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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cultura Viva - Historias de fazer sorrir: meu projeto sai da gaveta


Tenho uma novidade maravilhosa que quero dividir com todos, mas é uma novidade que precisa ser contada através de uma historinha então vou ocupar um pouco do tempo de vocês todos para dividir um pouco da felicidade que começou a bater no meu peito.

Em 1996, quando João Alberto Capiberibe assumiu o governo, o Amapá respirava mudança, queríamos a melhora de uma era de caos e bagunça. Capi assumiu levantando a bandeira do desenvolvimento sustentável o que nós adotávamos como uma tabua de salvação.

Eu fui trabalhar no antigo TERRAP, Instituto de Terras do Amapá, e adorava o trabalho que desenvolvia. Saia de manhã e só voltava no final da tarde, foi quando ganhei de presente do papai do céu a minha princesa Ariel, uma garotinha linda, branquinha, com a boquinha que parecia um morango maduro.

Sempre tive o costume de contar historinhas infantis para os meus filhos na hora de dormir, com Ariel não foi diferente, só que eu contava as historias que conhecia, branca de neve, bela adormecida e outras. Um dia me toquei, o que estou fazendo? Enquanto brigamos pelo reconhecimento da nossa cultura eu conto para minha filha historias que nem sei a origem? Então resolvi mudar o foco.

A Amazônia é rica em historias e personagens e fui buscar esses personagens para ensinar Ariel a gostar do que é nosso. Contava historias do boto, da mãe do ouro, da Yara, do nascimento do açaí e por ai vai.

Minhas historias não tinham roteiro e vez ou outra eu mudava a maneira de contar, Ariel, muito esperta, me chamava a atenção, "mãe não é assim", e contava exatamente do jeito que eu tinha contado antes. Bom o resultado de tudo isso é que resolvi escrever um livrinho pra ela, "Historinhas de Ariel". Um projeto que deixei engavetado durante muito tempo.

Antes de encarar o meu tratamento aqui em Santa Catarina eu resolvi desengavetar o projeto e leva-lo adiante, procurei pessoas que me amam e em quem confio, Andreia Lopes, Iran, Rita Torrinha, os meninos estão ai trabalhando o lançamento do livro que acontecerá em dezembro, exatamente no dia 22, será o meu presente de natal para a nossa moleca e para os pais também, acredito que existam vários que adoram contar historias para os filhos.

O livro abre com a narração do nascimento da minha filha, como todos sabem em Macapá, eu nunca pude ter filhos naturais e foi a forma que encontrei de contar para ela que a minha barriga não cresceu embora eu tenha conseguido amamenta-la. Tem outras historinhas interessantes e eu tenho certeza que será um grande sucesso.
Estou contando com o apoio dos meninos para me substituir na produção enquanto eu estiver por aqui, mas se o papai do céu for muito bom eu voltarei logo e vou arregaçar as mangas para fazer deste lançamento um evento como o Teatro das Bacabeiras jamais viu.
Me aguardem! Prometo a todos que estou voltando para área de produção cultural com a garra, o prazer, o profissionalismo que sempre me acompanhou nos trabalhos que produzi, a diferença é que agora o foco muda e eu sou a grande estrela, em dezembro nasce Araciara Macedo escritora infantil.
Espero que vocês me recebam e braços aberto, acho que tenho espaço também, afinal sou artista mesmo sem querer. João Alberto Capiberibe, quando me colocou no cargo de Assessora de Comunicação, jamais iria imaginar que estava me dando o maior presente da minha vida, foi através disso que descobri o prazer de escrever. Obrigada Capi, sou escritora sim e você é um dos grandes responsáveis por isso.

Até semana que vem!!!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cultura Viva - Cepon aqui vou eu


Minha amiga Luciana, médica ginecologista, brincou comigo tentando me fazer sorrir do medo que ando sentindo de um certo probleminha de saúde que estou enfrentando, "pensa bem, se por acaso você morrer vai ter a sorte de encontrar o Kayke e matar as saudades que estão te sufocando".

A brincadeira é terrível, mas fez com que nos duas passássemos ma tarde inteira falando sobre vida após a morte, ela defendendo o seu lado cientista e eu o espiritual. Luciana tem certeza que a morte acaba com o ciclo da vida, ao contrario de mim que tenho plena convicção que a morte é apenas uma passagem de um plano para outro.

Não acredito que Deus, nosso Pai Maior, é um Deus malvado a ponto de deixar que seus filhos, tão amados por Ele, passem pela vida uma única vez, sem a chance de tentar recuperar os erros que cometem. Não, eu acredito em um Deus justo que nos dá a chance da redenção, a chance de tentarmos novamente.

Quando o Kayke partiu de maneira tão precoce eu enfrentei Deus, queria que ele me encarasse e explicasse o porquê de uma partida tão violenta e, claro, não obtive resposta, ou pelo menos não deixei que Deus entrasse em meu coração para que a resposta chegasse até a minha mente, todos tentavam explicar, mas na realidade q única explicação que aceitei foi a que a morte é uma passagem e que um dia nos reencontraremos.

Deus não é cruel, Ele é justo, te disciplina e repreende como qualquer um de nós quando repreende os filhos. Deus repreende por amor, então veja, se é por amor que repreende ele não deixaria que um filho seu simplesmente morresse sem poder se explicar, nem que essa explicação seja em outro plano.

Para a minha querida Luciana essa explicação é incompreensível, pois aprendeu nos bancos da universidade que a morte do corpo físico é o fim. 

Eu vou continuar contestando porque tenho provas vivas e cabais que a morte é uma continuação e que você pode sim voltar em uma outra reencarnação para resgatar o que deixou de fazer neste plano.

A brincadeira entre nós duas me fez relaxar e rir muito, mas principalmente, fez com que eu me preparasse melhor para a batalha que inicio na segunda-feira, sei que não será fácil, sei que sofrerei a dor física, mas mesmo que as circunstancias me obriguem a viajar sem acompanhamento, eu tenho certeza que o meu Marco estará lá ao meu lado segurando a minha mão e me passando todas as energias necessárias para o meu restabelecimento.

