do Deus que te criou.

Que Deus nos ajude a sermos verdadeiros intercessores e que Ele conceda à nossa amada cidade toda sorte de bênçãos espirituais. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Boas Palavras - Dias completos


Olá, queridos leitores! Esta semana estarei publicando um texto produzido Bruna Thalita Silva, do site Eu Escolhi Esperar. Espero que vocês gostem e sirva de aplicação em suas vidas, assim como foi na minha. Vamos lá.

"Tenho percebido que todas as sextas-feiras, seja em redes sociais ou nas falas das pessoas, estamos sempre nos alegrando, afinal o final de semana está chegando e poderemos descansar. Não tem nenhum problema em amar os finais de semana, eles foram feitos para o nosso descanso e isso é uma coisa boa. A grande questão é que grande parte de nós começamos nossas semanas amaldiçoando nossos dias. Como? É perceptível que todos os domingos, grande parte de nós já começamos a reclamar sobre a segunda-feira e dizemos o quanto não gostamos dos dias de semana. Enchemos nosso coração de preguiça, indisposição e tristeza porque uma nova semana se inicia e por isso nos privamos de viver dias completos. Entristecemo-nos porque na segunda teremos que trabalhar, estudar, acordar cedo e teremos muitos compromissos.

Pense se todo domingo, você iniciasse sua semana abençoando a segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira... Pense que todos os dias seriam totalmente vividos e completos. Eu sempre disse que amava as segundas-feiras, porque sempre as tratei como novas oportunidades, as trato como trato o Ano Novo, trago esperança para os meus dias, vida, força e disposição. E por isso tenho vivido segundas-feiras completas e não apenas as segundas, mas todos os dias da semana!

Certa vez, em uma ministração, um Pastor disse que quando amaldiçoamos a nossa terça, perdemos até as bênçãos da quarta. Precisamos aprender a viver os dias com completude, só assim chegaremos à velhice e teremos a certeza que vivemos uma vida que valeu a pena ser vivida. 

Você já pensou que grande parte das vezes, deixamos de viver a vida e curtir nossos dias porque não os vivemos completamente? Estamos vivendo os dias pela metade, ou ainda, não estamos vivendo todos dias... Selecionamos os dias que queremos viver, curtimos as sextas e os sábados e nos esquecemos de que apesar de nos outros dias trabalharmos, estudarmos e termos uma "rotina", ainda assim podemos viver todos os dias completamente. Nos esquecemos que ser feliz e sorrir não são fatos reservados aos fins de semanas, mas são para ser vividos todos os dias, e é super possível vivermos a completude e a totalidade dos dias.

Você já pensou em Deus criando a Terra, planejando todas as coisas para que nós vivemos aqui? Será que Ele a criou para que vivêssemos apenas o sétimo dia? Será que fomos criados apenas para descansar e curtir? A Terra e nem mesmo nós fomos criados apenas para o descanso, mas também para o trabalho, Deus fez os dias e as noites para que os vivêssemos intensamente. Viva seus dias debaixo do cuidado do Pai.

Quando trazemos Jesus para nossa vida, Ele nos ensina a vivermos dias completos, Ele traz totalidade aos nossos dias, sabe por quê? Porque na verdade, Ele é completo e total, assim quando Ele entra na nossa vida e nos nossos dias Ele traz tudo isso para nós. E é maravilhoso."

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Boas Palavras - Aprendendo a esperar


Esperar. Eis uma coisa que é difícil, não é mesmo? Como se torna árdua a simples ação de não agir e simplesmente esperar! Cada dia mais imediatista e dinâmica, nossa sociedade está acostumada a buscar resultados instantâneos, que surgem de maneira automática em consequência de nossas frenéticas atitudes. Os planos em longo prazo possuem prazos cada vez mais curtos e muitos só consideram que vale a pena correr atrás de um sonho se esse puder ser rapidamente alcançado. Acredito que seja por isso que ficamos tão frustrados quando nos deparamos com momentos em que as circunstâncias fogem do nosso controle e não há nada possamos fazer a não ser esperar que as coisas aconteçam.

