sexta-feira, 7 de novembro de 2014

ENTREVISTA DA SEMANA

Entrevista com a deputada estadual Marília Góes (PDT)



“A reforma tem que ser mais de que politica, ela tem que começar pela educação. Para que a população entende a importância do voto, que o corrupto não é só o politico, mas aquele eleitor que vende seu voto, a corrupção começa dai, não vamos ser hipócrita. A reforma tem que começar pela sociedade, na consciência do cidadão. Não acredito em uma sociedade forte que não acontece através da educação. É termos na escola pública  da tenra infância até a universidade a capacidade de mostrarmos as nossas crianças e aos nossos jovens como é feita a nossa sociedade, sem hipocrisia”.
Marilia Góes – Deputada Estadual do Amapá (PDT)




Esta semana estamos publicando uma entrevista especial realizada pelo jornalista e apresentador, Roberto Gato, do Programa Tribuna Amapaense na TV, Canal 24 TV Tucujú, com a deputada estadual Marilia Góes (PDT/Amapá). Reeleita para seu segundo mandato quando foi a mais votada para o parlamento estadual com 11.747 votos (2,99%) na sua primeira eleição obteve 9.660 votos (2,82%).
Marilia Brito Xavier Góes nasceu em 29 de dezembro de 1965, 49 anos, na cidade de Belém-PA, casada, deputada, superior completo, filiada ao PDT - Partido Democrático Trabalhista. É delegada estadual, exerceu o cargo de Secretária Estadual de Inclusão e Mobilização Social, quando seu esposo Waldez Góes governo o Estado do Amapá.

Transcrição de áudio - Reinaldo Coelho


Acompanhe a entrevista:


Roberto Gato – Gostaríamos de lhe parabenizar pela performance na sua primeira experiência como parlamentar, quando o fez com muita distinção e probidade, fazendo uma oposição responsável e propositiva e o público reconheceu isso e lhe uma votação expressiva, lhe levando novamente para o Parlamento Estadual como a deputada mais votada.
Marilia Góes – Obrigado Roberto, Bom Dia a todos que nos estão assistindo. Quero fazer um cumprimento especial, hoje, para um fã seu, que não perde seu programa, meu pai. Papai, estou aqui. Meu pai nasceu dia 02 de novembro, porém como é Dia de Finados ele foi registrado no dia 4 de novembro pela minha avó, então hoje é aniversário dele. Papai em sua homenagem eu estou aqui com Roberto Gato dando essa entrevista. Um beijo te amo pai...

RG – Gostaríamos de começar essa nossa conversa  falando sobre eleições, pois ainda é um assunto muito recente onde as pessoas ainda estão assimilando, tanto aqueles que participaram efetivamente do processo eleitoral, os candidatos (deputados estaduais e federais, senado e governo) quanto os eleitores que foram as urnas expressar suas vontades. Como você analise essas mudanças que ocorreram. A Assembleia Legislativa teve uma mudança de quase 50%, na Câmara Federal houve uma renovação de 75% e para o senado vamos ter um senador, que em minha opinião é uma incógnita e para o governo do Estado a população votou devolvendo a Waldez Góes o mandato de governador do Amapá em função de uma administração que a própria população amapaense avaliou como desastrosa. Qual é sua avaliação sobre esse contexto?

