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sexta-feira, 22 de março de 2013

De frente com o Câncer

Pacientes com câncer optam por continuar trabalhando

 Manter a rotina de trabalho é fator positivo no processo de recuperação para pacientes com câncer nos Estados Unidos.

É o que diz a pesquisa feita pela Cancer and Careers --organização norte-americana que acompanha pacientes com câncer em questões relacionadas à carreira profissional--, em que 80% disseram não ter mudado o dia a dia após a descoberta da doença. Foram entrevistados 400 profissionais.

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Além de ajudar na recuperação, 73% dos entrevistados dizem acreditar que o trabalho os ajudou a se sentirem produtivos, fazendo com que mantivessem suas identidades. Após receber a notícia, 60% disseram ter ficado afastados somente alguns dias.

A pesquisa mostra, porém, que 20% dos diagnosticados disseram que a doença atrapalhou no trabalho, fazendo com que deixassem de realizar responsabilidades profissionais e não alcançando o seu verdadeiro potencial. 

Personalização do tratamento de câncer

Cientistas de alguns dos principais centros de pesquisas em câncer no mundo estarão reunidos em São Paulo, de 8 a 11 de agosto, na 15ª Jornada de Patologia do Hospital A.C.Camargo.


A jornada, realizada junto com o 5º Encontro Internacional de Patologia Investigativa, tem como proposta mostrar o quanto a ciência tem contribuído para um tratamento mais conservador, menos agressivo e mais eficaz por meio de terapias personalizadas contra o câncer, selecionando precocemente os pacientes elegíveis a cada forma de tratamento.

Participarão palestrantes dos Estados Unidos (M.D. Anderson Cancer Center, Johns Hopkins University, Mayo Clinic, Baylor College of Medicine e George Mason University, entre outras instituições), Reino Unido (The Brealtrough Breast Cancer Research Centre), Canadá (McGill University e Queens University), Espanha (Hospital de La Santa Creu) e Alemanha (Hospital Universitário de Colônia).

Para os interessados em participar com trabalhos científicos, serão aceitos apenas trabalhos não previamente publicados em revistas ou em outra edição dos eventos. Os trabalhos serão divididos em duas categorias: comunicações científicas e relatos de casos. Os resumos devem ser submetidos em inglês, espanhol ou português até o dia 25 de junho.

Uma novidade desta edição dos eventos será a realização do 1º Encontro com o Especialista – Seminário de Lâminas, em que profissionais da área poderão discutir casos com alguns dos principais especialistas no mundo em diagnóstico histopatológico de diferentes tipos de câncer.

Poderão se inscrever oito patologistas por cada sessão, que sentarão ao microscópio para discutir na Sala de Microscopia do A.C.Camargo os casos enviados por eles com antecedência. Além disso, terão a oportunidade de fazer as perguntas e ver como estes especialistas conduzem casos mais difíceis.



sábado, 16 de março de 2013

De Frente Com o Câncer - Câncer no nariz


É um tumor que geralmente ocorre em áreas do corpo onde tomamos mais sol: face, braços e pernas. É o câncer de pele mais comum ( 70% dos câncer de pele são do tipo basocelular). Ocorre geralmente em indivíduos acima de 40 anos de idade. A incidência em indivíduos jovens tem aumentado, provavelmente devido a uma maior exposição solar. É mais frequente no sexo masculino do que no feminino, possivelmente porque os homens sofre uma maior exposição solar nas suas atividades profissionais.

Os carcinomas basocelulares ocorrem com maior frequência na face, acima de uma linha que vai das comissuras labiais aos lóbulos auriculares. Na face, afeta preferencialmente a pirâmide nasal e regiões genianas, seguindo-se as pálpebras inferiores, fronte, regiões temporais e pavilhões auriculares.

Aproximadamente 85% dos casos de CBC ocorrem na região da cabeça e pescoço e 30% em localização nasal, a mais frequente. O CBC é menos comum no tronco e nas extremidades. Não acomete as regiões palmo-plantares, sendo as mucosas atingidas apenas por contiguidade. A pele em torno do CBC tem aparência normal, sem sinais inflamatórios.

Tipos de Câncer de Pele Basocelular:
- Carcinoma Basocelular Nodular
• Carcinoma Basocelular Superficial (Eritematoso, Bowenóide, Pagetóide)
• Carcinoma Basocelular Pigmentado
• Carcinoma Basocelular Plano Cicatricial
• Carcinoma Basocelular Esclerodermiforme (Fibrosante, morfeiforme)
• Carcinoma Basocelular Ulcerado (ulcus-rodens)
• Carcinoma Basocelular Terebrante

Se for detectado precocemente, é muito provável que seu médico consiga curá-lo, pois é um câncer que praticamente não leva a metástases.

Pode se manifestar sob a forma de uma pápula (bolinha) com superfície perlácea (aspecto perolado) ou de uma ferida que não cicatriza.

A severidade do CBC (Câncer Basocelular) se manifesta dependendo do tipo histolológico e da localização do tumor, sendo mais agressivo em locais como pálpebra, nariz, orelha e outros, onde a cirurgia tende a ser mais difícil. (Fonte: http://www.esteticaportoalegre.com.br)

segunda-feira, 11 de março de 2013

De Frente Com o Câncer - Periostite do Calcâneo


Sinais e Sintomas
Os sintomas principais são desconforto e dor no calcanhar. Esses sintomas tornam-se agudos quando a pessoa exerce suas atividades diárias, especialmente quando há exercício envolvido.

Causas e Riscos da Doença
Pode haver muitas causas para essa condição. Estão incluídas a fasceíte plantar (inflamação da planta do pé).

