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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cultura - O até logo do Seu Chico



O personagem principal do Bar Caboclo se despede dos palcos amapaenses e o ator Alcemy Araújo quer novos voos pelo país

Fabiana Figueiredo
fabianafb.ap@hotmail.com

O teatro amapaense está se despedindo e dando o impulso para o resto do Brasil a um de seus atores que colaborou e trabalhou durante 17 anos nos palcos deste Estado. É o ator Alcemy de Araújo Ferreira, 41 anos, 21 anos de carreira, 1,65m de amor ao teatro, paraibano, alegre e risonho, dá seu adeus ao personagem que lhe rendeu o maior sucesso por onde passou: o Seu Chico do espetáculo “O Bar Caboclo”, que é referência da área no Amapá.

O descobrimento
O palco não foi o primeiro lugar que Alcemy trabalhou; ele já foi atendente (ou telefonista) de bip’s, comuns na década de 1990, e se formou no curso de Guia de Excursão Nacional, mas nem chegou a atuar na área. Entretanto, ele afirma que o teatro lhe impressiona há muito tempo: “Eu sempre tive vontade, mas não tinha coragem”. A grande oportunidade de ingressar na carreira foi em 1992, quando Alcemy morava na cidade de João Pessoa-PB, e foi assistir a um espetáculo com seu pai no Teatro Paulo Pontes. “Meu pai era amigo de um diretor de teatro, encontramos com ele na fila, e na conversa, eles acabaram falando que eu queria muito fazer teatro. Por coincidência, lá na Fundação Espaço Cultural da Paraíba havia um curso de teatro, de formação de ator. Eu tinha 23 anos e foi minha primeira profissão com registro”.

O curso durou 6 meses, e “vimos sobre a história do teatro, aula de maquiagem, aula de efeitos, cenografia, atuação, produção; prendemos desde o início da montagem até o final que é a apresentação”. Alcemy comenta: “minha formação é Shakespeare, que não tem nada a ver com o que faço hoje que é essa comédia escrachada, como é n’O Bar Caboclo (risos)”.

A primeira atuação foi em uma produção infantil: “A Formiga Fofoqueira”. “Eu era stand by, se alguém faltasse, eu substituiria. Até que um dia faltou um dos atores e fui chamado pra fazer o Seu Confusolino, um velho dono de uma horta. O teatro estava lotado e eu nunca tinha atuado; deu aquele nervoso, mas deu tudo certo”.

O sucesso da atuação garantiu o convite para um espetáculo que tem mais de 20 anos, e também é sucesso na Paraíba, assim como o nosso Bar Caboclo: “Pastoril Profano”, baseado no folclore paraibano e em uma história real. “O pastoril virou febre, com teatro lotado, viramos temas de programas de televisão, jornais, rádios, trabalhos de faculdades, livros, entre outros”. Após um tempo, a equipe resolveu se dedicar à outro espetáculo, mas não deu certo e nem subiu aos palcos, pelo falecimento do diretor.

O Amapá
A mãe de Alcemy morava com a filha em Macapá, e ele veio fazer uma visita. Acabou ficando, e surgiu o convite de Cecília Lobo - na época, diretora d’O Bar Caboclo - em uma oficina de teatro para fazer o personagem Seu Chico. Convite aceito e a provocação de criar o personagem: o antigo Chico, o ator Miguel Nascimento, “era um negão de quase 1,90m, bem alto e magro. Era um desafio pelas diferenças e pelo espetáculo estar há 5 anos como um sucesso”. A primeira crítica de jornal foi ótima; “pra mim foi um elogio e tanto”, e o público adorou o novo Chico.

O Seu Chico e o Bar
Alcemy tinha um mês para montar o Seu Chico: de roupas velhas, parecidas com um português, com chapeuzinho, “ele é um personagem que existiu, era o seu Abraão, o verdadeiro dono do Bar Caboclo; precisei criar um personagem que fosse equilibrado, a parte fictícia - com as brincadeiras e presepadas que ele faz -, mas também tem a representação histórica”. Apesar do carinho pelo personagem, ele admite: “Ele é um pilantra, um malandrão”.

Com 22 anos de sucesso, o espetáculo do Bar Caboclo é referência no Estado. O sucesso é do Grupo Língua de Trapo, que também possui projetos dramáticos, sociais, infantis e intanto-juvenis. “O teatro amapaense começou a ser valorizado após o Bar Caboclo; o público não tinha e, de certa forma ainda não tem, o costume de ir ao teatro. Mas o Bar lota o teatro”.

Patrocínios
Alcemy comenta sobre o apoio dado para os espetáculos: “o que acontece muito aqui é a dependência do poder público, eles querem o apoio do governo, mas é um apoio quase que um sustento. O governo tem, sim, que fazer a parte dele, dando incentivo para os empresários patrocinarem”. Ele também relata que conseguiu montar a própia companhia “Teatro do Riso”, que realiza peças apenas com investimentos de empresas nacionais e estaduais.

A despedida do Seu Chico...
Perguntado se realmente está deixando o personagem Seu Chico, Alcemy confirma que sim. No mês passado, houve o primeiro adeus com a peça “O Bar Caboclo e os Cabuçus em a Despedida do Seu Chico”, com casa lotada; e, pelo menos, até o mês de maio o ator fará mais despedidas à pedidos do público, com “O Bar Caboclo”, “Os Cabuçus” e “Caçando Muié”, feita com o ator Luis Trindade; tem também as comédias “A Solterona” e “As Encalhadas”, de autoria do grupo Teatro do Riso e que também são sucesso de público com outros personagens de Alcemy. “Tenho muito carinho pelo Chico, me deu prêmio nacional, mas chega uma hora em que você quer crescer”.

... e do Alcemy
O ator voltará à Paraíba, para se dedicar a outros projetos. Um é de circulação nacional: “tenho a intenção de levar o nome do Amapá, mostrar um pouco da cultura, do que tem aqui, mostrar que aqui não tem só índio, não tem só mato, que aqui tem talentos bons e despertar um interesse nas pessoas de pelo menos vir conhecer”. Dos projetos novos, o ator está preparando o infanto-juvenil “EcoLógico” e o “Mudando de Hábito” que também é comédia. Alcemy também vai investir no drama. “Não quero ficar só na comédia, tive formação na área do teatro dramático, então quero fazer um pouquinho de drama”.

