sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ARTIGO DO GATO

Já começamos ver luz



Uma notícia alvissareira para o povo amapaense. A assinatura do contrato de adesão com representantes da Companhia Nacional de Navegação de Portos (CIANPORT) para a construção de um TUP-Terminal de Uso Privado no município de Santana. O investimento será da ordem de R$ 137 milhões e a expectativa é de que passem pelo Porto, que será construído na Ilha de Santana três milhões de toneladas de granéis (milho e soja).

O contrato foi assinado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ministro Neri Geller e com o Ministro Chefe da Secretaria de Portos, Cesar Borges.

Desta forma e até que enfim o Amapá se integra definitivamente na infraestrutura e na logística do agronegócio brasileiro. Fica assim evidenciado mais uma vez o importante trabalho realizado pelo Senador José Sarney, juntamente com o governador Waldez Góes e Gilvan Borges nas tratativas para dar ao Amapá uma nova dinâmica a economia amapaense, a partir do incremento do setor portuário. Esse empreendimento é o pontapé inicial para que nossa economia no setor produtivo seja incrementada e a partir do escoamento desses grãos, possamos implantar o agronegócio e a agroindústria e nos tornarmos também um centro produtor.

O Pontapé foi dado pelo empresário Silvino Dal Bo, juntamente com os deputados Eider Pena e Jorge Amanajás que vislumbraram a possibilidade da plantação de grãos (milho e soja) tomando como exemplo o Centro Oeste brasileiro (Mato Grosso). Lógico que a partir desse avanço, migrar para a produção com a criação de frangos, suíno, piscicultura e etc.   

É um passo, Waldez Góes sempre foi simpático à ideia, mas sabe que o estado precisa criar um ambiente favorável para a concretude disso tudo e, precisa fazer sua parte. Dar prioridade para que o Amapá tenha suas terras regularizadas, conclua o trabalho de pavimentação asfáltica na 156 no eixo norte e sul. Estabeleça os marcos regulatórios para a implantação da Zona Franca Verde, mais um presente do imortal José Sarney, dar mais agilidade na máquina estatal e seguir adiante. O Amapá merece isso.

Desde a transformação em estado em 1988 passaram-se 26 anos. Não é muito tempo para o amadurecimento da sociedade amapaense, mas se olharmos pelo prisma da economia e do que ela se alimenta, vai ser fácil perceber que é muito tempo para o pouco ou o quase nada que avançamos na produção de riqueza, sobretudo nos setores, primário e secundário. O Amapá deixa para trás um governo beligerante, autocrático, porém leva para o senado uma incógnita. Davi Alcolumbre. Sem dúvida que perdemos muito com a saída do Senador José Sarney, mas não devemos chorar o leite derramado. Vamos acompanhar, roendo as unhas, o que a trinca de senadores vai fazer pelo Amapá. Espero que tenham a grandeza de entender que os interesses do povo amapaense são maiores que as diferenças políticas com o governador que assume o Setentrião em 2014. Mas se não puderem ou não quiserem fazer nada, pelo menos que não atrapalhem.

Por outro lado, a bancada federal renovou suas cadeiras em 75%. Dos oito que cumprem mandato até dezembro, apenas dois voltam para Brasília, Janete Capiberibe e Vinicius Gurgel, os seis restantes são sangue novo e nessa nova safra de parlamentares que deposito minhas esperanças, sobre tudo nos deputados eleitos, Marcos Reategui e Roberto Góes. Um por já ter exercido função legislativa e também executiva e, o outro pela visão de tudo o que estamos a tratar nesse artigo. Marcos tem preparo e capacidade para desempenhar um bom mandato.


Avante Amapá, que Deus ilumine a cabeça de Waldez Góes e que ele possa formar um corpo de secretários onde a meritocracia seja privilegiada, ninguém suporta a inanição e o anacronismo ao qual mergulhamos por quatro longos anos.

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