Não deixarei que os meus belos olhos verdes derramem uma lagrima porque ele não gostava de vê-los com expressões tristes.

Bom gente é isso, neste momento em que você que me acompanha lê a minha coluna, eu estarei sentadinha em um avião partindo para um centro de tratamento intensivo. A viagem será longa e, possivelmente vocês irão acompanhar o que está acontecendo porque eu escrevo exatamente aquilo que sinto. Escrever é uma forma que encontrei de colocar pra fora o que me vai na alma.

Minha coluna será atualizada semanalmente e eu contarei pra vocês como estou por lá. Mas quero algo em troca, não vou deixar simplesmente que tenham pena de mim, não, isso não, eu quero e necessito da força de cada um que me ama, façam orações por mim, peçam ao Papai do Céu, peçam não convençam, que ainda não está na hora da minha partida. Mas se por acaso ele achar que sim, que está na hora de pegar o avião para o outro lado do muro, quero que deixem recadinhos no meu face, no meu e-mail, mandem mensagens para o meu celular, porque quando chegar do outro lado vou encontrar muita gente bacana e quero ter novidades para contar porque terei a eternidade inteira pra esperar os que amo. 

Torçam por mim, estarei lá com a cabeça e o coração aqui, cuidarei do meu corpo, mas principalmente, da minha alma que anda alquebrada nos últimos tempos. Beijos.
Até semana que vem!!!!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cultura Viva - Felicidade???


Correr descalça na chuva, pular corda, brincar de esconder, beijar fazendo estalo no rosto, dançar, atirar pedras nas aguas de um lago, comer casquinho com uma bola de sorvete de coco da sorveteria Qsabor, algodão doce derretendo na língua, pipoca salgada, copo com agua gelada quando a sede é intensa.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cultura Viva: Mulher sim e com muito orgulho!


Todas nós passamos por momentos na vida de extremo desespero. Momentos que se fossem previstos que iriam acontecer faríamos qualquer coisa para evitar. São situações de violência, física e moral, de humilhações, afrontas, somos mortificadas, as vezes, pelo simples fato de sermos mulher. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Cultura Viva - O Prazer da Mudança


Incrível como o tempo passa e nós vamos metamorfoseando. 

Como borboletas saindo do casulo conseguimos transformações que, as vezes, não nos sentimos capazes de fazer. Essa semana uma brincadeira entre a minha filha de 16 anos e eu me fez tomar uma decisão que nunca achei que seria capaz.

Ariel, a florzinha mais linda que existe em Macapá, é uma dessas pessoas que teima em experimentar tudo que acha que deve, não tem limites, dia desses apareceu com um piercing na boca, levei um susto tão grande que quase caio no meio da rua. Tentei negociar, conversei, mas a garotinha tem personalidade forte, me disse um não categórico e o bendito piercing foi mantido.

Costumava brincar com ela falando que piercing era coisa de malaco (malandro) e ela repetia que piercing é coisa de gente moderna que gosta de rock e de inovação. Nossa brincadeira começou assim e minha lindinha resolveu me lançar um desafio, "mãe a senhora é tão moderna, curte rock pauleira comigo, até seu estilo de vestir é diferente das mulheres da sua idade, porque não coloca um piercing também?", logico que disse não.

Mais a garotinha não desistiu e da ultima vez que saímos juntas minha bonequinha resolveu voltar ao assunto e eu, para não decepciona-la, resolvi dizer que ia pensar no assunto, ela não se convenceu, insistiu e eu respondi que assim que o pagamento estivesse na conta eu colocaria um cristal bem discreto na narina.

Para azar meu o pagamento do estado já estava depositado e minha esperta filhinha sabia disso. Depois de ter meu ultimo argumento derrubado fui acompanhada até o estúdio do Fino para colocar o meu primeiro piercing.

No estúdio, morrendo de medo de sentir dor, observei Ariel escolhendo um cristal discreto que, segundo ela, combina com a cor dos meus olhos e o formato do meu nariz. Entramos na salinha onde  o Fino trabalha e ele foi me explicando que eu sentiria um leve ardor da picada da agulha para anestesiar o local e que depois não sentiria mais nada.

A dor não foi leve, doeu tanto que meus olhos encheram de lágrimas, mas depois não senti mais nada e o cristal foi colocado no lugar sem que eu sentisse qualquer desconforto. Depois da colocação, Ariel me levou em frente ao espelho para ver o resultado, gostei!!!! Meu nariz de batatinha que nunca teve atrativo algum agora está com um cristal que brilha no sol e muda de cor como um arco-íris.

 As mudanças não pararam por ai, Ariel me convenceu que meus cabelos curtos mostram melhor o meu rosto, que a maquiagem tem que chamar um pouco mais de atenção e que o contorno do lápis preto ao redor dos meus olhos verdes me dão um ar de mistério.

Adorei as mudanças que ela me sugeriu e acatei todas sem pensar, mas nessa fase de metamorfose o que mais gostei foi a cumplicidade que eu e minha filha compartilhamos. Nossa união nos transformou em companheiras inseparáveis. Dividir a vida com ela é um prazer sem igual.

Minha disposição em deixa-la me sugerir mudanças fez com nós duas descobríssemos vários pontos em comum que nem imaginávamos existir. Agora eu e minha florzinha dividimos blusas, calças, sapatos e acessórios. Além disso, descobrimos juntas que o melhor de tudo é poder compartilhar nossa vida dividindo as alegrias e as tristezas, nos transformamos em grandes amigas. 

Às minhas leitoras dou o mesmo conselho, experimentem compartilhar e aprender porque os nossos adolescentes tem muito a ensinar e vale a pena aprender.

Até semana que vem!!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cultura Viva - Espionagem, coisa de cinema?


Invasão de privacidade, espionagem, quebra de sigilo, parece coisa de filme de James Bond, mas não é, garanto a vocês que é tão real quanto o pão com manteiga do café da manhã. A chegada da internet nos permitiu várias facilidades, mas está nos expondo de uma forma terrível.