“Desde que cheguei, o público amapaense é o maior crítico, em quem eu acredito muito. O Bar Caboclo tem 22 anos, e o Chico tem 17, e desde o início todos os trabalhos que eu fiz tanto como Seu Chico, Dona Severina, Claudete, sempre tive esse apoio dos amapaenses, indo aos espetáculos, elogiando, esse carinho todo, lotando o teatro, isso não tem preço; então, eu devo muito esse sucesso à vocês, que foi o maior incentivo. Uma coisa que eu vou fazer como agradecimento é levar o nome desse Estado lá pra fora, não importa onde eu esteja”.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Cultura - Exposição itinerante comemora 30 anos de Placa

Fabiana Figueiredo
fabianafb.ap@hotmail.com

Um dos primeiros shows da Banda, Projeto Rock Luz, no Ginásio Paulo Conrado, em 1983
Os irmãos Carlos Augusto, o Carlitão, e Álvaro Gomes, no dia 9 de março de 1983, criaram uma banda de músicos amapaenses, junto com os amigos Joãozinho Batera, Raimundão, Ronery, Rafael Picanço, entre outros; e a chamaram de “Placa Luminosa”. Assim foi criado o grupo Placa, que já teve a colaboração de grandes nomes musicais do Amapá, como Osmar Júnior, Joaquim França e Pintinho. Esse ano, o Placa comemora 30 anos de atividades realizadas no Amapá. Portanto, o grupo está organizando várias ações para o aniversário: uma exposição itinerante e a gravação de um CD comemorativo.

Exposição
A mostra é composta de manuscritos de partituras, instrumentos de fotografias que registram os mais diversos momentos da banda, desde o início da carreira até os dias atuais, através de shows e realizações dos vários projetos do Placa. “Para nós, é muito bom. Na exposição, conseguimos buscar aquelas coisas que serviram para marcar essa história toda. Relembrar o tempo em 1983, ainda na ditadura; lembrar que estávamos tocando no círculo militar; tivemos que parar pelo falecimento do Tancredo Neves; a mudança de Território para Estado do Amapá; nós passamos por muita coisa nesse período todo e vamos contando alguns períodos. Nessa exposição estamos focando apenas 14 projetos, como o Rock Luz, Carnaval do Povo, Ponto de Encontro, Frutos e Sementes, Tambores, Alé, entre outros”, informa o vocalista e fundador da banda, Carlitão.

“Mostramos algumas fases: quando começamos a gravar os CD’s, em que as músicas eram nossas; outra fase foi quando criamos a Associação Cultural Emplacando, que a gente começou a participar dos editais do ministério da cultura”, completa, ainda.

Desde o mês de fevereiro, a exposição “30 anos de história da Banda Placa” está sendo exposta em vários cantos do Estado e continuará no decorrer desse ano. Iniciou no Museu Sacaca, no dia 17, e ficou por lá até a metade do mês de março. Na quinta-feira, dia 21, a exposição itinerante foi aberta na Biblioteca Pública Elcy Lacerda (BPEL), com mesa de debates e apresentação do projeto “Alé”, de autoria do grupo, que resgata e valoriza tradições culturais e ritmos folclóricos por meio de registros.

A exposição ficará na BPEL até a próxima sexta-feira, dia 05 de abril. Ainda no mês de abril, a exposição ficará na Escola Estadual Dr. Alexandre Vaz Tavares durante uma semana; a partir do dia 15 de maio, o Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva é que irá receber a exposição itinerante.

De acordo com Carlitão, a agenda ainda está levando os últimos ajustes, mas já se sabe que a mostra ficará à disposição da população até o dia 30 de novembro. “Queremos, ainda, passar por várias escolas - estamos esperando apenas que elas passem as datas - e praças públicas, onde colocaremos uma tenda para expor nosso material”, afirma.

Discos
A Banda Placa já tem cinco discos gravados, e o sexto CD será lançado ainda este ano, de acordo com Carlitão: “Em julho, vamos gravar o CD  em setembro, ele será prensado. A previsão é de que em outubro já estaremos com o CD, para fechar realmente a proposta dos 30 anos da banda placa em 2013”, declara.

Além de se dedicar à cultura, o grupo Placa é responsável com o esporte, através do time Placa Esporte Clube; e a pesquisa, que também tem envolvimento com a cultura, por meio do estudo de tradições do Estado do Amapá, como o Batuque, Marabaixo e Folias, divulgando e fortalecendo os ritmos e danças, que são protagonizados nos diversos projetos sociais realizados pelo Placa.

Considerada a maior escola de música amapaense, a banda Placa marcou a história do Amapá, e, como eles mesmos definem, “é uma história inesquecível que vai permanecer por longos anos, temos vários motivos para acreditar que o tempo será o grande responsável para mostrar no futuro o que produzimos em prol da cultura amapaense. [...] É nos 30 anos de Banda Placa que encontramos um momento favorável a  divulgação das suas obras, obras que romperam fronteiras, fazendo por merecer homenagens e premiações por seus relevantes serviços prestados, um reconhecimento merecido”.

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O que significa a semana santa? 

Domingo de Ramos na Paróquia São Benedito

Estamos na Semana Santa, e você sabe o que acontece na Igreja Católica durante este tempo? E o comércio?


A Semana Santa é a mais importante celebração do Cristianismo, retrata a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Concluindo a Quaresma - tempo de preparação para a Páscoa -, a semana inicia com o Domingo de Ramos, que relembra a chegada de Jesus em Jerusalém, sendo recebido como um rei, para comemorar a Páscoa Judaica; e termina com a ressurreição (Páscoa Cristã), no domingo.