MG – Primeiro, como todas as eleições foi difícil, pois não existem eleições fáceis em nenhuma instância. Agora, nos lutamos contra várias máquinas. Tínhamo-nos um governador, enquanto governador, utilizando a máquina do governo, sem controle algum. Os órgãos que deveriam fazer o controle externo, não o fizeram. Então tivemos uma campanha que foi usada o poder do governador, em conjunto com as instituições, inclusive cuidando das pontes, das baixadas – quando eu digo instituições. Eu falo dos secretários de governo, utilizando veículos, recursos estaduais – Foi com a máquina do governo, com a máquina da prefeitura de Macapá, obrigando os servidores a atuarem. Eu recebi inúmeras denúncias, mas infelizmente essas denúncias, cias de regras não são apuradas. Boa parte do Ministério Público, quando era uma ação contra o “azul”, celeridade, quando era contra o “amarelo”, não faziam absolutamente nada.
Quero deixar bem claro aqui, que “parte do Ministério Público”, pois graças a Deus, temos uma parte do MPE, séria. Uma grande parte não o é, está a mercê deste governo, uma grande parte ficou quatro anos só ouvindo o lamento da população. Eu ia ao Pronto Socorro, um exemplo, o povo dizia: Deputada faça alguma coisa. Eu denunciava, fazia requerimentos. Muitas vezes eu dizia: Vá ao Ministério Público. Eles respondiam: Há! Não adianta. O Ministério Público não faz nada com esse povo que está no poder. É lamentável você ouvir isso de uma instituição que eu considero de extrema importância na Democracia de nosso País.

Eles também se utilizaram dos dois Senadores com mandato e de um eleito. Mais têm duas forças que são incomensuráveis. Deus em primeiro lugar e o Povo, e o povo quis Waldez, o povo fazia a campanha do meu marido, o povo ia para a rua sem material. Eu tenho de agradecer muito, a Deus por possibilitar de chegarmos até aqui, com muito discernimento, com muita humildade, sempre com muita reflexão. E hora de baixar a bola, acabou as eleições, vamos sair do palanque.
 A responsabilidade é grande, a população, está angustiada. Ontem (3/11) eu parei em um comercio, na esquina da Avenida Bem Hur, para comprar uma escovinha de unha, e estava toda gradeada, perguntei: Está aberto? O empresário me respondeu: ”Está é que agora tem que ser assim por causa dos assaltos. Estou falindo pelos constantes assaltos. Ainda bem que seu marido voltou”.   A esperança está muito grande, estão temos de ter muita humildade e sem deslumbre: TRABALHAR, TRABALHAR MUITO.

RG – Deixa eu te interromper, quero trazer, para sua análise, uma Casa que você também fez parte. Você falou das máquinas públicas no processo eleitoral. Mas, teve toda uma trajetória nestes quatro anos. Como você avaliou o desempenho da Assembleia Legislativa com realização do parlamentar dentro desse contexto?

MG – Eu acho que a Assembleia Legislativa passou por momentos extremamente difíceis e de insegurança, não apenas para o Parlamento, mais também para a população. Quando ficou aquela alternância de poder, um dia era um o presidente, em outro dia é outro. Começou uma briga ferina entre o Ministério Público e o Legislativo, Executivo contra o Legislativo. O próprio governador transferia qualquer mazela para a Assembleia, para que o foco não fosse para ele. Que as pessoas não percebessem a sua incompetência, a sua inapetência, administrativamente falando. Então, a Assembleia, nestes quatro anos em que eu fiz parte, perdeu várias chances de fazer um trabalho bem melhor. Deveríamos  ter sido mais participativos. Entendo que um politico, de qualquer partido, tem que ter posição, seja a favor ou contra o que não pode é ficar em cima do muro. O que não pode, é você enquanto parlamentar ou executivo, ficar apático às situações que a vida apresenta. Você é contra ou a favor da incorporação da Regência (de Classe), tem que se manifestar a população te escolheu.

Estive e estou como deputada de oposição, e deixando claro, uma oposição coerente, construtiva, mostrando os defeitos, fiscalizando o Executivo, mais propondo, Não podemos fazer a critica pela critica, tem que fazer um mandato propositivo. Foi isso que eu fiz, quando realizei as Audiências Públicas, sobre Segurança Pública, fiz um livro, nem compilei, coloquei todas as informações e apresentai ao governador atual, as nossas propostas, quando digo nossa, não é da Marilia, mas de profissionais da área de Segurança Pública, com resultados positivos em curtíssimo, curto e médio prazo e até hoje não foram feito nada.
Fiz esse tipo de oposição e durante quatro anos fomos atacados, eu e meu marido. Eu sempre falava na Assembleia: Olha! A máscara vai cair! O PSB está fazendo um discurso de moralidade, que não condiz com a realidade. Isso eu disse, desde o meu primeiro dia no parlamento. E fui mostrando isso para a sociedade, e repito, mais fazendo um mandato propositivo. Indo aos bairros, executando projeto “Indo a Casa do Povo” ouvindo o que a sociedade estava clamando. O que o ser humano que mora nas Pedrinhas quer? Eu quero ouvir. Para poder garantir um requerimento e foi assim que eu conduzi o nosso mandato.

