sábado, 12 de junho de 2021

SAÚDE EM FOCO - ESPIRITUALIDADE NA SAÚDE HUMANA

     ESPIRITUALIDADE NA SAÚDE HUMANA

       


Por Jarbas Ataíde 



    Existem temas que parecem desvirtuar da prática médica. Um deles, pouco incorporado nos currículos universitários, é a espiritualidade. Apesar da Medicina ter impulso e crescimento dentro de escolas e universidades com influencia teológica, a espiritualidade foi substituída por dogmas e crenças. Mas a essência humana transcende a religiosidade e se expressa no convívio, contato humano e relação com o meio-ambiente.

          Tive o privilegio de paralelamente à formação acadêmica, de ter contato e vivenciar a espiritualidade na Ação Católica, Pastoral da Juventude e da Saúde. 

         “A espiritualidade é como o amálgama de emoções positivas que nos une aos outros seres humanos e à nossa experiência com o divino, como quer que o concebamos, ela tem uma profunda base psicobiológica, uma realidade arraigada nas emoções humanas positivas ... [como] amor, esperança, alegrias, perdão, compaixão, fé, reverência e gratidão...”( Vaillant, 2010).  Para esse autor, a espiritualidade não se apega em ideias, textos sacros e teologia. 

        Tanto a visão de “amor e de espiritualidade são resultado de sentimentos conscientes, como: respeito, apreço, aceitação, simpatia, compaixão, envolvimento, ternura e gratidão”. 

       Mas para atingir a integralidade do homem, a Medicina e os médicos devem ter essa noção e abertura para bem exercê-la, para prevenir, identificar, curar ou atenuar os sofrimentos e dores das pessoas. A Medicina é ciência no conteúdo e arte na prática. E essa prática tem muito de intuição, de subjetividade, dons, emoções e sentimentos.

Muito dessa temática foi estudada por Viktor Frankl (1991), como buscar o “sentido da vida”, cuja intervenção terapêutica chamou de “Logoterapia”,  que busca acolher a consciência  e tem como pressuposto “compreender o ser humano como um ser espiritual que não é tocado  pelas neuroses e psicoses, e flui nele o livre arbítrio, o poder pessoal de decidir os rumos da sua vida”.

Incutir essas dimensões na abordagem médica seria fundamental para a tomada de decisão dos doentes, não se submetendo exclusivamente ao ato médico, mas buscando motivações subjetivas para estimular o amor próprio (autoestima) e os valores transcendentais e imateriais (emoções e sentimentos edificantes).

Assim, a Medicina e Logoterapia, teriam uma relação intrínseca com a teologia e a filosofia. Isso daria aos médicos noções básicas de não apenas prescreverem remédios e emitir conselhos teóricos, mas buscar nos pacientes os intensões interiores para se “erguer das dificuldades, enfermidades, vícios, tristezas, o vazio e os golpes do destino, se pudermos ver sentido em nossa existência” (Carvalho, 1997).

Mas o aprendizado da arte médica e a sua prática, marcado pela pressa, a mercantilização, industrialização, tecnologia e, agora, pela telemedicina, tem formado gerações de médicos “que possuem dificuldade de se relacionar e de prestarem cuidados compassivos aos seus pacientes, comprovando... o risco de desumanização  das instituições medicas”  ( Ghadirian, 2008). 

Toda a antiga preocupação hipocrática de tratar a integralidade do homem, buscando a benevolência do cuidar do corpo e da alma, e dos conceitos das terapias orientais, ainda são ignorados por muitas escolas medicas, incapazes de escutar e acolher as “crises subjetivas intensas... e inconscientes” da alma humana. 

Assim, cuidar do homem integral (corpo-mente-espírito-energia), é incutir e incluir na pratica terapêutica valores como “amor, esperança, alegria, perdão e compaixão, que são o combustível da  espiritualidade”. Isso exige da escola, dos profissionais e dos pacientes, a revisão de valores e conceitos, quando procuramos compreender as relações existentes entre a espiritualidade, a religião e a ciência.  Esta “deve oferecer à religião subsídios para o estreitamento da relação entre a espiritualidade e a religiosidade, ... o universo psíquico e apresentando ao ser humano e ao mundo, uma alternativa diante da angustia existencial”.  (Fonte: Logos & Existência, 2014. Revista da Ass. Bras. De Logoterapia e Análise Existencial).  JARBAS ATAÍDE, 07.06.2021. 