As celebrações iniciam na quinta-feira santa, quando se encerra a quaresma, e, à noite, são lembrados a última Ceia, a instituição da Eucaristia e o Lava-pés. Lembra-se, também, que Judas entrega Jesus por moedas de prata; Jesus também é preso e interrogado. Na sexta-feira santa, é recordada a morte de Jesus; as igrejas não possuem decorações alegres, pois a Igreja está de Luto, relembrando os sofrimentos de Cristo. Nesse dia não há celebrações eucarísticas (missas), apenas ações litúrgicas, Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão.
O Sábado santo é um dia importante, quando ocorre a Vigília Pascal, pois ocorrem bênçãos para o início de um novo ano, onde são feitas 8 leituras bíblicas, percorrendo desde a história de Adão até os relatos dos primeiros cristãos. É oportuno, também, o batismo de quem se preparou durante a quaresma. É o dia da espera da ressurreição, que acontece no Domingo de Páscoa. A celebração de domingo (Páscoa) relembra que Jesus venceu a morte e mostrou o verdadeiro sentido na Vida, que devemos crer no Pai para que tenhamos a vida eterna. Esse tempo se estende por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.
É, também, uma das épocas em que o comércio fica em alta: a procura em excesso pelo Bacalhau, a venda de peixes para as celebrações; os chocolates e barras de chocolates também são referências nessa época. (F.F.)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Cultura - Amapá está em fase final da articulação dos Planos Estadual e Municipais de Cultura

Fabiana Figueiredo
fabianafb.ap@hotmail.com



O Conselho Estadual de Cultura (Consec/AP) está se direcionando para a fase final da estruturação e mapeamento das atividades culturais dos municípios do Estado, junto com a Secretaria do Estado de Cultura (Secult) e os Conselhos Municipais; para que os resultados sejam os Planos Municipais de Cultura, e, por fim, o Plano Estadual de Cultura. Tudo isso para que as ações integrem o Plano Nacional e garantir recursos financeiros para fomentar as artes em cada município, como explica Otto Ramos, presidente do Consec/AP.

“Estamos na fase em que todos os Estados da federação devem estar apresentando os planos municipais, que, por sua vez, integrarão o Plano Nacional de Cultura. Cada um dos 16 municípios do Amapá devem entregar seus planos num prazo - determinado pelo Ministério da Cultura - até final de maio. Enquanto Conselho de Cultura estamos indo aos municípios e dando suporte na composição desse plano municipal, e mais dois pilares: os Conselhos Municipais e o Fundo Municipal”, define.

Os trabalhos realizados são para fortalecer ou criar os Conselhos Municipais de Cultura em cada unidade; eles proporcionam a mediação entre o poder público e a sociedade civil. A renovação dos Planos Municipais, que apresentam o que é feito, as estratégias e as prioridades de cada município para os 10 anos seguintes.

A criação dos Fundos Municipais também é bastante importante para o desenvolvimento das artes. “É o mecanismo onde os Conselhos e os Planos tenham a real efetivação, porque é ele que habilita os investimentos financeiros e a participação de editais e programas nacionais. Para que cada município acesse o fundo nacional, é necessário que ele tenha seu fundo municipal; ou seja, eles são de extrema importância”.

Como funciona
O mapeamento, como já foi realizado em Vitória do Jari e Laranjal do Jari, é feito através de reuniões com a Câmara Municipal, Prefeitos, Gestores de Cultura, e os fazedores de cultura, os artistas, para elencar as prioridades de cada segmento (música, teatro, artesanato, etc...) nos municípios do Estado. Otto Ramos afirma que todos os municípios precisam realizar esses trabalhos, inclusive a capital, para que receba esse suporte do Ministério da Cultura.
O Plano Estadual de Cultura também já está sendo organizado pela Secult, juntamente com uma Comissão que foi montada pela Universidade Federal de Santa Catarina. “Mesmo que se exista esse Plano Estadual, é necessário que se tenham os planos nos municípios. Estamos pensando muito no Estado, mas não estamos pensando nos micros; o Consec, então, está fazendo esse acompanhamento e dando suporte. No município que não tem, estamos criando; isso está acontecendo desde a gestão anterior, estamos dando essa continuidade”, relatou o presidente do Consec.

Opinião
Otto Ramos
Para Otto Ramos, as ações são muito importantes para o município ter recursos e para o artista ter um espaço. “É o melhor dos mundos tanto para o artista quanto para o poder público. Por exemplo, Macapá já está montando seu Conselho Municipal de Cultura, tem um mecanismo governamental, que é a Fundação Municipal de Cultura, e vamos habilitar o Fundo Municipal de Cultura, está sendo ajustado. Quando esses três pilares estiverem funcionando, a capital, assim como qualquer outro município, poderá acessar o Fundo Nacional a qualquer hora, e proporcionará também que uma multinacional invista nas ações realizadas, sem precisar que esse investimento seja a nível estadual”.

Paulo Zab
Os produtores culturais também se beneficiarão com o fortalecimento da cultura no Amapá, como identifica Paulo Zab, produtor cultural há 8 anos. “Os Planos Municipais de Cultura são importantes não só para o município, como também para a coletividade dentro de sua esfera estadual. Por exemplo, se cada um deles tiver um plano de cultura, isso não só facilitará o acesso a recursos e investimentos federais, mas também em que níveis e instâncias sociais ele circulará, pois um Plano Estadual só é consistente se as unidades municipais estiverem em sintonia com seus respectivos planos, assim, mais investimentos virão e melhor ele será gerido. Está é apenas uma das vantagens de se concretizar um plano de cultura”.

Otto anuncia, ainda, que em abril ocorrerá a capacitação de prefeitos e secretários e cultura, por meio de uma Oficina realizada pelo Minc. Ocorrerá do dia 9 à 12 de abril, à nível regional - o evento ocorrerá simultaneamente em Macapá e Belém, para gestores da região norte. “O Amapá foi escolhido por apresentar 100% dos seus municípios habilitados para a adesão ao Plano Nacional”, conclui o presidente do Consec/Ap.


sábado, 16 de março de 2013

Cultura - Forte comemora 231 anos com vasta programação


Por Fabiana Figueiredo


Em 19 de março de 1782, dia do padroeiro da cidade, era inaugurada a Fortaleza de São José de Macapá, como estrutura estratégica de domínio do norte das terras do império e defesa de possíveis invasões da Espanha ou outros países. Assim nascia uma das sete maravilhas brasileiras, o maior forte construído pelos portugueses, uma obra de arte na foz do Rio Amazonas que é o maior rio do mundo, e monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 1950.

Por sua importância para o Estado do Amapá é que a direção da Fortaleza, juntamente com instituições do Governo, Universidades, Exército, Federação de Xadrez do Amapá (Fexap) e Iphan, está realizando uma programação especial alusiva ao aniversário de 231 anos do monumento histórico, no Museu-Fortaleza de São José de Macapá (MFSJM).

