Já começamos ver luz
Uma notícia alvissareira para o
povo amapaense. A assinatura do contrato de adesão com representantes da
Companhia Nacional de Navegação de Portos (CIANPORT) para a construção de um
TUP-Terminal de Uso Privado no
município de Santana. O investimento será da ordem de R$ 137 milhões e a
expectativa é de que passem pelo Porto, que será construído na Ilha de Santana
três milhões de toneladas de granéis (milho e soja).
O contrato foi assinado com o
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ministro Neri Geller e com
o Ministro Chefe da Secretaria de Portos, Cesar Borges.
Desta forma e até que enfim o
Amapá se integra definitivamente na infraestrutura e na logística do
agronegócio brasileiro. Fica assim evidenciado mais uma vez o importante
trabalho realizado pelo Senador José Sarney, juntamente com o governador Waldez
Góes e Gilvan Borges nas tratativas para dar ao Amapá uma nova dinâmica a
economia amapaense, a partir do incremento do setor portuário. Esse
empreendimento é o pontapé inicial para que nossa economia no setor produtivo
seja incrementada e a partir do escoamento desses grãos, possamos implantar o
agronegócio e a agroindústria e nos tornarmos também um centro produtor.
O Pontapé foi dado pelo
empresário Silvino Dal Bo, juntamente com os deputados Eider Pena e Jorge
Amanajás que vislumbraram a possibilidade da plantação de grãos (milho e soja)
tomando como exemplo o Centro Oeste brasileiro (Mato Grosso). Lógico que a
partir desse avanço, migrar para a produção com a criação de frangos, suíno,
piscicultura e etc.
É um passo, Waldez Góes sempre
foi simpático à ideia, mas sabe que o estado precisa criar um ambiente
favorável para a concretude disso tudo e, precisa fazer sua parte. Dar
prioridade para que o Amapá tenha suas terras regularizadas, conclua o trabalho
de pavimentação asfáltica na 156 no eixo norte e sul. Estabeleça os marcos
regulatórios para a implantação da Zona Franca Verde, mais um presente do
imortal José Sarney, dar mais agilidade na máquina estatal e seguir adiante. O
Amapá merece isso.
Desde a transformação em estado
em 1988 passaram-se 26 anos. Não é muito tempo para o amadurecimento da
sociedade amapaense, mas se olharmos pelo prisma da economia e do que ela se
alimenta, vai ser fácil perceber que é muito tempo para o pouco ou o quase nada
que avançamos na produção de riqueza, sobretudo nos setores, primário e
secundário. O Amapá deixa para trás um governo beligerante, autocrático, porém
leva para o senado uma incógnita. Davi Alcolumbre. Sem dúvida que perdemos
muito com a saída do Senador José Sarney, mas não devemos chorar o leite
derramado. Vamos acompanhar, roendo as unhas, o que a trinca de senadores vai
fazer pelo Amapá. Espero que tenham a grandeza de entender que os interesses do
povo amapaense são maiores que as diferenças políticas com o governador que
assume o Setentrião em 2014. Mas se não puderem ou não quiserem fazer nada,
pelo menos que não atrapalhem.
Por outro lado, a bancada federal
renovou suas cadeiras em 75%. Dos oito que cumprem mandato até dezembro, apenas
dois voltam para Brasília, Janete Capiberibe e Vinicius Gurgel, os seis
restantes são sangue novo e nessa nova safra de parlamentares que deposito
minhas esperanças, sobre tudo nos deputados eleitos, Marcos Reategui e Roberto
Góes. Um por já ter exercido função legislativa e também executiva e, o outro
pela visão de tudo o que estamos a tratar nesse artigo. Marcos tem preparo e
capacidade para desempenhar um bom mandato.
Avante Amapá, que Deus ilumine a
cabeça de Waldez Góes e que ele possa formar um corpo de secretários onde a
meritocracia seja privilegiada, ninguém suporta a inanição e o anacronismo ao
qual mergulhamos por quatro longos anos.
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