• Um hematoma devido à contusão do calcanhar. Tendinite de Aquiles que é uma inflamação do tendão de Aquiles que corre atrás do calcanhar.

• Bursite inflamatória que é uma condição causada pelo atrito do tendão atrás do pé.

• Um osso do calcâneo mal formado.

• Um neuroma medial do calcâneo, uma condição na qual o nervo dentro e abaixo do calcâneo torna-se irritado e aumentado.

• Gota, que é uma doença que causa dor nas articulações.

• Artrite reumatoide, uma forma grave de artrite que causa dor, inchaço inflamação e, algumas vezes, destruição das articulações.

• Doença intestinal inflamatória (inflamação dos intestinos grosso e delgado).

• Síndrome de Reiter, um tipo de artrite que causa dor, inchaço e vermelhidão, especialmente quando acomete a pelve.

Muito raramente, câncer envolvendo o osso pode causar dor no calcanhar.

Prevenção
Para prevenir esse problema, evite atividades que possam lesar o calcanhar. Por outro lado use calçados que sejam corretos para a atividade a que você se propõe e ao seu tipo de pé. É aconselhável, por exemplo, usar um calçado de sola grossa quando realiza atividades como cavar ou andar em terreno pedregoso e um tênis quando corre.

Diagnóstico
Algumas vezes as pessoas que sabem o que está causando sua dor e de onde ela vem são capazes de diagnosticar seu problema. Algumas condições não são tão óbvias que irão requerer ajuda médica. Comumente, um médico ou especialista rapidamente faz o diagnóstico com um exame simples. Algumas vezes, exames de raios-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética são necessários. Se o problema envolve inflamação, uma avaliação do componente de artrite pode ser necessária.

Efeitos em longo Prazo
A maioria das dores do calcanhar se resolve rapidamente com o tratamento. É preciso que médicos e pacientes lembrem-se que dor no calcanhar pode ser um sinal de artrite (que pode acometer outras partes do corpo e ter como causa uma doença mais grave).

Tratamento
O tratamento começa pela proteção da área afetada na tentativa de evitar posteriores irritações. Se há inflamação, medicamentos anti-inflamatórios, crioterapia, alongamento da fáscia, algumas vezes, terapia com agentes físicos como ultrassom e ondas curtas pode ajudar. A seleção do calçado apropriado é fundamental algumas vezes com indicação de palmilha.

segunda-feira, 4 de março de 2013

De Frente Com o Câncer - Cirurgia Robótica


Uma "cobra" de 30cm se move pelo corpo de um homem deitado em uma maca, avançando pelo seu fígado. Ela para, "fareja" um ponto à sua esquerda e vira à direita.

Trata-se de um robô médico, guiado por um cirurgião experiente e criado para alcançar pontos do corpo que os médicos só conseguiriam ver durante um procedimento cirúrgico invasivo.

Por enquanto, o equipamento é apenas um protótipo e não foi usado em pacientes reais - apenas em laboratório. Mas seus criadores britânicos dizem que, quando o aparelho estiver pronto e aprovado, será uma arma da medicina para encontrar e remover tumores. 

A "cobra mecânica" é uma entre várias tecnologias de combate ao câncer que estão sendo apresentadas nesta semana na Conferência de Engenharia Oncológica da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha.

A maioria dos equipamentos exibidos ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas Safia Danovi, representante da organização Cancer Research UK, lembra que pesquisas em inovações são extremamente importantes no combate ao câncer.

"Novas tecnologias que façam as cirurgias mais precisas e eficientes são fundamentais", diz ela. "Graças a pesquisas, inovações como cirurgias por pequenas incisões e a robótica estão mudando as perspectivas para os pacientes de câncer, e essa tendência precisa continuar."

Orifícios ou incisões
O câncer causa 13% das mortes anuais registradas no mundo, aponta a Organização Mundial da Saúde. Ainda que alguns tratamentos usem técnicas não invasivas, os médicos muitas vezes necessitam adotar procedimentos cirúrgicos de risco.

Os "robôs-cobra", por sua vez, são tão minimamente invasivos quanto possível dentro da tecnologia atual. Eles usam orifícios do corpo ou incisões locais como pontos de entrada, explica Rob Buckingham, diretor-gerente da OC Robotics, empresa de Bristol (Inglaterra) responsável pelos equipamentos.

O aparelho permite que o cirurgião observe e "sinta" o corpo do paciente, usando câmeras e dispositivos ultrassensíveis. Com isso, pode complementar um sistema de cirurgia robótica em uso há uma década: o sistema Da Vinci, desenvolvido nos EUA, que é um robô com quatro braços equipados com pinças. (Katia Moskvitch / Repórter de Tecnologia da BBC News)


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

De Frente Com o Câncer - Câncer na mão

O câncer de pele é uma mudança de algumas das células da pele de tal forma que elas crescem anormalmente para formar um tumor maligno. Estas células anormais podem através da pele invadir estruturas adjacentes ou viajar por todo o corpo e migrar para outros órgãos e continuar a crescer, em um processo chamado metástase. O câncer na mão é apenas uma variação do câncer de pele. 

A pele é a parte mais comum do corpo em que o câncer se desenvolve. Na mão, o carcinoma espinocelular é o tipo mais comum de câncer de pele ou câncer na mão, seguido pelo carcinoma basocelular e melanoma. Há outras formas mais raras de câncer de pele, como o sarcoma de Kaposi, tumores de glândulas sudoríparas e carcinoma de células de Merkel.

