Nunca mais...
Um governo desacreditado, que ao contrário de agregar, separa, e isso em pleno ano eleitoral. Camilo Capiberibe deve sim sonhar com a eleição, mas com o pesadelo da impopularidade e da rejeição lhe assombrando e o fazendo suar no travesseiro.
Impressionantemente tudo que o "pequeno chileno" faz não funciona e ainda vira piada de rua, contada na padaria, no barzinho, nas filas de banco. Mandou fazer um busto dourado, símbolo da mais pura ostentação do mais deslumbrado líder de qualquer republiqueta socialista. Não deu outra, virou chacota. Os remendos, desculpas e explicações pelas redes sociais, dadas por puxa sacos de plantão não funcionaram.
No aniversário de Macapá tentou se misturar ao povo. Também não funcionou. Muitos que certamente o elegeram estavam agora prontos a vaia-lo e foi o que aconteceu. Moradores indignados por terem sido despejados de uma área em Fazendinha seguravam cartazes de protesto e bradavam revolta.
Pobre e impopular Camilo, amarga o que de pior um político pode amargar, a rejeição de seu povo. Os únicos que o ainda defendem são os que dele recebem algo. Dependendo do número da sigla ou do cargo, esta defesa torna-se mais ferrenha, CDS 1, 2, 3 e por aí vai, ou diretor disso, daquilo e claro, secretários.
Nesta semana que passou vimos revés dessa história. Um dos ex-secretários da gestão que mudaria o Amapá foi para a mídia com um nó na garganta, o qual fez questão de desatar frente aos microfones da oposição, aonde o dinheiro público gasto na propaganda milionária não chega, onde a mordaça não se amarra.
Robério Monteiro, ex-adjunto da Sesa falou e falou com liberdade e sem medo para telespectadores e ouvintes. Revelou e confirmou o que mostramos já há algum tempo. Esquemas sujos e mirabolantes, práticas covardes contra um povo humilde, simples e fragilizado. Tudo vindo à tona nas declarações daquele que esteve nos bastidores do poder em uma das secretarias de maior receita. Da simples venda de senhas na fila da consulta ou dos exames a troca de peças de equipamentos que deveriam servir a população. Da falta de interesse em fazer licitações para contratar empresas, a máscara ia sendo rasgada. O Amapá não vive seu melhor momento na saúde. Este é um delírio, mais uma cínica piada de mau gosto.
Por fim, Robério Monteiro disparou: "Não voto mais em Camilo". Partindo de um homem que esteve nas salas do poder e tem formação intelectual significa popularmente que a coisa está mesmo feia. Do outro lado, de olhos e ouvidos atentos estava o povo, que todos os dias fala esta mesma frase e conta os dias para acordar do pesadelo. Faltam 320 dias.
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