Nesses dias tenho vivido essa angústia da espera de forma intensa. Terminei meu curso superior (Glória a Deus!), passei em um concurso público (Deus é maravilhoso mesmo!) e estou na expectativa de ser chamada ainda em janeiro. Como é difícil essa fase! Já não sou mais universitária e ainda não tenho um emprego de fato. Tenho uma profissão, mas ainda não estou trabalhando. Enquanto aguardo a convocação do governo, fico em casa, enchendo-me de ansiedade, sem um tostão furado nos bolsos, simplesmente esperando o futuro acontecer.

O que torna tudo extremamente difícil é o fato de eu não poder fazer nada para apressar as coisas. Existem mil problemas que preciso resolver na universidade para conseguir meu diploma e poder assumir o cargo, mas só posso resolvê-los quando a tal convocação for publicada eu tiver uma cópia dela nas mãos (burocracia é assim mesmo). Não me resta nada a não ser esperar. Já me peguei muitas vezes murmurando, reclamando que está demorando muito, que não aguento mais ficar em casa, e já até mesmo duvidei que fosse dar certo, imaginando mil motivos pelo qual minha espera poderia ser em vão. Minha fé começou a ser abalada e esperar se tornou uma aflição.

Diante dessa realidade, fico hoje a pensar em alguns motivos que podem levar alguém a ser obrigado a simplesmente esperar. Uma pessoa que já distribuiu milhares de currículos, participou de várias entrevistas e aguarda alguma resposta positiva. Uma mulher grávida que tem que esperar pacientemente pelo cumprimento do período de gestação para ter seu lindo e amado bebê nos braços. Alguém que está solteiro e tem que esperar a pessoa certa cruzar seu caminho para viver o romance que sempre sonhou. Sonhos valiosos, dignos e honrosos, mas que, ainda assim, devem esperar, e não se pode fazer nada para apressá-los.

Mas em meio a esses dias em que as horas passam devagar, Deus tem me mostrado coisas interessantes que têm me ajudado a ver esse momento de espera em que vivo como algo muito precioso. Ele lembrou-me de que "Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu." (Ec 3:1). Sendo assim, não devemos afligir nossos corações e nos deixar abater a alma como se os resultados do que plantamos nunca fossem chegar ao tempo de serem colhidos. Já fizemos o que podia ser feito... Agora, basta esperar o tempo certo para que o resto aconteça. Existe um ditado que diz que "Deus tarda, mas, não falha". Discordo plenamente. Deus nunca falha e muito menos tarda... Nós é que nos apressamos. Tudo tem seu tempo certo, já determinado por Ele, e quando só o que podemos fazer é esperar, podemos confiar que tudo acontecerá na melhor hora, pois quem está no comando não erra nem se atrasa.

Outra coisa que tenho aprendido é que o tempo da espera pode ser muito útil se for bem aproveitado. Passei dias reclamando de tédio, de não ter nada para fazer, até que Deus me mostrou mais tarefas do que eu poderia imaginar. Percebi que podia estudar mais, ajudar mais minha mãe nos afazeres domésticos, organizar as coisas que se acumularam durante os quatro anos de universidade, ler os livros que gosto e que durante as aulas não me sobrava tempo para apreciar, visitar amigos que precisam (ou não) da minha companhia, e tantas outras coisinhas simples, mas muito prazerosas. O tempo da espera não é tempo perdido, mas sim de descanso, planejamento e preparação para o que está por vir.

Caro leitor, nossas vidas já estão todas escritas no livro de Deus e nossos dias são todos contados e conhecidos por Ele. Ele não se esquece de nós, não deixa de cumprir seus propósitos. Por mais que pareça estar demorando e por mais longa que seja a espera, podemos confiar no poder e na direção daquEle que nos ama e nos preparou o melhor. Tenho buscado aprender com tudo o que estou vivendo, e posso ver o agir de Deus em cada uma das horas que sou "obrigada" a aguardar, e isso tem me dado forças. Tudo tem seu tempo e esperar pelo tempo de Deus sempre é o melhor. Eu creio.
Uma boa semana para todos nós!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Boas Palavras - Esmagados pela rotina diária

Queridos leitores, escrevo este texto exatamente às 01h20min e que, diante das circunstâncias, é um horário bem exaustivo. No entanto, este foi o tempo que me restou hoje para trabalhar um assunto decente a fim de ser externado a vocês. Após horas pensando e sentindo-me um caco e decepcionada por não ter nada de novo para apresentar, resolvi comentar um pouco a respeito da rotina louca e alguns reflexos dela que nós, seres humanos, enfrentamos.