Fatores de risco para o câncer na mão
Carcinoma de células escamosas, carcinoma de célula basal e melanoma estão associados com a exposição solar crônica, pele clara ou supressão imunológica. Outros fatores incluem a exposição a radiação, a exposição a certos químicos tais como arsênico e certas doenças genéticas, tais como xeroderma pigmentoso e síndrome de Gorlin. Lesões pré-malignas, como a ceratose actínica, cornos cutâneos, e doença de Bowen podem evoluir para carcinoma de células escamosas. A história da família e certos tipos de genes também podem indicar uma predisposição ao melanoma.

Sintomas do câncer de mão
Podem aparecer nódulos sobre a pele. Eles são muitas vezes marrons ou cor de canela, e podem mostrar ulceração, descamação, sangramento ou crostas. Algumas pessoas podem erroneamente pensar que o câncer é apenas um corte ou uma infecção que simplesmente não parece curar.

Pode surgir ainda um pequeno nódulo bem definido com uma borda translúcido perolado com superficiais anormais e minúsculos vasos sanguíneos. Estes também podem ulcerar e parecer uma ferida crônica. Eles tendem a um crescimento mais lento, com menos de uma tendência para mestastizar.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

De Frente Com o Câncer - Homens também são vítimas de Câncer de Mama


Mais frequente entre as mulheres e considerada a doença temida por este público, justamente por atingir o símbolo da feminilidade, o câncer de mama foi responsável por 11.860 mortes no ano de 2010, sendo 11.735 mulheres e apenas 125 homens, segundo fontes do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar da pouca frequência no público masculino, a doença requer toda a atenção necessária.

No Brasil, estima-se que no ano passado surgiram 49.240 novos casos da doença. Para o médico Mastologista com mais de 15 anos de experiência, Dr. Thiers Deda Gonçalves, os homens tendem a aceitar melhor a situação. "O câncer de mama por estar mais difundido entre as mulheres, a doença é descoberta de maneira precocemente. Nos homens, geralmente quando descobrimos o câncer já está em estado avançado", comentou o especialista.

Tratamento
A  incidência de câncer de mama em homens no estado é pequena. "Trabalho na área desde 1988 e só operei quatro pacientes do sexo masculino. Uma coisa que constatei é que o homem não tem nenhuma resistência para a retirada da mama, porém os casos são diagnosticados mais tardiamente", alertou o Cirurgião Oncológico.

"O tratamento tanto para o homem como para a mulher é o mesmo, dependendo do caso pode ser Quimioterapia, Radioterapia, remoção parcial dos nódulos axilares ou remoção da cirúrgica da glândula", acrescentou o médico.

Ginecomastia
Um caso mais comum entre os homens é o desenvolvimento das mamas devido a patologias, geralmente associadas a desequilíbrios hormonais, caso conhecido por ginecomastia que atinge cerca de 40% dos homens. Felizmente, na maioria dos casos, a ginecomastia é benigna sendo  freqüente em adolescentes e em homens da meia idade (50 a 60 anos). "Nestes casos as mamas crescem e ficam doloridas. Caso o paciente queira pode ser feito uma cirurgia simples e com um bom resultado estético", ressaltou o Dr.  Thiers Gonçalves. (Por Danilo Cardoso)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

De Frente Com o Câncer - Seja Feliz, seja voluntário no IJOMA


O papel social do IJOMA é de fundamental importância, para criar a consciência do voluntariado na vida dos amapaenses. De cada centavo que recebem, o retorno é um sorriso de gratidão das crianças, adolescentes, adultos e idosos", diz o diretor presidente, Padre Paulo o que reforça que o IJOMA não possui fins lucrativos, nem políticos. "Nossa missão é melhorar a vida do paciente e da sua família, estimular o voluntariado e a valorização humana, além da trabalhar na prevenção da doença", completa.

O voluntariado constitui elemento indispensável à humanização da saúde. No exercício de cuidados, para além do diagnóstico e do tratamento terapêutico, exige-se o acompanhamento integral da pessoa em crise. Não é suficiente o conjunto de intervenção e medicamentos a administrar. Impõe-se uma relação humana de qualidade. Esta relação humana constante é difícil para os técnicos, médicos, enfermeiros e outros, que raramente conseguem a presença continuada junto de um grupo de doentes, muitas vezes numeroso. Então, os diversos serviços têm como colaboradores lógicos, os voluntários que, preparados ao nível da psicologia e da relação personalizada, completam o trabalho que os profissionais vão desenvolvendo. Curiosamente é de notar que a presença dos voluntários não se refere apenas a doentes pobres, migrantes, sem estatuto social. Os voluntários servem a todos os doentes, na área que lhes está confiada. São para todos, qualquer que seja a sua condição, uma vez que o apoio anímico e a complementaridade pedida pelos serviços são devidos a todos os doentes internados. Neste contexto, se nos cuidados prestados não existirem voluntários, não se está a contribuir para a mais qualidade que é devida ao homem todo e a todos os homens.

Todo e qualquer voluntariado supõe a escolha de pessoas capazes de se relacionarem com os outros, suficientemente preparadas para a tarefa que vão realizar, formadas nas normais escolas do voluntariado, aceites numa organização, com tarefas definidas e uma avaliação, pelo menos anual. Se se trabalha assim, o voluntariado é uma valia em toda a atividade que se realiza na saúde, como na justiça, na cultura, no desenvolvimento, ou em outros campos.
Que todos os voluntários aceitem a exigência que a sociedade lhes pede e serão sempre um sinal de mais justiça e mais amor, num mundo verdadeiramente fraternal.

"Para mim ser voluntário, tanto dentro como fora do CNE, é um pouco paradoxal. Algo que nos faz superar para ajudar os outros acaba por ser tão bom que já dei por mim a contribuir para algum trabalho do género para depois me sentir melhor. É um egoísmo solidário, se é que isso existe. O voluntariado tem essa vantagem: ajudando os outros, ajudamo-nos sem sabermos."
Joana, 17 anos

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

De Frente Com o Câncer - Drogas criadas com veneno de cascavel e da saliva de carrapato são novas aliadas contra o câncer


Mais uma vez o Instituto Butantan mostra que mesmo os animais considerados mais peçonhentos podem ser úteis para a saúde humana.

