Bisbilhotando
Essa palavra nos induz pensar em
fofoca, não é mesmo? Quando nos dispomos a bisbilhotar a vida de alguém qual
primeira atitude tomar? Claro que é sair perguntando aos outros se conhece a
fulana, se sim, lá vem às indagações. Ela tem quantos anos, qual o seu grau de
escolaridade, é casada, trabalha, onde, qual seu grau de instrução, tem filhos,
onde mora, gosta disso, daquilo. O que você acha dela, é honesta, você confia
nela e etc.
Muito bem! É isso que a Tribuna
Amapaense vai fazer. Vamos bisbilhotar o cenário político amapaense. Estamos em
ano pré-eleitoral e o cidadão eleitor do Estado do Amapá vai ter a difícil
tarefa de escolher seus deputados estaduais, federais, senador, governador e
presidente da República. Claro que o ato de votar está cada vez mais
facilitado. O Tribunal Superior Eleitoral e seus Tribunais Regionais têm se
esforçado para simplificar o processo, automatizando-o e cuidando para que além
de um ato célere, seja totalmente seguro, sem a menor possibilidade de fraude.
Daí a revisão eleitoral através da identificação biométrica, ou seja, o eleitor
será identificado pela digital. Única, sem possibilidade de clonagem. Mas
apesar das facilidades proporcionadas pela tecnologia nem de longe pode ser
considerada uma tarefa fácil, pelo contrário, é muito difícil. E sabem por quê?
Pela consequência que advirá do ato de votar. Uma má escolha trará
consequências por longos quatro anos.
Vamos ter que aguentar nesse período:
corrupção, falta de compromisso com a sociedade, incompetência na produção de políticas
públicas e de suas responsabilidades legisferante.
Recentemente a senhora e o senhor
assistiram pelos telejornais, pelos jornais impressos e rádio, os noticiários
mostrando a revolta da população brasileira que reivindica melhores condições
de: saúde, segurança, educação, habitação e, sobretudo, menos roubo na
administração pública. O povo foi às ruas dizer que não aguenta mais sacanagem
e falta de respeito com a “coisa pública”, por isso o ato de votar, o único
instrumento capaz de promover modificações profundas nas instâncias de poder
sem derramar sangue, é tão difícil. A dificuldade não está no votar, mas nas
consequências de uma escolha equivocada.
Então vamos fazer pesquisa de opinião
para sabermos o que o eleitor amapaense está querendo, o que ele está pensando das
administrações da presidente Dilma, do governador Camilo e do prefeito Robson
Rocha de Santana. Se ele vota nos parlamentares que terão de renovar mandatos,
se eles querem Sarney de volta no Senado. Qual o pior serviço público que o Estado
presta ao cidadão, qual o melhor? Enfim, a pesquisa de opinião pública é uma
ferramenta científica que permite que possamos através do método dedutivo, ou
seja, do particular para o geral, termos, com uma grande margem de acerto, a
tendência daquilo que estamos bisbilhotando.
O compromisso do jornal é, e não
poderia ser diferente, com a verdade. O eleitor tem o direito de saber a
verdade e nada mais que a verdade, sem mascará-la ou maquiar números.
Vamos trabalhar com uma equipe
composta por oito entrevistadores e um coordenador de campo, um estatístico e
um geógrafo e professor que foram contratados para elaborar os questionários e realizar
o treinamento dos entrevistadores, tabulação e análise dos dados.
A cada pesquisa concluída a Tribuna
Amapaense e a TV Macapá Canal 4, TV Bandeirantes irão divulgar esses dados.
À priori, a pesquisa será feita nos
dois maiores contingentes populacionais do Estado, Macapá e Santana.

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