A Suficiência de Deus
Antes de tudo, leitores, devo compartilhar que comentar, de forma geral, acerca dos atributos de Deus é desafiador pra mim, por isso não dispensarei de forma alguma a opinião de autores e, especialmente, a Palavra de Deus para dar o suporte necessário e tentar fazer uma exposição sucinta sobre o tema.
"Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses? Quem é como Tu glorificado em santidade, terrível em louvores operando maravilhas?" (Ex. 15: 11). Deus é único na excelência do Seu ser. A suficiência de Deus é um atributo difícil de explicar pelo fato de aos nossos dias poucos saberem da grandeza do caráter divino, que inspira temor e concita à adoração. Que Deus é grande em sabedoria e amor todos sabem; contudo, chegar-se a um conhecimento adequado do Seu Ser, da Sua natureza, dos Seus atributos e coisa que pouquíssimos, infelizmente, tem alcançado.
Quando refiro-me a suficiência de Deus ou, como o autor Arthur W. Pink coloca, a solidão de Deus, quero dizer que houve um "tempo" em que Deus habitava só. "No princípio... Deus...". Não existia céu, onde agora se manifesta a Sua glória, não existia terra, que Lhe ocupasse atenção. Não existiam os anjos, que Lhe entoassem louvores, nem o universo, para ser sustentado pela palavra do Seu poder. Não havia nada, nem ninguém, senão Deus; e isso "desde sempre". Quando todas as coisas por Ele foram criadas, nada Lhe acrescentou essencialmente. Deus não muda, a Sua glória não poder ser aumentada nem diminuída.
Mas aí nos vem a pergunta: "Se em nada acrescentamos a Deus, por qual motivo podemos explicar a nossa criação e de todas as outras coisas?". Lembro-me então do verso escrito na carta de Efésios, o qual diz que Deus faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade. O fato, portanto, de criar foi simplesmente para a manifestação da Sua glória.
O pastor Pink diz o seguinte "Deus não ganha nada, nem sequer com a nossa adoração. Ele não precisava dessa glória externa de Sua graça, procedente de Seus redimidos, porquanto é suficientemente glorioso em Si mesmo sem ela." Vamos recorrer agora às Escrituras. No final de Romanos capítulo 11, onde o apóstolo conclui sua longa argumentação sobre a salvação pela pura e soberana graça, pergunta ele: "Por que quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?" (vers. 34-35). Percebemos que é impossível submeter o Todo-poderoso a quaisquer obrigações para com a criatura, Deus nada ganha da nossa parte.
Entretanto, queridos, é absolutamente certo que Deus é honrado e desonrado pelos homens, não em Seu Ser essencial, mas em Seu caráter oficial. É igualmente certo que Deus tem sido "glorificado" pela criação, pela providência e pela redenção. Deus deve ser reverenciado, cultuado e adorado. Segundo Pink, Deus e solitário em Sua majestade, único em Sua excelência, incomparável em Suas perfeiçoes. Ele tudo sustenta, mas Ele mesmo e independente de tudo e de todos. Ele dá bens a todos, porém não é enriquecido por ninguém.
Difícil compreender isso, não é mesmo? Confesso que, sim, é pesado. Mas desejo finalizar que diante de tudo o que já foi exposto lembremos que a nossa principal oração e finalidade como cristãos deve ser que possamos "...andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e CRESCENDO no conhecimento de Deus." (Cl. 1: 10). Vamos, então, em busca disso! Guardem esses ensinamentos, e aguardem o próximo atributo do nosso Deus. Que Ele nos abençoe.
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