Quando chegou a campanha, as pessoas abraçaram a minha campanha, não sou ingênua, sei que o fato de ter um marido candidato na majoritária, também agrega para mim é claro. Mas eu acredito o que aconteceu, foi por ter um mandato de oposição. Eu sempre me manifestei a favor ou contra e por quê? Acho esse papel de fundamental importância.

RG – Deixa colocar uma situação nacional. Tenho acompanhado bastante o Canal Livre da BAND, que gosto muito e eles tem discutido muito a questão da reforma politica. Existe uma critica sobre uma série de fatores, Por exemplo: Não ter uma Lei Eleitoral definida que acaba colocando o parlamentar de joelho frente ao Executivo. Por que o modelo eleitoral hoje acaba exigindo de determinados parlamentares, na sua maioria, que tenham muitos recursos financeiros para fazer uma campanha nos modelos em que estamos acostumados a ver. Existem algumas exceções, o que é muito raro, como o seu caso e do Waldez para o governo, como poucos recursos, e o povo dizendo eu quero e vamos juntos. Essa questão tem feito com que o executivo acabe solapando o direito do parlamentar, colocando-o na posição de joelho, subserviente, acabam impondo sua vontade, seus desejos. Você acha que isso também é um reflexo dentro da Assembleia Legislativa, você acha que a reforma politica vai sair? Pois está havendo um movimento oposição muito forte no Brasil, pedindo recontagem de votos. PSDB se posicionado, não atendendo o chamado da Presidente Dilma para dialogar. Vai manter uma oposição ferrenha ao modo do PT de governar. Esse é o reflexo aqui também?

MG - Com certeza absoluta, a Reforma Politica tem que ser feita, temos de parar com essa hipocrisia de que campanha não se faz com recurso, ela é feita com recursos, sim. Tem que ser feita com recursos públicos, igual para todos. Isonomia é isto. Independente da reforma politica, nós os políticos somos reflexos puro da sociedade, a reforma tem que ser mais de que politica, ela tem que começar pela educação. Para que a população entende a importância do voto, que o corrupto não é só o politico, mas aquele eleitor que vende seu voto, a corrupção começa dai, não vamos ser hipócrita. A reforma tem que começar pela sociedade, na consciência do cidadão. Não acredito em uma sociedade forte que não acontece através da educação. É termos na escola pública  da tenra infância até a universidade a capacidade de mostrarmos as nossas crianças e aos nossos jovens como é feita a nossa sociedade, sem hipocrisia.

Eu sou totalmente favorável que o voto seja proporcional ao recebido, pois por conta das coligações, àquelas pessoas que conseguem 20 mil votos não se elegem e quem teve 15 mil votos se elegem. Qual é a proporcionalidade desta representatividade. Quanto a reeleição eu sou contra, e acho que devíamos limitar reeleição no Legislativo, pois a alternância no poder, em todas as instancias permite uma maior avaliação pela sociedade, não se perpetua por determinadas situações, é a opinião da Marilia.

RG – Eu divergi de você, com referência a reeleição no Legislativo, pois como você disse muito bem: “a gente contraria a democracia quando não permite a população uma reavaliação de escolher quando é feito um bom trabalho”. Pois, a população têm condições de perceber quando isso não acontece. Você usou bem uma expressão da nutrição, a inapetência, quando disse que o político não têm mais apetite para fazer aquele trabalho.



MG – Mais não é assim.
..
RG – Você está falando do que é e de como queremos que seja?
MG – Eu falo, grosso modo...