Vejam vocês como a vida de uma pessoa pode ser invadida de forma avassaladora com um simples apertar de botão no mouse do computador. Estou passando por um problema desses, tive a minha conta do Facebook invadida, alguns amigos receberam, do meu endereço de Email, mensagens que não mandei e o pior de tudo é que estou sem acesso a minha conta do Gmail porque a minha senha simplesmente não bate.

Tentei de todas as formas que conhecia e não consegui reaver a minha conta, até mandei mensagem para o administrador do endereço e, por azar, não consegui provar que eu sou eu, pode?

Uso o mesmo endereço há tanto tempo que não lembro da data que foi criado, lembro que a pergunta de segurança era, quem é meu filho, como eu criei este endereço antes da morte do Kayke e do nascimento do Bem, a resposta era muito simples, Marco Kayke, que todos conheciam, bom a conclusão é que estou sem acesso a minha conta, perdi contato com pessoas importantes pra mim porque não consigo abrir a minha caixa postal.

Que coisa chata, a minha vida é tão comum! Porque alguém se interessaria em ter acesso as minhas mensagens, como é que pode isso? Sou tão comum que nem amante eu tenho, brincadeira gente, só rindo pra não chorar.

A espionagem está fácil demais, tão fácil que em uma busca rápida pela internet  descobri programas, pagos claro, que podem ser instalados em um computador ao qual você não tem acesso, o arquivo pode ser enviado por fotos, docs ou em qualquer arquivo anexado, quando o anexo é aberto o programa se instala automaticamente sem que você perceba, a pessoa que enviou o arquivo pode ter acesso a tudo no seu computador, desde a sua área de trabalho até os seus arquivos.

Não para por ai, se o seu computador ficar ligado mais de 25 minutos, a pessoa do outro lado pode inclusive enviar e-mail, atualizar Orkut, facebook ou qualquer rede social utilizando o seu endereço de IP como se fosse você.

Eu levei o meu net para um amigo, depois de um dia inteiro sendo escaneado o Nilson, meu hacker favorito, descobriu que o meu computador está sendo monitorado, que pessoa sem imaginação! Porque não procura uma pessoa importante para sacanear. A minha a vida foi invadida de maneira tão cruel que estou desistindo das redes sociais, meu computador agora está entrando em sistema de proteção.

Quero dizer aos amigos queridos que receberam e-mails que me perdoem, minha falta de atenção permitiu que o meu computador fosse invadido. Aos amigos da imprensa que receberam dados do meu computador quero agradecer por impedirem a publicação, muito obrigada por acreditarem que eu nunca seria capaz de cometer ato tão absurdo.

Desculpem o desabafo, mas minha paciência foi para o espaço, estou desativando o meu gmail, o facebook e o Orkut, não quero  passar por essa situação novamente, vou ficar com o endereço do yahoo somente.

Aos queridos leitores que dedicam uma parte do seu tempo para ler meus artigos ai vai um conselho, de forma nenhuma, abra e-mails de quem não conhece, ou faça como estou fazendo, coloque o máximo de segurança possível no seu computador, não permita que pessoas invadam sua vida.

Até semana que vem!!!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cultura Viva - Socorro, mudaram meus pais!!!

Quem me conhece sabe que não sou de fazer denuncias, meus textos são leves e, geralmente, escrevo sobre o meu cotidiano, mas essa eu não posso deixar passar e vou sim falar porque não é a primeira vez que acontece.

Em 2010 recebi um convite da Deputada Federal Janete Capiberibe para assumir uma das assessorias dela na Câmara Federal, aceitei de pronto estava desempregada e um trabalho fixo iria me ajudar muito. Para assumir o cargo eu precisei correr atrás de diversos documentos, entre esses documentos estava uma certidão de quitação eleitoral, sou uma dessas pessoas que faz questão de votar, exercer a minha cidadania através do voto é um direito do qual não abro mão.

Achei que não teria problemas para receber a certidão, mas tive, tentei varias vezes pelo site e acabei tendo que me dirigir pelo ao TRE e lá fui informada que precisava pagar uma multa porque não tinha votado no segundo turno para governador em 2006 e nos dois turnos para prefeito em 2008. Brincadeira né? Só rindo muito, sou PSB roxa e votei no primeiro turno para o João Alberto Capiberibe, não tivemos segundo turno para governador porque Waldez Goes foi reeleito no primeiro.

Em 2008 votei para prefeito em Camilo Capiberibe e Randolfe Rodrigues, no entanto não tinha os comprovantes e acabei pagando a multa para obter a certidão. Algum tempo depois eu achei os comprovantes e fui ao TRE, a única coisa que eu podia fazer era pedir o ressarcimento do valor da multa, como a quantia era pouca deixei pra lá e esqueci o assunto.
Essa semana me enrolei novamente com o TRE. Estou de viagem marcada para a Guiana Francesa e precisei do passaporte. Na Policia Federal me pediram uma certidão de quitação eleitoral e novamente não consegui tirar pelo site do TRE, a informação que retornava era que os meus dados estavam incorretos. Como assim incorretos? Sei meu nome, filiação, data do nascimento e numero do titulo, mas não consegui.

Fui ao tribunal e quando apresentei meu documento de identificação fui informada que meus dados tinham sido alterados, perguntei quais dados e o funcionário me disse que os nomes do meu pai e da minha mãe não batiam. O meu titulo foi tirado antes do meu casamento, eu casei em 1984, a única alteração que eu fiz foi para a troca do titulo porque o meu era da época em que os títulos eram carimbados na votação.

Todo mundo sabe que qualquer alteração em um documento precisa ser pedido pelo titular e o documento de alteração precisa ser assinado, se é assim porque consta uma alteração que não pedi?

No Tribunal Regional Eleitoral do Amapá fui atendida muito bem, no entanto nenhum dos funcionários soube me explicar porque eu consto no banco de dados como Araciara Viana Macedo, nascida em 28 de setembro e 1964, filha de Maria Jose de Nazaré Teles do Nascimento e Jose Diniz do Nascimento, sem curso superior, nascida em Macapá e moradora do Perpetuo Socorro. Eu nunca morei nesse bairro, nasci em Belém, sou formada em química e pedagogia, sou jornalista, meus pais são Ivanilde da Costa Viana e Benedito Jacinto Macedo.