Dessa vez, eles observaram que uma toxina presente no veneno da cascavel (nome popular de várias espécies dos gênerosCrotalus e Sistrurus) foi eficaz no combate às células tumorais envolvidas no desenvolvimento do câncer de pele.

A substância, conhecida como crotamina, ajudou a controlar a doença em ratos de laboratório. O mesmo composto é usado pela serpente na paralisação de suas presas.
A toxina entra rápido nas células. E, em testes de laboratório com camundongos, os pesquisadores perceberam que a crotamina prefere as células que se dividem rápido, como as do melanoma - conhecido como câncer de pele.

"A melanoma é um câncer que cresce muito rápido, um câncer muito agressivo e um câncer que produz bastante metástase", diz Irina Kerkis, diretora do Laboratório de Genética do Instituto Butantan. Através das imagens feitas com microscópio, as manchas de cor mais forte são as células onde a crotamina entrou. Todas elas são cancerígenas.

Resultados empolgam cientistas
Os camundongos que tem câncer de pele e receberam o tratamento com a toxina durante 21 dias sobreviveram. Os outros, sem tratamento, morreram. depois de mais 40 dias de observação, os camundongos tratados ou tiveram uma redução drástica do tumor ou ficaram curados. "A crotamina, praticamente contorna todos os problemas que surjam quando se trata do desenvolvimento de uma droga anti-cancerígena", afirma a diretora.

Os resultados são tão bons, que os pesquisadores já começaram a investigar o tratamento com a toxina em outros tipos de câncer, mais agressivos, como o de mama e o de pulmão. A crotamina quase não dá alergia e não afeta as células normais do organismo. Os pesquisadores já estudam a possibilidade de criar esta toxina de forma sintética, ou seja, fazer em laboratório. Se eles conseguirem, não vai ser mais necessário usar o veneno da cascavel.

Saliva do carrapato também pode ajudar
Um outro animal peçonhento também está na mira dos pesquisadores do Instituto Butantã. A partir da glândula que produz a saliva do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense), eles desenvolveram em laboratório a Amblyomin-x, uma proteína que mata células cancerígenas. A pesquisa também está na fase de testes em animais.

Com Informações: Jornal Hoje

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

De Frente com o Câncer - Câncer de Ovário

O câncer de ovário é considerado o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. A maioria dos tumores malignos de ovário só se manifesta em estágio avançado. É o câncer ginecológico mais letal, embora seja menos frequente que o câncer de colo do útero.

O câncer de ovário pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente as mulheres acima de 40 anos de idade. É a quarta causa de morte por câncer em mulheres, sendo o mais letal dos tumores ginecológicos. Isso se deve ao fato de que na maioria dos casos, o diagnóstico precoce não é frequente, já que são tumores de crescimento lento com sintomas que levam algum tempo para se manifestarem.

O quadro clínico não é muito específico e pode se manifestar como dor abdominal difusa, isto é, que se espalha por várias direções, constipação, aumento de volume do abdômen e desconforto digestivo ou dispepsia.

Existem três tipos principais de tumores de ovário:

Tumores Epiteliais - Começam a partir das células que cobrem a superfície exterior do ovário. A maioria dos tumores ovarianos são tumores de células epiteliais.

Tumores de Células Germinativas - Começam a partir das células que produzem os óvulos.

Tumores Estromais - Começam a partir de células de tecidos estruturais que mantêm os ovários juntos para a produção dos hormônios femininos estrogênio e progesterona.

A maioria destes tumores é benigna e não se dissemina para além do ovário. Os tumores benignos podem ser tratados mediante a remoção de qualquer dos ovários ou a parte do ovário que contém o tumor.

Os tumores ovarianos malignos, podem se disseminar (metástase) para outras partes do corpo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

De Frente com o Câncer - Vinho, câcer e a perda de apetite

A falta de vontade de comer é uma das cinco queixas mais frequentes nas fases mais avançadas do câncer. A perda do apetite nos estágios finais de evolução da doença tem implicações importantes no prognóstico e na qualidade de vida.

Num estudo conduzido pelo North Central Cancer Treatment Group, dos Estados Unidos, que envolveu 1.115 portadores de câncer de intestino e de pulmão, a incapacidade de alimentar-se estava claramente associada a doenças mais agressivas, mais avançadas e sobrevidas mais curtas.

Além de constituir fator prognóstico relevante, a perda do apetite é fonte permanente de tensão familiar. Quando o doente se nega a comer e a família inconformada insiste que ele o faça, instala-se um conflito que não tem solução.

Nessas situações, surge uma infinidade de sugestões e de receitas infalíveis para resolver o impasse. A prescrição de vitaminas é de longe a mais adotada. No mercado, há inúmeros complexos vitamínicos das mais variadas composições, nacionais ou importados, para atender a todos os gostos.

Embora a diversidade dessas preparações seja imensa, em matéria de estimulação do apetite, todas têm algo em comum: são inúteis! Nunca houve estudo científico digno desse nome capaz de demonstrar que as vitaminas tenham a propriedade de aumentar o apetite e a massa corpórea de quem quer que seja.

Na cancerologia, há apenas duas estratégias que demonstraram alguma eficácia nessa área: o uso de derivados da cortisona e do hormônio progesterona. Ainda assim, ambas apresentam resultados bem modestos.

