sexta-feira, 9 de junho de 2017

DE TUDO UM POUCO





CARTA DE AGRADECIMENTO A DEUS.

                Hoje, Pai Celestial, 31 de maio, é-me dada a oportunidade de agradecer-Te pelos 78 anos de existência terrena, onde, no traçado do meu Destino ou da minha Vida, delineaste que poderia eu fazer com que Tua mensagem evangélica de “ Ide, e espalhai pelo mundo que Eu sou o enviado do meu Pai “.
                E assim, no tenho dito pronunciado por essa mensagem profética, deitei-me a caminhar pelas estradas, veredas, matas, mares, cidades, aliás, pelo mundo afora, levando Tua mensagem através do conhecimento adquirido nos bancos da escola primária Prof. Gasparino Batista da Silva, em Soure, cidade-berço desta Tua criatura. Depois, trazido à Macapá, acompanhando meu Pai biológico, pescador nato e grande conhecedor da natureza marinha, vimos em busca de novos horizontes, quiçá  econômicos e financeiros, já que esvaiam-se as riquezas naturais de pescado nas praias de Pesqueiro e Caju-uma nas quais caminhava ao lado de meu Pai, por longos e longos quilômetros, onde aprendi a conviver com a natureza e respeitar seus princípios imutáveis de perpetuação.
                De Soure ao Território Federal do Amapá, aí pelos idos de 1951, consegui terminar o Curso Primário na Escola Barão do Rio Branco, imponente prédio àquela época, da Praça que leva seu nome, onde cursei  metade da quarta e toda a quinta série, sob a batuta da Professora Iracema, mulher de expressiva formosura e de porte nobre de altura acima da média, mas predominantemente competente no exercício do Magistério.   Em seguida, o Exame de Admissão em 1951, onde consegui a 6ª colocação para ingresso na Escola Industrial de Macapá, que à época tinha como Diretor o Tenente Glicério de Souza  Marques, apelidado de “ só chega na hora “, porque toda vez que tinha alguma arruaça na Escola, ele chegava na hora exata para reprimir. Sucederam-no os Professores Mário Luiz barata, Amujacy Borges de Alencar, entre outros. Foi meu primeiro aprendizado profissional, formado em Artífice de Artes de Couro, que em outras palavras chama-se “ sapateiro “, e que fazia as botas sanfonadas do Governador Pauxy Nunes.
                Da EIM para a Escola Técnica de Comércio do Amapá – ETCA, de 1958 a 1960, onde formei em Técnico em Contabilidade, profissão que até hoje exerço com maestria e orgulho. Importantes Mestres da Contabilidade foram responsáveis por este sucesso pessoal : José Durval Alcântara da Cruz, Alceu Paulo Ramos, Lourenço Tavares de Almeida. Domingues Vasques, entre outros.
                Irriquieto como sempre e sempre buscando o conhecimento, enveredei rumo ao Colosso Cinzento, o Colégio Amapaense, onde cursei de 1961 à 1963, o Ensino Moderno, e de 1964 à 1966, o Ensino Científico. Foi lá que conheci o Cidadão do Mundo, já àquela época caminhando pelo mundo em busca de mais e mais conhecimentos, o saudoso e querido Mestre, Professor ANTONIO MUNHOZ LOPES, que recentemente iniciou sua última viagem na Terra, indo além das Salas de Aula, à caminho da Eternidade.
                Atuando como profissional da Contabilidade, muitas vezes fui desafiado pelos “ doutores Contadores ( grau superior ) “, formados pela Universidade do Pará, que não aceitavam que um Técnico em Contabilidade presidisse o Núcleo do Conselho Regional de Contabilidade, no Amapá. Resolvi, então prestar vestibular no CEAP – Centro de Ensino Superior do Amapá, à época dirigido pelo Prof. Leonil Amanajas. Fui aprovado em 8º lugar e, de 1992 à 1995, fui Acadêmico de Ciências Contábeis, recebendo o diploma de Bacharel em Ciências Contábeis. Bom, dizia eu, agora sou também “ doutor “. Confesso que não senti nenhuma diferença e nem saudade do “ status quo “. Pude então perceber que tudo não passava de vaidade daqueles que assim intitulavam-se.
                Sabe meu Pai Celestial, esta história é um pouco longa, e se o Senhor for presentear-me hoje, permita que Lhe diga que presente quero receber. Pode ser. Pode, respondeu-me, enfaticamente. Então lá vai : Meu Pai Celestial, dê-me de presente continuar a escrever esta história em 31 de maio do ano vindouro. Justifico este pedido porque falta falar do Magistério Superior no CEAP, na FAMAP, na SEAMA, na UNIP, dos profissionais que ensinei a arte Contábil, do Bacharel em Direito, das Pós-graduações, do articulista do Tribuna Amapaense e que neste mês completo 6 ( seis ) anos escrevendo nesta coluna, do hoje Acadêmico de Administração, na FESAM, do Mestrando em Ciências Ambientais, pela Universidade Ibero Americana da Espanha, do MFC-Movimento Familiar Cristão, do Lions Clube de Macapá Marco Zero do Equador ( 38 anos e fundador ), das Potências Maçônicas GOB e GLOMAP, de Aprendiz à Mestre, do Juventus Esporte Clube, o Moleque Travesso, dos amigos de infância, da minha querida Macapá, da minha Família, etc...
                Desculpe se excedi neste pedido, é porque agradecer-Te é muito pouco, mas pedir-Te é sempre, muito importante pra mim.
                Sua benção para hoje, 31 de maio, dia do meu aniversário natalício.

                Juracy da Silva Freitas, teu dileto filho de criação.

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