Artigo da semana – Direito & Cidadania – O Conselho do Rio, entre o Brasil (Oiapoque) e a França Guiana (Saint Georges)

– Direito & Cidadania –

O Conselho do Rio, entre o Brasil (Oiapoque) e a França Guiana (Saint Georges) 



Dr. Besaliel Rodrigues 

Este Conselho do Rio, que foi criado pelas Repúblicas do Brasil e da França, no sentido de regulamentar o tráfego no rio Oiapoque, que é um rio internacional divisor da fronteira entre os dois países citados, é de extrema importância, pois visa à mobilidade para os residentes na fronteira internacional entre as cidades do Oiapoque/Brasil e Saint Georges/Guiana Francesa.

É um sistema especial de mobilidade cujo objetivo é de implementar mecanismos para solução de questões do Brasil e França, por meio do funcionamento da Ponte Internacional construída sobre o Rio Oiapoque para um desenvolvimento harmonioso das zonas, promovendo o respeito e a dignidade humana, por meio da prevenção e sensibilização das populações com maior diálogo sobre assuntos dos dois governos.

Essa novidade faz parte do processo de deslocamento precisamente relacionado à entrada e saída de imigrações populacionais, que serão questões de cunho essencial para um desenvolvimento populacional dessa cooperação transfronteiriça.

O primeiro encontro aconteceu em 2012, na cidade Saint Georges. Foi presidido pelo Subsecretário-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior do MRE, onde estava presente o vice-prefeito guianense e chefe da delegação francesa. Foi discutido a aprovação e assinatura do Regimento do Conselho, composto por 32 membros titulares, sendo 16 representantes do poder público e 16 da sociedade civil na região da fronteira do rio Oiapoque. Neste encontro foram definidas as regras que serão adotadas por suas delegações.

Iniciativas positivas, como estas estão sendo reconhecidas pelos dois países, sua implantação faz com que haja facilitação do trânsito de brasileiros e franceses nesta área de fronteira. Atividades também na área de educação são fatores que mobilizam ambas as partes a esta conexão dos países.

A pesca e o garimpo também merecem uma atenção redobrada, pois é região propícia, já que a pesca e o garimpo na região de fronteira atraem brasileiros de todo o país que merecem atenção especial das delegações dos dois países com a criação do referido Conselho. Tudo isso vem fortalecer e contribuir com as relações.

 O turismo também foi um dos temas discutidos pelo Conselho, em decorrência do desenvolvimento da região de fronteira, logo um desenvolvimento turístico que envolve as duas regiões. O Conselho do Rio vem quebrar barreiras que até o exato momento existia, em relação a esta quantidade de questões que devem ser expostas e respeitadas pelos órgãos que deliberam em suas devidas cidades.

Portanto a pluralidade de ideias é uma oportunidade de aproximação entre Brasil e França, na busca da construção harmoniosa das questões pertinentes a este sistema de apoio e aproximação dos dois lados da fronteira.

  Veja a seguir parte do Acordo entre o governo da República Federativa do Brasil e o governo da República Francesa para o estabelecimento de regime especial transfronteiriço de bens de subsistência entre as localidades de Oiapoque (Brasil) e St. Georges de L'oyapock (França).

O Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa, (doravante denominados "Partes Contratantes"),

Considerando os vínculos culturais, familiares e sociais que historicamente unem os habitantes das localidades de Oiapoque e St. Georges de l'Oyapock;

Considerando a situação geográfica específica do território dessas localidades separadas por um rio;

Considerando o compromisso comum com o desenvolvimento da região fronteiriça, a fim de melhorar as condições de vida de seus habitantes;

Considerando que a Ponte internacional sobre o rio Oiapoque representa uma oportunidade para o desenvolvimento econômico da região e para o intercâmbio transfronteiriço de bens de subsistência entre os residentes das comunidades de Oiapoque (Brasil) e St. Georges de l'Oyapock (França),

Acordaram o seguinte:

ARTIGO 1

1. As Partes Contratantes instauram um Regime Especial Transfronteiriço exclusivamente entre as localidades fronteiriças de Oiapoque (Brasil) e St. Georges de l'Oyapock (França), para o intercâmbio de bens de subsistência.