Dada a precariedade de soluções que a medicina pode oferecer, as principais associações médicas da área costumam recomendar: "Desde que seu médico não veja contraindicação, você pode tomar um copo de vinho antes das refeições".

Teoricamente, a recomendação parece ter sentido: o costume de um aperitivo antes das refeições é milenar. Além disso, o consumo regular de álcool está associado a aumento do peso corpóreo, fato que sugeriria um efeito positivo em relação ao apetite.

Cynthia Ma e Aminah Jatoi, da Mayo Clinic, fizeram uma revisão bibliográfica exaustiva para avaliar se existem evidências científicas de que o vinho possa aumentar a vontade de comer, em portadores de câncer avançado. Para analisar a relação entre ganho de peso e uso de bebidas alcoólicas, os autores começaram com uma revisão dos grandes estudos epidemiológicos mundiais, como o Health Professionals Follow Up Study, que acompanha 138.031 homens, o Nurses' Health Study II, que inclui 49,324 mulheres, além de outros.

Esses estudos, que envolvem mais de 360 mil participantes acompanhados durante vários anos, revelaram existir uma associação direta entre consumo de álcool, ingestão de maior número de calorias e aumento de peso.

Curiosamente, a análise mostrou que entre os bebedores de vinho, o ganho de peso não pode ser explicado apenas pelas calorias nele existentes. Esse fenômeno é consequência do fato de que não há redução na quantidade de calorias ingeridas na refeição, para compensar aquelas do vinho, isto é, as pessoas comem o que comeriam caso não bebessem, e acrescentam as calorias extras provenientes da bebida.

E no caso dos pacientes com câncer dominados pela anorexia? Existem dados científicos rigorosos que nos permitam recomendar o tal copo de vinho antes das refeições? Os pesquisadores da Mayo Clinic não encontraram um único ensaio clínico que tentasse provar se o vinho é útil ou ineficaz no combate à anorexia associada ao câncer.

Na falta de dados científicos, o que o médico deve dizer aos doentes quando perguntam se um aperitivo antes das refeições pode ajudá-los?

Acho que devem responder com sinceridade:

- Não sei, não há estudos que provem. Mas, nenhum que afirme o contrário.
 
por Drauzio Varella
Referência:
Journal of Clinical Oncology
JCO 25: 1285- 87, 2007

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

De Frente Com o Câncer - Os tumores de boca e de garganta: Os jovens são os mais afetados, o motivo é o HPV


Até pouco tempo atrás, os tumores de boca e de garganta eram tipicamente associados a pacientes com mais de 50 anos e histórico de consumo pesado de álcool e tabaco. Mas, nos últimos anos, estudos epidemiológicos têm apontado uma emergência de casos em pessoas jovens que nunca fumaram ou beberam - a maioria deles associada à infecção pelo papiloma vírus humano (HPV).

 A mudança no perfil dos afetados por esse tipo de câncer tem grandes implicações nos programas de prevenção, detecção precoce e também no tratamento da doença.

 O tema foi abordado pelo médico Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital A.C. Camargo, nesta quinta-feira (13), em evento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) na Espanha. .

 "Levantamentos anteriores feitos no Brasil apontavam uma prevalência de infecção pelo HPV menor que 2% nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Mas um estudo nosso publicado em 2012 mostra que em pacientes jovens com tumores de boca a prevalência é de 32%. Isso é bem alto", contou Kowalski à Agência Fapesp.

 Foram comparadas 47 amostras de tumores de pacientes com menos de 40 anos e 67 amostras de pacientes com mais de 50 anos. Entre os mais velhos, o índice de infecção pelo HPV foi de 8%. Os resultados da pesquisa, foram publicados no International Journal of Cancer.

 "Nos dois grupos, o estágio da doença era parecido, a localização do tumor era semelhante e, ainda assim, os pacientes jovens HPV positivos tinham taxa de sobrevida melhores que os demais", contou Kowalski.

 Esse achado reforça dados de estudos anteriores que apontam um melhor prognóstico para pacientes HPV positivo. "Parece ser um tumor diferente, com comportamento mais localizado e menos agressivo. Em geral, os pacientes respondem melhor ao tratamento", disse.

 Em outra investigação em andamento, estão sendo comparados 23 pacientes com câncer de orofaringe (amígdala) atendidos no Hospital A.C. Camargo com 10 pacientes atendidos no Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.

 O objetivo é identificar marcadores de resposta ao tratamento, mas ao fazer a avaliação da presença do HPV os pesquisadores encontraram um dado interessante: enquanto 78% dos pacientes da capital são positivos para a presença do vírus, todos os voluntários de Barretos foram negativos.

 "Provavelmente essa diferença se deve ao fato de que na capital as pessoas aderiram mais às campanhas antifumo e hoje bebem menos do que antigamente. Já no interior, os hábitos mudaram menos. Além disso, o comportamento sexual na capital também está mais diferente e isso é um dos fatores ao qual se atribui o aumento da ocorrência dos casos de câncer associados ao HPV", explicou Kowalski.

 "A discrepância nos índices de infecção pelo vírus, mais uma vez, se refletiu nos resultados terapêuticos alcançados em cada grupo negativo, e a resposta terapêutica é muito pior", disse.  (Com Agência Fapesp)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

De Frente Com o Câncer - Câncer anal


O que é o câncer anal?
O ânus é a região que controla a saída das fezes, localizado no final do intestino grosso e liga o intestino ao exterior do corpo. No câncer anal, alterações dessa região fazem com que suas células cresçam descontroladamente, resultando em um comportamento maligno.

O câncer anal é raro. Um tumor anal maligno pode ocorrer na parte externa do ânus (mais comum no sexo feminino) ou na parte interna do canal anal (maior incidência no sexo masculino).

