segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Atleta do Passado: Cícero Matias de Oliveira Picanço - Chiclete


por Fabiana Figueiredo

Para o atleta do passado dessa semana, o futebol era encarado como um esporte de lazer, assim também como outros de sua época. Seu nome é Cícero Matias de Oliveira Picanço, mais conhecido como Chiclete.

Ele jogava vôlei e futebol de salão na escola, mas conheceu o futebol de campo aos 13 anos, no distrito da Fazendinha, onde mora até hoje. Ele lembra que "lá, o time da Fazendinha Esporte Clube era segunda divisão, a gente chegava no campo e o saudoso José Maria Leão pediu para eu completar o time e eu entrei".

Em 1986, ele terminou o primário, veio para Macapá e estudou no Colégio Amapaense. Por lá, sempre participou dos jogos colegiais - corrida com barreira, salto em distância, etc - que já não se vê mais nos colégios de Macapá. 

Assim, em 1970, foi convidado à jogar no Esporte Clube Macapá: "Era tão difícil entrar no Macapá, que só tinha fera na época. Eu fui chamado à jogar pelo então presidente da época,  e isso foi muito bom", relata. No E.C. Macapá, passou 4 anos. Ele ainda se lamenta quando seu time do coração foi campeão do I Copão da Amazônia, e viu seus amigos conquistarem o título: Euclides, Domingos, Paulo Rodolfo, Zequinha, Guara Lacerda, Ari e o mais querido amigo João Ferreira. "A única tristeza foi que eu não pude ser campeão do Copão da Amazônia", destaca.

Ele, então, teve de interromper os estudos: "Eu tive de interromper os estudos porque faltou recurso para eu continuar estudando e tive que ir trabalhar". Seu primeiro trabalho foi na Fazenda que seu pai cuidava, como assistente de veterinário.

Passou 13 anos em Monte Dourado, município de Belém, trabalhando em uma companhia. Depois voltou para Macapá, e jogou no Santana Esporte Clube, onde teve o prazer de ser Campeão Amapaense. 

Chiclete se orgulha muito de ter jogado no E.C. Macapá,
ao lado de amigos que leva para vida toda.
Foto do ano de 1972
 

Ele reforça, como muitos outros atletas do nosso passado, que o futebol era muito melhor antigamente: "A gente botava no bolso esses profissionais de hoje. Na nossa época se jogava por amor a camisa. O campeonato era muito mais organizado, era muito bom", reforça.

Hoje, Chiclete administra a Escolinha de Futebol Estrela do Sul, na Fazendinha, que era um sonho antigo e que há pouco tempo conseguiu realiza-lo.

Encerrou a carreira aos 32 anos, no Santana E.C., e tem orgulho de dizer que é feliz e torcedor do Macapá e Fazendinha, além do futebol ter mudado sua vida: "O esporte é o caminho onde o cidadão faz boas amizades e é um aprendizado na vida. Eu sou grato ao futebol porque ele me deu uma grande oportunidade na vida."

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