2. As localidades fronteiriças mencionadas no parágrafo 1 correspondem às delimitações geográficas respectivas, tal como definido no Regime de Circulação Transfronteiriça entre o Estado do Amapá e a Região Guyana.

3. Para os fins da aplicação do presente Acordo, serão utilizados como pontos de passagem entre as duas localidades aqueles previstos no Regime de Circulação Transfronteiriça entre o Estado do Amapá e a Região Guyana.

ARTIGO 2

São isentos de imposto de importação e exportação para o Brasil, e de direitos e taxas pertinentes aplicadas na Região Guyana, os bens de subsistência que sejam objetos de fluxos físicos realizados pelos residentes entre as localidades fronteiriças... Ver restante do texto do Acordo na internet. Fonte: Trabalhos extraclasses dos acadêmicos de Direito de Oiapoque Jordana e Cleyton (Turma 2014/2).

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Um Nobel da Paz para o Brasil chamar de seu

Um Nobel da Paz para o Brasil chamar de seu



Se o País hoje é uma potência no agronegócio deve muito à luta e empenho de Alysson Paolinelli 


Responda rápido: você sabe quem é o brasileiro indicado ao Prêmio Nobel da Paz este ano? Se a resposta foi sim, provavelmente conhece o agrônomo brasileiro e ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, nascido há 84 anos em Bambuí (MG). Se a resposta for não, então prepare-se para descobrir um personagem com fôlego invejável e uma trajetória profissional totalmente dedicada ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

O primeiro desafio para conhecer Alysson Paolinelli é conseguir espaço em sua agitada agenda. Depois que sua nomeação foi protocolada junto ao Conselho Norueguês do Nobel pelo diretor da Esalq, professor Durval Dourado Neto, Paolinelli não se cansa de dar entrevistas, participar de eventos e reuniões com entidades e empresas do agronegócio. “Os amigos fizeram esse movimento e eu nunca vi nada tão solidário. Sinto obrigação de atender todo mundo. Mas a agenda não é brincadeira”, comenta.

Essa correria, vale frisar, não é recente. Há seis anos ele se mudou para Lagoa Santa, município pertencente à Região Metropolitana de Belo Horizonte, para ficar mais perto do aeroporto. Dali, antes da pandemia, ele embarcava e desembarcava entre quatro e cinco vezes por semana para vários cantos do País. Com o isolamento social, optou por permanecer na fazenda com a segunda mulher e um dos cinco filhos, Gustavo, prestes a assumir os negócios. Embora dois filhos morem nos Estados Unidos, o pai nunca teve vontade de morar fora. No total, tem 14 netos e um bisneto.

A paixão pela agronomia, pelo jeito, foi hereditária. Antônio Paolinelli de Carvalho, seu pai, era agrônomo e quando foi prefeito de Bambuí criou um posto agropecuário na cidade. Mais adiante, o município ganhou um Centro de Treinamento e o Colégio Agrícola. Filho único, certo dia Alysson deixou o pai emocionado ao contar que também queria ser agrônomo. “Quando eu não estava em aula, sempre o acompanhava nas atividades e fui pegando gosto. Assistia palestras, ouvia os agricultores e acabei aprendendo a fala do produtor e entender o que eles precisavam”, lembra.

Alysson Paolinelli cercado da família, que conta com cinco filhos, 14 netos e um bisneto
Desde jovem, Paolinelli acompanhava o pai agrônomo e tomou gosto pela profissão

Seu Antônio, no entanto, queria ter certeza de que o jovem tinha vocação mesmo. Por isso, durante alguns dias da semana ele começou a ajudar na fazenda herdada do avô. Foi um estágio e tanto ao lado do tio, dos vizinhos e de todos que ali trabalhavam. Sim, estava certo: era agronomia o que queria fazer na vida. Para se preparar melhor, foi estudar em Lavras, a 8 horas de distância de Bambuí, numa longa viagem pela Rede Federal Ferroviária.

