Teve iniciou hoje (26), as ações de combate a hanseníase no Instituto Penitenciário do Amapá, promovidas pela Prefeitura de Macapá, através da Secretaria Municipal de Saúde e em parceria com Coordenadoria estadual de Hanseníase.
As atividades marcam o Dia Mundial de Combate a Hanseníase, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que acontece sempre no último domingo de janeiro. Este ano a programação foi direcionada aos internos do IAPEN, em decorrência da facilidade de contagio pelo grande número de pessoas convivendo aglomeradas.
“resolvemos direcionar as ações a este público para chamar a atenção com relação a este grave problema de saúde pública e iniciar o tratamento tão logo nossos profissionais detectem a doença para evitar o contágio”, disse a coordenadora municipal de hanseníase, Josirlene Sarquis.
No primeiro dia da ação, aconteceu a busca ativa, com 275 atendimentos, por parte das equipes do Estratégia Saúde da Família e do Centro de Referência de Doenças Tropicais. Deste montante foram detectados 88 problemas dermatológicos, 11 suspeitos e um caso confirmado de hanseníase, que serão encaminhados para a segunda etapa da ação que acontece nos dias 30 e 31 com consulta médica e encaminhamento para tratamento.
No término da consulta médica, quando necessário, a Semsa vai disponibilizar a medicação para o tratamento das ocorrências. No caso da hanseníase o tratamento, se realizado corretamente, dura entre seis e doze meses e o portador deixa de transmitir a doença para as outras pessoas logo no inicio do uso da medicação.
As unidades de saúde trabalham na prevenção, orientação e tratamento dos casos detectados de hanseníase durante todo o ano. “Quem apresentar alguma mancha pode procurar uma das unidades de saúde da capital para avaliação. Caso o médico confirme, a hanseníase tem cura e o medicamento é gratuito e está disponível nas unidades de saúde da rede municipal de Macapá”, informou o secretário de saúde, Otacílio Barbosa.
A doença - A hanseníase é infecciosa e é transmitida pelas vias aéreas, o contágio dificilmente acontece depois de um simples encontro social. O contato deve ser íntimo e freqüente. Ela atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. As chances de recuperação sem seqüelas são maiores, quando os sintomas são percebidos mais cedo. Ao perceber qualquer sinal como mancha de cor vermelha ou esbranquiçada na pele com diminuição de sensibilidade, que não coça e em qualquer parte do corpo, é importante procurar uma das unidades de saúde o mais rápido. Outro sintoma que deve ser levado em consideração são placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações. Com o avanço da doença, a tendência das manchas já existentes é aumentar e então começam as complicações como nervos comprometidos, podendo causar deformações em regiões, como nariz e dedos, e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos.
Cura - A hanseníase tem cura e o tratamento e a distribuição de remédios são gratuitas em qualquer Unidade de Saúde de Macapá. O diagnóstico é feito por um profissional de saúde, através de uma avaliação clínica, com testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos, alguns casos é preciso exames laboratoriais, como biópsia. Contrário do que muitos podem pensar, em decorrência do estigma que a doença tem, não há necessidade de isolar o paciente. Segundo a coordenadora Josirley, a presença de amigos e familiares é fundamental para cura. E o auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução da doença e a contaminação de outras pessoas.

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