As atividades são realizadas em torno do tema "Fortaleza de São José de Macapá: 231 anos de Preservação, Conservação e Responsabilidades Sociais", "temos uma preocupação muito grande com a responsabilidade social quanto ao patrimônio histórico; e não apenas com ele, mas também com o trânsito, a saúde, a educação física, o bem-estar da população. Pensando nisso, desenvolvemos uma programação extensa e intensa", afirma Thiago Cavalcante, Chefe da Unidade de Eventos do MFSJM.

A Exposição “Imagens do Meu Mundo - Amazônia Terra de Raras Belezas”
mostra o olhar do artista Paulo Ramos sobre os municípios do Amapá
A programação iniciou no dia 4 de março, com a Exposição Fotográfica "Imagens do Meu Mundo - Amazônia: Terra de Raras Belezas", na Galeria de Artes do MFSJM, do artista Paulo Celso Ramos; onde estão sendo exibidos 37 quadros inéditos do acervo do Promotor de Justiça, feitos durantes atividades realizadas em diversos municípios do Amapá. A exposição ficará à disposição até o dia 31 de março.

No dia 8, houve a apresentação da peça teatral Profissão Mulher; no dia 9, a exibição do filme de comédia "Saneamento Básico, o Filme", e atividade esportiva sobre bikes (Spinning). Houveram, também, palestras e oficinas para a população em geral: Comportamento no Trânsito, para acadêmicos de pedagogia da Ueap; Esclarecendo as Doenças Tropicais, para Acadêmicos de Enfermagem da Unifap ; Educação Ambiental, para Acadêmicos de Engenharia Florestal da Ueap; Atividades Físicas, para Acadêmicos de Educação Física; Oficina de Fotografia, e de Transformação do Óleo de Cozinha em Sabão Natural, para Ambulantes e Visitantes.

Neste sábado, terá uma inovação: o Jogo de Xadrez Humano, organizado pela Fexap, das 16h às 18h, na Praça Central do forte. "É inédito: um grande tabuleiro já está sendo construído pela Fexap; no lugar das pedras serão seres humanos, que estarão nesse tabuleiro aqui na praça central da Fortaleza; representando, através do seu chapéu, a peça. Ficará um técnico de cada lado, e a população vai poder conferir esse jogo interesante", comenta Thiago. No domingo, às 16h, haverá apresentação de capoeira no Baluarte Nossa Senhora da Conceição no MFSJM.

No dia do aniversário, terá o Alvorecer na Fortaleza, com a salva de 21 tiros com participação da população, às 6h, "quem quiser, pode ir lá e ter essa emoção de atirar", diz Cavalcante. Às 07h30, apresentação da Orquestra da Polícia Militar; 08h30 terá o rufar dos Tambores, com Batuque, Marabaixo e Capoeira no Baluarte de São José; às 09h30, entrega de uniformes aos Ambulantes Legais do entorno da Fortaleza; às 10h, a sociedade cantará os Parabéns ao monumento; às 10h30, terá a chegada da Imagem peregrina de São José de Macapá. Até o fim do dia, acontecerão as visitas monitoradas.

Encerrando a programação, durante os dias 28 à 30 de março, a emocionante apresentação da Peça Teatral "Uma Cruz para Jesus: O Ritual Cantado 2013", que tradicionalmente acontece todos os anos antes da Páscoa, a partir das 19h até ás 00h20, no Anfiteatro do MFSJM.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Cultura: P&P comemora um ano de apresentações e Espetáculo "Recital à Brasileira"

P&P comemora um ano de apresentações

por Fabiana FIgueiredo



Ocorre neste sábado (09 de março) o 1º Aniversarau do grupo poético Pena & Pergaminho (P&P), no Centro Cultural Franco-Amapaense (CCFA), a partir das 18h. O evento faz parte da programação do 1º aniversário de encontros do grupo P&P.

A comemoração iniciou na sexta-feira (8), na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, com Workshop Estruturas Poéticas com Rodrigo Ferreira e Tiago Quingosta, dois "pergaminosos" - apelido dado aos poetas que participam do grupo P&P -; Palestras para jovens escritores e poetas, com Antonio Fernandes, Samila Lages, Carla Nobre e Rodrigo Mergulhão; e uma Mesa Redonda - "O Papel dos Grupos Poéticos na Difusão da Cultura no Estado", com representantes dos grupos Poéticos do Amapá.

A programação segue neste sábado, no CCFA, lugar onde tradicionalmente são realizados os encontros do P&P:

18h15 - Abertura e Intervenção Poética; 18h30 - Apresentação Musical: Pássaros Cantam na Chuva; 19h00 - Intervenção Poética: Lorrana Maciel; 19h05 - Intervenção Poética: Declamação; 19h15 - Apresentação Poético-Teatral: Almando Storck; 19h30 - Intervenção Poética: Declamação; 19h45 - Dança: Endrew Silva; 19h55 - Apresentação Poético-Teatral: Kassia Modesto; 20h00 - Intervenção Poética: Declamação; 20h15 - Intervenção Poética: Tiago Correa e Rodrigo Mergulhão; 20h20 - Apresentação Musical: Desiderare.

Os Pergaminosos
O Pena & Pergaminho é um grupo de artes integradas. Surgiu em fevereiro de 2012, e realiza encontros todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, no auditório do CCFA, a partir das 20h, aberto à comunidade. A cada encontro escolhe-se uma temática que envolve e inspira os pergaminosos nas apresentações; contando, também, com a presença e colaboração de outros artistas amapaenses e grupos poéticos, contribuindo com a difusão e fortalecimento da cultura do Amapá.

O grupo já fez intervenções poéticas em diversos eventos, como a Expofeira, Confraria Tucuju, 1ª Feira de Livros do Amapá, Proler, Dia do Poeta, Aniversário do Professor Antônio Munhoz, Sarau de Outono e Sarau de Primavera, entre outros. Informações: http://penaepergaminhoap.blog spot.com.br/



Espetáculo internacional "Recital à Brasileira" emociona amapaenses
Aconteceu no dia 6 de março a apresentação do espetáculo poético internacional "Recital à Brasileira", comandado pelas atrizes Elisa Lucinda e Geovana Pires, que interpretaram poemas de Fernando Pessoa, Manuel Bocage, Luís de Camões, entre outros poetas portugueses, assim como dos poetas brasileiros Mário Quintana, Adélia Prado, Vinícius de Moraes e da própria Elisa Lucinda; tudo em isso uma dramatização dinâmica e jovial que conquistou o público presente na noite de quarta-feira no Teatro das Bacabeiras.