Imediatistas é o que somos. Não sabemos esperar e queremos que tudo ocorra como bem queremos, e é a partir daí que nossos problemas são desencadeados. Exigimos tanto de Deus, que graciosamente nos derrama tantas bênçãos, mas nos recusamos, muitas vezes, a obedecê-Lo. Importamos-nos mais com o nosso tempo do que o tempo dEle. As conseqüências, queridos, são inúmeras..., mas uma delas é o fato de nós esquecermos que há um Deus durante nossa semana corrida!  

Durante esta semana assisti em algum telejornal, um fato, no Brasil, que se dizia respeito a um cara que havia jogado uma bomba dentro do carro – em movimento -, o qual encontrava-se com o vidro aberto. Dentro, havia um casal, que ficaram gravemente feridos – o que já era de se esperar. A minha primeira reação foi exclamar “Meu Deus, estamos sujeitos a tantos perigos que nem imaginamos! Uma bomba? Lançada por um desconhecido? Só Deus para nos proteger, mesmo!”. Portanto, há um Deus sempre, todos os dias, muitos é que se lembram dEle somente aos domingos – e olhe lá. 

A rotina tem o poder de nos massacrar tão fortemente, que nós, míseros pecadores, cambaleamos facilmente e esquecemos daquele tão precioso e conhecido versículo “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Coríntios 10: 31)

O Senhor não quer o restozinho do seu dia, e sim que você seja um instrumento dEle durante todo o dia. A rotina realmente nos cansa, estressa-nos e até nos desmotiva, mas durante um dia só, leitores, o Senhor nos ensina tantas coisas. Com situações mínimas notamos que, de fato, sem Deus nós não somos nada. Quando compreendemos a grandiosidade que Ele é, entenderemos que todo o amor e cuidado dEle derramado em nós, não merecemos, é por pura Graça.

Kevin DeYoung  diz que estar ocupado é como pecado: mate-o ou ele está te matando. Segundo ele, a maioria de nós cai num padrão previsível. “Começamos a ficar sobrecarregados por um ou dois projetos. Então, nos sentimos esmagados pela rotina diária. Então, nos desesperamos de nunca sentir paz novamente e prometemos que algo tem que mudar. Então, duas semanas depois a vida é mais suportável, e esquecemos o nosso juramento até que o ciclo comece tudo de novo.

A presença de muita ocupação nas nossas vidas pode apontar para problemas mais profundos. Alguém disse que “estar ocupado serve como um tipo de tranquilização existencial, uma barreira contra o vazio”, e é isso mesmo. O maior problema em estar ocupado demais é que devem existir problemas maiores que você NUNCA teve tempo para considerar.

Creio que ser uma pessoa ocupada não garante que você seja um cristão fiel, e sim que você está ocupado, assim como todo mundo. E como todo mundo, a sua alegria, o seu coração, e a sua alma estão em perigo, pois, pecadores com nós somos, sem a comunhão diária com Cristo, a tendência é enfraquecermos e esquecermos-nos de Deus. 

Hoje, eu estou cansada, meu corpo, meus olhos pesados precisam de descanso e o meu coração de Cristo. Estas palavras aqui ditas, servem para você, servem para mim. Finalmente, precisamos da palavra de Deus para nos libertar. Precisamos da sabedoria bíblica para nos guiar corretamente. Precisamos é do Médico dos médicos para curar as nossas almas sobrecarregadas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Boas Palavras - Tempo de gratidão

Amigo leitor, que clima delicioso estamos vivendo, não é mesmo? Dias de renovo, de esperança, de relembrar o que passou e projetar os próximos passos. Ao percorrer as redes sociais li muitas retrospectivas pessoais, nas quais meus amigos listavam suas experiências no ano que se encerrou, olhando tudo o que passou com alegria ou pesar, dependendo das circunstâncias. 

