sexta-feira, 13 de setembro de 2013

AMAPÁ
 DE TERRITÓRIO FEDERAL (1943 ) À ESTADO FEDERADO (2013 ) = 70a - ( 2a + 8m + 13 d )

Nosso rincão pátrio completa 70 anos neste 13 de setembro, tempo que é contado desde a desmembramento territorial do Estado do Pará de quem era uma espécie de colônia. O majestoso braço direito do Rio Amazonas foi o limite da nova fronteira brasileira, sendo para cá nomeado o então Coronel Janary Gentil Nunes, do Exército Brasileiro. Nascia nesse dia o Território Federal do Amapá, por Decreto do Presidente Getúlio Vargas.
Como toda fronteira recém criada, muitas dificuldades haveriam de ser vencidas. Muitas vidas foram ceifadas pela malária e outras doenças tropicais. Os corajosos Pioneiros enfrentaram com denodo e perseverança a tarefa de edificar em plena selva Norte do Brasil, uma nova cidade, formada por um povo miscigenado pelas raças  branca, negra e indígena, que tiveram como estandarte a certeza de que eram capazes de vencer essas dificuldades. À eles devemos o que tínhamos até 31 de dezembro de 2010, data marco do orgulho e dignidade do povo amapaense.
A História tem relatos de administrações que foram capazes de destruir esperanças e futuro de um povo. Foram tempos que pensávamos estarem esquecidos e apagados de nossa memória. Regimes feudais, imperiais, ditatoriais, republicanos e militares sucederam-se ao longo do processo de emancipação do novo Território Federal. Cada novo administrador colocava um tijolo na nova construção e as esperanças renovavam-se e todos caminhavam em direção a um futuro certo chamado -  desenvolvimento. 
A partir de outubro de 1988, com a edição da nova Constituição Federal, desaparece o Território Federal do Amapá e surge no cenário nacional o Estado do Amapá, com eleição de seu primeiro Governador, o saudoso Comandante Annibal Barcellos, da Marinha Brasileira, em 1989, já sob a égide da Constituição do Estado do Amapá. 
Você já conseguiu resolver a equação acima? Ainda não? Então vamos em frente.
Muitos amapaenses como eu lembram-se das administrações passadas e delas têm na lembrança seus melhores e piores momentos, mas nenhum desses gestores públicos omitiu-se de realizar ou cumprir as responsabilidades do cargo, isto é, de executar o orçamento público em beneficio da cidade e de seu povo. Poder-se-ia afirmar que até 31 de dezembro de 2010, o lema DINHEIRO TINHA E GESTÃO TAMBÉM, esta em maior ou menor qualidade, mas tinha.
E aí, já resolveu a equação?
Lembro-me  da alegria da estudantada das escolas públicas Barão do Rio Branco, Vaz Tavares, Azevedo Costa; dos Grupos Escoteiros Veiga Cabral, Marcílio dias, São Maurício; do pelotão dos Expedicionários Brasileiros, comandados pelo Tenente Newton Cardoso; da furiosa, nome carinhoso da querida Guarda Territorial; do Colosso Cinzento, o Colégio Amapaense; das piramutabas ( uniforme azul e branco ) da Escola Normal; do uniforme anil caqui da Escola Industrial de Macapá; do uniforme cor de  garapa da Escola Técnica de Comércio do Amapá, que durante a semana da Pátria, de 1 a 7, era sobejamente festejada, e de 8 a 13, a semana era dedicada ao aniversário de criação do então Território Federal do Amapá. Os desfiles na Av. Fab, traduziam a alegria da futura geração de amapaenses. Setembro, no Amapá, Território ou Estado, até 2010,  sempre foi mês de festa, de alegria, de comemorações, de jubilo e orgulho de ser amapaense. 
A História recente, que iniciou em 1º de janeiro de 2011, apagou da lembrança e da memória deste povo a alegria de festejar e de acreditar que sua felicidade foi ceifada por um " amapaense ", aqui nascido mas criado em outras plagas mundiais, pois aqui não sentiu o fio da desgraça e nem a necessidade de alimentar-se com o pão que o diabo amassou.
Pobre ditador socialista mirim, herdeiro de um reinado falido, ímprobo, desqualificado e socialmente esquecido. Pobre menino rico que acumula fortuna em detrimento do sofrimento alheio. Falso gestor público que " prometeu e não cumpriu ". O antigo e atual ditado popular " nunca atires pedra em telhado de vidro " representa a Administração Pública atual, que compromete as gerações futuras ainda resistentes em barricadas de esperanças, apagando de vez da memória do povo amapaense, o esforço heróico dos Pioneiros, de Janary Nunes ao pai de Waldez Góes, do Jaburu dos Alegres.
Bravo POVO AMAPAENSE. Levantai vossas cabeças, calcem vossas sandálias, e empunhem  vossas lanças untadas com o sacrifício dos Pioneiros, e VAMOS À LUTA em nome e pelo nome das gerações futuras.
Bem, a solução da equação é o tempo de felicidade e alegrias do Povo amapaense. Boa sorte.
Para reflexão semanal : Ubi societas, ibi ius - onde houver sociedade haverá normas de conduta, haverá Constituição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...