O espetáculo surgiu em 2010, quando a dupla recebeu um convite da Embaixada Brasileira em Portugal, para apresentarem um espetáculo de poesia do português Fernando Pessoa, na Casa intitulada com o nome do poeta. "No ano passado, fomos convidadas para participar da abertura do Ano do Brasil em Portugal, e nos chamaram novamente para fazer o recital em alguns Estados de Portugal. O espetáculo ganhou uma cara mais brasileira com poetas portugueses. É, na verdade, uma grande miscelânea de poetas brasileiros e portugueses. Por onde nós passamos foi um sucesso", define a atriz Geovana Pires.

A apresentação dessa quarta-feira foi a estreia do "Recital à Brasileira" no Brasil, e as atrizes aproveitaram para estudar a recepção do espetáculo no país: "a recepção é diferente. Foi uma recepção muito calorosa em Portugal, mas nada como o Brasil".

O diferencial é a aproximação da poesia com o público através da atuação que as duas realizam no palco: "A poesia é dita de uma maneira coloquial, conversada, onde todos entendem o que estamos falando; é uma grande brincadeira minha e de Elisa Lucinda", conta Geovana, que foi aluna da colega de cena e sente-se orgulhosa em dividir o palco com a diva. Elisa Lucinda e Geovana Pires criaram, há 5 anos, a Companhia da Outra, grupo de declamação e poesias; dentre os espetáculos de sucesso, além do "Recital à Brasileira", elas colecionam: "Parem de falar mal da rotina", que chegou a virar livro; "A fúria da beleza", direção de Geovana Pires; "Da chegada do amor", com direção de Elisa Lucinda; "A natureza do olhar", com direção de Amir Haddad; entre outros vários shows teatrais.

Elisa é poetisa, jornalista, cantora, atriz e fundadora da Casa Poema, sede da Escola Lucinda de Poesia Viva. Geovana Pires é atriz, sócia da Casa Poema e atua como professora e coordenadora dos cursos de poesia falada.

O espetáculo "Recital à Brasileira" apresentado no dia 6 foi organizado pelo grupo que organiza a Pré-Feira de Livro do Amapá; e ele faz parte da programação dedicada ao Mês da Mulher, do Governo do Estado do Amapá, que reúne diversas instituições, promovendo oficinas, palestras e apresentações culturais, buscando dar visibilidade ao universo feminino.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Cultura: CEU e Fim de Tarde no Museu


Centro integra arte e esporte em Macapá

Conheça mais sobre o funcionamento do CEU das artes e do esporte e outros projetos da Fumcult

por Fabiana Figueiredo

Na sexta-feira (22), aconteceu uma visita ao primeiro Centro Unificado das Artes e do Esporte (CEU) de Macapá, localizado no bairro Infraero II, na zona norte da capital. O prédio ainda está em construção desde o final de 2012, e tem a previsão de inauguração para o início do segundo semestre deste ano, segundo a presidente da Fundação Municipal de Cultura (FumCult), Márcia Corrêa, que também explicou como funcionará o CEU.
Projeto virtual da área de 3 mil m² que
será implantado no bairro Infraero II

O Centro é um projeto criado pelo Ministério da Cultura (MinC), que propõe levar mais opção de arte, esporte e lazer às cidades do país; tornando-se, de acordo com a Ministra da Cultura, Marta Suplicy, adaptações das Praças dos Esportes e da Cultura (PEC), valorizando o intercâmbio entre as expressões artísticas; um espaço para formação de artistas, com bibliotecas de arte, telecentros e cursos, além de revelar talentos da comunidade macapaense. Já são estabelecidos três modelos para a construção: terrenos com dimensões mínimas de 700 m², 3.000 m² e 7.000 m².

O CEU das artes e do esporte do Infraero II possui 3.000 m², e já possui cerca de 30% da obra concluída, no endereço Avenida Carlos Lins Côrtes, Lote 360. "Contempla áreas para o esporte e para a cultura. Terá um cineteatro de 64 lugares, uma quadra poliesportiva coberta, área para desenvolvimento de atividades de atletismo, pistas de skates, parque infantil, salas multiuso para realização de oficinas diversas, biblioteca mais cultura, equipamentos de ginástica, pista de caminhada, entre outros. A previsão de entrega da obra pela Semob [Secretaria Municipal de Obras] é agosto de 2013", afirma Márcia Corrêa. Ela complementa que para o funcionamento do centro deve ser licitada a compra dos equipamentos, já previsto no projeto; e, para acelerar a inauguração, a FumCult pretende realizar as licitações ao mesmo tempo da execução e conclusão da obra. A ministra Marta Suplicy pretende vir à Macapá para a inauguração do CEU das artes e esporte do Infraero II e lançamento da pedra fundamental de uma segunda obra. 

Novas obras
Márcia Corrêa confirmou que outro CEU será construído, e já tem localização: o bairro Novo Horizonte; por estar perto de escolas e creche, sendo um lugar estratégico, além de ser um dos poucos terrenos legalizados da Prefeitura de Macapá. "A Semduh [Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional] encontrou uma situação muito complicada quanto aos terrenos legais, por conta disso só encontramos esse terreno no Novo Horizonte. Isso não irá prejudicar o funcionamento, porque a zona norte é a região mais populosa e a que mais cresce na cidade", afirmou a presidente da Fumcult, alegando, ainda, que após os dois CEU's construídos, se houver um terceiro deverá ser na zona sul. O diferencial do II CEU será a inclusão de um anexo - definido em reunião com a ministra Marta no início desse ano -, onde deverá funcionar o Projeto Cidade Musical.
Com a visita à obra, constatou-se
que ela está cerca de 30% concluída

Márcia Corrêa informou que o CEU das artes funcionará com a ajuda da comunidade do entorno, para a efetiva execução das atividades com monitores e a preservação dos espaços. "O projeto prevê toda uma mobilização da comunidade para que ela participe da gestão do CEU; através de cursos [fornecidos pelo MinC em seminários] essas pessoas serão capacitadas e contratadas. A comunidade se apropriando do espaço é uma forma de preservar, percebendo a importância que aquilo vai ter para sua própria vida".