RG – Deixe buscar o passado, um dia deste estava assistindo com meu filho uma aula sobre Juscelino Kubitschek que teve cinco anos de mandato com um Plano de Metas “50 anos em 5”. Ele entregou Brasília em cinco anos, trouxe a indústria automobilística para o Brasil, fez estradas, incrementou os setores agrícolas brasileiros. E hoje se escuta dizer: Quatro anos é muito pouco? Como pouco, se antes foi conseguido e hoje não se consegue?

MG – Devemos fazer um paralelo...

RG – É, não se consegue mais viver com esse atoleiro da BR 156, são 96 anos de estradas e não se consegue asfaltar Macapá ao Oiapoque?

MG – Devemos fazer um paralelo, naquele tempo, não tinha controle externo, que temos hoje. Isso não pode ser desculpa para não fazer. Mas a burocracia da máquina pública é complicada. Quando Waldez estava no governo, fez 196 quilômetros da BR 156 e saiu deixando três trechos, que o governador Camilo Capiberibe, não executou nenhum, inclusive perdeu recursos. Infelizmente a situação dos executivos (federal, estadual e municipal) é a descontinuidade, pois quando sai um governador Y e entra um  X paralisa, é bom, continua. Temos de ter gestores, governadores que sejam estadistas, que vejam o Estado em uma visão curta, a médio e em longo prazo e que possa entender que o Amapá só vai crescer se garantirmos as rodovias, as vicinais, portos, aeroportos, enfim. Tivemos erros, tivemos, mais devemos ter a experiência e maturidade de não cometê-los novamente.   E vamos ter de dar uma resposta muito rápida para população, ela não tem mais paciência. Pois, já tivemos duas experiências nefastas aqui no Amapá: A mudança, ela prometeu que em 30 dias teria remédio na Rede de Saúde Pública.

RG – Cem dias

MG – E não fez e depois veio o Novo na prefeitura de Macapá, e o prefeito disse que em cem dias resolveria, não resolveu. Então a população ficou angustiada. As pessoas não são ingênuas, o governador atual fez uma propaganda mentirosa para população. Ele colocava a saúde como estivesse tudo bem, as pessoas estão no dia a dia, elas estão vivenciando essas situações. Temos de trabalhar, mais ainda, por que temos de está muito atenta ao que está acontecendo, tenho de ser, que nem uma ouvidora do governo.  Pois, eu mais do que ninguém, tenho que fazer por onde que o governo dê certo, pois a população acreditou em meu marido, ela fez a campanha no braço, como diz a música 12 na veia. Waldez foi eleito governador de todos os amapaenses.

RG – Bom, temos uma questão que não podemos deixar de abordar que é a Operação “Mãos Limpas”, que está sobre suspeição minha, pelo menos. Ela provocou uma inflexão na politica amapaense, ela mudou totalmente o rumo daquilo que aconteceria normalmente. Pedro Paulo, segundo as pesquisas, seria governador do Estado, Waldez seria senador e o Roberto Góes seria reeleito prefeito de Macapá. Porém a população devolveu ao Roberto Góes um mandato federal e como o mais votado e você como a mais votada para o parlamento estadual. E o Waldez teve uma votação expressiva com o 12 na veia, que pegou. Pois o povo percebeu o engano, eles não admitem que o iludam e devolveu as pessoas que no julgamento popular foram injustiçadas. A campanha da oposição foi centrada em condenar vocês. Eu não recebo nada para defender ninguém, mas se fosse assessor do Camilo, teria lhe dito: “Pô para de falar nessa m... de operação”.  Você concorda com essa minha análise?


MG – Esses quatro anos, desde que aconteceu a Operação Mãos Limpas em setembro de 2010, eu não esqueço essa data. Hoje, eu consigo falar bem disso, mais antes eu não conseguia. Eu não tenho porque mentir. Comigo não tem meio termo, as pessoas me amam ou me odeiam. Foi deflagrada a mega operação com toda a pirotécnica, 600 homens vieram para o Amapá, a um custo altíssimo para o país e fizeram o que fizeram. Quando voltamos e começa o novo governo eleito graças a essa operação, pois quem estava em último lugar para governo ganhou, quem estava em ultimo para o senado levou. E se utilizou durante quatro anos de uma suposta culpa, pois nunca foi provado absolutamente nada, contra mim e ao meu marido.

