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sábado, 16 de março de 2013

Atletas de Ponta - Pedro e Marcelo Henrique

Unidos pelo Mesatenismo

Por Reinaldo Coelho

Jogar tênis de mesa começou como divertimento de rua com amigos e pegaram o gosto pela modalidade, os meninos foram matriculados em uma escolinha e passaram a pratica-lo como esporte e, essa foi a inicialização dos irmãos Pedro Henrique Andrade de Souza, 11 anos e Marcelo Henrique Andrade de Souza, 9 anos na pratica do Mesatenismo. O técnico dos irmãos disse que essa é uma característica da modalidade "se um membro da família começa a praticar o esporte, outros vão aderindo".

De acordo com Pedro Henrique, eles iniciaram na AABB, e depois entraram na ACTM, onde treinam há um ano. Nesse período já se tornaram atletas competitivos, disputando o estadual e nacional. "Competimos no campeonato estadual e no brasileiro em 2012. Ainda não medalhamos, porem já estamos no ranking estadual", informa o mesatenista Pedro Henrique.

Quanto a pratica do esporte eles mesmo com tenra idade se sentem muito bem fisicamente, formação de caráter. "Uma das influencias do esporte na nossa vida foi a melhora nos nossos estudos. Isso é demonstrada pela notas que melhoraram bastante, pois não tínhamos notas tão altas como agora".

Um dos atletas nacionais que conheceram foi o mesatenista Thiago Monteiro, que esteve no Amapá em 2012 e está treinando na França, onde defende o clube Angers Vaillant, é atualmente o número 1 do ranking brasileiro e o 21º no ranking francês. Outro ídolo da dupla é o mesatenista chinês Zhang Jik. 

Para o jovem Marcelo Henrique, ele sente que a responsabilidade junto a sua família cresceu mais, e explica como isso acontece. "Para mim passei a ter um horário rígido a cumprir, hora de estudo, hora das refeições e horário de treinos, pois se não meorganizar, não da nada certo, então isso mudou meu ritmo de vida, com mais responsabilidade".

Um dos incentivadores da dupla é a própria família, eles se entusiasmam em dizer que o apoio deles é essencial para que se dediquem aos treinos, pois ao vê-los nas arquibancadas torcendo eles tem mais força e energia para disputar as partidas. "Eles nos acompanham e torcem muito pelo nosso sucesso na disputa". 

Eles narram a reportagem e com orgulho que já estão na primeira divisão do estadual e que os treinos intensivos três vezes por semana em dois turnos (manhã e noite). O olhar desses dois mesatenistas para a continuação da pratica é alcançar cada vez mais a maior posição no pódio nas disputas estaduais, regionais e nacionais. "Queremos conseguir mais medalhas tanto nos torneios locais quanto nos nacionais. Queremos é subir no pódio". 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Atleta de Ponta - Elen Serra

"O vôlei é tudo pra mim"

por Fabiana Figueiredo

A atleta de ponta desta semana abraçou o voleibol como profissão, e hoje se orgulha da carreira que fez. Laurielen de Almeida Serra, 21 anos, mais conhecida como Elen Serra, conheceu o esporte ainda na escola; foi à primeira modalidade que praticou e está até hoje.
Karine e Ellen Serra
"Eu estudava no Carmelita [Escola Estadual Prof. Maria Carmelita do Carmo] e foram umas atletas convidar a gente para treinar e compormos a seleção de base, aí eu fui; os treinos ainda eram no CEPA. A paixão começou a surgir e desde então estou aqui", esclarece Elen, que iniciou a carreira com 11 anos de idade, no mais novo clube da cidade, o Placa Esporte Clube.

A atleta sempre jogou pelo time do Placa E.C., de onde tem um carinho muito grande. "Eu sempre gostei de modalidades femininas (eu acho que o voleibol é um esporte feminino). No Placa, eu gostei das amizades, o nosso técnico Carlitão; senti que ali, também, era uma família".

Elen atua como entrada e passadora, funções importantes dentro de quadra. A atleta, junto com o time, logo conseguiram um espaço no voleibol amapaense: "ganhamos muitas vezes aqui no Estado. Assim, o Placa começou a ser um clube renomado, com bastante vitórias", conta a atleta. 

Em 2004, Elen já estava jogando pela Seleção Amapaense, e disputou o Campeonato Brasileiro naquele ano em Brasília. Desde então, com os títulos de campeã amapaense, sempre compôs a seleção do Estado. Apesar disso, ela afirma que conseguiram apenas o segundo lugar como prêmio, e que o Amapá ainda está na segunda divisão do voleibol brasileiro. "Ficamos em segundo lugar, fomos para a primeira divisão em Maceió, mas é muito diferente e não obtemos tanto sucesso".

Os treinos da atleta são quase todos os dias, com duração de 3h diárias. Mesmo com tanto esforço, ela lamenta que não haver vários jogos no Estado. "Não tem tantos jogos no calendário da federação, mas a gente realiza vários campeonatos internos pra não ficar tanto tempo parado". 

Elen revela que a família sempre foi uma ajuda bem vinda: "Minha família sempre me deu bastante apoio, também foi pedido do meu pai em leito de morte que eu permanecesse no vôlei, até porque ele viu que eu tinha futuro. Eu queria parar, mas minha mãe deu bastante força pra que eu continuasse. E aí vem a paixão que eu sinto pelo clube, e vi que eu tinha apoio principalmente do Carlitão, que eu vejo como um pai, um amigo".

A atleta de ponta garante que o voleibol lhe proporcionou vários benefícios, entre eles o amor e crescimento pessoal. "Hoje eu sou casada, tanto que eu conheci meu esposo no Placa; ele gosta mais da parte técnica do voleibol. [...] O vôlei é tudo pra mim. Foi lá onde eu comecei a me sentir uma pessoa íntegra, culta, percebi o valor da amizade, do companheirismo".

Os planos de Elen para 2013 ainda podem mudar. Ela acredita que o Placa talvez termine esse ano. "Eu não quero sair do Placa, e também não quero que o Placa termine. [..] Mesmo assim, temos que dar o melhor de si, para podermos ser convidadas para jogar em outro Estado. Pretendo tentar minha carreira como jogadora fora daqui, é um sonho, um objetivo. Aqui estou treinando bastante pra quando jogar mostrar meu desempenho e receber bons convites, ou até mesmo a Seleção".

