No Amapá, as pessoas se qualificam e são qualificadas como probas ou ímprobas, dependendo do lado em que elas estejam na ocasião da avaliação. Se você estiver na esquerda, você é probo. Se estiver na direita, você é ímprobo.
O engraçado dessa "merda" é que todo mundo já esteve lá e cá. Então, todo mundo, num determinado momento, já foi "im" e no outro virou probo. Porra, mas que merda é essa de probo/ímprobo? O leitor menos aquinhoado intelectualmente deve estar se perguntando. Isto significa honesto, correto, ético, meu amigo.
O diabo é que os analistas de probidade e improbidade e os classificados com probos, não resistem trinta minutos de Polícia Federal na cola do sujeito. Neguinho anda de colarinho branco, bem engomado, cabelo penteado para o lado, dentro de um padrão que qualquer incauto ao analisar a figura pela aparência e a ideologia que esposa no momento, lhe tasca, sem pestanejar, o adjetivo "probo"- este, sim, é um cara honesto, veja bem. O cara fala bem, denuncia Deus e todo mundo. Com este cara não tem onda, pisou na bola com a coisa pública, pimba! Ele coloca a boca no trombone. Mas, como diz a letra do forró do imortal Luiz Gonzaga: "Se for reparar direito", esse cabra já esteve do lado da direita, ou com a turma da direita, recebendo apoio da direita, dando apoio a turma da direita ou ele é direita disfarçado de comunista, socialista e quetais, portanto, conclui-se que ele também é (im)probo.
Na realidade, o Amapá avança de forma tímida, muito tímida. É como se você estivesse tentando assistir um vídeo pela nossa "banda lerda". A gente se aporrinha de ter que aguardar o vídeo travar a todo instante. Assim é que avança o Amapá. De forma lenta e parando mais que avançando e a razão disso é exatamente esse "chafurdo" entre os que se apresentam como arautos da moralidade e os que eles tentam de todas as maneiras enterrar na lama da corrupção e da sacanagem.
Ao invés disso, o melhor para todos seria olharmos para frente e definirmos uma meta para o Amapá. Vamos produzir riqueza e qual será nosso setor para investirmos pesado. Turismo, Agricultura ou Indústria? Seja lá o que for, mas que seja pra valer para nos tornarmos referência. E ai, os probos e ímprobos se diluiriam diante de um Estado produtivo, que gera renda e emprego para seu povo. Não temos tempo para interromper o nosso negócio e olharmos para os demagogos.
O maniqueísmo amapaense enche o saco! Nossa política é rasteira, cheia de astúcia, dá uma impressão que a esperteza, na sua pior concepção, ganha um ar de importância que salta aos olhos.
Agora sou honesto, sou uma pessoa proba. Combato a corrupção. Mas esse mesmo cara estava lá ontem; então ele era ímprobo? Ou será que a verdade está na realidade que nos vem de cima?! Os probos do Partido dos Trabalhadores, que combateram com sangue a corrupção desenfreada que campeava livre, leve e solta no Brasil, hoje, após chegarem ao poder, podem ainda se dizer probos? Claro que não. Aristóteles, o grande filósofo grego, deixou um legado à política mundial através de seus pensamentos, mas, sobretudo, na sua obra "Tratado sobre Política". Lá, concluiu o grande sábio: de todos os governos investigados, a única coisa comum é a prevalência do interesse individual sobre o interesse do coletivo. Posto isso, parem de hipocrisia e não apontem o dedo, pois todas as vezes que vocês fazem isso, três se voltam contra você e um na direção de DEUS.
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