Fim de Tarde no Museu:
Sucesso em apenas um ano
Nesta quinta-feira (28), aconteceu a edição especial do Projeto Fim de Tarde no Museu em comemoração ao seu primeiro aniversário. O projeto é de autoria do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), órgão responsável pelo funcionamento do Museu Sacaca, e queria proporcionar um espaço para a música amapaense em um dos dias da semana. 

A alusão ao aniversário do projeto contou com Música e Poesia performática, por meio dos diversos artistas locais que já se apresentaram em outras edições do Fim de Tarde: Aroldo Pedrosa & Dylan Rocha; Brenda Melo & Nivito Guedes; Cássio Pontes & Chermont Jr; Celine Guedes & William Cardoso; Cley Luna & Alê d Ilê; João Amorim & Vicente Moura; Maria Eli & Ingrid Sato; Silmara Lobato & Lula Jerônimo; Sérgio Salles & Nonato Santos; e os grupos de poesia Abeporá das Palavras, Boca Miúda e Poetas Azuis.

Como tudo começou...
Há 10 anos, havia um projeto com música no Museu, realizado aos finais de semana. Com a reinauguração do Museu Sacaca, no ano passado, o diretor do Iepa, Augusto Oliveira, e a diretora do Museu, Monica Dias, decidiram, baseados no antigo projeto, escolher um dia da semana para dar espaço à Música e à Poesia amapaenses. Antes, iniciava-se às 17h, mas com a pouca presença do público, foi transferido para o horário das 19h. Tudo isso em prol da difusão da cultura enquanto patrimônio cultural amapaense, além de criar um espaço para a divulgação do artista local e do seu trabalho, como afirma a Chefe da Unidade de Divulgação e Exposição do Museu, Nayara Cavalcante. E no dia 9 de fevereiro de 2012 aconteceu a primeira edição do Projeto Fim de Tarde no Museu, com a apresentação de Cley Luna (música) e Carla Nobre (poesia).
A escolha dos artistas que irão se apresentar é feita, hoje, através de edital; o primeiro foi lançado em novembro, e o próximo acontecerá novamente assim que todos os eleitos se apresentarem. "Queremos permanecer valorizando a poesia e a música, mas melhorando a estrutura física, o mobiliário, o cachê do artista e os equipamentos de som", afirmou Nayara Cavalcante.

... e hoje é sucesso
Mais de 100 artistas já apresentaram na Praça de Alimentação do Pequeno Empreendedor Popular no Museu Sacaca, onde é tradicionalmente realizado o Projeto; a resposta do público é a melhor possível, pois os visitantes são de todas as idades e, em sua maioria, vêm com a família.

Para os artistas o lugar tem seu diferencial, como expõe o músico e escritor Serginho Sales, que se apresentou cerca de seis vezes no Museu. "Aqui é um local que tem uma face poética, remete à floresta e é bem agradável. Tem o cheiro da terra e dos elementos da floresta. É algo que entra na gente, e dá muita satisfação de tocas nas tardes do Museu". O poeta Thiago Soeiro também tem um carinho especial em se apresentar no Fim de Tarde no Museu: "Eu me sinto feliz e valorizado como artista pelo espaço dedicado a poesia que desmistifica o poema como assunto apenas de estudo para algo interessante. O espaço do Fim de Tarde me abriu portas para novas apresentações, serviu como vitrine para o meu trabalho".

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Cultura - Agenda Literária e Projeto do Criança Esperança no Amapá

Agenda Literária reúne fotos e poesia amapaenses

Após o sucesso com a primeira edição, publicação ajuda a divulgar o trabalho de fotógrafos e poetas do Amapá

por Fabiana Figueiredo

Na manhã da última terça-feira (19), foi lançada a segunda edição da Agenda Arte Literária do Amapá para o ano de 2013, que reúne centenas de poesias e fotos oriundas destas terras tucujus. A agenda é organizada pela Associação Literária e Teatral Abeporá das Palavras, que teve a ideia para evidenciar as poesias amapaenses e fortalecê-las no próprio Estado. "Participei de uma agenda no Rio Grande do Sul, e por que não faríamos uma agenda com poetas locais?! Outra motivação também foi de podermos ter um material permanente de divulgação da nossa arte, porque agenda você leva para qualquer lugar e as pessoas veem essa agenda", como explica a poeta Carla Nobre, que junto de Elisete Jardim, ajudou a organizar o anuário.

A agenda arte literária 2013 possui em cada dia uma poesia de jovens e adultos poetas amapaenses, em layout mais moderno e mais poético que a primeira publicação, "e tivemos, também, a adesão de mais escritores: no ano passado, tivemos 25 poetas, esse ano são 36; mostrando, de fato, que o trabalho é sério e dando oportunidade para quem quer publicar textos inéditos", comenta Nobre. As fotos também fazem parte da agenda e dão um toque especial: 6 fotógrafos do Amapá ajudaram à ilustrar, com imagens de lugares encantadores de nossos municípios.

Emoção, essa, foi sentida pelo jovem Frank Palmerim, que é integrante do grupo de poesia Pena e Pergaminho. È a primeira vez que fez parte da agenda esse ano e pretende participar das próximas edições. "Uma agenda literária feita por um grupo poético do Amapá é de suma importância para os outros grupos, pois eles captam poetas de outros grupos independentes para fazerem parte dessa agenda; então é muito bom no sentido de difusão da literatura amapaense. Penso que nosso trabalho fica mais reconhecido, porque muitas vezes não temos como publicar os textos. Gostei muito dessa oportunidade, e vai ficar marcada na minha vida como minha primeira publicação", conta.

O produto está sendo vendido à R$ 15 reais, disponível nas Livrarias Encontro das Letras e Acadêmica. E, de acordo com Carla Nobre, outras edições ainda estão por vir: "Ano que vem queremos inovar colocando mais fotos coloridas, mais poemas com as fotos, fazendo a ligação foto-poesia. Estivemos, também, conversando com a Secretaria de Cultura para que, no ano que vem, façamos uma edição mais especial, com capa dura; será a terceira e queremos uma agenda bem mais trabalhada".

