por Dalton John
Câncer no Colo do Útero, também chamado de câncer cervical, ocorre quando células do órgão sofrem alteração. Uma das características negativas da doença, é que a mesma se desenvolve de forma lenta, e por muitos anos pode nem apresentar sintomas. O câncer do colo uterino é o segundo mais comum entre as mulheres no Brasil, equivale a 24% de todos os registros no Brasil, estando apenas atrás do câncer de mama.
| O novo método será oferecido primeiramente na UBS do Marabaixo |
O mesmo vitima todos os anos 4.800 mulheres no país, representando o quarto lugar nas mortes femininas por câncer. Além das fatalidades, cerca de 18.430 casos são registrados. Os números têm diminuído nas mesmas proporções em que as pesquisas e tratamentos são oferecidos nas redes públicas de saúde. Tanto que, em 1990, 70% dos casos diagnosticados da doença, eram na fase invasiva, a mais grave, quando os danos são praticamente irreversíveis.
Neste, e em todos os tipos de câncer, seja na mulher ou no homem, o diagnóstico precoce caracteriza-se como a maior chance de evitar as consequências do mal. As células cancerígenas são descobertas no útero, através do exame preventivo, o Papanicolau, que é de realização periódica. A principal alteração que pode levar ao câncer no colo do útero é a infecção por papilomavírus humano, o HPV.
Resultados Rápidos
No Estado do Amapá o exame é realizado gratuitamente nas redes públicas de saúde, porém o prazo de entrega do resultado demora em torno de 120 dias. O que segundo a enfermeira Milca Salviano é um agravo, pois dificulta o diagnóstico precoce, e consequentemente, um possível tratamento. "Esse é o prazo oferecido. Mas considerando que em câncer no colo do útero, a prevenção é importantíssima, pois com esse tempo, uma lesão pode ter se agravado mais ainda em relação ao tempo em que foi coletada a amostra".
| Segundo Eline Rodrigues, o primeiro laudo será expedido até o final de agosto |
Com o objetivo de cumprir as determinações do Ministério da Saúde, a administração municipal macapaense através da sua secretaria de Saúde (SEMSA), está implantando uma nova forma de diagnosticar a doença, a fim de diminuir o prazo para a expedição de laudos de exames de Papanicolau.
O método SurePath dará mais exatidão aos resultados, pois facilitará para o patologista a visualização da lesão que poderá ser caracterizada como câncer. Além disso, a espera pelo diagnóstico diminuirá para 15 dias, aumentando a credibilidade junto as mulheres e dando celeridade ao processo de tratamento quando necessário. "Esperamos que o novo método faça com que as mulheres voltem a prestigiar e confiar no resultado do Papanicolau. Primeiramente implantaremos na UBS do Marabaixo e esperamos realizar o primeiro exame até o final de agosto", afirma Eline Rodrigues, coordenadora de doenças crônicas degenerativas da SEMSA.
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