Chamou-me a atenção o fato de que, independente de 2012 ter sido pontuado por muitas decepções e tristezas, muitos olhavam para trás agradecidos por terem vivido tais experiências e estarem encerrando mais um ciclo de suas vidas. Outros, entretanto, apesar de não terem passado por circunstâncias tão adversas, reclamavam e lamentavam, sem enxergar quantas bênçãos haviam recebido. Diante disso, fiquei a perguntar-me: será que temos conseguido perceber o quanto temos a agradecer ainda que diante da adversidade?
A Bíblia nos orienta a sermos gratos em todos os momentos ("Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." - 2 Tl 5:18) e certamente isso não inclui somente as situações que consideramos boas. Obviamente, não é fácil ter um coração agradecido quando as coisas não vão bem ou quando parece que nunca chegará nossa vez de conquistar o que tanto sonhamos. Todavia, não podemos esquecer que até quando não percebemos Deus está agindo em favor daqueles que O amam.

A Palavra do Senhor nos diz que não sabemos como Ele trabalha ("Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas." - Ec 11:5), portanto, o que hoje nos parece mal pode amanhã revelar-se um grande bem. Assim, independente das circunstâncias, sempre é tempo de gratidão, pois o agir de Deus em nosso favor é constante e, muitas vezes, misterioso. No tempo certo entenderemos, mas em todo tempo devemos agradecer.

Alguém disse que só existem duas maneiras de se viver: uma é achar que não existem milagres e a outra é pensar que tudo é um milagre. Faço parte dos que acreditam que cada dia é um milagre e, sendo assim, todo mínimo acontecimento é mais um motivo para se ter um coração grato. Acordar, ainda que depois de uma noite não muito boa, poder trabalhar, mesmo que não seja o melhor emprego do mundo, fazer um lanche por mais simples que ele seja. Tudo isso faz parte da manifestação do cuidado de Deus por nós e deve ser razão suficiente para vivermos verdadeiramente agradecidos.

Outra coisa que não podemos esquecer é que não é apenas no final e início de cada ano que devemos mostrar gratidão pelas bênçãos recebidas. Se todos os dias apresentam novos motivos para agradecer, por que não ser grato sempre? Ao invés de reclamar pelas dificuldades, por que não mudar a perspectiva e olhar a vida com um espírito que louva a Deus pelas coisas maravilhosas que Ele tem feito? Tenho certeza que assumindo essa postura até nosso humor pode mudar e, de fato, nossos dias serão mais felizes.

Espero que seu ano, amigo leitor, seja repleto de alegrias, paz, amor e infinitas bênçãos espirituais, e que você possa enxergar tudo com um coração grato, louvando a Deus por Seus poderosos feitos.

Boa semana, um feliz 2013 e que o Senhor seja com você.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Boas Palavras - "E não te esqueças de nenhum só de Seus benefícios" (Salmos 103:2)

Eis que chegamos em 2013, leitores! Mesmo diante de muitas especulações sobre o fim do mundo. É assustador perceber a rapidez com que o ano de 2012 findou. Graças a Deus que por mais um ano Ele tem nos sustentado, não é? Semana passada, a minha companheira nesta coluna, Kamila Azulay, tratou de questões reais com soluções tão confortadoras..., abordando acerca dos nossos sonhos, daquelas pedras no caminhos as quais nos fazem tropeçar e, muitas vezes, desistir de confiar, desistir de sonhar, desistir de acreditar que há um Deus que pode nos dá esperança, sempre! 

Confesso que o ano de 2012 foi um ano bem difícil para mim, caros. Muitas bênçãos Ele derramou durante o caminho, mas também muitas foram as provações, dificuldades e lágrimas. Na verdade, a fé cristã envolve certo dispêndio de sangue, suor e lágrimas. Jesus nos chamou para sermos discípulos - a despeito de nossas circuntâncias. Quando vamos a Cristo, Ele remove alguns de nossos problemas - o fardo do pecado, da culpa, da desesperança e da separação de Deus - e o Senhor nos diz: "Tomai sobre vós o meu jugo" (Mt. 11: 29). Não se trata de um jugo demasiado pesado para carregarmos, pois o próprio Cristo o carrega conosco. Assim nos diz o Senhor: "O meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt. 11: 30). Todavia, Ele nos chama para que O sigamos, seja qual for o custo, e o Senhor jamais nos promete que nossa trilha será sempre suave. Nenhuma vida está livre de seus problemas próprios.