O grupo Abeporá das Palavras surgiu em 2002, com o objetivo de congregar e promover escritores e anônimos que queriam um espaço onde pudessem desenvolver a literatura amapaense. O grupo Abeporá dá jus ao nome - que em tupi significa caminho bonito -, pois já conseguiu divulgar os vários trabalhos que possui em âmbito nacional; como em 2007, quando ganharam o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, levando poesia para as escolas. Participações em festivais e feiras também fazem parte do currículo do grupo, por exemplo, apresentações na capital e no interior do Estado, a Feira Pan-Amazônica do Livro em Belém, e a Festa Literária Internacional de Paraty.



Projeto do Criança Esperança no Amapá abre inscrições para 2013
Na segunda-feira (18), iniciaram as inscrições para o Projeto “Descoberta e Formação de Novos Valores”, da Companhia Ói Nóiz Aki. Através dele, pretende-se descobrir grandes cidadãos e artistas, na tentativa de melhorar a vida e um futuro melhor para os participantes. O projeto foi o primeiro selecionado pela Unesco, através do projeto Criança Esperança que financiará o trabalho que será realizado para o ano de 2013. As inscrições serão finalizadas no próximo dia 28 de fevereiro, quinta-feira, e estão ocorrendo na União dos Negros do Amapá (UNA), das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Serão refletidas a cultura e as artes amapaenses, ofertadas através de oficinas artísticas de circo, dança, teatro e música, assim como ações cineclubistas que, além de divulgar o audiovisual brasileiro, contabilizará para a vida dos que participarem.

As oficinas serão gratuitas e ministradas por técnicos da companhia e grupos de parceiros, divididas nos turnos manhã e tarde, no Centro de Cultura Negra do Amapá - CCNA, bairro do Laguinho. As vagas serão para 120 jovens e adolescentes regularmente matriculados na rede pública de ensino; e o projeto se estenderá atingindo mais de 7 mil cidadãos, através das exibições de obras audiovisuais nacionais de curta, média e longa metragem. As aulas/oficinas iniciarão em Março.

Entretanto, ainda enfrenta dificuldades; por isso, o grupo está aberto para outras sociedades a fim de poder expandir o trabalho e beneficiar ainda mais a coletividade amapaense.

Ói Nóiz Aki
O grupo amapaense foi criado há 13 anos e já possui mais de 40 produções em espetáculos de artistas de circo, música, teatro e dança. A atuação do grupo no Estado é marcada por seu lado social, como é o caso do “Descoberta e Formação de Novos Valores”, que foi o primeiro projeto do Criança Esperança aprovado no Amapá.

Em cena, o grupo possui três espetáculos: “Rimancete”, “Bonequinha de Pano” e “Ator.Poesia”. Ói Nóiz Aki é um das mais importantes e premiadas companhias de artes do norte do país; dentro da coleção têm-se o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, o de Dança Klauss Vianna, o de Arte na Rua, o Prêmio Agente Jovem de Cultura, entre outros.

Para mais informações, os números de contato são (96) 8114-9655 ou 9155-1036. (F.F)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cultura - Conhecer terras novas é aprender novas culturas



por Lucas Abrahão


Viajar a terras ainda não visitadas é compartilhar dos conhecimentos e cultura de um povo. No mês de Janeiro, os estudantes Amapaenses Lucas Abrahão e Bruna Luany (Acadêmicos de Relações Internacionais da Unifap) estiveram no Chile para Representar o Amapá e o Brasil em uma série de palestras e reuniões. Sem dúvidas, nossos estudantes amapaenses desempenharam muito bem seus papéis.
Val Paraiso - Cidade Portuaria
Mas, como não poderíamos deixar passar, a Coluna de Cultura do Tribuna Amapaense perguntou à eles as principais dicas culturais do Chile, confira abaixo:

Informações Gerais: 
O Chile não faz fronteira com o Brasil, mas nem por isso, somos distantes deles. Brasileiros são muito melhores recebidos do que Argentinos, Peruanos e Bolivianos (Os dois últimos devido a Guerra do Pacífico que continua com as feridas abertas entre os países participantes).

Geograficamente está situado na cordilheira dos Andes e tem sua saída marítima pelo Pacífico.

Comida
Acredito que o Brasileiro estranha a comida de qualquer lugar, principalmente por acharmos que o nosso tempero é incomparável. Mas, ainda assim, vale a pena fugir dos Fast-Foods e cair na rua para comer a comida típica do local, picante e um tanto mais gordurosa que a nossa. Ficam como sugestão a Chorillana Chilena (churrasco com fritas, ovo e calabresa), além dos Pastéis de Choclo (Milho) e as Empanadas que sem dúvida são os pratos populares mais famosos. Saindo do Popular e indo para a linha gourmet, você pode encontrar os salmões, lagostas e toda a variedade de frutos do mar.

Santiago
Santiago consegue ser uma cidade urbana, mas com paisagens verdes o tempo todo, além é claro das montanhas que a cercam. É uma experiência muito nova para brasileiros estar em uma cidade que é cercada de montanhas por todos os lados. 

Creio que a marca número 1 de Santiago sejam as dezenas de praças e parques. Todos muito verdes com fontes (muitas delas presentes da Itália e Alemanha)  e o "teatro callejero", teatro de rua que toma quase todas as praças e encanta os pedestres que param por vários minutos para assistir aos espetáculos.

As sorveterias também são um point da cidade, onde indicamos "Emporio de la Rosa"  e a "Bravíssimo".

Visite também os Cerros (como se chama montes em espanhol), os mais comuns são Cerro San Cristóbal, onde também tem um parque zoológico e o Cerro Santa Lucia.

Valparaíso e Viña del Mar (Cidades Litorâneas)
São duas cidades litorâneas, Valparaíso é a cidade onde fica o porto do País e tem uma característica única: Suas casas são todas coloridas. A maioria da população vive nos morros, devido à própria geografia do local, e o governo paga a pintura das casas de diversas cores para manter a paisagem como um grande mosaico colorido.

Viña del Mar é também uma cidade praieira (apesar da água ser absurdamente fria) e muito conhecida pelo Festival de Música de Viña del Mar.

Para quem já conhece o atlântico, a sensação de conhecer o pacífico é muito boa, algo como sentir-se "bi-oceânico".

A praia mais bonita e mais famosa é a de Reñaca.
Em Viña del Mar também vale a pena visitar a Feira Mundial, um espaço que vende artesanato de diversos países.

Música e Dança
Como qualquer país globalizado, os jovens chilenos provavelmente escutam as mesmas músicas que o mundo Pop produz. Contudo, mantem-se alguns ícones da Musica Popular Chilena e também os Heróis Musicas da Ditadura, como Victor Jara que foi assassinado logo nos primeiros dias da Ditadura Militar que começou em 1973. 