Meus dados foram alterados sem o meu conhecimento, e mesmo que eu tivesse pedido essa alteração nunca poderia ter trocado o nome dos meus pais. Sou de uma família tradicional do Amapá e muito conhecida. Vou deixar passar o período eleitoral para voltar ao TRE e saber o que aconteceu.

Agora eu tenho uma pergunta para os trabalhadores daquela casa. Como os meus dados foram alterados sem a minha autorização e, pior, como os meus votos de primeiro e segundo turno para prefeito sumiram? Será que sou a única pessoa que não teve o voto computado? Isso é no mínimo esquisito. Vou voltar ao assunto novamente depois de obter as informações que preciso ai conto pra vocês.

Até semana que vem!!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cultura Viva - Nossos filhos, nossa continuidade


Qual o tamanho do amor que você dedica aos seus filhos? Pergunta difícil não é? Eu diria até que é praticamente impossível de responder, principalmente quando temos mais de um filho e eles resolvem competir entre si pelo amor que sentimos por cada um, ai fica mais complicado ainda.

Meus filhos, Marco Kayke, Ana Ariel e Miguel Benjamim, nasceram do meu coração, mamãe e papai construíram a minha fabrica com defeito e eu nunca pude ter filhos naturais. Adota-los foi uma decisão fácil, o difícil é enfrentar o meu medo diário de perdê-los.

Quando o Marco veio para nossa casa e eu o olhei pela primeira vez com os olhos de mãe fiquei com a voz estrangulada, um medo terrível de não ser capaz de educa-lo, olhava para ele, tão indefeso, tão dependente de mim que meus olhos enchiam de lagrimas e eu implorava a Deus "Senhor me dá sabedoria e coragem para ser uma boa mãe".

Marco foi tão protegido que só teve permissão de atravessar a rua sem a nossa supervisão quando tinha 12 anos, a distância entre a porta do meu quarto e a do quarto dele era de menos de três metros, mas eu ia pelo menos duas vezes por noite ver se estava coberto, se não estava com febre ou precisando de mim. 

Protegia tanto o meu filho que o sufocava. Claro que o Marco cresceu e, como todo adolescente, passou por situações de perigo em que não pode contar com a nossa proteção, mas ele se saiu bem, conseguiu levar uma vida tranquila, sem drogas, sem excessos com o álcool ou com o cigarro, seu único vício eram as mulheres, mas essa é outra historia.

Meu amor por ele era tão intenso que eu tinha certeza que se algum dia ele corresse perigo real, com risco de morte, meu coração de mãe me avisaria, quando ele foi atropelado eu não senti nada. Fui ao Hospital de Emergências enquanto ele estava lutando pela vida e meu coração de mãe novamente não me avisou.

Marco partiu fazem sete anos e eu hoje vivo com o medo de perder Ariel e Benjamim. Eles estão crescendo, Ariel está com 15 anos e Benjamim com 05. Ariel já está aprendendo a dirigir o meu carro e Benjamim já se acha com direito de namorar.

Não quero cometer com eles os excessos que cometi com o Marco, acho que a maturidade está me deixando mais comedida, continuo com meus medos, continuo com a minha proteção, mas já permito algumas concessões que não permitia com o Marco. O Benjamim já dormiu na casa do tio, Ariel já viajou só, o Marco nunca foi autorizado a fazer isso.

Claro que vou continuar apavorada todas as vezes que um deles adoecer, ou se machucar, ou que precisar de mim e eu não estiver por perto, mas sei que eles terão um monte de gente que está disposta a tomar conta e ajuda-los quando precisarem.

Minha experiência com Marco me mostrou que não sou eterna, que todos nós temos que partir um dia e quem fica, por mais que sofra com a dor da ausência, vai seguir em frente porque esse é o ciclo natural da vida.

Tenho uma família linda, sou amada e os amo incondicionalmente, somos felizes, aprendemos juntos, com a dor da partida do Marco, que somos uno, mas não insubstituíveis e, quando partirmos, seremos felizes de outra maneira, só espero que agora o Papai do Céu permita que as coisas aconteçam naturalmente e que eu me vá antes deles.

Até semana que vem!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Cultura Viva - Até onde você iria para proteger a sua família?


Pergunta para a qual não existe resposta, só saberemos até onde ir quando enfrentarmos de frente uma situação real de perigo. Confesso que não tenho resposta para a pergunta, não sei o que faria para proteger meus três tesouros, mas eu conheço um pai que enfrentaria a pior fera para proteger os filhos.

Domingo é dia dos pais e eu escolhi este tema porque tenho em casa um pai que é super, protege os filhos como um leão protegeria os filhotes e é sobre este pai que quero falar com vocês.

Sou casada há 29 anos com o mesmo homem, quando nos conhecemos eu tinha 08 anos e ele 10, crescemos juntos e juntos aprendemos e dividimos muitas coisas, passamos por várias tempestades e algumas delas chegaram perto de nos derrubar, mas juntos conseguimos sobreviver.

Nosso casamento foi abençoado em muitos aspectos, mas eu e Miguel enfrentamos uma única frustração, o fato de não termos filhos naturais, o que derrubaria qualquer casamento, afinal os filhos são nossa continuidade, mas em vez de nos curvarmos decidimos adotar.

Adotamos três crianças lindas, Marco Kayke, Ana Ariel e Miguel Benjamim.

O Miguel, mesmo não sendo o pai natural das crianças, nunca deixou que isso fosse um problema, para ele os três são filhos e nada vai fazer com que pense diferente.

Ele é um pai tão presente que fazia questão de participar de tudo, levantava a noite para trocar fraldas, dar a mamadeira, estava sempre a disposição quando as crianças precisavam, nunca faltou a  uma consulta médica, um PAIZÃO com todas as letras maiúsculas.

Na trajetória do Miguel como pai eu destaquei três momentos que quero dividir com vocês. Um desses momentos foi com o Marco Kayke. Nosso filho virou rebelde quando descobriu as baladas, eu e Miguel ficávamos noites e noites acordados morrendo de medo que algo acontecesse com ele, lembro que um dia o Miguel resolveu ir conhecer os locais por onde o Marco andava, voltou para casa contente por descobrir que o filho não fazia nada de errado.