E ela finaliza aconselhando: "A pessoa que realmente tem um objetivo, deve traça-lo e correr atrás, porque ficar só esperando não adianta. Se realmente é um sonho, vá atrás e conquiste o seu objetivo".

segunda-feira, 4 de março de 2013

Atleta de Ponta - Daniel dos Santos


"Agradeço a Deus por ser um bom atleta e destacado pelo Brasil"

por Fabiana Figueiredo

Entrar para o mundo do esporte, conseguir um lugar de destaque e manter esse lugar é uma tarefa um tanto difícil; mas se houver a motivação e o esforço do atleta, com certeza, ele será merecedor de tais benfeitorias. O Atleta de Ponta desta semana é um homem que luta a cada dia que passa, para mostrar que ainda continua arrebentando em cima de duas rodas. Daniel Sousa dos Santos, 20 anos, é ciclista e destaque nas competições locais e nacionais.

Ele começou no ciclismo em 2007, quando tinha 14 anos, através dos amigos Percival e Edivaldo, que já corriam para competições. Eles, então, emprestaram uma bicicleta à Daniel, e, na equipe Cavalcante, começou a correr e mostrar que tinha talento. A primeira competição foi na Corrida Ciclística Antônio Assmar, foi campeão, correndo entre os veteranos e Júnior. Naquele mesmo ano, também foi campeão da Corrida Cidade de Macapá de Ciclismo.

Em uma competição em 2008, foi visto por atletas de São Paulo que vieram correr em um campeonato em Macapá. "Eles vieram correr aqui, eu ainda era novo. Eu era júnior e fui correr na Elite. Viram que eu larguei e escapei com dois de SP, então ficaram interessados em me levar e levaram", explica Daniel, que disputou e, nos últimos segundos de corrida, se destacou ao lado dois competidores.

Daniel Sousa foi para a equipe São Lucas/UAC/Americana, no interior do Estado de SP, e por lá conseguiu o ouro na Corrida Amélia Archer Pinto, e em várias outras provas. Permaneceu durante um ano, porém a saudade foi maior. "Eu vim correr no Macapá Verão, fiquei um tempo de férias e voltei. Mas eu endoidei para voltar de novo pra minha cidade", conta Daniel.

Na lista de conquista, ele elenca os principais: Campeão Amapaense de 2007 (Open e Júnior), terceiro lugar em 2008, e em 2012 (Elite); Campeão Macapá Verão 2007; Campeão da Antônio Assmar em 2010 e 2013; e Campeão de diversas Copas Norte Nordeste de Ciclismo. 

Ele se recorda, também que a Antônio Assmar é a competição mais difícil, e a que mais o marcou "foi de 2010. Foi bastante difícil porque eu estava sem equipe, mas eu consegui a vitória".

Nosso atleta de ponta tenta explicar o amor pelo ciclismo: É muita adrenalina mesmo. Eu perdi a vontade de conseguir algo, vi meus colegas treinando e tive vontade de voltar à correr [depois de voltar de SP]. Fui para o Norte e Nordeste e fui campeão pela Elite. Voltei a treinar, inclusive meu amigo Tiago me deu uma bicicleta, e comecei a ter resultados de novo".
Hoje, Daniel corre pela Equipe Santos; com um treinamento bastante pesado para dar orgulho à família: "Eles gostam do que eu faço; veem que eu gosto mesmo e o que passo no ciclismo. Tenho fé em Deus que vou correr para São Paulo de novo, tenho até propostas". E aconselha que a população conheça o desporto: "Espero que vão prestigiar as corridas para ver como é bom correr. Até tem muita gente nova correndo nessa Rodovia JK". 

Daniel Sousa decidiu que será ciclista como profissão: "O ciclismo é a minha profissão, eu vivo dele; agradeço a Deus por ser um bom atleta e destacado pelo Brasil".

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Atletas de Ponta - Júlio Vilhena e Lílian Amaral

Judocas de ponta ganham Bolsa Atleta

por Fabiana Figueiredo

Esta semana, a coluna contará a história de dois atletas que este ano garantiram cada um, uma ajuda financeira através do Programa Bolsa Atleta, do Governo Federal. Júlio de Oliveira Vilhena, 17 anos, e Lilian Amaral dos Santos, 16 anos, são judocas pela Academia Ronildo Nobre, em Santana, um celeiro de onde nascem grandes atletas das artes marciais, e é considerada uma das melhores academias da região Norte e Nordeste do país. 

Os atletas praticavam outros esportes antes de conheceram o judô, e foi através de um simples convite de amigos que iniciaram nessa jornada. Lílian praticava capoeira e conta como começou a praticar a arte marcial, ainda aos nove anos: "eu sabia que meu negócio não era isso. Uma colega me convidou para fazer judô com ela aqui [na academia R.N.], e vim. Eu treinava sem kimono, e em menos de uma semana eu comecei a competir. Gostei e falei pra minha mãe que ia continuar", conta Lílian.

Para Júlio, foi amor à primeira vista: "há 6 anos, eu já jogava futebol em escolinhas. Eu entrei por acaso, não imaginava que eu ia chegar tão longe. Um colega que já fazia judô me convidou para ver ele treinar, gostei e comecei a praticar também".

Eles ainda se recordam da primeira competição que cada um teve: "Minha primeira competição foi com 2 meses de judô, no Campeonato Amapaense de 2007. Fui campeão, e foi esse título que fez com que eu tivesse mais incentivo de continuar no judô", descreve Júlio. "Eu competi uma semana depois que entrei no esporte, fui apenas para pegar experiência; minha adversária era mais graduada que eu e ganhei dela, no Circuito Amapaense, foi o que me deu incentivo", afirmou Lílian.

Transformações puderam ser percebidas nos atletas, principalmente em Lílian que, segundo ela, não era comportada na rua, em casa e nem na escola. "Depois que entrei, veio à disciplina, a amizade com meus colegas e o respeito. Mudei muito meu comportamento na escola também".

Júlio afirma que "o judô me chamou mais atenção quando comecei a participar das competições e viajar". E assim foi: as viagens começaram a aparecer e, com eles, resultados de tanto esforço e dedicação. O judoca foi três vezes ao Campeonato Regional e é o atual campeão (2012); em 2011, fez sua primeira participação no Campeonato Brasileiro, onde garantiu o vice-campeonato e de onde ganhou a oportunidade da bolsa atleta; ele participou também dos Jogos Escolares Nacionais em 2011 e 2012, garantindo o bronze nas duas competições, pela Escola Estadual Barroso Tostes. Lílian começou a competir mais cedo: só de campeonatos regionais, ela elenca cinco (ouro em 2007, 2008, 2009, 2011 e 2012); de Campeonatos Brasileiros, em 2007, foi bronze, em 2008, ouro, em 2009, prata, em 2011 e 2012, bronze ("de tanto treino, eu fui à primeira campeã brasileira da academia", na edição de 2008); foi bronze nos Jogos Escolares de 2011, pela E. E. Everaldo Vasconcelos.