Uma história puxa a outra

Alysson Paolinelli não planejou os rumos das coisas, mas elas foram acontecendo naturalmente em sua vida. Na Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL), virou presidente do Centro Acadêmico. Dois dias antes da formatura, em 1959, recebeu o convite inesperado para dar aulas na escola. Um professor tinha se aposentado e outro estava doente. O momento era delicado, pois uma grave crise financeira havia se abatido na instituição. “Eu já tinha escolhido o que fazer depois da formatura, mas não pensei duas vezes. Não perguntei salário, se tinha moradia, nada. Aceitei de imediato”, conta.

Não foi fácil a vida de professor de Hidráulica, Irrigação e Drenagem. “Como eu não queria que caísse a qualidade do ensino, estudei feito louco para preparar as aulas”, continua. Fora isso, a escola estava em processo de federalização, o que exigia viagens constantes para Brasília e Rio de Janeiro para conversar com autoridades. Finalmente, em dezembro de 1963, tornou-se Universidade Federal.

Foi em 1971 que Alysson Paolinelli se torna secretário de Agricultura de Minas Gerais

Seu empenho era notado por todos e, em 1967, virou reitor. A escola atraiu a atenção também do presidente Artur da Costa e Silva durante visita à região e, antes de ir embora, ele falou para Alysson: “Vou precisar de você”. Em 1971, o reitor aceitou o convite do governador Rondon Pacheco para assumir a Secretaria da Agricultura de Minas Gerais.

Projetos e mais projetos

Três anos depois, em 1974, Alysson Paolinelli virou ministro da Agricultura,  convite feito pelo então presidente Ernesto Geisel. Estava com 38 anos. Desde o início de sua gestão, ele apostou no tripé ciência, tecnologia e desenvolvimento. O Brasil, naquele momento, era importador de alimentos e o Cerrado era um imenso vazio no meio do País. Não existia agricultura tropical competitiva no planeta e Alysson defendia a necessidade de o Brasil ser autossuficiente em alimentação. Importantes projetos nasceram em sua gestão, envolvendo café, gado de corte, cultura irrigada nas pastagens, fruticultura e muitos outros.

Como ministro da Agricultura, Paolinelli investiu pesadamente na Embrapa com objetivo de mudar a realidade na mesa dos brasileiros

Quando assumiu o cargo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, ou simplesmente Embrapa, havia sido criada há dois anos. Mas não era, nem de longe, a potência que se tornou depois. Paolinelli promoveu profunda reestruturação na empresa, incluindo assinatura de acordos com universidades, de olho nos melhores professores e alunos dessas instituições para desenvolvimento de pesquisas.

Como havia falta de profissionais com pós-graduação no setor agrícola, foi criado um arrojado programa de bolsa de estudos para alunos brasileiros aprofundarem conhecimentos nas melhores instituições de ensino ao redor do mundo. “Uma família, naquela época, gastava 48% de sua renda só em alimentação. Era uma loucura e isso não podia acontecer”, comenta.

“Em nossa trajetória, não podemos deixar passar a chance de participar de projetos inovadores e revolucionários. Eu sempre trabalhei assim, ainda hoje. Preciso engajar as pessoas para seguirmos juntos. Muita gente virou a noite trabalhando para fazer o que era preciso”

Alysson Paolinelli

Tudo o que havia sido testado por Paolinelli em Minas Gerais foi além e mais profundamente agora que ele comandava o Ministério da Agricultura. Se o solo no Cerrado era improdutivo, o jeito era investir em colocação de fertilizantes na terra, aração profunda, utilização de máquinas especiais para rompimento de camadas impermeáveis. “No sexto ano, o Cerrado já era a área mais produtiva e competitiva do mundo, batendo o Corn Belt (cinturão do milho norte-americano). O Cerrado foi a grande salvação brasileira”, conta. 

Em sua gestão, os agricultores tiveram acesso a amplos financiamentos, além de um olhar atento também ao bioma amazônico.

Apelo pelo investimento em pesquisa

A divulgação do vencedor do Prêmio Nobel da Paz acontece anualmente em outubro. Alysson Paolinelli acha distante a possibilidade de ganhar esse reconhecimento mundial, mas se emocionou quando o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, lançou a ideia durante almoço na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A plateia deu todo o apoio e, a partir daí, a candidatura foi oficialmente lançada. Em 2006, quando estava com 70 anos, ele recebeu o World Food Prize, prêmio equivalente ao Nobel da Alimentação, junto com Edson Lobato, da Embrapa.

