A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo de gordura no corpo. Ela ocorre quando a oferta de calorias é constantemente maior do que é consumido pelo corpo. As quatro principais causas são: ingestão excessiva de alimentos, falta de exercícios físicos, tendência genética e problemas hormonais. Só para ter uma ideia, a obesidade atinge 600 milhões de pessoas no mundo (30 milhões só no Brasil). Estima-se que em 2015 este número alcançará 700 milhões! As consequências, como você bem sabe, são desastrosas. Ela está relacionada ao Diabetes tipo II, hipertensão arterial, faz parte da temida doença metabólica, além de várias doenças cardiovasculares e pulmonares. Vale lembrar também que o obeso sofre com diversos distúrbios osteoarticulares.
A cirurgia bariátrica, se não consegue curar praticamente todos os problemas citados no parágrafo anterior, consegue, ao menos, reduzir medicamentos e melhorar a qualidade de vida.
A obesidade é uma doença grave como diversas outras, mas a pergunta é: por que tanto investimento neste procedimento, inclusive por parte dos planos da saúde? A resposta é simples: os gastos com o tratamento de doenças relacionadas à obesidade alcançaram o estratosférico valor de 3,57 bilhões de reais só para o sistema público (ainda temos que calcular quanto custa para o privado)! Leia de novo: 3,57 bilhões! Obviamente, o tratamento dos pacientes mais graves - justamente muitos dos que se encaixam no protocolo para a cirurgia - é mais caro. É ou não um excelente investimento? Além de melhorar a qualidade de vida das pessoas, proporciona uma enorme redução de custos.
Quando a obesidade traz prejuízos a sua saúde ou o tratamento clínico não mostra resultado, você está apto a realizar a cirurgia bariátrica. E neste sentido, como a obesidade é uma doença, não faz sentido que você tente se tratar sozinho: procure ajuda médica!
Apesar de muitos chamarem de "redução de estômago", a cirurgia bariátrica vai muito além disso. Há diversas técnicas que podem ser realizadas e cada tipo pode se adequar a sua necessidade. De um modo geral, há 3 tipos de procedimento: as cirúrgicas de diminuem sua capacidade de acomodar os alimentos (restritivas), as que diminuem a absorção dos alimentos que você ingere (disabsortivas), e as que reúnem as duas características (mistas).
Depois que você perde o peso com a cirurgia bariátrica, é normal que fique um excesso de pele. É neste momento que o cirurgião plástico entra! Nos planos de saúde e nos serviços credenciados do SUS, alguns procedimentos são permitidos.
Pode-se perceber que lipoaspiração e abdominoplastia não têm relação nenhuma com emagrecimento: o problema é muito mais complexo. Essas cirurgias têm (de um modo geral) fins estritamente estéticos. Por isso que o cirurgião plástico insiste que você alcance o seu peso ideal antes do procedimento.
Se você está acima do peso, procure ajuda! Quem sai ganhando, em primeiro lugar, é você!
Quer saber como é o dia a dia de um cirurgião plástico? Siga-me no Twitter: @AUGUSTOPUPIO.
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