sexta-feira, 16 de maio de 2014

EDITORIAL

Editorial



Céu plúmbeo



Paira uma nuvem cinza sobre o céu do Estado do Amapá. O clima é tenso, e as personalidades da política e da Imprensa que fazem oposição a este governo ditador, parecem assustadas e incrédulas com o estabelecimento de um regime de exceção.

O maniqueísmo está definitivamente instalado. O bem e o mal são definidos por um governo ditador, que não cultiva o hábito de conviver com a crítica. Os maus são todos os que, corajosamente, levantam suas vozes contra os desmandos praticados por uma administração controversa e inexpressiva.

O ambiente político amapaense, com um governador tirano, autocrático, amador e perdulário, no poder, lembra em muito a atmosfera da França pré-revolução. A tirania e os excessivos gastos de um reinado irresponsável levaram burgueses, campesinos e intelectuais a darem-se as mãos e derrubar o reinado absolutista para estabelecer na França espoliada um regime republicano baseado na igualdade, liberdade e fraternidade.

Diante desse novo ambiente político e social o filósofo iluminista Montesquieu escreveu “O Espírito das Leis”, que trata da teoria dos três poderes que, divididos nas suas funções, pudessem  governar harmonicamente, porém com independência: Legislativo, Executivo e Judiciário. Um legisla e fiscaliza, outro executa e o terceiro julga. Perfeito. Sim a ideia iluminada do francês seria realmente a ideal, não fosse a existência de tiranos como Fidel Castro, Hitler, Mussolini, Vladimir Lenin, Yakubu Cowon (Nigéria), Mengistu Halle Marian (Etiópia), Pol Pot (Camboja), Josef Stalin (União Soviética) e Mao Tsé-Tung (China). Essas desgraças que passam pelo mundo sem deixar saudades, mas sim um rastro de destruição, que os petrifica para toda a história, fazem escola e seus filhotes seguem perseguindo pessoas e destroçando sociedades. Hugo Chaves na Venezuela e, agora, seu discípulo Nicolás Maduro, Evo Morales. Sua versão tupiniquim é o Capiberibe e sua descendência, admiradores que são desses assassinos de milhões de seres humanos que ousaram  opor-se aos seus governos opressivos.

O Amapá vive sob a égide do arbítrio, da perseguição e do aparelhamento do estado para agir de acordo com seus interesses. Foi para a lata do lixo a tripartição de poderes, idealizado por um dos mais brilhantes filósofos do século XV, Montesquieu. No Amapá, temos um poder uno, onde Legislativo, Judiciário e Executivo trabalham num só sentido, sem fiscalização e, muito menos, independência.


Porém, o sol há de brilhar mais uma vez sobre o céu de Macapá. E essa nuvem cinza, mal cheirosa que atordoa e deixa a sociedade aflita será sepultada no dia 5 de outubro. Que vença a democracia e a liberdade!

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