Em 2013, a dupla pretende "treinar e integrar a seleção brasileira. Assim que sair a bolsa, vamos ter uma ajuda maior com o nosso investimento, com o kimono e alimentação. Vai ajudar também nas nossas viagens", complementa Júlio.

Todo esse sucesso também teve o apoio da família. Júlio nunca foi impedido de praticar qualquer esporte; e Lílian tem ajuda da mãe. Apesar do esforço materno, a judoca ainda sente dificuldades de se manter no esporte por conta do patrocínio. Os dois chegaram a ficar desanimados com a demora da bolsa atleta. "A falta de patrocínio é o nosso maior obstáculo".

Desistência não está na veia destes dois atletas de ponta: "Uma coisa que eu sempre levo comigo: toda vez que eu me machuco, serve com que eu treine mais. Eu já não tinha mais vontade, mas agora vai ser melhor com essa bolsa. Vou treinar mais para representar bem o Amapá e o nosso clube", concluiu Lílian. "É uma emoção muito grande ganhar uma bolsa atleta. Eu estava triste pensando que a bolsa não ia chegar, até que chegou. Pensei em parar, mas não desisti. Quanto mais à gente pensa que o nosso sonho está longe, mais perto ele pode estar", finaliza Júlio.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Atleta de Ponta - Kleber Santos




"Eu mudei depois que comecei no ciclismo"

por Fabiana Figueiredo

O Atleta de Ponta desta semana vem do ciclismo; ele foi destaque nas competições no ano passado, e está preparando novidades e mais empenho em 2013.

Kleber do Espírito Santo dos Santos, 31 anos, é da Equipe Santos, e sempre competiu pelo Amapá. "Tudo começou na categoria iniciante quando um amigo meu me convidou para assistir ele competir; o Delson Belém, muito conhecido no Mountain Bike. Eu não sabia como treinar, os posicionamentos na bicicleta, tudo eu aprendi com ele. Então daí pra frente eu fui me destacando nas categorias, e ganhando", conta o atleta que teve seu primeiro contato com o desporto aos 17 anos.

O ciclismo possui duas modalidades, a Mountain Bike e Speed; uma para "estrada" e outra para o "asfalto", popularmente definidos. E nosso atleta de ponta passou pelas duas. Segundo ele, a mudança de modalidade foi pelo desgaste físico: "Comecei a gostar do treinamento do Speed porque é menos desgastante que o Mountain Bike. A gente entra nas estradas, cai e se bate muito. Fui para o ciclismo olímpico, onde eu tinha mais chances de viajar para participar em competições pra fora".


Hoje, Kleber corre na Categoria Elite Nacional, e enfrenta bastantes dificuldades: "Tive que treinar bastante para chegar ao topo e competir com os melhores. Eu consegui, mas depois comecei a cair, com muitas dificuldades, com alimentação, patrocínio e material da bicicleta; infelizmente, tudo isso sempre existiu".

"Conheci o Luciano Marba, da LMS, que me deu uma oportunidade de emprego. Fiz um curso de vigilância, e até hoje tenho o patrocínio dele, me ajuda muito, há mais de cinco anos. Já subi de cargo na empresa, e continuo no esporte, não larguei. Meus afazeres não interferem. É muito trabalho, mas sei dividir as coisas; tem hora do trabalho e do esporte", revela nosso atleta de ponta, que trabalha de madrugada e treina diariamente à tarde, "80km é a média", disse. 

E por que ciclismo? "É muita adrenalina! É a amizade com as pessoas mais antigas, é aquele incentivo que as pessoas dão, são várias coisas que me fazem continuar", responde.

Competições
Kleber se recorda de três competições importantes para sua carreira: "A primeira competição foi na Avenida Fab, onde antigamente eram feitos os eventos; eu estava em uma bicicleta toda despreparada, com o passador de marcha errado, sem o posicionamento certo pra pedalar, a altura do cilindro, a cela um inconveniente. Eu fiquei em quinto no pódio da minha categoria. [...] Outra recordação é a Volta a Santa Catarina em Mountain Bike, em Joinville. Nunca me deparei com tanta coisa. Lá, eu vi como é a preparação de um atleta. [...] A Macapá Verão, que sai de Ferreira Gomes para chegar na Fazendinha, é outra competição muito dura e difícil; a prova mais longa do Brasil. Eu tento ganhá-la há 4 anos; e no ano passado, cheguei entre os 10 primeiros".

Nesses vários anos de ciclismo, Kleber conseguiu reconhecimento por seu trabalho e desempenho sobre duas rodas.  "Tive que melhorar os equipamentos e a alimentação, acordar mais cedo. É muito difícil. Há 2 anos, corremos em conjunto, com 5 ou 4 atletas, e cada um tem sua função na prova; trabalhamos para a equipe ganhar. Quando a competição é Mountain Bike, logo me chamam para liderar".

No campeonato amapaense, em 2012, Kleber foi 2º lugar pela categoria Elite Local, e Campeão na elite Mountain Bike; na Corrida Ciclística Antônio Assmar, ficou em 4º e 5º lugar nas duas categorias. Terminou o ano entre os 50 melhores do país; e para 2013, ele pretende surpreender.

Kleber conta com o apoio da família e amigos: "Tenho bons exemplos, uma família e amigos que me veem diferente, pois eu mudei depois que comecei no ciclismo". 

Ele finaliza aconselhando quem deseja praticar o ciclismo: "Que a pessoa comece no esporte com disciplina. É essencial. Se ela começar assim, com certeza, no futuro, ela terá bons resultados".

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Atleta de Ponta - Matheus Corrêa


"Não sei explicar, só sei que eu gosto"

por Fabiana Figueiredo

O Atleta de Ponta desta semana é mais uma revelação do basquetebol amapaense, que se destaca desde 2011, e aprende mais e amadurece a cada ano. Apesar da pouca idade, o nosso Atleta de Ponta é altão e já tem boas histórias para contar, pois também chegou a viajar bastante pelo país através do esporte que lhe proporcionou várias aquisições sobre cultura, conhecimento e técnicas de desporto.