Outro momento que eu presenciei foi com Ana Ariel. Nossa filhinha nasceu de oito meses com o bracinho paralisado, ficou algum tempo na incubadora e quando voltou para casa foi encaminhada para a fisioterapia. O Miguel foi persistente, nunca deixou de acreditar que nossa filha recuperaria os movimentos do bracinho, ficava na frente da televisão repetindo os exercícios que a fisioterapeuta tinha ensinado e quando  ela movimentou o braço a primeira vez eu vi lagrimas de felicidade descendo pelo rosto dele.

Também vi lagrimas de desespero no rosto do meu amado quando presenciou nosso Miguel Benjamim delirando de febre, medo de perder mais um filho para a dona morte.

Eu e Miguel dividimos muitas coisas e, com certeza tem momentos meus que ele presenciou e que ficarão guardados para sempre com ele, assim como tem momentos dele que ficarão para sempre tatuados em mim, mas com certeza os melhores momentos que presenciei com meu amor foi com ele exercendo o papel de pai.

Ana Ariel e Miguel Benjamim são tão apaixonados  que só dormem quando ele volta para casa depois do dia estafante de trabalho que enfrenta e não tem cena mais bela do que ver o Bem virar na cama para dormir e dizer "pai quero o teu braço". Pra você meu amor amado, feliz dia dos pais para o melhor pai do mundo.

Até semana que vem!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cultura Viva - Sofrimento antecipado


A maioria de nós vive constantemente em estado de alerta, com todos os sinais de alarme ligados, provocando um mal estar generalizado em nós mesmo e nos privando daquela sensação de paz e bem estar no momento presente. Uma sensação crônica que nos mantêm em estado de stress. Uma forma de medo tão desesperadora que pode paralisar nossos planos de vida, o que, por sua vez, aumenta a ansiedade. 

Deixando de lado os termos rebuscados e trocando em miúdos me responda, você já sofreu por antecipação por conta da ansiedade? Sofrer por antecipação é terrível porque você não consegue definir ao certo a causa do seu sofrimento. Eu passei por isso e sei bem do que estou falando, passei duas horas de um sofrimento tão grande por um momento acreditei que não aguentaria, por isso resolvi dividir com vocês a minha experiência. 

Durante o ano de 2011 vivemos um período completamente negro na nossa família, minha irmã caçula foi diagnosticada com câncer no útero e nós acompanhamos o tratamento e o sofrimento dela até dezembro de 2011 quando ela, finalmente, recebeu carta branca do medico para voltar para Macapá.

Márcia, a minha maninha, chegou em Macapá e passou os meses de janeiro e fevereiro com tranquilidade. Quando começou a se aproximar a data do retorno para ser reavaliada ela iniciou uma bateria de exames que devem ser apresentados na primeira consulta de reavaliação. Todas as vezes que ela ia receber um resultado de exame meu coração parava de bater até escutar a voz dela no telefone dizendo que estava tudo bem. Durante um dos exames o medico encontrou uma massa no intestino que precisava de uma avaliação minuciosa, depois de um exame mais detalhado o médico resolveu que uma biopsia precisava ser realizada no material retirado durante o exame. 

Fiquei em estado de alerta, Deus, pensei comigo, será que nosso sofrimento seria reiniciado? Não parei para pensar em sofrer porque ela precisava da minha força e do meu otimismo, mas o medo faia parte do meu dia e, vez ou outra, acendia uma luz na minha cabeça. 

O resultado da biopsia seria entregue no dia 30, ficamos de ir buscar o resultado juntas, no entanto ela acabou não indo ao laboratório porque não teve tempo. No dia 31 fomos juntas e o resultado não estava pronto. Ao ser questionada a atendente respondeu que o exame teria que ser refeito porque o resultado não era conclusivo. 

Vi minha irmã com o rosto desesperado, tudo estava caminhando para um resultado que não esperávamos. Tentamos não falar no assunto, mas nosso dia tinha sido destruído. Pela manhã, no dia primeiro de agosto, ela chegou em casa e disse que eu deveria buscar o resultado que estava pronto. Foi exatamente neste momento que minha ansiedade deu inicio a um sofrimento desesperador. 

Minha irmã foi muito clara, "pegue o resultado e não abra, traga que eu mesma quero ver". No fundo ela sabia que eu iria ler o resultado primeiro. Passamos alguns minutos conversando e eu sai de casa para trabalhar. 

Levei 30 minutos fazendo um trajeto que eu, geralmente, faço em 10 minutos, parei na frente da clinica por mais 15 minutos criando coragem para entrar, acho que se não tivesse parado de fumar teria fumado um maço inteiro de cigarros. 

Do momento em que a Marcinha falou comigo até o momento em que eu criei coragem para ler o resultado foram duas horas de sofrimento, chorei, implorei a Deus que não existissem células malignas no organismo dela, fiz promessa e quando li que estava tudo bem, que a massa é uma leve inflamação meu coração demorou um pouco para voltar ao ritmo normal.

Depois de agradecer a Deus e falar com minha irmã a minha ansiedade diminuiu e eu entendi o termo "sofrimento antecipado", minhas lagrimas, meu medo, minha ansiedade, nada do que senti teria mudado o resultado do exame, então resolvi sentar aqui e dividir com vocês o que passei. Sofrer por antecipação, ou por não saber ao certo a causa do sofrimento, não vale a pena, o correto mesmo é encarar o problema de frente para buscar a solução com maior rapidez. Até semana que vem!!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cultura Viva - A essência do amor

Estou apaixonada!!!

Não é lindo isso? Um sentimento luminoso que renasceu, cresceu e fez morada no meu coração. Minhas mãos voltaram a tremer, meu coração voltou a acelerar, fico gelada, suando frio, é uma sensação maravilhosa que me eleva e me faz caminhar nas nuvens.

Quando envelhecemos e nos acomodamos o amor vira rotina, cria raízes e, de certa maneira, passamos a conviver com a pessoa que amamos como se ela fosse um apêndice seu, uma continuação, e aquelas sensações que você sentia e que te fizeram separar aquela pessoa especial de milhares de outras no mundo, adormecem.