Aqui, nesta coluna, é um aprendizado. Não vale escrever de qualquer forma, há um estudo, há pesquisas, às vezes, não é nada fácil, estamos cansados, tristes e angustiados de uma tal forma que o silêncio acaba sendo uma alternativa sufocante. Entretanto, conseguimos, com a graça de Deus, concluir mais um ano de trabalho, mais um ano de exposição da busca em querer agradar a Deus, dos desafios que a vida cristã oferece. 

O ano de 2013 chegou, que tal agradecermos por aquele já foi embora? Pelas cicatrizes que ele nos deixou, mas nos fortaleceram? Agradecermos também para que nossos sonhos e forças sejam renovadas por mais este ano! Deus sabe de tudo que nos espera este ano, logo, não existe melhor pessoa para recorrermos do que a Ele. Necessitamos conforto do Senhor, nada somos sem Ele. Ah, amigos... há tanto para se agradecer e milhares que necessitam das nossas orações. Devemos a cada dia estimular nosso coração, nossa mente e boca a estarem inteiramente agradecidos a Deus, pois devido a nossa alma pecaminosa, tendemos a acomodar-nos e esquecermos de agradecer a Deus até mesmo pelo dom da vida e salvação! "De toda cegueira ...e dureza de coração, Ó bom Senhor, livra-nos".

Finalizo o artigo desta semana expondo um antigo lindo hino de Storm e Denyszezuck, o qual mostra o quão gratos deveríamos ser/estar...por grandes e tão pequenas coisas. Estas são as minhas palavras por hoje, queridos leitores. Desejo-lhes uma ótima semana, que o nosso Senhor nos abençoe e nos dê sabedoria. "Graças dou por esta vida, pelo bem que revelou. Graças dou pelo futuro e por tudo que passou. Pelas bênçãos derramadas, pelo amor, pela aflição, pelas graças reveladas. Graças dou pelo perdão. Graças pelo azul celeste e por nuvens que há também, Pelas rosas do caminho e os espinhos que ela têm. Pelas noites desta vida, pela estrela que brilhou, Pela prece respondida e a esperança que falhou. Pela cruz e o sofrimento e, afinal, ressurreição. Pelo amor que é sem medida, pela paz no coração; Pela lágrima vertida e o consolo que é sem par. Pelo dom da eterna vida, sempre graças hei de dar."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Boas Palavras - Não havia lugar para Jesus


Caros leitores, estamos vivendo um momento muito especial nesses dias. Essa é aquela semana em que reunimos familiares e amigos para refeições alegres e festivas em volta de uma enfeitada árvore de natal aos pés da qual se encontram os mais diversos presentes. Tudo isso é muito agradável, nos traz alegria e satisfação, mas gostaria de fazer-lhes um lembrete: não esqueçam daquEle que é mais importante que tudo isso: Jesus. Sobre esse assunto, deixo com vocês as sábias palavras do Reverendo Hernandes Dias Lopes em seu texto "Não havia lugar para Jesus":

"Quando José e Maria saíram de Nazaré para Belém, por decreto de Tibério César, eles não encontraram lugar na estalagem, por isso, foram para uma manjedoura, onde Jesus nasceu. Não havia lugar para Jesus na concorrida cidade de Davi. Os espaços já haviam sido todos disputados e assim, o Cordeiro de Deus, nasceu num estábulo e não num berço de ouro. O criador do universo, o dono do mundo, foi rejeitado no seu nascimento e em sua morte. Ele foi desprezado e dele não fizeram caso.

Os anos se passaram e os homens continuam afobados, correndo de um lado para o outro, cuidando de muitas coisas e não se apercebem que também não têm lugar para Jesus. Suas estalagens estão abarrotadas, seus corações ocupados com muitos cuidados e por essa causa não dão lugar para Jesus.