Matheus Corrêa dos Santos Costa, 15 anos, é um adolescente saudável porque se envolve com o desporto desde criança. Nosso Atleta de Ponta praticava natação antes de partir para as quadras de basquete. "Eu gostava de praticar natação, mas comecei na Escolinha de Basquete no São José há uns três anos", afirmou. Matheus iniciou sua carreira de jogador de basquetebol em 2010, quando começou a estudar no Colégio Podium; e, por convite de colegas que já jogavam basquete entrou para a escolinha da Sociedade Esportiva e Recreativa São José, conhecida pelo bom resultado em várias competições. "Uns colegas meus já jogavam basquete, me convidaram e eu gostei muito. Não sei explicar, só sei que eu gosto".

Em quadra, Matheus se destaca e joga como Pivô; e, desde 2011, representa os times do São José e Podium.

O ano de 2011 foi especial para Matheus: foi quando começou a competir e a viajar. "O primeiro campeonato foi ano retrasado. Foram os Jogos Escolares Estadual e Nacional Sub14, que até viajamos para João Pessoa", lembra o atleta.

Matheus se recorda dos principais jogos que participou: Campeões dos Jogos Escolares Estadual Sub14 2011; Campeões dos Campeonatos Amapaenses Sub15 e Sub17, em 2011 e 2012. Como integrante da Seleção Amapaense Sub15, chegou a ser vice-campeão de um Campeonato Brasileiro.

Matheus se recorda empolgadíssimo do primeiro jogo: "Foram os Jogos Escolares Estadual Sub 14, em 2011. Foi o Podium contra o Conexão Aquarela. Ganhamos de 36 a 6", responde com um sorriso no rosto.

Seu treinador, Feliphe Lacerda, é um de seus ídolos, pois é um dos melhores atletas que o Basquetebol Amapaense já teve; em quem Matheus se inspira bastante, principalmente em fazer ganchos, técnica que nosso atleta mais gosta de aplicar nos jogos. Sobre o que fazer em 2013, ele conta que quer continuar na Seleção Amapaense Sub 15, mas também deseja participar do Campeonato Amapaense Sub 15 e Sub 17.

Time do São José sub 15
Nosso Atleta de Ponta relata que "não vejo tanta falta de patrocínio; temos muita ajuda no São José e na Seleção [Amapaense] também". O incentivo para continuar o esporte também vem da família, mas Matheus revela que a carreira como desportista é provisória: "Minha mãe me apoia muito, mas eu não pretendo seguir essa carreira, é mais por diversão. Pretendo fazer Medicina. Ser esportista não é minha primeira escolha. Se houver propostas tentadoras, para jogar fora do Estado, eu iria; acho que eu cresceria mais no esporte".

Concluindo, Matheus Corrêa deixa um conselho - que não deixa de ser um estímulo - para os iniciantes no basquetebol: "Espero que esses jovens tentem seguir no esporte, pois o basquete é o que mais dá oportunidades no Estado. Tentem, porque o Amapá está crescendo e o basquete só tem a crescer também".

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Atleta de Ponta - Arthur Amorim

"É uma atração diferente quando jogo, pratico porque gosto e não porque sou obrigado"

por Fabiana Figueiredo


O Basquetebol amapaense está revelando a cada campeonato realizado novos campeões e grandões nas quadras do Amapá, que podem ter um futuro cheio de méritos, basta treinar, contar com apoios familiares e do empresariado e não desistir. Arthur Amorim é um desses atletas que estão ganhando destaque no cenário do basquete e é o nosso Atleta de Ponta desta edição.

Arthur Antunes Amorim dos Santos, de 15 anos, iniciou a praticar o basquete em 2011, aos 12 anos, "com incentivo de muitos amigos, pedi para o meu pai me colocar em uma escola de basquete, no São José, onde continuo até hoje", diz o jogador. Arthur sempre jogou no clube do S. José, mas também representa a escola Podium e também atua na Seleção Amapaense Sub 15 - na qual entrou no ano passado, após seis meses de preparação, passando por uma peneira, que é a seleção dos melhores jogadores de basquete do Estado do Amapá.

O jovem detém vários títulos, ele elenca os principais: Vice-Campeão dos Jogos Escolares Nacional 2011, pelo Podium, em João Pessoa; Bicampeão do Campeonato Amapaense Sub-15 de 2011 e 2012; Vice-Campeão dos Jogos Escolares Estadual 2012; e Vice-Campeão do Campeonato Brasileiro Sub15 de 2012, como Seleção Amapaense, em Cuiabá.

Empolgado, Arthur classifica o basquetebol como um vício. "Pra mim, o basquete é como um esporte fanático, quando a pessoa joga é com sentimento. É uma atração diferente, pratico porque gosto e não porque sou obrigado".

Nosso atleta de ponta percebeu algumas mudanças em seu comportamento, com a família e, como estudante do Ensino Médio, também percebeu mudanças na escola. "Com a família, tenho uma relação mais extrovertida, a maioria vai me ver jogando, vai torcer; eles apoiam bastante, desde quando eu comecei no basquete, desde as derrotas até as vitórias. Algumas notas escolares também melhoraram, e as pessoas me veem como outra pessoa na escola, ficam me elogiando. É legal". Para participar dos campeonatos fora do Estado, Arthur conta com a ajuda da família, amigos e do clube que participa, "que nos ajuda bastante", completa.
Arthur planeja para 2013 continuar jogando pelo São José, no time adulto, treinar e subir de categoria (Sub17), participar do Campeonato Amapaense Sub17, e jogar pela Seleção Amapaense Sub17.

O Atleta de Ponta conclui: "Queria pedir para as pessoas, antes de falar de qualquer esporte, comecem a pratica-lo.Até porque o basquete é um esporte que incentiva muito, transforma  as pessoa, se sente emocionado e incentivado a jogar mais. É um esporte muito bom, e que dá muitas glórias".

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Atleta de Ponta - Eloi Rafael

"O ciclismo me deu tudo de bom"

por Fabiana Figueiredo


O Atleta de Ponta desta semana é uma revelação do ciclismo amapaense, que desde criança já tem conquistas e espaço garantido na modalidade. Eloi Rafael Gonzaga de Moraes, 26 anos, se espelha bastante em seu pai, e é exemplo para a família e iniciantes no ciclismo.

O ingresso de Eloi no esporte foi ainda criança, jogando basquetebol; entretanto, foi através de seu pai, Eloi Xavier, que começou a praticar o esporte sobre duas rodas, por volta dos 12 anos. O Eloi-Pai já deixou sua marca na história no ciclismo amapaense, é, ainda hoje, o grande incentivador de "Eloisinho", apelido adquirido pelos colegas. "Foi tudo graças ao meu pai; ele foi me convidando pra pedalar com ele. Fizemos os primeiros treinamentos nas estradas do Curiaú, e BR. Aí foram vindo as primeiras vitórias, primeiras medalhas, e treino até hoje com ele", lembra-se Eloi Rafael. O inicio de suas conquistas, segundo o atleta de ponta, foi o terceiro lugar de sua categoria na Corrida Antônio Assmar quando tinha 13 anos. 

