Logo que o TRE/AP deu por encerrada a apuração da eleição de 7 de outubro para prefeito aqui na Capital, o artificial candidato Clécio Luis (PSOL), que programa cada um de seus gestos e combina a entonação da voz, disse para jornalistas que sua candidatura continuava independente, deixando entrever que recusava qualquer tipo de aliança para o inevitável 2º turno. Seu primo mais próximo, o PSB, logo entendeu o recado e franziu a testa. Seus militantes "bombaram" nas redes sociais que Clécio teria entonado um refrão arrogante, desprezando eventual apoio dos amarelinhos que, apesar da derrota, possuem um bom capital de votos.
De fato, o candidato Clécio Luis falou como quem ganhou o 1º turno, saltando aos olhos sua arrogância, tanto assim, que disse, numa estranha e bizarra conclusão, que o atual prefeito Roberto Góes, primeiro colocado no 1º turno, teria sido rejeitado por 60% da população nas urnas. Qualquer analista de boteco, sem tomar nenhuma, sabe que a leitura é diferente, o que atual prefeito recebeu foi, sim, uma sonora aprovação do povo macapaense, tanto que saiu na frente. Ninguém perde ganhando, essa é a regra.
O PSB magoou com a declaração arrogante do primo PSOL e disparou que sua pureza e independência era de cristal e havia se quebrado no apoio ao candidato vencedor em Santana, segundo ele, comparsas da "harmonia". A discussão ganhou foros de vingança e rancor, segundo Nietzsche, atributos dos fracos que colide com o pendor agressivo, próprio dos fortes, que não recusam uma resistência para demonstrar sua força. A militância dos amarelinhos se agitava na proporção que o tempo passava e, ansiosa, esperava uma resposta das lideranças que timidamente já alinhavam um não à arrogância do PSOL.
Já pela madrugada do dia 10 de outubro o PSB soltou uma "Carta ao Povo Macapaense" em que alinhava algumas condições, draconianas por sinal, para eventual apoio ao PSOL no 2º turno. A carta do PSB soou tão arrogante quanto o tenor de Clécio Luis no dia seguinte as eleições. Para ser mais honesto, a missiva conseguiu ser mais arrogante, eis que parecia o refém pedindo resgate ao seu algoz, numa estranha inversão de posições. Parecia que Cristina estava no páreo e Clécio Luis fora, visto apenas como força de ajuda. Era o vendedor que pedia um preço exorbitante pelo produto somente para inviabilizar o negócio.
Se o folclórico Frota (PSTU) ainda estivesse por aqui, diria, sem qualquer circunlóquio, "são farinhas do mesmo saco". Aliás, Genival Cruz (PSTU), disse em um dos debates que ambos eram iguais na genética política. Está provada a tese do franco atirador que agora anda todo pávulo só porque entregou a lanterna política para Milhomem. Já até transita nas redes sociais cheio de bafo. O fato é que o PSOL e o PSB falam o mesmo idioma, tem as mesmas estratégias e agora o papo é idade. Um se diz mais novo e por isso deve conduzir o rebanho. O outro, mais velho, arrota a máxima de Luiz Gonzaga e manda respeitar os "oito baixos".
A verdade é que ambos têm o mesmo projeto político, o mesmo discurso, só que com quadros diferentes. Suas eugenias retóricas no momento colidem e sabem que tem que resolver um problema interno antes de enfrentar a "harmonia". Só que nessa casa da moralidade só cabe um de cada vez. Assim, vão acionando suas usinas da arrogância ora com voz, ora com carta, ora com ambas, para dissuadir o adversário de ser protagonista e se transformar em coadjuvante. Assim, jamais cantarão, juntinhos, o velho bordão dos sessentões: "Cartas já não adiantam mais, quero ouvir a sua voz." Sai faísca!
Rabiscos
E o festival da arrogância está interessante. Um vem de melodia e o outro faz a letra. Éguua!!!////A verdade é que a relação já estava trincada, tudo por causa 2014, eitcha..../////Olha o que eu disse semana passada: o eugenismo político não tolera os adversários e faz de tudo para derrotá-lo, inclusive, aniquilando o povo se estiver junto. Meu Deus!!! (vale para esta semana) ////Clécio jura que é o José Serra ou coisa parecida quando fala. É um trejeito postural que o deixa igual suco de groselha. Artificial não, pencas!!!////E a pesquisa tava certa seu Milhomem. O Genival está "todo todo" por haver lhe passado a lanterna política "para o bem da democracia" Eita comunas.../////Cristina agora sai da fila do PSB. Claro que ela não é a culpada, coitada, mas a culpa é sempre do mordomo, minha cara!!!/////Aliás, dizem os aviões, que há uma certa querela pós-eleição pela escolha da madame "Creche"/////Segundo fontes "inidôneas", claro, Capi já teria "liberado a militância" para fazerem o que bem entenderem de seus sagrados votinhos. Mas será? Sinceramente não acredito/////A verdade é que o PSB é um poço de mágoas, rancor e sentimento de vingança com o PSOL, tudo porque em Santana ajudaram a eleger os filhotes da "harmonia"/////Capi zoou com Lobato porque, segundo ele, o polemista anuncia sua morte desde 1986. Lobatinho nega, claro!!!//////Roberto Góes construindo arco de alianças para o segundo turno, "Bob", sem arrogância, vai dizendo que "vai precisar de todo mundo". ////Aliás, "Bob" conversa até com quem o descarta. Tá certo. Política é isso não aquilo////E o Rocha do Sucatão, aquele que "arrocha e não afroxa", ganhou uma cadeira bacana na câmara. Tomara que não peça para buzinar///// E já começou a sacanagem. Denunciaram que estavam distribuindo cestas básicas na Escola Amapá. Justiça Eleitoral foi lá conferir. Nadica de catibiriba. Só diabinho///// E a imprensa PINK, aquela que bajula até os talos, lê meia página do almanaque abril e se acha, como vai? Vocês alguma vez já foram arrogantes, heim, babys? É claro que sim, mesmo sendo chiques, né lindas?/////Converso com meu amigo não-moralista Silas Assis, que nunca foi arrogante no jornalismo e nem fez contrato emergencial com os governos, sobre alianças. E ele diz: ê mano, sai daí com aliança eu só quero é namorar. Égua!!! não entendi nadinha, sinceramente. Meu patrão eu quero é receber, o resto é radicalismo nojento. Ora vão trabalhar, vagabundos!!!/////Roberto Góes me pergunta se já fui arrogante alguma vez. Mas quando, meu caro, ex-vendedor de sacola no Mercado Central não dá para ser, mano/////bye
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