Editorial
Céu plúmbeo
Paira uma nuvem cinza sobre o céu do Estado do Amapá. O clima
é tenso, e as personalidades da política e da Imprensa que fazem oposição a
este governo ditador, parecem assustadas e incrédulas com o estabelecimento de
um regime de exceção.
O maniqueísmo está definitivamente instalado. O bem e o mal são
definidos por um governo ditador, que não cultiva o hábito de conviver com a
crítica. Os maus são todos os que, corajosamente, levantam suas vozes contra os
desmandos praticados por uma administração controversa e inexpressiva.
O ambiente político amapaense, com um governador tirano,
autocrático, amador e perdulário, no poder, lembra em muito a atmosfera da
França pré-revolução. A tirania e os excessivos gastos de um reinado irresponsável
levaram burgueses, campesinos e intelectuais a darem-se as mãos e derrubar o reinado
absolutista para estabelecer na França espoliada um regime republicano baseado
na igualdade, liberdade e fraternidade.
Diante desse novo ambiente político e social o filósofo
iluminista Montesquieu escreveu “O Espírito das Leis”, que trata da teoria dos
três poderes que, divididos nas suas funções, pudessem governar harmonicamente, porém com
independência: Legislativo, Executivo e Judiciário. Um legisla e fiscaliza,
outro executa e o terceiro julga. Perfeito. Sim a ideia iluminada do francês
seria realmente a ideal, não fosse a existência de tiranos como Fidel Castro,
Hitler, Mussolini, Vladimir Lenin, Yakubu Cowon (Nigéria), Mengistu Halle Marian
(Etiópia), Pol Pot (Camboja), Josef Stalin (União Soviética) e Mao Tsé-Tung
(China). Essas desgraças que passam pelo mundo sem deixar saudades, mas sim um
rastro de destruição, que os petrifica para toda a história, fazem escola e
seus filhotes seguem perseguindo pessoas e destroçando sociedades. Hugo Chaves
na Venezuela e, agora, seu discípulo Nicolás Maduro, Evo Morales. Sua versão
tupiniquim é o Capiberibe e sua descendência, admiradores que são desses
assassinos de milhões de seres humanos que ousaram opor-se aos seus governos opressivos.
O Amapá vive sob a égide do arbítrio, da perseguição e do
aparelhamento do estado para agir de acordo com seus interesses. Foi para a
lata do lixo a tripartição de poderes, idealizado por um dos mais brilhantes
filósofos do século XV, Montesquieu. No Amapá, temos um poder uno, onde Legislativo,
Judiciário e Executivo trabalham num só sentido, sem fiscalização e, muito
menos, independência.
Porém, o sol há de brilhar mais uma vez sobre o céu de Macapá.
E essa nuvem cinza, mal cheirosa que atordoa e deixa a sociedade aflita será
sepultada no dia 5 de outubro. Que vença a democracia e a liberdade!

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