Se os convites para eventos já eram vultosos até ali, a vida ficou ainda mais agitada desde então.

A transformação no Cerrado aconteceu em apenas seis anos, quando se tornou a área mais produtiva e competitiva do mundo

O sueco Alfred Nobel criou, em 1901, cinco prêmios para homenagear pessoas que contribuíram para avanços nas áreas de física, química, medicina, literatura e também para a paz. As premiações acontecem anualmente em Estocolmo, na Suécia, exceto o da Paz. Por vontade de Nobel, essa escolha é feita por comitê composto por cinco membros nomeados pelo Parlamento da Noruega. A entrega do prêmio ocorre em 10 de dezembro, aniversário de morte de Alfred Nobel.

Sempre que pode, ele deixa um recado claro: a necessidade de o País voltar a investir em pesquisa. “No Brasil, temos hoje 2,6 mil doutores de alta qualidade sem recursos. Nossas universidades têm os melhores cursos de pós-graduação em agricultura tropical do mundo e estão sem verba. Quase todas as universidades estaduais faliram e correm o risco de fechar. Enquanto eu puder, vou gritar contra isso”, diz enfaticamente.

Ele continua: “É preciso ter visão estratégica para manter o Brasil no lugar que merece. Somos os maiores exportadores, produzimos produtos com preços mais baixos. Produzimos 12 meses por ano, temos oferta. Aqui, sem irrigação, damos duas lavouras por ano. Com irrigação, damos três. Com irrigação e implantação do ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta) temos condições de aumentar a produção sem uso de nenhum hectare a mais”.

Assim, com muita opinião e clareza sobre a atual situação do agronegócio brasileiro, Alysson Paolinelli segue trabalhando no Instituto Fórum do Futuro, formado por grupo de cientistas e técnicos em prol do desenvolvimento dos biomas brasileiros. Seu desejo é que o movimento em favor de sua premiação seja, na verdade, um movimento em favor do Brasil. “Ciência é tudo”, diz antes de se despedir.


FONTE https://johndeerejournal.com.br/2021/06/07/um-nobel-da-paz-para-o-brasil-chamar-de-seu/ 

O Brasil já teve algumas indicações ao Prêmio Nobel da Paz, porém, jamais ganhou a honraria. Barão do Rio Branco, Oswaldo Aranha, Marechal Rondon, dom Helder Câmara, Chico Xavier, Betinho, dom Paulo Evaristo Arns, Irmã Dulce, Zilda Arns e Maria da Penha foram alguns nomes já indicados.

Incansável, Paolinelli segue atuante no Fórum do Futuro

Crônica da Semana: A invasão dos pombos gigantes

  A invasão dos pombos gigantes 


 

Por Rodrigo Alves de Carvalho 

 

Os moradores avistaram aquelas criaturas horrendas descendo em vários pontos da cidade. 

Eram pombos gigantes! 

Tinham cerca de 6 metros de altura e de asa a asa podiam chegar a mais de 15 metros. Eram terríveis. Desceram em bandos de milhares. 

A população entrou em pânico, se escondiam dentro de suas casas, a polícia foi acionada, mas de nada poderiam fazer, era preciso muitas balas para derrubar um, mas a quantidade era enorme. 

Os pombos gigantes desciam sobre a fiação elétrica e os que não eram eletrocutados derrubavam fios e postes deixando a cidade sem energia elétrica, sem internet e sem telefone. 

Carros eram pisados e totalmente amassados, os pombos circulavam batendo uns aos outros pelas ruas do centro e da periferia, na zona rural e nas estradas de terra. 

Comiam tudo o que achavam pela frente, árvores, cachorros, gatos, só não comiam homens e crianças porque esses se escondiam debaixo das camas. 

Nas roças, os pombos gigantes acabaram com todas as plantações, cana, café, milho e não comiam só as frutas, comiam as árvores inteiras. Até o gado não suportavam as bicadas e acabavam morrendo e depois devorados. 

A situação ficou mais caótica quando os pombos começaram a fazer seus ninhos em cima das casas, só que não era embaixo das telhas e sim as arrancavam com os bicos e os pés e faziam os ninhos com troncos de árvores, o que muitas vezes as casas não suportando o peso vinham abaixo. 

