segunda-feira, 15 de outubro de 2012

De Frente com o Câncer - Câncer de Fígado


O fígado é o maior órgão sólido humano e localiza-se no abdômen superior, sob as costelas, do lado direito do corpo. É responsável pelo aproveitamento de um grande número de substâncias absorvidas pelo intestino e pela produção de várias proteínas que desempenham as mais diferentes funções no organismo, tais como a coagulação sanguínea e a defesa contra infecções. Um de seus produtos é a bile, que é armazenada na vesícula biliar e eliminada na primeira porção do intestino delgado, chamada duodeno, pelo ducto que interliga estas duas estruturas.

Tipos de Tumores do Fígado
Os tumores hepáticos se dividem em benignos e malignos conforme seu comportamento clínico. Os tumores benignos não são capazes de se disseminar para outras regiões, enquanto os malignos podem enviar metástases para o próprio fígado, para linfonodos, para os ossos e outros órgãos.

Dentre os tumores benignos, destacam-se os hemangiomas, a Hiperplasia Nodular Focal (HNF) e os Adenomas. Os cistos são outro tipo de lesões hepáticas comuns e de comportamento benigno.

Os tumores malignos, por sua vez, dividem-se em primários e metastáticos.
Os tumores primários surgem das células do próprio fígado (hepatocarcinoma) ou dos canais da bile que existem no interior do órgão (colangiocarcinomas). Angiossarcomas e hepatoblastomas são outros tipos raros de tumores hepáticos.

O hepatocarcinoma é o tumor maligno que surge das células do fígado, chamados hepatócitos. Sua incidência no mundo todo é muito alta, com cerca de 500.000 novos casos diagnosticados ao ano.

Os tumores metastáticos são muito mais freqüentes que os tumores primários, pois o fígado é uma sede comum de metástases dos vários tipos de cânceres de praticamente todos os órgãos do corpo humano. As metástases mais comuns são as de câncer de intestino (cólon e reto) e de tumores neuroendócrinos, cujo tratamento sempre que possível é cirúrgico. Recentemente, casos selecionados de metástases hepáticas de outros órgãos, tais como sarcomas, tumores de rim, mama, melanoma, papila duodenal, tumores ginecológicos, e até mesmo de câncer gástrico têm sido considerados para tratamento cirúrgico.

Sintomas
Geralmente a doença é pouco sintomática nas fases iniciais e quando os principais sintomas aparecem, já indicam doença em fase não inicial, incluindo a perda de peso, o aumento do volume abdominal (acúmulo de líquido dentro do abdômen - ascite) e a icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele pelo acúmulo de bilirrubina no organismo).

Diagnóstico Tratamento e Fatores de Risco
O diagnóstico deste tumor é feito pela associação de exames de imagem (Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada ou Ressonância Nuclear Magnética) e laboratoriais (dosagem de Alfafeto-proteína - uma substância produzida pela maior parte destes tumores). 

Eventualmente, uma biópsia de lesões suspeitas pode ser necessária. O PET-CT tem se demonstrado útil no estadiamento e decisão terapêutica em casos selecionados.

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