Domingo à noite é o dia internacional da famosa promessa de iniciar um regime.
Além de cortar as guloseimas, leiam-se doces, sobremesas calóricas, refrigerantes e outras coisinhas mais, é muito comum ouvir a mulherada afirmar orgulhosamente que eliminará o jantar. Ninguém sabe precisar de onde surgiu esse mito de que abolir essa refeição resultaria em perda de peso. O que muita gente não sabe, entretanto, é que essa experiência pode trazer um resultado contrário, ou seja, em vez de emagrecer, a pessoa acaba ganhando alguns quilinhos a mais.
Com intuito de afinar a cinturinha, muita gente substitui um prato saudável como arroz, feijão, legumes, saladas e carne por lanches que julgam ser mais leves. Tais opções, no entanto, costumam ser mais calóricas. Após alguns meses, quem adota esse hábito ganha sobrepeso e aquela que já era gordinha tende a ficar obesa.
Mas não é só isso. As que cortam radicalmente o jantar desconhecem um dado importante, o corpo também queima calorias durante o sono e, portanto, precisa de nutrientes para manter suas funções vitais no período noturno. Sem alimento, esse gasto energético basal fica comprometido. Resultado na baixa ingestão alimentar à noite, o organismo preserva a gordura como combustível, dificultando, dessa forma, a perda de peso. Além disso, essa pessoa que ficou em jejum por um longo tempo não vai ingerir as vitaminas e os minerais necessários, pois acabará descontando a abstinência com alimentos mais calóricos, nem sempre nutritivos. Ou seja, ela não se alimentará corretamente.
Quando você fica sem comer seu metabolismo trabalha mais lentamente para não gastar as reservas de gordura, isso quer dizer que as calorias iram ser queimadas em um ritmo muito mais lendo do que se você estivesse comendo normalmente.
Efeito cascata e tem mais quem abre mão do jantar pode ainda desenvolver outros problemas, como gastrite e hipoglicemia, pelo fato de permanecer em jejum por muito tempo. De acordo com estudos multicêntricos, os sintomas mais observados, nesse caso, é o aumento da irritabilidade e dificuldade para dormir, além da ansiedade.
Assim, estamos diante de verdadeiros gatilhos para o ganho de quilos extras.
Todas as refeições são importantes além de não atingirem a perda de peso almejada, as pessoas que deixam de jantar acabam cometendo deslizes no café da manhã e no almoço. Elas também sofrem de compulsão alimentar durante o dia, o que resulta em maior ingestão calórica e, consequentemente, em ganho de peso. Devemos seguir um ciclo de pelo menos cinco refeições diárias, sendo o jantar a última delas. O ideal é que este seja realizado entre 19 h e 20 horas. Há também a possibilidade da sexta refeição, conhecida como ceia. Ela é indicada para pessoas que trabalham ou estudam até tarde, assim como adolescentes, idosos, gestantes e diabéticos.
Quem não tem o hábito de dormir pouco tempo depois do jantar ou ainda faz essa refeição muito cedo também deve ser adepto da ceia. Ao invés de você não jantar tente mudar os hábitos, não deixe para comer muito tarde pelo menos 3 horas antes de ir dormir. Opte por alimentos mais leves, como saladas, os alimentos mais pesados como carnes vermelhas deixem para o almoço. Coma pouco no jantar, de sobremesa você pode optar por uma fruta.
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