Mas esse sentimento, se realmente é amor, pode ser retomado, pode reviver e vir a tona com toda a força que tinha lá no princípio. O bom do amor é quando conseguimos nos apaixonar novamente pela mesma pessoa todos os dias e quando conseguimos despertar a paixão na pessoa que amamos.

Para isso tudo vale a pena, emagrecer, cortar os cabelos ou deixa-los crescer, dividir pequenas coisas como a xícara de café nas primeiras horas do dia, usar o perfume que o teu amor gosta ou comprar umpresente sem uma data especial, surpreender sempre.

Eu fiz tudo isso, atravessei um vale de sobras que me fez entender que o amor é um sentimento tão nobre e puro que você é capaz de abrir mão e sofrer para ver quem você ama feliz.  O amor não cobra, o amor não julga, o amor não atira pedras, o amor é simplesmente o amor.

Sem amarras, sem prisões, sem cobranças...

Amor mesmo, amor de verdade, é aquele em nos atiramos de cabeça, não vemos os defeitos, só as qualidades.

É simples como o desabrochar de uma rosa, sabemos que vai acontecer, esperamos que aconteça, mas tem o tempo certo,  e quando esse tempo chega, quando finalmente acontece espalha pelo ar o aroma, enche o peito de felicidade, nos faz dar gargalhadas de piadas sem graça.

E quando amamos, quando amamos pra valer, não pedimos retorno, não queremos a troca, simplesmente amamos e a pessoa a quem dedicamos esse amor será sempre a melhor de todas, a mais bela, a mais inteligente, a mais suave, a musa, a insubstituível e quando isso não acontece, quando não é assim é porque esse amor já não vale a pena...

Com o amor de verdade não fazemos tipos, não criamos personagens, mostramos a cara, mostramos como realmente somos sem medo de mal entendidos, porque com o amor de verdade nos sentimos a vontade e não temos medo.

O amor verdadeiro, aquele em que nos atiramos sem reservas, dispensa tudo, maquiagem, pernas depiladas, barba bem feita, porque o amor de verdade está na essência do ser e não no que ele pode ser para se mostrar pra você.

Amor de verdade, aquele que nos tira o fôlego, dispensa tudo, até a limpeza do corpo, porque o melhor cheiro, o melhor perfume é aquele que exala do corpo que amamos, Comer, quando amamos, perde a importância, porque o alimento para o corpo, para a alma, é o amor que sentimos e que dedicamos.

Amor verdadeiro, pra valer, dispensa convenções, beleza, esta acima de tudo e de todos, dinheiro pra quê se tudo que queremos e que desejamos se encerra na simples frase "eu também te amo".

O amor de verdade é aquele em que por amar, por querer ver feliz a quem amamos, deixamos partir, abrimos mão e ficamos com o sentir.

Porque amor, amor mesmo pra valer é aquele em que temos a capacidade de enxergar além do ser que amamos e a nossa felicidade está em vê-lo  feliz.

Esse é o amor que sinto e que dedico aos meus filhos e ao meu companheiro de jornada. Para eles, esses três seres que encerram a essência do verdadeiro amor eu dedico "todo o amor que houver nesta vida".

Até semana que vem!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cultura Viva - Marco Kayke: 7 anos de saudades

Você já imaginou ficar 07 anos, 30 dias e 06 horas longe de uma das pessoas que mais ama no mundo? Difícil? Garanto, por experiência própria, que é quase impossível. A única forma de suportar a dor é a certeza de que não se pode lutar contra a morte. Em 18 de julho, foi o dia em que meu filhotinho estaria fazendo 28 anos, por coincidência também é o dia em que ele está completando 07 anos e um mês de partida, triste né? Na realidade terrível, é uma dor insuperável. A certeza de não poder mais tê-lo em meus braços estilhaçou meu coração em tantos pedaços que eu ainda hoje continuo catando para tentar reestrutura-lo de novo.

A partida do Marco fez com que eu e meu esposo iniciássemos uma batalha para tentar mudar a realidade do trânsito no Amapá. Lembro que uma semana depois da morte dele fizemos uma caminhada pedindo pela paz no trânsito, mas andar pelas ruas distribuindo rosas brancas tentando dividir a nossa dor não era o suficiente, acreditava, como acredito até hoje, que alguma coisa precisa ser feita para mudar a realidade caótica que vivemos no trânsito amapaense. Em 2005, ano em que ele se foi, fui recebida pela primeira dama Marília Goes, em uma certa época de nossas vidas fomos muito ligadas e ela conheceu o Kayke quando tinha 07 anos, viu ele crescer e dividiu a dor comigo, choramos abraçadas e lembramos momentos que passamos juntos, pedi a ela que enfrentasse a luta comigo, que viesse para a linha de frente.

Waldez Goes também me recebeu e perguntou com lagrimas nos olhos o que poderia fazer para aliviar a nossa dor, eu e Miguel pedimos a duplicação da Rodovia Duca Serra, não podíamos mais salvar a vida de nosso filho, mas poderíamos evitar a morte de outros jovens. Ele nos prometeu que iria fazer isso em nome do Kayke. Nem Marília e nem Waldez cumpriram a promessa. Sinceramente não tenho vontade de saber porque as promessas não foram cumpridas, certamente houveram motivos para que isso acontecesse, saber quais foram esses motivos não vai trazer as vidas que se perderam de volta.

O atual governo está revitalizando e sinalizando a Duca Serra, semáforos estão sendo colocados em frente ao CEAP, a FAMA, no cruzamento do Goiabal com o Marabaixo I e na entrada do Marabaixo II. Esses são locais onde acontecem acidentes com frequência. O cruzamento do Marabaixo I com o Goiabal foi onde o Kayke foi atropelado. As mudanças implantadas na rodovia trouxeram um pouco de paz para a minha família, mas a nossa guerra ainda não acabou, estou iniciando uma nova batalha na minha guerra pessoal contra esse trânsito louco que mata e mutila nossos filhos. Vou começar a mostrar a cara de quem não respeita as leis de trânsito.

