sexta-feira, 26 de julho de 2013




Bisbilhotando


Essa palavra nos induz pensar em fofoca, não é mesmo? Quando nos dispomos a bisbilhotar a vida de alguém qual primeira atitude tomar? Claro que é sair perguntando aos outros se conhece a fulana, se sim, lá vem às indagações. Ela tem quantos anos, qual o seu grau de escolaridade, é casada, trabalha, onde, qual seu grau de instrução, tem filhos, onde mora, gosta disso, daquilo. O que você acha dela, é honesta, você confia nela e etc.
Muito bem! É isso que a Tribuna Amapaense vai fazer. Vamos bisbilhotar o cenário político amapaense. Estamos em ano pré-eleitoral e o cidadão eleitor do Estado do Amapá vai ter a difícil tarefa de escolher seus deputados estaduais, federais, senador, governador e presidente da República. Claro que o ato de votar está cada vez mais facilitado. O Tribunal Superior Eleitoral e seus Tribunais Regionais têm se esforçado para simplificar o processo, automatizando-o e cuidando para que além de um ato célere, seja totalmente seguro, sem a menor possibilidade de fraude. Daí a revisão eleitoral através da identificação biométrica, ou seja, o eleitor será identificado pela digital. Única, sem possibilidade de clonagem. Mas apesar das facilidades proporcionadas pela tecnologia nem de longe pode ser considerada uma tarefa fácil, pelo contrário, é muito difícil. E sabem por quê? Pela consequência que advirá do ato de votar. Uma má escolha trará consequências por longos quatro anos.
Vamos ter que aguentar nesse período: corrupção, falta de compromisso com a sociedade, incompetência na produção de políticas públicas e de suas responsabilidades legisferante.
Recentemente a senhora e o senhor assistiram pelos telejornais, pelos jornais impressos e rádio, os noticiários mostrando a revolta da população brasileira que reivindica melhores condições de: saúde, segurança, educação, habitação e, sobretudo, menos roubo na administração pública. O povo foi às ruas dizer que não aguenta mais sacanagem e falta de respeito com a “coisa pública”, por isso o ato de votar, o único instrumento capaz de promover modificações profundas nas instâncias de poder sem derramar sangue, é tão difícil. A dificuldade não está no votar, mas nas consequências de uma escolha equivocada.
Então vamos fazer pesquisa de opinião para sabermos o que o eleitor amapaense está querendo, o que ele está pensando das administrações da presidente Dilma, do governador Camilo e do prefeito Robson Rocha de Santana. Se ele vota nos parlamentares que terão de renovar mandatos, se eles querem Sarney de volta no Senado. Qual o pior serviço público que o Estado presta ao cidadão, qual o melhor? Enfim, a pesquisa de opinião pública é uma ferramenta científica que permite que possamos através do método dedutivo, ou seja, do particular para o geral, termos, com uma grande margem de acerto, a tendência daquilo que estamos bisbilhotando.
O compromisso do jornal é, e não poderia ser diferente, com a verdade. O eleitor tem o direito de saber a verdade e nada mais que a verdade, sem mascará-la ou maquiar números.
Vamos trabalhar com uma equipe composta por oito entrevistadores e um coordenador de campo, um estatístico e um geógrafo e professor que foram contratados para elaborar os questionários e realizar o treinamento dos entrevistadores, tabulação e análise dos dados.
A cada pesquisa concluída a Tribuna Amapaense e a TV Macapá Canal 4, TV Bandeirantes irão divulgar esses dados.   

À priori, a pesquisa será feita nos dois maiores contingentes populacionais do Estado, Macapá e Santana.

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