Sem contar a sujeira, toneladas de estrume de pombos empestaram a cidade, o mau cheiro era insuportável e cada vez aumentava. 

Se não bastasse tudo isso, os piolhos dos pombos que eram do tamanho de aranhas caranguejeiras começaram a invadir as casas e atacar moradores, muitos morreram sem uma gota de sangue no corpo. 

O exército e a aeronáutica foram convocados, mas os aviões eram abatidos pelos pombos em pleno ar e os caminhões tanque pareciam brinquedos sendo bicados e jogados de um lado para o outro. 

O que restava da população viva da cidade esperava pelo pior, nunca imaginaram morrer daquela forma, atacado por pombos gigantes, entretanto, no terceiro dia de invasão, todo suprimento da cidade, nas plantações, árvores e animais haviam acabado. 

Sem ter o que comer, os pombos simplesmente alçaram voo e sumiram no ar, numa revoada sincronizada para alívio dos moradores sobreviventes. 

Alguns dias depois astrônomos dos Estados Unidos conseguiram observar em seus potentes telescópios, o bando de pombos gigantes entrando em uma enorme fenda no espaço, o que julgaram ser o portal para outra dimensão... 

- Pô Armando, essa é a história mais ridícula que já ouvi! 

O rapaz interrompe o amigo que contava a história dos pombos gigantes. 

Jogando milho para seus pombos no quintal de sua casa, continua a intervir na história do colega: 

- Se Você não gosta de pombos, o problema é seu, mas não fica inventando histórias e deixe-me cuidar das minhas pombinhas em paz! 

 

Rodrigo Alves de Carvalho nasceu em Jacutinga (MG). Jornalista, escritor e poeta possui diversos prêmios literários em vários estados e participação em importantes coletâneas de poesia, contos e crônicas. Em 2018 lançou seu primeiro livro individual intitulado “Contos Colhidos” pela editora Clube de Autores.
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SAÚDE EM FOCO ESTRATÉGIAS PARA CUIDAR DA SAÚDE MENTAL NA PANDEMIA - MÉDICO JARBAS DE ATAÍDE

ESTRATÉGIAS PARA CUIDAR DA SAÚDE MENTAL NA PANDEMIA



Por Jarbas de Ataíde 

Relembrando algumas estratégias para superar as dificuldades que ocorreram em 2020, descritas em artigo de  03.08.2020, mas que continuam em 2021, vamos voltar a publicar os cuidados naturais  complementares na Pandemia.  

Nestes tempos de pandemia a vida tornou-se dura, enfadonha, triste e frustrante, onde a doença tirou-nos da rotina, do trabalho, do estudo, do convívio social e interferiu nos relacionamentos.

O ano de 2021 e toda essa problemática, está gerando distúrbios e reações mentais, emocionais e comportamentais desequilibradas, doenças físicas ou psicossomáticas, que exigem uma tomada de decisão e tratamento específico.

Para lidar com essa situação conflitante, Arns, Professor do Wholebeing Institute, centro de estudos sobre psicologia positiva, lista 7 dicas para manter-se em equilíbrio nestes dias de medo, angustia e sofrimento: 

       1) OTIMISMO: ficar em casa com os familiares, que amamos, já é um fator positivo que nos dá segurança e apoio. Quando se tem uma visão positiva tendemos a considerar os fatos como passageiros, controláveis e específicos. Os pessimistas criam situações fora da realidade, gerando apreensão e prejudicando as emoções e ofuscando a realidade;

       2) TENHA FIRMEZA E PÉ NO CHÃO:  não antecipe e nem supervalorize hipóteses que você nem sabe se são verdadeiras. Seja realista e evite desgaste energético e mental, que nos desloca daquilo que precisa ser feito realmente.  

       3) BUSQUE INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS: alimente sua mente com informações seguras e de fontes que podem ser aceitas e comprovadas. Acreditar em dados e boatos nas redes sociais, pode contribuir para a desinformação, causando mal-estar mental e até pânico.

      4) MANTER UMA ROTINA: escolha horários estabelecidos para dormir, acordar, alimentar-se, descansar, fazer exercícios e outras atividades, não como uma exigência excessiva, mas espontânea. Isso leva o corpo a responder aos desafios quando mantemos esses hábitos saudáveis.