Quem está em risco?
Um maior risco para o surgimento do câncer anal é observado em:
o Portadores de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente o papiloma vírus (HPV) e a AIDS (HIV);
• Indivíduos com idade acima de 50 anos;
• Fumantes;
• Transplantados;
• Portadores de fístula anal ou feridas abertas;
• Indivíduos que realizaram radioterapia pélvica;
• Hábito de ingerir pouca fibra alimentar;
• Indivíduos que praticam o sexo anal.

Como detectar o câncer anal?
Quando descoberto precocemente, as chances de cura são maiores. Pessoas com as características de risco acima mencionadas devem sempre consultar um coloproctologista. No entanto, existem sintomas de alarme, tais como:
Alterações intestinais (intestino preso ou solto) e aumento da força na evacuação;
• Sangramento ou secreção purulenta nas evacuações;
• Caroço na área externa ou interna;
• Dor, pressão ou coceira no local;
• Inchaço no ânus ou na virilha.

Que exames devem ser realizados?
Para o diagnóstico de câncer do ânus, a colonoscopia não é o exame ideal. O diagnóstico é confirmado pelo coloproctologista, que realiza os seguintes exames:

• Inspeção e toque retal - o médico verifica se existem alterações externas ou internas da região anal, seguido de
• Anuscopia - exame visual do canal anal, realizado com a ajuda de um espéculo chamado anuscópio.
• Retoscopia - onde um tubo é introduzido na região anal e permite examinar inclusive o reto próximo ao ânus.
o Ultrassonografia endoanal - que mostra em detalhes os tecidos que formam o ânus, através de imagem.
o Biópsia - análise de um pequeno fragmento de tecido removido durante o exame, com a finalidade de verificar se há sinais de câncer.

Como é o tratamento?
A escolha do melhor tratamento dependerá do tamanho do tumor, do acometimento dos linfonodos e de suas condições clínicas.

Atualmente, o tratamento inicial é a combinação da radioterapia e quimioterapia. Quando descoberto precocemente, a cirurgia normalmente costuma ser eficaz.

Os tumores podem reaparecer, por isso é importante seguir as recomendações médicas e realizar os exames regularmente. Lembrem-se: a descoberta precoce é a melhor prevenção.

Dra. Sandra Pedroso de Moraes especialista em Proctologia e Nutrologia

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Distribui três toneladas de alimentos doados

A caridade tem duas vias, você beneficia e é beneficiado. No mesmo dia em que o IJOMA recebia das mãos do Juiz Rogerio Fufas da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas - VEPMA, uma cota de doação de valores pecuniários, o Padre Paulo, presidente do instituto tinha começado a distribui três toneladas de alimentos frutos de doação dos apoiadores do projeto.

O Ijoma apoia quase 200 famílias, porém, apenas aquelas realmente necessitadas de ajuda são contempladas com as cestas básicas. A triagem, nesse caso, é feita por assistentes sociais do Ijoma. "Eles estão sendo entregues as famílias de pessoas portadores de câncer", detalhou o padre

O instituto está fazendo a doação de brinquedos aos filhos dos pacientes. Esses brinquedos também foram arrecadados durante todo o ano. Essa é a primeira das duas ações que ocorrerão neste mês. A seguinte está prevista próxima ao Natal.

"Além do paciente com câncer nós buscamos atendera família deles. É que ao descobrir a doença esse paciente acaba impedido de continuar trabalhando. Então nossa missão é dar esse apoio às famílias", disse o diretor executivo do Ijoma, Harlan Aguiar.

De acordo com Aguiar, neste ano, com a mobilização de uma faculdade, os acadêmicos conseguiram arrecadar brinquedos, que também foram entregues às crianças das vítimas de câncer. Para se ter uma ideia, somente uma instituição privada de ensino doou duas toneladas de alimentos.

"Como a arrecadação foi grande, a próxima etapa de entrega das cestas básicas ocorrerá no dia 20 de dezembro", contou Aguiar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

De Frente Com o Câncer - Câncer de Boca mata


IJOMA inaugura centro odontológico

O Instituto do Câncer Joel Magalhães (IJOMA) inaugura na última terça-feira, 27, às 8 horas, o Centro Odontológico que funcionará na sede da Instituição. A data marca o Dia Nacional de Combate ao Câncer,  além de ser o aniversário do fundador do instituto, o padre Paulo Roberto.

De acordo com o Padre Paulo Roberto, presidente do IJOMA, o Centro atenderá prioritariamente os pacientes em fase de quimioterapia e radioterapia, além do trabalho de prevenção e detecção precoce do câncer de boca. O atendimento será coordenado pelo Dr. Elvys Cunha, Estomatologista, voluntário do IJOMA. O Centro é mais um avanço no apoio as vítimas de câncer no Amapá.

O presidente dom IJOMA, ressalta que o Centro vai priorizar os pacientes em fase de quimioterapia e radioterapia, além do trabalho de prevenção e detecção precoce do câncer de boca.

De acordo com o padre Paulo, o IJOMA pretende atingir outra meta. "Precisamos adquirir um mamógrafo, para contribuir com o diagnóstico do câncer de mama. Esse mamógrafo custa R$ 600 mil. Apesar de ser caro, nós vamos fazer tudo para termos um.", finaliza o fundador do IJOMA. 

Realidade Brasileira:
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de boca é o oitavo de maior incidência no Brasil. A cada ano surgem mais de dez mil novos casos. A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores armas para reduzir o número de vítimas.

As causas são as mais diversas como, o uso cotidiano e regular do álcool e do cigarro, má higiene bucal, uso de próteses dentárias mal-ajeitadas, deficiências imunológicas e exposição ao sol sem proteção.

