sábado, 3 de fevereiro de 2018

Editorial





O mandato é do povo!

“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos direta ou diretamente, nos termos de nossa constituição”.

O parágrafo único do artigo 1º da nossa Carta Constitucional é didático, cristalino e deixa claro que o político com mandato nada mais faz, ou deveria fazer, que trabalhar, todos os dias, para realizar o interesse do povo, do coletivo que o elegeu.
E o povo deve saber o que seu representante federal, estadual ou municipal está fazendo com o mandato que lhe foi outorgado. E o político deve prestar conta de todas as suas ações no parlamento que vieram beneficiar a população do seu Estado ou município. Além do que deve ser o braço institucional, apoiando o Executivo junto aos órgãos que podem ajudar com recursos ou projetos o seu Estado ou município.
E quando o parlamentar não tomar a iniciativa de realizar esse ato essencial, o povo deve chamar o parlamentar, através das entidades sociais civis organizadas. E o “convocado” deve atender e esclarecer porquês de sua atuação no parlamento que estiver atuando. O povo deve compreender que aquele que desempenha um mandato popular o faz, apenas, por vontade do povo. Um mandato não é propriedade do político para que ele faça o que bem quiser. Pertence a você, ao seu Joaquim da padaria da esquina, às associações de bairros, aos grupos de jovens da igreja, ao povo! Precisamos entender que parlamentares são meros representantes dos nossos interesses. Precisamos fazê-los entender, e nunca mais esquecer, que estão a nosso serviço e que não podem se comportar como se fossem superiores, melhores ou mais importantes que nós.
Pois bem, eles estão lá porque o pusemos para concretizarem nossos melhores interesses, nossos sonhos. Não podem e não devem se afastar dessa missão. É inaceitável que se comportem doutra maneira que não seja buscando realizar o anseio do povo. Caso se afastem, devemos lembrá-los de quem tem o poder.
O cidadão não pode se sentir intimidado quando estiver diante de figuras públicas detentoras de mandatos e tiver que cobrá-los de suas obrigações. O cidadão tem todo o direito de exigir que ele cumpra o sua obrigação, seu dever de bem representar o povo. E não interessa que não tenha votado nele! O compromisso é o mesmo…
O político, por sua vez, deve encarar tal posição, por parte do cidadão, como coisa natural, típica da república, da democracia e da cidadania. Não pode querer se sentir ofendido, constrangido ou afrontado quando cobrado pelo homem comum. Ele é um servidor do povo e, como tal, deve se submeter ser republicano e cidadão.
Esta semana o deputado federal Roberto Góes (PDT) cumpriu fielmente esses predicados e apresentou aos amapaenses, uma prestação de conta detalhada de todas suas ações parlamentares, inclusive os recursos que conseguiu através de suas Emendas Parlamentares individuais, coletivas ou impositivas, que alcançaram durante os três anos, R$ 30 milhões e já tem para 2018 R$ 10 milhões. A prestação foi uma oportunidade para que ele falasse de sua atuação no parlamento. Sim, uma oportunidade para que ele esclareça as dúvidas e as críticas negativas sobre seu mandato. Uma excelente ocasião para que ele deixasse claro que se não conseguiu avançar mais porque as crises políticas e econômicas, que atingiu o Brasil fez a arrecadação diminuir e o repasses caírem.
É obrigação de todo político manter abertos todos os canais de comunicação com a população e divulgar as suas ações, inclusive com intenso contato pessoal e certamente continuar divulgando tudo o que se referir ao mandato, em respeito aos cidadãos amapaenses.


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