O mandato é do povo!
“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de
representantes eleitos direta ou diretamente, nos termos de nossa
constituição”.
O parágrafo único do artigo 1º da nossa Carta
Constitucional é didático, cristalino e deixa claro que o político com mandato
nada mais faz, ou deveria fazer, que trabalhar, todos os dias, para realizar o
interesse do povo, do coletivo que o elegeu.
E o povo deve saber o que seu representante
federal, estadual ou municipal está fazendo com o mandato que lhe foi
outorgado. E o político deve prestar conta de todas as suas ações no parlamento
que vieram beneficiar a população do seu Estado ou município. Além do que deve
ser o braço institucional, apoiando o Executivo junto aos órgãos que podem
ajudar com recursos ou projetos o seu Estado ou município.
E quando o parlamentar não tomar a iniciativa
de realizar esse ato essencial, o povo deve chamar o parlamentar, através das
entidades sociais civis organizadas. E o “convocado” deve atender e esclarecer
porquês de sua atuação no parlamento que estiver atuando. O povo deve
compreender que aquele que desempenha um mandato popular o faz, apenas, por
vontade do povo. Um mandato não é propriedade do político para que ele faça o que
bem quiser. Pertence a você, ao seu Joaquim da padaria da esquina, às
associações de bairros, aos grupos de jovens da igreja, ao povo! Precisamos
entender que parlamentares são meros representantes dos nossos interesses.
Precisamos fazê-los entender, e nunca mais esquecer, que estão a nosso serviço
e que não podem se comportar como se fossem superiores, melhores ou mais
importantes que nós.
Pois bem, eles estão lá porque o pusemos para
concretizarem nossos melhores interesses, nossos sonhos. Não podem e não devem
se afastar dessa missão. É inaceitável que se comportem doutra maneira que não
seja buscando realizar o anseio do povo. Caso se afastem, devemos lembrá-los de
quem tem o poder.
O cidadão não pode se sentir intimidado
quando estiver diante de figuras públicas detentoras de mandatos e tiver que
cobrá-los de suas obrigações. O cidadão tem todo o direito de exigir que ele
cumpra o sua obrigação, seu dever de bem representar o povo. E não interessa
que não tenha votado nele! O compromisso é o mesmo…
O político, por sua vez, deve encarar tal
posição, por parte do cidadão, como coisa natural, típica da república, da
democracia e da cidadania. Não pode querer se sentir ofendido, constrangido ou
afrontado quando cobrado pelo homem comum. Ele é um servidor do povo e, como
tal, deve se submeter ser republicano e cidadão.
Esta semana o deputado federal Roberto Góes
(PDT) cumpriu fielmente esses predicados e apresentou aos amapaenses, uma
prestação de conta detalhada de todas suas ações parlamentares, inclusive os
recursos que conseguiu através de suas Emendas Parlamentares individuais,
coletivas ou impositivas, que alcançaram durante os três anos, R$ 30 milhões e
já tem para 2018 R$ 10 milhões. A prestação foi uma oportunidade para que ele
falasse de sua atuação no parlamento. Sim, uma oportunidade para que ele esclareça
as dúvidas e as críticas negativas sobre seu mandato. Uma excelente ocasião
para que ele deixasse claro que se não conseguiu avançar mais porque as crises
políticas e econômicas, que atingiu o Brasil fez a arrecadação diminuir e o
repasses caírem.
É obrigação de todo político manter abertos
todos os canais de comunicação com a população e divulgar as suas ações,
inclusive com intenso contato pessoal e certamente continuar divulgando tudo o
que se referir ao mandato, em respeito aos cidadãos amapaenses.
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