sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Editorial

Entre a mentira, realidade e o delírio esquizofrênico



A mentira é uma das formas de covardia. Dissimulação compulsiva, artimanha do engodo. Pequenas, grandes ou de meio termo, a mentira é algo danoso. Segundo os dicionários, é o nome dado às afirmações ou negações falsas ditas por alguém que sabe (ou suspeita) de tal falsidade, e na maioria das vezes espera que seus ouvintes acreditem nos dizeres. Esta definição é exatamente o que vem acontecendo em nosso Estado e foi confirmado em público na última quarta-feira (4) pela Secretária de Estado da Saúde, Olinda Consuelo. Convicta de seu mundo fantasioso a exemplo de outros áulicos que bajulam a gestão de Camilo Capiberibe, o "mago da ilusão", a gestora desfilou por três horas seguidas, um discurso desvairado e certamente decorado em sabatina palaciana com direito a palmatória se errasse. Tom de voz, gesticulação, expressão facial... tudo ensaiado para que a encenação fosse perfeita, afinal encobrir o colapso na saúde pública é tarefa para um grande mentiroso. Mas tendo o mestre que tem certamente a secretária foi muito bem treinada e saiu segura rumo ao parlamento da AL. Acontece que visões esquizofrênicas são apenas vistas por quem padece deste mal. O mundo ilusório da atual gestão existe apenas na propaganda milionária. A realidade encarada pelo povão é bem diferente e as mentiras caíram por terra. Se fosse Pinoquio, o boneco de madeira que via o nariz crescer cada vez que mentia, a gestora da saúde estadual teria enfrentado dificuldades para deixar o prédio da AL e embarcar em seu carro de volta aos ares palacianos para contar a seu criador como foi o embate. Ele, como Gepeto, a acalantaria dizendo: Calma, eles não conseguem ver o que vemos. Só enxergam o que é ruim. Longe da hipnose esquizofrênica e das propagandas milionárias, alguém por certo diria: Será que só vemos o que é ruim por existir apenas o que é ruim?

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