sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

EDITORIAL

A tragicomédia de Consuelo 


O ano mal começou e os escândalos envolvendo aquela que dizia vir para ser a gestão da moralidade são noticiados pela imprensa de oposição todos os dias. Estão na imprensa que eles insistem em chamar de marrom, por não se curvar às falcatruas e armações que eles tentam camuflar. Tentam rotular segmentos da mídia e profissionais que se recusaram a ter preço, a calar e omitir o que existe de podre nessa gestão fracassada. 
Mesmo com a imagem encardida e a máscara tendo caído, ainda querem posar de bons moços. Com a cara de pau que lhes é peculiar, discursam para o povo como se nada estivesse acontecendo. Alienados, seguem como se surdos, cegos e mudos fossem. É a "gestão dos três macacos", como a batizamos neste mesmo espaço em algumas edições passadas. 
São atores decadentes encenando uma tragicomédia em um palco que tem nosso povo como espectador atento. O mesmo povo que já disse e reafirmou estar cansado deste espetáculo ruim onde quase 80% já se recusam a entrar no anfiteatro. 
O mais novo ato é protagonizado pela atriz de cabelos vermelhos. Olinda Consuelo, desde o ano passado se destaca em encenação. Prova de seu dom de iludir foi comprovado na Assembleia Legislativa para onde foi com falas decoradas e roteiro nas mãos. Fez trejeitos, caras e gênero mudando tons de voz e disparou: Vivemos o melhor momento da saúde no Amapá. As galerias ocupadas pelo povo interpretou aquilo como piada. Os deputados, como ofensa. Se cada pessoa presente tivesse no bolso um nariz de palhaço, colocaria. Afinal, muitos já vêm usando tal artefato desde o primeiro ano desse show.
Mas prossigamos. Consuelo partiu para o segundo ato seguindo fielmente e escrevendo um roteiro onde se daria bem como vilã, a exemplo de um bom clássico de Stephen King. Não contava, no entanto, com a astúcia do Tribunal de Contas do Estado. Em um relatório robusto, nossa Desdêmona foi desmascarada. Nesta tragédia grega os procuradores abriram a caixa de Pandora e todos ficaram sabendo de atrocidades como superfaturamento de remédios para portadores de câncer e beneficiamento de empresas apaniguadas. Parecia ser o fim do espetáculo, mas não, o ato teve prosseguimento. 

Consuelo foi mais além. Apesar de golpeada ainda teve forças para usar dinheiro do BNDES pagando empresas de forma duvidosa e praticar nepotismo. Qual será o limite de Consuelo? Do que mais ela será capaz? Com toda certeza responderemos a isso aqui, neste mesmo espaço. É só uma questão de tempo

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