Todos nós podemos fazer isso, a tecnologia permite que qualquer pessoa tenha no celular câmera fotográfica e filmadora, são armas poderosas que podemos utilizar para mostrar os loucos do trânsito amapaense. Fotografe, filme, de cara a quem provoca dor nas famílias. 
No ultimo final de semana o Hospital de Emergências registrou 101 acidentes de trânsito, pessoas perderam a vida, famílias foram desfeitas. Se nos unirmos para mostrar quem não respeita as leis de trânsito poderemos, não acabar, mas diminuir o numero de acidentes.

Vamos nos unir, você pode fotografar ou filmar um motorista imprudente, um motorista bêbado, um motorista que não se detém na faixa de pedestres. Tenho certeza que quando começarmos a mostrar quem são os loucos no trânsito as coisas comecem a mudar. Só não esqueça de fotografar a placa do carro e pegar pelo menos duas testemunhas do que acabou de acontecer, isso será importante caso deseje iniciar um processo judicial. Então? Vamos nos unir?
Até semana que vem!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cultura Viva - Amizade e apoio: Remédio para a alma e o coração


Opa, para tudo!!!

Acabei de descobrir que existe sim um remédio que cura as dores da alma, tira você do vale da sombra da morte (leia-se, depressão profunda) e te joga em um mundo de euforia que você acreditava não existir.Estou passando por problemas sérios, são dores da alma para as quais eu não via remédio e acreditava que a cura não existia, meus amiguinhos de trabalho, que se preocupam, me mostraram hoje que eu posso sim ser sarada, só depende de mim.

Tenho atravessado crises de depressão desde a morte do meu Marco Kayke, a lembrança, a saudade, me fazem ficar extremamente triste. Somado a isso vem os problemas na família, no trabalho e até mesmo de pessoas com quem cruzo e que assimilo dores que não são minhas. Vinha administrando minhas dores sem pedir ajuda, sem dividir os problemas, mas chega um momento em que se não pedirmos ajuda explodimos.

Esse momento, o momento em que meu copo de amargura transbordou e que não consegui mais engolir, veio hoje em uma crise de dor atroz que me atirou em um vale sombrio em que não conseguia vislumbrar a luz, por sorte fui resgatada, por sorte existem pessoas que gostam muito de mim.

Primeiro o remédio veio através de preces que enterneceram a minha alma, palavras que me fizeram muito bem e que preencheram o meu coração entupido de amargura, de doçura e suavidade.

Depois o remédio veio através de ações, beijos, abraços, carinhos, declarações de amor que fizeram com que meus olhos transbordassem lagrimam de alegria por me sentir querida, por me sentir amada, por me sentir bem-vinda.

A união de todos em me fazer voltar a sorrir guiou meus passos para o consultório de psiquiatria e lá, depois de mais de uma hora de conversa, descobri que não posso cobrar de mim mesma a força que não tenho, não sou uma fortaleza e isso é uma constatação.

Finalmente o remédio veio através do laboratório Medley, isso mesmo,estou tomando antidepressivos que trouxeram, adicionado a tudo que citei acima, minha vontade de sorrir, brincar, dançar, de achar a vida bela de volta a minha alma.Muito obrigada!

A vocês Irlane e Cubilla, por me mostrarem que o nosso é o Deus do impossível e que nos cura as feridas da alma e do corpo; a vocês Regiclaudo e Marici, por me mostrarem que o meu trabalho é bom e que sou importante no processo de mudança que estamos implementando no HE;a vocês Bruno e Marcelo por me fazerem rir um pouquinho todos os dias;a você Augusto que me brinda com belos sorrisos e me diz o quanto sou bela todas as vezes que nos vemos.A vocês Clara e Micheli que dividem o fardo comigo; a vocês Heldo e Deisi que me ensinaram que tomar remédio não é fraqueza e sim uma forma de se preservar e, finalmente, a você meu querido e amado amigo Heverton por me escutar, por me mostrar que não sou louca, por ser uma testemunha de tudo o que estou vivendo e que me ajuda a ajudar as pessoas que necessitam da minha ajuda.

Tomar a decisão de ser feliz não está sendo fácil, fácil é deixar que a depressão me leve para a cama, esconda a minha cabeça debaixo do  edredom e chore toneis de lagrimas, mas vocês estão me dando a força suficiente para continuar na determinação de ser feliz e a minha promessa vai para vocês, não mais deixarei que as lagrimas de tristeza transbordem dos meus belos olhos verdes. Viu? Já comecei a melhorar, consigo ver beleza onde antes só via tristeza e feiura.

Até semana que vem!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cultura Viva - No facebook, procuro amizades e não relacionamentos íntimos

Égua não olha, égua não...

Faço questão de iniciar o meu artigo desta semana citando os cabuçus porque quero quebrar um pouco da seriedade do assunto que vou abordar. Espero que não ofenda nenhuma tribo desta vez. Tinha decido escrever sobre as tribos de adolescentes que tem no rock uma bandeira para extravasar os hormônios, no entanto ao abrir minha caixa de e-mail meu foco foi desviado e meu tema mudou radicalmente. 

Recebi um e-mail que iniciava assim: "minha querida, passeando pelo teu perfil no facebook descobri você e confesso que me apaixonei logo que te vi, você é linda, eu amo você...", gente, o que é isso? Banalizaram o amor, será que essa pessoa que me mandou a mensagem não se tocou que, alem de casada, continuo apaixonada?

Tenho o meu perfil no face há uns três anos, será que esse moço teria usado a mesma expressão se tivesse me conhecido no inicio do ano passado quando eu pesava exatos 92 quilos? Eu acredito que não. É triste constatar, mas vivemos sob o império da beleza, é ela que dita as regras.

Se somos esbeltas, com um corpo cheio de curvas, chamamos a atenção e pessoas, que antes nem notavam a nossa existência, passam a nos olhar de maneira diferente. O moço em questão me conhece, fui apresentada para ele pela minha cara metade, detalhe, ele só olhou as fotos, não se preocupou em saber detalhes, tipo se sou casada, se tenho filhos ou mesmo se estou a procura de um namorado, namorido ou amante. 