O aspecto mais alarmante desses dados demonstra que cerca de 40% dos registros de câncer bucal acabam em morte. Isso acontece porque 70% dos diagnósticos são feitos quando a lesão já atingiu um estágio avançado, por isso a importância da prevenção.

IJOMA na luta contra o Câncer:
O Instituto foi inaugurado do dia 02 de agosto, deste ano, e é a primeira entidade filantrópica do gênero no Estado, sendo uma esperança para os pacientes sem condições financeiras para o tratamento.

Informações sobre atendimentos e serviços na direção do IJOMA, localizado na Avenida Dr. Silas Salgado, no Bairro Alvorada.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

De Frente Com o Câncer - Olhos também são alvos do câncer



Risco cresce após 40 anos de idade; 
exames de rotina são essenciais



Muitas pessoas nem imaginam, mas o olho também é um órgão que pode ser atacado pelo câncer. O tipo de câncer ocular mais frequente é o melanoma de coroide, um tumor maligno mais comum em adultos do que em crianças. "Temos percebido um aumento no diagnóstico desse tipo de câncer, tendo em vista um maior acompanhamento dos pacientes com os exames de rotina", explica a oftalmologista Martha Chojniak, especialista em oncologia e diretora de Oftalmologia do Hospital A.C.Camargo. 

Esse tipo de tumor pode atacar diferentes partes do olho, desde a pálpebra até as estruturas internas, como a íris. A parte do olho mais acometida pelos melanomas é a coroide, que não é visível a olho nu, sendo necessário dilatar a pupila e examinar o olho com equipamentos especiais para diagnosticá-lo. 

O exame de mapeamento de retina (mais conhecido como de "fundo de olho") é recomendado para adultos com mais de 40 anos, tendo em vista que as chances de desenvolver melanoma de coroide crescem com o avanço da idade. Os sintomas mais comuns são: baixas na capacidade de visão (bem como do campo visual), sombras na vista, dor local e olhos vermelhos. 

Como tratar
O tratamento mais utilizado quando o tumor ainda é pequeno é a braquiterapia, que consiste em aplicar radiação apenas no local do tumor. Para tumores maiores, costuma se fazer necessária uma remoção do olho afetado, seguida da colocação de uma prótese. A precocidade do diagnóstico é importante, pois 25% dos pacientes desenvolvem metástase (quando o câncer se espalha para outros locais) e, destes, quase 100% não sobrevivem, no caso do melanoma de coroide.

Um outro tipo de tumor no olho é o retinoblastoma, originário das células da retina, em 90% dos casos acomete crianças de até cinco anos de idade. "Os índices de cura são altos, mas o diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento gere menos efeitos colaterais e complicações", explica a oftalmologista. Existem dois tipos de retinoblastoma: o hereditário e o não hereditário.

A criança que tem o retinoblastoma hereditário corre o risco de desenvolver o tumor nos dois olhos, além de ter outros tipos de câncer anos após o tratamento, devido o fator genético, ou um retinoblastoma trilateral, que acomete também o sistema nervoso. O não hereditário costuma ser causado pelo desenvolvimento anormal da retina na infância e, em geral, acomete um só olho. O retinoblastoma pode ser diagnosticado ainda na maternidade, no exame de mapeamento de retina. 

Para identificar o retinoblastoma, fique atento aos seguintes sinais na criança: pupila do olho branca, chamada de "olho de gato", ao invés de vermelha na presença de luz (isto pode ser observado em fotografias com flash) e estrabismo (que é uma consequência do tumor, e não sua causa). Dentre os fatores de risco, o mais importante é quando existe caso de retinoblastoma na família. Alguns outros tipos de tumor podem chegar a afetar os olhos. Para as mulheres, o câncer de mama, quando metastaseado, pode gerar tumores no olho e, para os homens, o mesmo ocorre com o câncer de pulmão. Além disso, existem tumores na mucosa conjuntiva que podem atingir a pálpebra, mas são menos frequentes.  

POR ANA MARIA MADEIRA 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

De Frente com o Câncer - Carcinoma epidermoide de pele


A pele é o maior órgão do corpo humano. Sua espessura varia conforme a necessidade da área que recobre. É mais fina nas pálpebras, por exemplo, e mais grossa na palma das mãos e planta dos pés por causa do atrito que sofrem.

Carcinoma epidermoide de pele, ou espinocelular, é um tipo de tumor maligno que surge na epiderme, a camada mais superficial da pele, especialmente nas regiões do corpo mais expostas à radiação solar, como o rosto, cabeça, pescoço, braços, mãos e pés. Bem mais agressivo e invasivo do que o carcinoma basocelular, nas lesões do carcinoma epidermoide proliferam células escamosas que, depois de um tempo, podem dar origem a metástases distantes em órgãos internos como os pulmões, colo do útero e na mucosa da boca, por exemplo.

Essas lesões também podem aparecer sobre cicatrizes e queimaduras antigas, e nas ceratoses actinicas (áreas avermelhadas em consequência da proliferação da queratina na 
Fatores de risco

Além da exposição continuada ao sol, especialmente pelas pessoas de pele e olhos claros, são fatores de risco para o desenvolvimento do câncer epidermoide a exposição a substâncias como alcatrão, fuligem, arsênico, tabaco, raios X. Pacientes transplantados que fazem uso de medicamentos imunossupresores, pessoas com história pessoal ou familiar de câncer de pele, portadores de lesões pré-malignas como verrugas e ulcerações também constituem grupos de risco para a doença.