A dança popular do Chile é a "Cueca", uma dança bem latina, onde as mulheres dançam com vestidos rodados.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cultura - Polêmico jornalista colhe dados no Amapá


por Fabiana Figueiredo


O polêmico jornalista Amaury Ribeiro Júnior estava na semana passada em Macapá, colhendo dados para seu próximo livro, nomeado "Os Poderosos Pedófilos". O livro desbravará a pedofilia no cenário do sistema público, como Amaury explica: "Agora estamos fazendo outro livro, que será sobre a Pedofilia no Brasil todo, 'Os Poderosos Pedófilos'; abordando todas as pessoas que usam os cargos públicos para praticar a pedofilia".

O livro a ser lançado está em fase de construção, mas já promete ser um sucesso de vendas, assim como foi o livro mais famoso de Amaury Ribeiro Jr., "A Privataria Tucana", lançado em 2011. "O livro fala sobre lavagem de dinheiro, e sobre a roubalheira da privatização. Então, é um livro que apesar de ter um tema só, mostra as diversas formas de lavagem de dinheiro. Foi lançado há mais de um ano, já vendeu 150 mil cópias, ficando em 6º lugar na lista dos mais vendidos do Brasil", afirma o autor. O título do livro é um neologismo que combina privatização a pirataria, e "Tucano" é um apelido comum dado a membros do PSDB. "A Privataria Tucana" foi resultado de 12 anos de investigações, apresentando documentos que mostram indícios e evidências de irregularidades (como movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro através de empresas de fachada que operam nas Ilhas Virgens Britânicas, Caribe) nas privatizações feitas na administração presidencial de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - de 1993 a 2003 -, além de amigos e parentes de José Serra, também tucano.

"Trata-se de uma coleção de calúnias que vem de uma pessoa indiciada pela Polícia Federal. Isso é crime organizado fingindo ser jornalismo", opinião de José Serra sobre o livro em 15 de dezembro de 2011. "É infâmia!", afirmou Fernando Henrique Cardoso, também no dia 15. Entre outras reações de jornalistas e políticos foram publicadas e comunicadas nos mais diversos e importantes jornais da época no país. No mesmo ano, foi instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar e discutir as denúncias feitas pelo livro de Amaury. O autor já divulgou que o best seller terá continuidade, e o novo livro já tem um título: "Privataria 2, o Grande Complô", que desvendará a - nem tão - nova política brasileira.
Amaury Jr. está investigando a prostituição nos Estados e nas salas
de prédios públicos, com a meta de publicar mais um livro
Sim, Amaury Ribeiro ousou e inovou no jornalismo e literatura brasileira ao tocar neste assunto, apresentando documentos que comprovam a farsa da política brasileira; e tornou-se famoso por isso, como classificou o jornalista Luis Nassif: "A reportagem investigativa da década".

Quem é Amaury Jr.?
Amaury Ribeiro Jr. é um jornalista investigativo especializado na temática dos Direitos Humanos e Lavagem de Dinheiro. É ganhador de várias edições do Prêmio Esso de Jornalismo, o qual é o mais importante da área: em 1996, ao relatar a Guerrilha do Araguaia, junto a outros jornalistas, descobrindo ossadas de guerrilheiros em cemitérios clandestinos e forçando o Estado Brasileiro a pagar indenização às famílias das vítimas; em 1997, com a reportagem que desvenda uma rede de prostituição infantil; e em 1999, com reportagem sobre o Rio Centro. Ganhou também quatro vezes o Prêmio Vladimir Herzog. Ribeiro Jr. é, também, um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Já foi baleado, transferido de jornais e indiciado, mas nada o fez desistir do jornalismo investigativo. Faz parte do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos; e trabalhou como repórter especial em vários jornais e revistas: "O Globo", "Isto É", "Correio Braziliense" e "Estado de Minas".



Tuiuiú, o caçador de corruptos
Por Régis Sanches


O premiado repórter investigativo Amaury Ribeiro Jr passou duas semanas em Macapá. Ele colheu farta matéria-prima para seu próximo livro “Poderosos Pedófilos”, que será lançado brevemente pela Geração Editorial, após o estrondoso sucesso de “Privataria Tucana”, sua obra de estréia na literatura. Além de garimpar o material para suas reportagens, Amaury apreciou um tucunaré na brasa, com sorve de bacuri de sobremesa.

Os amigos “Tuiuiú” e “Ianomami”
Conheço Amaury de Belo Horizonte, quando ele era repórter especial da Folha de São Paulo, enquanto eu escrevia na sucursal da Revista IstoÉ. Ao saber que eu era natural da Amazônia, ele me apelidou de “Ianomami”. A essa altura, meu colega de trabalho já era conhecido por “Tuiuiú”, pelo fato de ter morado em Campo Grande (MS), apesar de ter nascido em Londrina (PR).

Nos anos 80 e 90, protagonizamos reportagens memoráveis. O acervo pode ser acessado nos sites da Revista IstoÉ e dos jornais O Pasquim, Estado de Minas, Hoje em Dia, O Tempo, O Globo e Folha de São Paulo.

Juntos, aprendemos a levar ao extremo as habilidades do jornalista investigativo: um amálgama de cão farejador e Sherlock Holmes, com a curiosidade de Albert Einstein.

De volta a Macapá, após mais de três décadas entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, recentemente tive o prazer de ciceronear Tuiuiú em várias reportagens no Amapá.

A respeito do conteúdo das reportagens das duas últimas semanas, só posso emitir uma alerta: os corruptos e pedófilos do Amapá preparem-se para uma exposição em escala planetária.

De acordo com Amaury só há uma explicação para farra desenfreada com o dinheiro público na Tucujulândia: os clãs políticos locais e alienígenas aperfeiçoaram o DNA recessivo da loucura absoluta.

Concordo com Amaury. E arremato. A primeira lição da famigerada escola da política Tucujú tem a seguinte conjugação verbal:

EU ROUBO
TÚ ROUBAS
ELE ROUBA
NÓS ROUBAMOS
VÓIS ROUBAIS
ELES ROUBAM
(E NÃO É POUCO!!!)

Vida longa ao meu amigo Tuiuiú!!!


ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...