Quero dizer, não só para este moço, mas para todos os homens que já tentaram enveredar por uma conversa mais intima, que eu, Araciara Macedo, jornalista, casada, mãe da Ariel e do Benjamim, com 47 anos, não sou mais adolescente e nem estou procurando companhia. Quando digo ola no face, no Orkut ou em qualquer outra rede social, estou só sendo simpática, não estou ando mole.

A internet nos ocasionou varias coisas boas, facilitou nossas vidas, mas também nos mostra coisas nada boas. Temos hoje varias redes sociais, podemos conversar com uma pessoa que mora na China, por exemplo, sem sair do conforto dos nossos quartos, isso se você souber escrever em chinês, é claro!

A internet nos proporciona a facilidade de fazer um prato elaborado, ler belos textos, saber as noticias quentinhas e até mesmo encontrar companhia se esse for o eu caso.

Desculpai ai! Mas eu preciso extravasar, homens ai vai um conselho, namorar pela internet é furada, gente seria nunca busca companhia desta maneira, essa é a minha opinião porque é minha maneira de agir. 

Quando digo oi ou ola estou sendo simpática, quando deixo um comentário em uma foto é porque alguma coisa me chamou a atenção, quando compartilho um comentário não estou querendo chamar a atenção. Antes de tomar a atitude de cantar alguém pelo face, badoo, Orkut, ou qualquer outra rede social tenha certeza de que a pessoa em questão está querendo isso, de que você não está sendo inconveniente.

Mais um conselho, procure alguém de carne e osso, ao vivo, porque por trás de uma tecla de computador pode ter uma pessoa completamente diferente do que você vê, as fotos nas redes podem ser trabalhadas de diversas formas, o rosto pode ser rejuvenescido, as marcas e sinais podem ser apagados, celulite e gordurinhas sobrando também.

Depois, vamos combinar! Nada substitui a emoção do primeiro encontro, o primeiro olhar, o acelerar do coração quando as mãos se tocam, mulher de verdade é bem melhor. Já pensou que você pode estar tendo um caso virtual durante algum tempo e que a pessoa que você julga bela pode ser completamente diferente do que se mostra?

Esqueça os personagens que são criados, ninguém, ninguém mesmo, nem eu, fala a verdade quando conversa virtualmente. As flores não são mais belas quando sentimos o perfume? Pronto falei! Perdoem-me se cometi um pouquinho e excesso.

Até semana que vem!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cultura Viva - Forte eu?

Em um grupo de dez pessoas pelo menos 02 nos dizem diariamente que somos fortes, somos? Vejamos, nascemos por meio da dor de nossas mães, grande parte de nós convive desde cedo com conflitos familiares, brigas, violência e aprendemos a nos defender antes de aprender a namorar.

Na adolescência convivemos com os conflitos da idade e dos hormônios, somos depressivas e nunca, nunca mesmo, somos capazes de nos olhar no espelho e nos sentir bonitas, encontramos espinhas, os cheiros da pele ficam diferentes, os pelos escurecem e crescem demais, ou seja, nos sentimos monstrinhos, fora do contexto da vida.

Na nossa fase de adultas convivemos com as incertezas da escolha da carreira a seguir, os namoros sérios e platônicos. Somos capazes de estudar, trabalhar, ajudar a família e administrar conflitos com amigos, namorados, namoridos e amantes.

Chega um dia em que decidimos dividir nossas vidas com alguém que achamos, na grande maioria das vezes, muito especial. Casadas vamos nos multiplicar para atender a casa, o marido, os filhos, as cunhadas, os cunhados, cachorro, gato, periquito, papagaio e por ai vai. Administramos a casa, a carreira do marido, os estudos dos filhos e nossas carreiras, conseguimos arranjar tempo para freqüentar academias, aulas de dança, salões de beleza e manicures, afinal temos que permanecer belas e maravilhosas porque nossos maridos querem mulheres com cara de atrizes de cinema.

Fazer tudo o que falei acima cansa, cansa tanto que hoje eu tenho coragem de dizer pra todos vocês meus queridos leitores, não sou forte, sou frágil e quero colo. Tenho carências, acho que todas nós temos, quero um homem que me proteja, abra a porta do carro pra mim, puxe a cadeira no restaurante, pague a conta em vez de dividi-la.

As feministas que me perdoem, mas não sou feminista, sou feminina, quero rosas de presente, quero que a data do meu aniversário seja transformada em uma data especial, que o primeiro beijo seja relembrado. Quero um homem que adivinhe meus pensamentos, que me transforme em deusa, que faça com que eu me sinta a pessoa mais especial do mundo.

Forte sou na hora de defender quem amo, mas quero alguém que me defenda, que parta pra briga cada vez que alguém me olha de atravessado, que caminhe na minha frente para que o meu caminho não seja tão árduo, que me acorde e me faça dormir com beijos e que me preencha por completo. Sei que confessando tudo isso entro em conflito com o que as mulheres defenderam a via inteira, vou gerar uma guerra, mas também tenho consciência que devem existir milhares de mulheres que pensam exatamente como eu penso.

Não quero ser igual aos homens, fui criada de maneira diferente, meu corpo é suave e cheio de curvas, minha pele é macia, não tenho barba ou bigode, minha voz tem outro timbre, se sou diferente na aparência sou diferente também na maneira de pensar e agir e se fomos criadas com suavidade porque lutar para nos equiparar aos homens e perder essa suavidade que nos faz diferentes?

Somos intuitivas, agimos com o coração, estamos sempre nos doando, somos seres plenos de riquezas, mistérios e belezas. A cultura patriarcal fez de tudo para conter a nossa energia, uma energia que assustava, assustava porque não era entendida, se não era entendida tinha que ser domada, mas não conseguiram porque, como diz Chico Buarque não temos medida e nunca teremos.

Tentaram nos dobrar, amassar, rasgar a nossa alma feminina, para fazê-la caber no baú de uma cultura inconsciente, para tornar o Feminino se não aceitável ao menos tolerável, não conseguiram porque foram suplantados pela nossa suavidade, homem não vive sem o nosso eu feminino. Eu quero continuar suave como uma pluma e feroz como um leão para defender quem amo.

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...