Entre seus sucessos do ano passado pela categoria Elite, ele coleciona: o 2º lugar no Campeonato Estadual; 3º lugar na Copa Norte e Nordeste; 1º lugar na GP de Ciclismo Israel Freitas; 3º lugar na Corrida Ciclística Archer Pinto, em Manaus; ficou entre os 10 primeiros colocados na Corrida Ciclística Coronel Fontoura, em Belém; além de ser o 4º lugar no Campeonato Estadual, e concluir o ano em 4º lugar no ranking estadual. 

O atleta ressalta que durante os anos de 2007 à 2009, ficou longe das pistas de corrida, e que seu pai foi quem o "incomodou". "Ele ficou dois anos insistindo para eu voltar de novo para o ciclismo, e conseguiu", e complementou que "depois de 12 anos de ciclismo, estarei correndo com muita vontade, e quero conquistar o 1º lugar na Corrida Antônio Assmar, tentar brigar para ficar pelo menos entre os três primeiros".

Sobre a emoção de praticar o ciclismo, Eloi conta que as viagens para fora do Estado foi o que mais chamou a atenção. E acrescenta que tem "o prazer de ganhar uma prova, estar no podium, representar meu Estado é uma coisa boa".

Segundo Eloi, o esporte livrou-o de coisas ruins: "Eu parei de beber, não fumo, não saio para festas - a não ser aniversários e brincadeiras de família -, não tive problemas de saúde, apenas desgaste físico. O ciclismo me deu tudo de bom".

Com relação ao patrocínio, nosso atleta de ponta corre atrás para poder conseguir competir dentro e fora do Estado do Amapá. O apoio vem da família, e, no ano passado, ele conseguiu ajuda de uma academia perto de sua casa, onde faz natação e musculação de graça; outro colaborador é o presidente da federação, Antônio Carlos, que contribuiu para que os atletas fossem participar de competições para o ranking nacional.

Eloi Rafael é casado e até convenceu sua esposa a entrar no ciclismo: "Estou montando uma bicicleta pra ela, e ela vai competir comigo".

O nosso atleta de ponta confirmou que esse ano irá se dedicar bastante ao ciclismo amapaense, para que ele tenha potencial suficiente para ficar entre os 10 melhores do país. "Vou tentar ficar bem no ranking, tentar brigar por uma bolsa-atleta; mas pra isso vou treinar bastante".
E ele conclui: "Vamos praticar o esporte que faz bem pra saúde. Para praticar o ciclismo, a pessoa tem que ter força de vontade, mesmo que seja rico ou pobre, tem que ter essa vontade de estar competindo, que é isso que o ciclismo amapaense tem bastante".

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Atleta de Ponta - Allen Anderson


"É uma arte bonita de se assistir, pra quem pratica judô não consegue entender o sentimento, estar dentro do tatame é diferente"

por Fabiana Figueiredo

O judô amapaense, a cada dia mais, revela jovens aprendizes do esporte e da vida, que tiveram dificuldades e conseguiram um "lugar ao sol"; ainda mais quando um evento importante é realizado no Amapá, onde esses jovens amapaenses conseguem participar e se destacar, como é o caso do Campeonato Brasileiro de Judô, Região I, que acontecerá em Abril, no Amapá, e apresentará um celeiro de bons atletas deste Estado.

Entretanto, para Allen Anderson de Jesus da Silva, 19 anos, nosso Atleta de Ponta, o CB (RI) será mais uma competição que fará parte de seu currículo. O jovem já coleciona várias medalhas, conquistados com muito suor e luta.

Allen, desde criança envolvido com o esporte, chegou a jogar futsal antes dos 8 anos de idade, começou a praticar o judô, com o sensei Saulo Amaral, quem o acompanha até hoje. "O judô é a minha paixão desde criança. Comecei a lutar na academia do meu bairro, junto com meus amigos que lutam até hoje", disse o atleta.

O primeiro campeonato que Allen participou foi em 2004, na III Copa Estudantil, garantindo o 2º lugar na competição. Ele lembra que aos 11 anos começou a destacar-se, pois "o judô passou de ser só brincadeira, e foi levado mais a sério" pelo atleta, como ele mesmo define.

De acordo com Allen, as conquistas são muitas, mas destaca: os cinco títulos de Campeão Amapaense; eleito três vezes o melhor judoca do Estado; participou de sete Campeonatos Brasileiros de Judô Região I, ganhando duas pratas e quatro bronzes; e participou duas vezes dos Jogos Escolares, trazendo um bronze para o Amapá.

Em 2012, Allen sofreu uma contusão e teve que ficar longe dos tatames por um tempo; mas, como ele afirmou, "estou voltando com tudo". Para ele, o judô já se tornou algo sério em sua vida, e promete que trará bons resultados para o Estado.

Com relação aos incentivos, Allen tem do treinador e da família, que sempre o apoiaram no mundo do desporto. "Eu sempre tive apoio da minha família, nunca tive patrocinador. Quem sempre me ajuda é meu pai, que patrocinou viagens, a família também ajuda, por isso que eu sempre segui em frente. Aqui no Amapá é muito difícil essa questão de patrocínio, se não fosse meu pai sempre me apoiando eu não teria tantas conquistas", ressaltou o atleta.

Allen não consegue explicar a paixão pelo judô: "É uma arte bonita de se assistir. Até quem pratica judô não consegue entender o sentimento, estar dentro do tatame é diferente".

Nosso atleta de ponta também incentiva os iniciantes: "Se você teve uma derrota, não desista, continue. Porque o judô é bonito de se praticar, e ainda mais hoje que está crescendo dentro do Estado, e a tendência é crescer cada vez mais".

O judô mudou a forma de Allen se comportar. Mostrou a ele ter disciplina, concentração e respeito não só nos tatames, mas também na vida: "Eu era um menino muito levado, e no judô eu aprendi a ter disciplina, a respeitar as pessoas, e até hoje é assim. Para se praticar o judô, a pessoa tem que ter muita disciplina, porque se não tiver, ela não consegue nada".