      5) FAÇA O QUE GOSTA: dedique-se ao que lhe faz bem. Aproveite o tempo livre para leituras agradáveis e de auto-ajuda ou daqueles livros que antes iniciou e não terminou; faça algum trabalho manual; ouça sua musica favorita; assista seus filmes favoritos. Quando você assim age, libera sua mente e subconsciente das emoções negativas.

        6) FAÇA EXERCÍCIOS: mesmo com lugares públicos proibidos e academias fechadas, é possível manter atividade física em dia. Ginastica, dança, hidroginástica, alongamentos, seguir aplicativos de celular que ensinam exercícios, são sugestões para você fazer em casa e com segurança, evitando contato e aglomerações. A volta das academias, embora questionável, é uma opção.  

       7) SEJA GENTIL E GENEROSO: praticar gestos de gratidão e generosidade, demonstrando solidariedade com as pessoas que mais precisam é uma maneira de se tornar útil; ocupar a mente com comportamentos uteis e agradáveis, principalmente com aqueles mais vulneráveis;

          Em resumo, não fique apegado demais nos seus problemas e dificuldades.  Respeite as suas limitações e as dos outros; não insista diante de um problema. Se surgir um problema, mude de atitude diante dele; respire calmamente diante das dificuldades; a tendência é ela sumir. Conserve os pensamentos positivos; viva o presente, sem se antecipar com conjecturas. Por fim, dedique-se ao que lhe faz bem. 

As dificuldades e doenças fazem parte de nossa existência. Nosso processo evolutivo e a tomada de consciência das atitudes que tomamos, diante de cada acontecimento, dependem a nossa higidez física e mental. A felicidade não está no final e nem na resolução de todos os problemas, mas sim no caminho em desfrutar prazerosamente cada ato e decisão tomada. O bem-estar começa primeiro na nossa escolha e decisão mental e ninguém pode privar você dessa atitude. Mesmo parado, você pode ter uma postura ativa. Portanto, mãos à obra (Fontes: revistagalileu.globo.com; Sarah Brewer, 2013). MCP, 03.08.2020


domingo, 6 de junho de 2021

Esporte Brasil tem ótima atuação contra a Sérvia e conquista a sexta vitória na Liga das Nações

 

Esporte

Brasil tem ótima atuação contra a Sérvia e conquista a sexta vitória na Liga das Nações


Seleção feminina encontra uma cara e soma o sexto triunfo na competição em Rimini. Equipe volta à quadra nesta segunda-feira, contra a Bélgica, às 16h


O Brasil não deu a menor chance para a Sérvia neste domingo, no primeiro dos três jogos da semana 3 da Liga das Nações, que está sendo disputada na bolha em Rimini, na Itália. Com a mesma formação de vitórias anteriores, a seleção brasileira apresentou muito entrosamento e confiança em quadra. Mostrando um ataque eficiente e um sistema defensivo cuidadoso, fez 3 sets a 0 - com parciais de 25/12, 25/14 e 25/13. A menos de 50 dias dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o time de José Roberto Guimarães tem uma cara. 

Brasil conquista a sexta vitória na Liga das Nações — Foto: Fivb / Divulgação

Brasil conquista a sexta vitória na Liga das Nações — Foto: Fivb / Divulgação 

A evolução do Brasil rumo às Olimpíadas de Tóquio pode ser constatada não somente pela repetição da formação, que colabora demais para o entrosamento, mas pelo ótimo desempenho das jogadoras em quadra. Com Macris, Carol, Carol Gattaz, Gabi, Fê Garay, Tandara e Camila Brait, a seleção brasileira deu mais uma demonstração de força no sistema defensivo, com cobertura atenta e bloqueios que, quando não eram efetivos, forçaram o erro das adversárias. O saque não ajudou tanto contra a Sérvia, foram muitos vacilos no serviço. Mas os demais fundamentos compensaram. 

O ataque foi o grande destaque da partida. Tandara e Fê Garay foram as maiores pontuadoras com 12 e 11, respectivamente. Mas Gabi, assim como as centrais Carol e Carol Gattaz, foram boas opções à Macris durante a partida. Sheilla, Mayany e Adenízia, que foram lançadas em quadra no decorrer do jogo, também apareceram bem na definição das jogadas. No terceiro set, com a vitória encaminhada, o técnico Zé Roberto mudou todo o time e colocou Ana Cristina e Nyeme. 