Sintomas
Entre os sinais do carcinoma epidermoide de pele incialmente destaca-se o aparecimento de um nódulo ou de manchas avermelhadas e irregulares, que crescem depressa, adquirem aspecto descamativo e podem transformar-se em feridas que sangram, coçam e não cicatrizam ou, ainda, formar protuberâncias rugosas semelhantes às da couve-flor.

Diagnóstico
Como se trata de uma lesão cancerígena de evolução rápida e consequências graves, o diagnóstico precoce é de suma importância para garantir melhores condições de tratamento e perspectivas de cura. Para estabelecê-lo, o médico leva em conta as características clínicas das lesões e o resultado da biópsia realizada numa amostra do tecido afetado pela enfermidade.

Tratamento
O tratamento do carcinoma epidermoide é cirúrgico, visa à retirada total do tumor maligno e pode ser eventualmente complementado por aplicações de radioterapia. Quanto antes a cirurgia for realizada, maior será a chance de evitar o aparecimento de metástases espalhadas por outros órgãos, o que pode tornar a doença mortal.

Recomendações
* Prevenir é sempre a medida mais responsável para evitar a manifestação de uma doença. Por isso, use protetor solar com fator adequado ao seu tipo de pele quando ficar exposto ao sol, mesmo que não vá passar o dia na praia, ou à beira da piscina. Nessas ocasiões, redobre os cuidados e repita a aplicação a cada duas horas ou toda vez que entrar em contato com a água;

* Consultar periodicamente um dermatologista é um hábito sensato que deve ser incluído em nossa rotina de vida. Além de detectar possíveis lesões pré-cancerígenas e introduzir condutas terapêuticas para evitar que degenerem, ele dará dicas importantes sobre o uso do protetor solar e de hidratantes de acordo com o tipo de pele de cada um.

Dr. Drauzio Varella

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

De Frente Com o Câncer - Câncer de Ouvido e de Orelha


O que é o câncer de orelha?
Câncer de orelha é observado tanto no ouvido interno e no ouvido externo, sob a forma de tumores e crescimento anormal. Estas células cancerosas são medicamente denominadas como carcinoma espinocelular. Muitas vezes, o carcinoma basocelular e melanoma maligno, que são tipos de câncer da pele, aparecem na pele da orelha e são confundidos com câncer de orelha. Especialistas em câncer, cirurgiões e médicos são capazes de detectar a diferença entre a pele e o câncer de orelha.

Tipos de Câncer do Ouvido
Câncer de orelha não está restrita a uma parte da orelha. Ela pode ser observada em diferentes partes, onde, dependendo do estado, as células cancerosas retratam um comportamento diferente. Curas e sintomas, portanto, varia para cada tipo de câncer de orelha.

Câncer da orelha Externa: Câncer orelha externa aparece sob a forma de úlcera progressiva. Às vezes, é visto no FROM de um pedaço de pele estaladiça. Este cancer aparece na borda superior da orelha externa e pode ser tratada com a ajuda da cirurgia.

Câncer do canal auditivo: O câncer de canal auditivo aparece no canal do ouvido, especialmente na parte exterior. Este tipo de câncer também aparece no interior do canal auditivo, no partir de um tumor. Cânceres do canal auditivo, que está nos estágios iniciais, podem ser tratados com uma cirurgia conhecida como Mastoidectomy.

Câncer da Orelha média: Câncer de orelha também aparece na orelha média. Este tipo de câncer de ouvido, é especialmente doloroso porque não há quitação de sangue proeminente e surdez. câncer de orelha aparece na entrada do canal do ouvido. Pode ser tratado com a ajuda da biópsia e da cirurgia.

"Tumor glômico: Este tipo de tumor, embora inofensivos na fase inicial, deve ser tratada adequadamente, como o crescimento progressivo de uma tal tumor em tumores dolorosos na orelha média.

Sintomas de Câncer do Ouvido
Sintomas do cancer da orelha diferem de tipo para tipo. Os seguintes são alguns dos sinais de ouvido comum de câncer que ocorrem em estágios iniciais de câncer.
  • Aparecimento do tumor ou progressiva úlcera
  • Inchaço ou caroço no pescoço
  • Dor de ouvido
  • A perda auditiva
  • Descarga da orelha, muitas vezes cheios de sangue
  • A paralisia facial em casos raros
  • Sensação de toque na orelha
  • Tonturas

Remédios e curas de Câncer do Ouvido
Há 3 remédios importantes que podem ser usados para curar o câncer de orelha.

Cirurgia: A cirurgia é um recurso que é frequentemente utilizado nos estágios iniciais de câncer de orelha. O cirurgião corta literalmente as células e tecidos que retratam o comportamento canceroso.

Radiação: No caso em que as células cancerosas começaram a espalhar, a radiação pode ser usada de forma muito eficaz. Raios radioativos com um volume elevado de energia, são dirigidos para o ouvido, a fim de destruir células cancerosas.

Quimioterapia: Quimioterapia é um método de tratamento, onde as drogas são usadas para matar as células cancerosas que começaram a alastrar. Este remédio é utilizado como última opção, uma vez que afeta gravemente a saúde do paciente.

A maior desvantagem do câncer de ouvido, é que os sintomas são confundidos com outras doenças. Por isso, é extremamente importante que seja feita uma consulta com médico e um especialista em câncer, logo após os sintomas aparecer. Cuide-se!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

De Frente com o Câncer - Câncer de Pênis


O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. Está relacionado às baixas condições socioeconômicas e de instrução, à má higiene íntima e a homens que não se submeteram à circuncisão (remoção do prepúcio, pele que reveste a glande - a "cabeça" do pênis). O estreitamento do prepúcio é um fator de predisposição ao câncer peniano. Estudos científicos também sugerem a associação entre infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e o câncer de pênis. No Brasil, esse tipo de tumor representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste.

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...