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Atleta de Ponta - Joelson Sullyvan


"O Taekwondo se tornou um esporte que faz parte do meu dia a dia"

Fabiana Figueiredo

O Atleta de Ponta dessa semana é um vencedor na vida,  há quatro anos, está vencendo nos tatames de Taekwondo. Joelson Batista Sullyvan, 16 anos, é um dos quatro atletas amapaenses que vai para a Seletiva Nacional Fechada, evento destinado a formar a Seleção Brasileira da modalidade para o ano de 2013.

Joelson teve o primeiro contato com a arte marcial aos 12 anos, estudava na Escola Estadual Reinaldo Damasceno, em um projeto social realizado pelo mestre Bruno Igreja, após convite do amigo Matheus Almeida - que também vai viajar para a Seletiva. Segundo o atleta, uma semana depois de iniciar no esporte, foi lutar no Campeonato Amapaense de 2010 e logo garantiu um ouro; este foi o pontapé inicial, uma motivação para continuar praticando o Taekwondo.

Pela categoria 45 kg, Sullyvan coleciona 17 títulos, entre eles 12 ouros, 3 pratas e 2 bronzes. Dentre os campeonatos que ele participou, estão: Brasil Open 2010; Campeão Amapaense em 2010; Campeão do IV Amazon Open de Taekwondo; Campeão do Campeonato Nacional Interclubes; Campeonato Internacional no Suriname, onde conquistou, junto com sua equipe, o troféu de Melhor Equipe Estrangeira; bronze no Campeonato Brasileiro 2011; Vice-campeão nas Olimpíadas Escolares 2011; Campeão Amazon Open 2012; e é Campeão Amapaense 2012.

"O Taekwondo exige um preparo melhor do atleta, exige um bom psicológico, disciplina na escola, nos estudos, na família. Se tornou um esporte que faz parte do meu dia a dia", conclui o jovem atleta, que através da arte marcial já conheceu Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Suriname.

Sobre o sentimento de estar entre os 10 melhores do país  que concorrerão às duas vagas na Seleção Brasileira, ele conta: "É uma emoção muito grande pra gente estar participando dessa seletiva,  que eu venho buscando desde criança; a gente se esforça muito nos treinos. Entrar na seleção, com certeza, vai ser uma das melhores coisa que vai acontecer pra gente". Além de Joelson e Matheus, Lohanne Tavares e Carlos Veloso - que já tiveram suas histórias contadas nesta editoria - compõem o grupo amapaense que irá lutar para entrar na Seleção Brasileira.

Uma luta marcante? Joelson cita "a seletiva fechada, no Campeonato Brasileiro Interclubes, que foi uma das primeiras lutas de faixa-preta que eu tive; foi contra um jogador da seleção brasileira. Cheguei perto de ganhar dele, mas 'vacilei' no final e perdi; mas foi uma das lutas que marcou pra mim".

Para 2013, ele está "treinando para entrar na Seleção, ou até pra ter uma repercussão maior no Estado, a questão de patrocínio que a gente não tem muito; pra dar uma ajuda em casa; espero terminar logo meus estudos", disse.

Sobre os benefícios adquiridos através do desporto, ele afirma que sofria de problemas cardíacos na infância, chegando a ficar sem poder andar por conta de uma infecção generalizada. Os anos se passaram e Joelson se desenvolveu e voltou a ter vitalidade, e, assim ele mesmo diz, "é como se eu tivesse aprendendo a andar de novo, só que já grande". A natação foi uma aliada na recuperação, e o Taekwondo foi um impulso a mais que mudou sua vida.

"Tenho muito a agradecer aos meus familiares, que sempre me deram bastante motivação, aos meus treinadores Bruno Igreja e Júnior Maciel, aos meus amigos e companheiros de treino e aos patrocinadores", finaliza.

Os "parabéns e boa sorte" do TA para a seletiva é para o nosso Atleta de Ponta, mas se estende aos atletas Matheus, Lohanne e Carlinhos, que também se destacaram no ano de 2012, e, provavelmente, terão um excelente caminho em 2013.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Waldemir Costa

"O ciclismo foi algo que me complementou"

Fabiana Figueiredo

O Atleta de Ponta desta edição é um colecionador de troféus e medalhas, resultado das muitas conquistas que tem desde os 24 anos, quando começou a competir. Waldemir Pinheiro da Costa, 41 anos, lembra-se como iniciou a andar sobre as duas rodas, fala das dificuldades de se praticar o ciclismo no Amapá e da modalidade em si.

Quando ainda morava no Pará, aos 15 anos, Waldemir ganhou uma bicicleta de corrida de presente do pai, e, ao lado do irmão, começou a praticar o ciclismo, ainda como uma brincadeira. Anos mais tarde, participou do Circuito Cidade de Castanhal, em 1994, pontapé inicial para começar a competir. "Quando eu comecei a praticar o ciclismo não foi uma opção pelo ciclismo, as coisas como aconteceram que me levaram a praticar. Foi então que eu comecei aos poucos a me envolver, e cheguei a gostar muito até mesmo pra competir. Quando comecei, não pensei que ia chegar a tanto", enfatiza o atleta.
 
Em 1996, por causa de trabalho, mudou-se para o Amapá, e, já competindo, também contribui com o ciclismo amapaense. Neste Estado, com os treinos intensos, Waldemir conseguiu se destacar estadual e nacionalmente.

Sobre as conquistas de 2012, ele elenca: "Corri muitas provas, as mais conhecidas eu participei. Fui 2º lugar na 34ª Antônio Assmar, categoria 40 anos; Copa Brasil de Mountain Bike; IV Corrida Cidade de Macapá, 2º lugar, na elite local; campeão na XVI GP de Ciclismo Israel Freitas; 6º lugar na Copa Light de Ciclismo (RJ); XVII Prova Coronel Fontoura de Ciclismo; 63ª Prova Governador Dix-Sept Rosado, Rio Grande do Norte; 5º GP Rio Branco de Ciclismo; Campeão da categoria sub-elite no Campeonato Amapaense; e muitas outras", fechando o ano de 2012 em 3º lugar no Ranking Nacional, pela categoria 40-42 anos.
Sobre o ciclismo no Amapá, Waldemir afirma que é muito difícil permanecer na modalidade, pois não tem muitos incentivos, os materiais necessários são caros e, para se destacar, deve viajar bastante para as competições.
 
"O que, praticamente, trava o ciclismo aqui é que não temos bolsa-atleta. A maioria dos Estados, hoje, já ofertam bolsas; e no Amapá não tem. [...] Para quem tem dificuldade de viajar e de comprar material, praticar o ciclismo sem objetivo nenhum, para não ganhar nada, é muito difícil; e é o que leva muitos atletas que foram muito bons a pararem; ou você opta em trabalhar, ou pratica o esporte. [...] Pra crescer, a modalidade precisa disso, senão vai continuar essa realidade", justifica o ciclista Waldemir.