A seleção volta à quadra nesta segunda-feira. O time de Zé Roberto vai encarar a Bélgica, às 16h, com transmissão do SporTV2. O ge acompanha tudo em tempo real. 

O Brasil, agora, soma seis vitórias e uma derrota, para os Estados Unidos. São 18 pontos no total, com a terceira posição na tabela de classificação geral. A seleção está atrás apenas das americanas e da Turquia. 

1° set - Sistema defensivo de respeito

Absoluta do início ao fim. A seleção brasileira fez um primeiro set perfeito no sistema defensivo e de muita eficiência no ataque. Mais entrosado, por ser o terceiro jogo com a mesma formação, o time fez as melhores opções. Fê Garay e Tandara foram os destaques. Quando entraram na inversão de 5-1, a levantadora Dani Lins e a oposta Sheilla mantiveram o ótimo nível da equipe. No fim da parcial, com a vitória encaminhada, o técnico José Roberto Guimarães lançou a jovem Ana Cristina em quadra. No primeiro contato com a bola, ponto de saque da jogadora de 16 anos. Um erro da Sérvia sacramentou o triunfo do Brasil no set: 25 a 12. 

2º set - Seleção absoluta em quadra

A Sérvia deu indícios de que equilibraria o jogo, mas a sensação durou apenas nos primeiros pontos. Após ótimas jogadas de Tandara e Fê Garay, o Brasil assumiu a liderança do marcador e de lá não saiu mais. O bloqueio apareceu bem com as centrais Carol e Carol Gattaz, forçando as rivais a atacarem por cima. A Sérvia errou bastante, e o segundo set ficou parecido com o anterior. Com a vantagem de 8 pontos, Mayany entrou para o revezamento no meio de rede, mas não obteve o mesmo sucesso das suas companheiras de posição. Dani Lins também fez uma troca simples com Macris e acionou Gabi, que mostrou muito recurso e conseguiu uma boa sequência de pontos. Mas foi de Sheilla o ponto que decretou a vitória do Brasil na parcial: 25 a 14. 

3º set - Qualidade mantida em quadra

Com a vitória encaminhada, o técnico José Roberto Guimarães mexeu na seleção brasileira para o terceiro set. Tirou as titulares, mantendo apenas a ponteira Gabi. Sheilla foi o destaque da parcial, no ataque e no saque. Com a bicampeã olímpica no serviço, o Brasil colocou 11 a 1 no placar.

Fonte: Globo Esporte 

Governador acompanha ações de assistência humanitária e de saúde a famílias no Vale do Jari

Governador acompanha ações de assistência humanitária e de saúde a famílias no Vale do Jari 



O governador, Waldez Góes, esteve neste sábado, 5, nas cidades de Laranjal do Jari e Vitória do Jari para acompanhar as ações de segurança alimentar, de saúde e de assistência social nos municípios. O Governo do Amapá já distribuiu mais de 5.600 cestas de alimentos para moradores em vulnerabilidade social atingidos pelas cheias dos rios na região.

Góes reforçou que as equipes do governo estadual estão no Vale do Jari desde o início do sinistro e que o trabalho conta com apoio das prefeituras municipais.

“Só em Laranjal do Jari, já entregamos de mais de 3.600 cestas do Programa Comida em Casa e da ajuda humanitária, em Vitória, foram 2 mil.  Mesmo com o nível do Rio baixando, nossas equipes da Assistência Social, Saúde e Defesa Civil continuarão mobilizadas para auxiliar a população naquilo que for necessário”, disse Waldez.

Góes também acompanhou as triagens oftalmológicas do Programa Mais Visão no Vale do Jari. Uma novidade é que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) montou um estrutura específica para atender a região: as cirurgias serão realizadas em uma carreta com toda estrutura necessária para oferecer até 200 procedimentos por dia. Até o momento, mais de 3,3 mil cirurgias já foram atendidas na duas cidades.

SAÚDE EM FOCO - ESPIRITUALIDADE NA SAÚDE HUMANA

     ESPIRITUALIDADE NA SAÚDE HUMANA         Por Jarbas Ataíde      Existem temas que parecem desvirtuar da prática médica. Um deles, pouco ...