Muitas pessoas ocupam hoje o lugar de Jesus na vida das pessoas: no mês de dezembro, quando se comemora o Natal, o bojudo Papai Noel torna-se o astro principal do Natal. O velho de barbas brancas, arquejado por um imenso saco de presentes nas costas, tornou-se um garoto propaganda, distorcendo a mensagem central do Natal. O comércio febril, o consumismo insaciável e o multicolorido das praças tolda o verdadeiro sentido do nascimento de Cristo.

Muitas coisas, outrossim, ocupam o lugar de Cristo. Vivemos numa sociedade secularizada. O homem pós-moderno empurrou Deus para os templos religiosos e pensa que ele não interfere nas demais áreas da vida. Assim, as pessoas tornam-se religiosas, até mesmo, se dizem evangélicas, mas não se colocam debaixo do senhorio de Cristo. Vivem segundo os valores de uma sociedade decadente e não segundo os absolutos da Palavra de Deus.

Não havia lugar para Jesus em Belém e não há lugar para Jesus nos corações hoje. Muitas vezes, o espaço que se abre é para o Jesus domesticado pelas conveniências humanas e pelos desvios doutrinários e não para o Jesus das Escrituras. Muitos segmentos religiosos pregam não o Jesus da Bíblia, mas o Jesus guru, o Jesus mestre iluminado, o Jesus milagreiro.

Precisamos resgatar a mensagem que os anjos anunciaram em Belém: "Eis que vos trago boa nova de grande alegria e que será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.7).

Segundo Lucas 2.7, o nascimento de Jesus enfatiza três verdades fundamentais: Primeiro, Jesus é o Salvador do mundo. Não há outro caminho para Deus, outra porta para o céu, outro mediador entre Deus e os homens além de Jesus. Ele veio para salvar o seu povo. Ele veio para nos reconciliar com Deus.
Ele veio para remir-nos dos nossos pecados. Não há mensagem de Natal sem a proclamação da salvação no nome de Jesus. Segundo, Jesus é o Messias prometido. Ele nos foi dado desde a eternidade. Dele falaram os patriarcas e profetas. Para ele apontaram as profecias. Ele é a consumação da esperança do povo de Deus. Ele é o enviado de Deus, o ungido, o profeta, o sacerdote e o rei, aquele que veio buscar e salvar o perdido. Terceiro, Jesus é o Senhor. Diante dele todo o joelho se dobra no céu, na terra e debaixo da terra. Ele governa o universo, dirige as nações e reina sobre o seu povo. Ele tem toda autoridade no céu e na terra. Ele está assentado no trono e tem o livro da história em suas mãos. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas.

Há lugar na sua vida para o Jesus do Natal? Seu coração é dele? Ele é o amado da sua alma? Você já se refugiou nele e o recebeu como o seu salvador? Natal é mais do que troca de presentes e mesa farta. Natal é Jesus."

Boa semana a todos!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Boas Palavras - A Igreja Versus Mundo

Diante de algumas circunstâncias que tenho observado em meu dia a dia, acerca da influência que o mundo tem desenvolvido dentro das igrejas, disponibilizarei esta semana um artigo de John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e pastor  da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969. O desafio que trago, não somente a vocês, mas a mim também, é estarmos atentos biblicamente, queridos leitores, guardando o nosso coração do mundanismo e, dessa forma, procurarmos andar conforme Cristo mostra em Seus preceitos. Não é fácil, mas o verdadeiro crente anda na contramão com o mundo. Portanto, leia, reflita e viva a Palavra da Vida:

Por que os evangélicos tentam cortejar desesperadamente o favor do mundo? As igrejas planejam seus cultos com o objetivo de agradar as pessoas que não freqüentam qualquer igreja. Artistas cristãs imitam todas os estilos efêmeros do mundo tanto na música como no entretenimento. Os pregadores estão horrorizados com o fato de que a ofensa do evangelho pode colocar alguém contra eles, por isso omitem deliberadamente partes da mensagem que o mundo não aprovara.

O evangelicalismo parece ter sido seqüestrado por legiões de porta-vozes carnais que estão fazendo o melhor que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, pluralista, mente aberta como as pessoas mais mundanas.