Apesar das dificuldades de se manter na modalidade, o atleta enfatiza os benefícios que a prática oferece: "Senti, que na prática da modalidade, tenho como objetivo uma atividade saudável, e, em companhia disso, me torno uma pessoa melhor; porque a prática de um esporte te traz além de uma vida mais saudável, uma vida mais tranquila, estável. [...] O ciclismo foi algo que me complementou". Waldemir também ressalta que hoje é um modelo para os atletas mais novos, por estar a tanto tempo no ciclismo e com qualidade; "acabamos sendo um modelo de perseverança na prática na modalidade".

"O ciclismo é feito em equipe; quando a gente pratica só, a dificuldade triplica", define Waldemir, lembrando que o trabalho para se chegar ao sucesso é feito em conjunto. Finalizando, o Atleta de Ponta convida à prática do esporte: "Venham participar com a gente. O ciclismo é uma modalidade muito boa e saudável. É a melhor prática aeróbica que existe, para você emagrecer; não te lesiona e é saudável".

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Atleta de Ponta - Milena Araújo


“Eu não consigo viver sem o boxe”

por Fabiana Figueiredo

A Atleta de Ponta desta semana é uma das raridades no mundo do boxe amapaense: Milena Araújo, 22 anos, uma mulher que através do esporte mudou hábitos alimentares e cotidianos e que nos últimos meses recebeu um importante convite pra sua carreira.

Milena começou a praticar o boxe em 2011, através do convite de um amigo que já lutava na Academia Nelson dos Anjos, onde a atleta treina também. "Tenho um amigo que me convidou pra assistir uma luta dele, e foi aí que eu comecei a gostar. Eu vim aqui, e ele me colocou pra treinar", disse.

Dentro de 1 ano e 5 meses, deixou de frequentar os treinos, mas depois de um tempo voltou com "mais gás", percebendo a importância que o esporte tem em sua vida, e começou a competir.

A primeira disputa de Milena aconteceu em julho desse ano, na 1ª edição dos Jogos do Meio do Mundo, onde lutou com uma guianense e garantiu o ouro, na categoria 69kg. A segunda competição foi a seletiva e depois o Campeonato Brasileiro de Box, em outubro, que apesar de não ganhar uma medalha, conseguiu se destacar dentre as mulheres. Depois, ela participou de um torneio na Guiana Francesa, onde lutou novamente com uma guianense e trouxe o troféu e medalha de campeã do combate, junto da equipe que também foi para o país vizinho.

Na sua participação no Campeonato Brasileiro 2012, realizado em Palmas (TO), alguns olheiros viram o potencial de Milena e a convocaram para fazer parte da Seleção Brasileira Olímpica; ela aceitou e viajará no dia 6 de janeiro para sua apresentação em São Paulo. A atleta está muito feliz: "É inacreditável. Eu acredito que na vida nada é impossível, eu coloco Deus no meu caminho. Continuo treinando e, quando chegar lá, vou melhorar muito mais", completou.

Milena também descreve que o esporte mudou bastante sua vida: "Nesse tempo [quando começou a competir], eu pesava 75kg. Ele [treinador] me colocou pra treinar, e eu comecei a perder peso; baixei pra 69kg e já fiz a primeira luta. Já cheguei a pesar 65kg". Outro ponto também foi seu comportamento: "Eu era muito estressada, agressiva, qualquer coisa me irritava. Depois que eu entrei para o boxe, comecei a ter disciplina. Aprendi a me controlar mais, não brigo tanto. Depois que eu comecei a treinar, eu não senti mais stress. Mudei o modo de me comportar, agir e o corpo também".

De segunda a sexta, ela treina duas horas por dia. E a alimentação também mudou, comendo alimentos saudáveis, que dão sustento para manter o peso que conquistou através da prática do esporte.

"Em Macapá não tem apoio, é triste a realidade". Segundo Milena, o apoio vem da família e amigos, através de sua irmã e alguns conhecidos. Ela tem dois filhos que já se interessam pelo mundo do esporte.

O treinador Nelson dos Anjos também fala da jovem Milena: "A oportunidade que ela está tendo é bastante importante pra ela, e para o clube também, em saber que daqui está se revelando talentos, eu sinto muito orgulho. É o segundo atleta que vai pra Seleção Brasileira, o primeiro foi o Juscelino Pantoja. É importante ter esses talentos aqui. O que falta é o apoio no boxe, todos saem daqui, mas sem patrocínio".

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Atleta de Ponta - Gabriel Maués

"É um esporte muito bom para saúde, porque desenvolve o físico da pessoa"

por Fabiana Figueiredo

Há 5 anos, tempo que o Badminton está implantado na cidade do meio do mundo, a modalidade tem dado oportunidade para vários amapaenses, sejam eles de qualquer faixa etária, sexo e cor; e esse esporte tem revelado ótimos atletas, dentre as mais variadas categorias. O Atleta de Ponta desta semana também é um deles, além de Lukas Sitta, Moira Andrade e Valdomiro Pereira que já foram protagonistas desta editoria em outras edições do semanário. O jovem Gabriel Melém Maués, de 13 anos, fez história ao conquistar o primeiro prêmio do Badminton Amapaense fora do Estado.

O primeiro contato foi aos 11 anos, no primeiro semestre de 2010, com o convite entre amigos. "Foi através da mãe de um colega. Ela chamou a minha mãe pra eu ir conhecer o Badminton. O Aldir me entregou uma raquete, me levou pra um canto e comecei a bater peteca com ele, foi aí que eu comecei", lembra Gabriel. Professor Aldir Dantas é o presidente da Federação Amapaense de Badminton (FEBAP), treinador da maioria dos atletas do Amapá, acompanha desde o início a carreira de Maués.

O Atleta de Ponta já havia praticado outros esportes, mas o Badminton é a sua paixão. Como explicar? Gabriel, após falar da questão da velocidade no passado, fica sem palavras para comentar o que mais lhe chama a atenção no esporte. 

"Minha família também se uniu ao badminton", informa Maués. Tio, primos, mãe, irmã e até a avó se arriscaram e alguns acabaram ficando na nova modalidade, incentivando ainda mais Gabriel a continuar praticando.

As competições começaram praticamente um ano depois de ingressar no desporto, com tempo para treinar as melhores "raquetadas" e técnicas.

A primeira medalha de Gabriel veio do 1º Open de Badminton no Meio do Mundo, realizado no Amapá, no ano de 2011.

Depois, vieram as Olimpíadas Escolares Estaduais e Nacional 2011; Campeonato Amapaense de 2011 - ouro na dupla, prata na individual 2011 -; Campeonato Brasileiro de 2011; Campeonato da Paraíba, garantiu a prata representando o Estado de Pernambuco após convite da federação pernambucana; Campeonato de Duplas de Badminton da Paraíba 2012; Campeonato Amapaense 2012; Olimpíadas Escolares Estaduais e Nacional 2012, em Poços de Caldas; e a última competição foi no Campeonato Brasileiro, pela categoria sub 17 [acima da categoria que Gabriel joga], em Porto Alegre (RS), conseguindo ser bem ranqueado nacionalmente.

Gabriel fez história no Badminton amapaense no Campeonato de Duplas de Badminton da Paraíba, onde conquistou a primeira medalha fora do Estado, uma prata.

"Se adquirirmos as passagens, a próxima competição será em março, para outra etapa do Campeonato Brasileiro, possivelmente em Porto Alegre", afirma Aldir, já visualizando o próximo certame.

Uma das maiores dificuldades no Badminton é como a maioria das outras modalidades, o patrocínio. Como ainda é um esporte novo, o apoio não vem com tanta rapidez. Os locais de treinos, ofertados pela federação, são emprestados, não tendo sede própria; estão sendo realizados na Unifap e no Avertino Ramos. Gabriel joga pela FEBAP, e também representa a empresa Corujão e Escola Conexão Aquarela.

"Eu pretendo continuar enquanto der. Precisamos de incentivo; o Aldir sustenta a federação com o dinheiro próprio e se ele sair, ainda não sei o que vai acontecer. Mas eu pretendo continuar praticando", ressalta o jovem Gabriel.

Empolgado, o Atleta de Ponta finaliza: "É um esporte muito bom pra saúde, porque desenvolve o físico da pessoa. Mesmo nessa situação, a gente gosta do esporte, se a gente não gostasse, não estaríamos aqui. Se quiserem, podem vir nos locais que tem no blog da federação [www.badmintonap.blogspot.com], pegar uma raquete e começar a jogar".

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Atleta de Ponta - Alana Lins



“Na dança você aprende a ter disciplina e educação, a ser perseverante, saber se portar, a lutar pelos seus sonhos, e ser independente”

por Fabiana Figueiredo

Assim como todos os esportes, a dança também é um exercício físico que exige muito do praticante, mas que ainda oferece benefícios como a disciplina, a educação, a perseverança, a lutar pelos seus sonhos, e ser independente. A Atleta de Ponta desta semana já possui um belo currículo no que diz respeito ao mundo da dança, passando pelo Balé Clássico, Jazz, Dança Contemporânea até a Dança de Salão. Seu nome é Alana Lins Martel, com 24 anos de idade e 16 anos de carreira.

A bailarina conta que quando estudava na Escola Estadual Irmã Santina Rioli, teve de escolher se iria praticar Balé ou Educação Física, e escolheu o estilo de dança. "Eu não tinha interesse pela dança, eu fiz porque eu não queria fazer educação física. Então fiz essa opção e depois acabei me encantando", afirma Alana. Entrar na escolinha de dança, por volta dos 8 anos, foi um modo de descobrir o talento que a pequena garotinha tinha para a arte, quando então, surgiu o convite da professora de dança Sandra Santos para participar da escolinha de balé clássico do Sesi: "Ela viu que eu tinha um talento diferente das outras meninas, e então comecei a fazer balé lá". Alana recorda que no início, o pagamento das viagens para participar de vários festivais eram os maiores problemas, mas que não a fez desistir.

Por volta dos 14 anos, quando a então professora de dança havia adoecido, ela se afastou das atividades da Companhia de Dança do SESI, e foi fazer trabalhos independentes. E foi nessas idas e vindas pelo país que Alana conheceu o dançarino Agesandro Rêgo, o qual foi o grande impulsor de sua carreira. "Hoje meu trabalho é bem mais reconhecido com o trabalho feito pela Escola de Dança Agesandro Rêgo. Agradeço imensamente a ele", diz.

O Balé foi a etapa inicial para que Alana conhecesse o Jazz no Sesi; logo depois o Sapateado; e aos 12 anos ingressar no estilo que hoje lhe traz mais satisfação: a Dança Contemporânea; além, ainda, da Dança de Salão.

Ela conta que na empresa onde trabalhava, a gerente a desligou dos serviços porque via que o futura de Alana era na ponta dos pés, dançando pelos palcos. "Ela viu que meu sonho não era ali, que o que eu gostava de fazer, tudo que eu me empenhava era a dança: 'o seu futuro é na dança'", comenta. "Se eu ainda estivesse lá, acredito que eu não seria tão realizada como sou hoje". Alana logo entrou na Escola de Danças Agesandro Rêgo, após muita insistência do amigo, em 2009; se tornou uma das mais respeitadas professoras dentro da escola.

Entre coreografias para miss e espetáculos de dança, Alana coleciona vários prêmios pelos festivais que já passou, como por exemplo, o Festival Internacional de Dança na Amazônia (FIDA), que foi seu primeiro festival onde viajou (aos 10 anos) e, mais tarde, garantira seu primeiro lugar pela Dança Contemporânea (2002); o Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina; no Amapá, o Festival de Dança Evoluções, um dos mais tradicionais do Estado, onde conquistou 2 primeiros lugares pela Companhia Agesandro Rêgo, e mais 3, no ano passado, com a sua Companhia Experimental de Dança Alana Lins; entre vários outros (Sua companhia experimental foi criada há dois anos).

Alana ressalta que a maioria dos festivais que participa, é com o interesse de se aprimorar nas técnicas do mundo da dança, sejam elas em qualquer modalidade: "Muitos desses festivais eu fui pra me aperfeiçoar, para conhecer, fazer cursos e reciclagem profissional, mas me deram muito retorno".

Para ela: "O balé é a base pra qualquer outro tipo de dança, leva para vários outros tipos de dança. O contemporâneo é uma mistura de teatro, dança, cenário; a gente pode viajar na nossa imaginação e não há explicação".

Alana pretende morar em São Paulo em julho de 2013, para se formar no curso de Dança e poder trazer experiências novas para a terra natal.

"Na dança você aprende a ter disciplina, educação, a ser perseverante, saber se portar, a lutar pelos seus sonhos, e ser independente. É como uma terapia. Eu indico totalmente a dança. Quem faz dança, realmente, é mais feliz", finaliza a bailarina.

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...