A busca pela aprovação do mundo é o mesmo que prostituição espiritual. De fato, essa foi exatamente a figura que o apóstolo Tiago usou para descrevê-la. Ele escreveu: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4.4).

Sempre existiu e existirá uma incompatibilidade fundamental entre a igreja e o mundo. O pensamento cristão não se harmoniza com todas as filosofias do mundo. A fé genuína em Cristo envolve uma negação de todos os valores mundanos. A verdade bíblica contradiz todas as religiões do mundo. O cristianismo é, por essa razão, oposto a quase tudo que este mundo admira.

Jesus disse aos seus discípulos: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15.18-19).

Observe que nosso Senhor considerou uma realidade absoluta o fato de que o mundo desprezaria a igreja. Em vez de ensinar seus discípulos a tentarem conquistar o favor do mundo, por reformularem o evangelho, para que este se adequasse às preferências do mundo, Jesus advertiu expressamente que a busca pelos louvores do mundo é uma característica dos falsos profetas: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lucas 6.26).

Depois, ele esclareceu: "O mundo... me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más" (João 7.7). Em outras palavras, o desprezo do mundo para com o cristianismo origina-se de motivos morais, e não intelectuais: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras" (João 3.19-20). Essa é a razão por que, não importando quão profundamente diversa seja a opinião do mundo, a verdade cristã nunca será popular no mundo.

No entanto, em quase toda a era da história da igreja, tem havido pessoas na igreja que estão convencidas de que a melhor maneira de ganhar o mundo para Cristo é satisfazer os gostos do mundo. Essa maneira de agir sempre trouxe detrimento à mensagem do evangelho. As únicas épocas em que a igreja causou impacto significante no mundo foram aquelas em que o povo de Deus permaneceu firme, recusou comprometer-se e proclamou com ousadia a verdade, apesar da hostilidade do mundo. Quando os cristãos se esquivaram da tarefa de confrontar as ilusões mundanas populares com as verdades bíblicas impopulares, a igreja perdeu a sua influência e mesclou-se impotentemente com o mundo. Tanto a Escritura como a história atestam esse fato.

E a mensagem cristã não pode simplesmente ser mudada para se conformar com as vicissitudes das opiniões do mundo. A verdade bíblica é fixa e constante, não sujeita a mudança ou adaptação. Por outro lado, a opinião do mundo está em fluxo constante. As tendências e as filosofias que dominam o mundo mudam radicalmente, com regularidade, de geração a geração. A única coisa que permanece constante é o ódio do mundo para com Cristo e o seu evangelho.

Com toda a probabilidade, o mundo não adotará por muito tempo qualquer ideologia em voga neste ano. Se o padrão da história serve como indicador, quando os nossos netos se tornarem adultos, a opinião do mundo será dominada por um sistema completamente novo de crença e todo um novo sistema de valores. A geração de amanhã renunciará todas as modas e filosofias passageiras de hoje. Todavia, uma coisa se manterá inalterada: até que o Senhor volte e estabeleça seu reino na terra, qualquer ideologia que ganha popularidade no mundo será hostil à verdade bíblica, como o foram as suas antecessoras.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Boas Palavras - Kamila Azulay - Doce dezembro


Caro leitor, não sei você já reparou, mas já estamos em dezembro. Sim, passou muito rápido (pelo menos para mim) e dentro de alguns dias 2013 nos dará o "ar de sua graça". Estava a refletir como é interessante a forma como nós criamos tanta expectativa sobre a passagem de ano. É como se a partir do dia 1º de janeiro a vida magicamente pudesse mudar e as coisas velhas ficassem automaticamente para trás, dando início a uma nova jornada. Diante dessa realidade, dezembro é o mês em que são elaboradas as famigeradas promessas de fim de ano e os mais mirabolantes sonhos que, teoricamente, nortearão os 365 dias que virão após o réveillon. É, posso dizer que dezembro é oficialmente o mês dos sonhos, da renovação das esperanças e de planejamento intensivo. Todos nós concordamos que fazer planos é bom, é divertido, é revigorante. Mas... e quando não há perspectiva alguma dentro da qual se possa sonhar?

Conheço algumas pessoas que passaram por momentos de intensa crise neste ano de 2012. Amigos que perderam entes queridos, que foram acometidos de enfermidades brutais, que ficaram desempregados, que investiram anos em uma faculdade e agora terminam o curso sem uma proposta sequer de trabalho, que tiveram seus anseios frustrados e que viram suas vidas virarem de cabeça para baixo antes que pudessem fazer qualquer coisa a respeito. Como sonhar com o futuro quando até mesmo o presente é uma incerteza? Como planejar o próximo passo quando não se enxerga um caminho adiante? Como seguir em frente quando todas as circunstâncias nos fazem olhar incessantemente para trás?

Situações como essas, mais cedo ou mais tarde, acontecem na vida de todo mundo, pois não estamos imunes a tragédias, fracassos e decepções e não há coisa alguma que possa nos blindar contra tudo isso. Entretanto, o fato de termos tropeçado e caído não nos obriga a ficarmos no chão para sempre e, por mais doloroso que seja, levantar é preciso e continuar a caminhada é uma necessidade urgente, não porque mais um ano termina, mas porque a vida não para. Perder as perspectivas é inevitável, mas também deve ser passageiro, pois temos motivos mais do que suficientes para voltarmos a sonhar.

A Bíblia é repleta de narrativas que nos mostram pessoas que tinham tudo para enterrar definitivamente os sonhos. Paralíticos, leprosos, homens e mulheres que haviam perdido quem amavam, que eram rejeitados, solitários e amargurados e que provavelmente passariam o mês de dezembro sem grandes expectativas de que alguma coisa pudesse mudar com a entrada do novo ano. Para essas pessoas, fazer planos não era animador. Viver era um fardo e eles não tinham esperança de dias melhores. Mas, um dia, eles ouviram falar de um certo Homem que podia curar, ressuscitar mortos, trazer alegria, paz aos corações e vida ao sonhos que há muito tempo haviam morrido. Ah, como deve ter sido emocionante saber que a chama da esperança poderia arder novamente!

Essas pessoas fizeram o que podiam para encontrar este Homem poderoso. Subiram em árvores, em telhados, arrastaram-se em meio a multidões, enfrentaram olhares de desprezo, gritaram e clamaram, até que Ele os viu. Para cada um desses homens e mulheres bastou uma palavra ou um toque deste Homem maravilhoso para que a vida voltasse a valer a pena. Não apenas porque as feridas do corpo foram curadas ou porque entes amados voltaram à vida, mas porque este Homem era Jesus, o Filho de Deus, que lhes trouxe de volta a esperança por meio do perdão dos pecados e da restauração da alma. 1º de janeiro chegou, e a vida se fez nova. Jesus deu a essas pessoas fé, perdão e vida. Vida abundante, vida eterna. Viver deixou de ser um fardo, pois as expectativas não estavam mais nesse mundo, mas no que está por vir quando ele acabar. Todas essas pessoas tinham um propósito, um plano, um sonho: viver por Deus aqui, para depois viver com Ele no céu.

Não importa o tamanho da dificuldade que tenha atingido você em 2012. Vivendo com Cristo, você sempre terá motivos para sonhar. Se seu dezembro começou sem planos para o ano seguinte, saiba que com Jesus você pode sonhar com uma nova vida agora! Isso não significa que os dias daqui para frente serão apenas de festa e que os problemas nunca mais cruzarão seu caminho, mas uma coisa é garantida: você nunca mais caminhará sozinho.

E para você que começou o mês já cheio de planos, 2013 pode ser apenas mais um ano para o cumprimento de promessas vazias e de realização de sonhos pelos quais nem vale a pena lutar. Mas, se você quiser, 2013 também pode ser o ano em que a vida terá um novo sentido, um propósito verdadeiro e uma motivação que reflete a eternidade. Basta fazer como os outros fizeram: clame por Jesus e Ele irá até você. Dezembro já começou e está na hora não só de planejar, mas de praticar uma vida de entrega à vontade de Deus. Só assim o ano será novo de fato.

Um doce dezembro para todos nós.

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...