Então o governador Camilo se utilizou de uma suposta culpa, os deputados da base dele, que eram muitos, nos três primeiros anos, depois foram debandando, se utilizam disso para apontar o dedo para mim. Só que se esqueceram de uma coisa, quem elege é o povo que é inteligente. Decorrido os quatro anos não foi provado nada e nem o inquérito foi concluído. Eu sou delegada de policia, e temos trinta dias para concluir um inquérito, se você não consegue pede dilação de prazo e assim vai. São quatro anos, e nem o inquérito foi concluído. Eu e o Waldez, entramos com uma ação contra a operação, pois queríamos saber, por exemplo: Porque o delegado federal Jorvel Veronese, que tem relações pessoais e profissionais aqui. O delegado federal tem negócios escusos, relações com os empresários locais, por que ele fez relatórios apócrifos, sem assinatura? Porque o delegado depois que passou a operação, depois que voltamos de Brasília, após as eleições, ele assumiu uma assessoria do Senador Randolfe, queremos saber? Porque o senador não me processa? Por que estou falando a verdade, saiu em todas as revistas, está lá no Senado Federal. O delegado que foi o responsável pela minha prisão e a do Waldez, ganhou de presente do senador Randolfe uma assessoria gorda, Chefe de Gabinete no Senado. Depois que foi descoberto, ele tirou e colocou a esposa. Mas a população quer saber. Eu como delegada de policia sempre tive muita cautela para entrar com uma representação a cerca de uma preventiva, de uma temporária, tinha de investigar muito. Isso não quer dizer que eu não possa ter cometido falhas, mas em sã consciência eu nunca faria. Levar alguém a prisão, para mim é o ápice do que você pode fazer de forma negativa com aquele ser humano. Imagine eu, Marilia, delegada de policia, as seis da manhã chegou a sua casa e te levo preso e mantenho por cinco dias na cadeia, não foi suficiente? Mais cinco, decorrido esse prazo, chego a você e digo: Pode ir embora! Como pode ir embora? Não, o que é que eu fiz? Como eu posso ir embora? Explique! Não pode ir embora, que está tudo bem, você chega a sua casa, seus vizinhos já te olham de soslaio. Umm... bandido, aquilo ali, eu sabia. Mentira nunca soube nada do rapaz, mas o preconceito já está fixado. Olha o que uma prisão faz na vida de uma pessoa, vai ficar com aquela marca para sempre. Imagine se são pessoas públicas, não é a dor que estou mensurando é a marca. Mas, nessa eleição, eu, Roberto e Waldez foram os mais votados. Por quê? Por que a população, a sua maioria, entendeu a grande armação que foi feita. Eles deram essa oportunidade e temos de trabalhar muito e melhor. Mas, eu não abro mão da Justiça dos homens. Não abro mão que seja provado os fatos. Eu não abro mão que seja provado nossa inocência. Eu não abro mão disso.

RG - O ministro Luiz Fux, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luiz Fux negou o recurso interposto contra as candidaturas do governador eleito Waldez Góes, do deputado federal eleito Roberto Góes, ambos do PDT do Amapá, e do deputado estadual eleito Pedro Da Lua (PSC). No recurso, o Ministério Público Eleitoral do Amapá (MPE) pedia a reforma de decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) em Ação de Impugnação dos registros das candidaturas por supostas irregularidades. Não coube recurso da decisão. A questão quanto ao governador que levou a essa situação é com referencia de que o governador sonegou informações sobre uma residência.
MG – O que aconteceu foi o seguinte, quando eu conheci meu marido, há 21 anos, Waldez tinha uma casa no município do Amapá, na Rua Cabralzinho e quando nos casamos fomos morar com minha mãe, que fica localizada no Novo Buritizal e que hoje funciona como meu escritório politico, quem me conhece sabe que sempre foi da minha mãe. Ao constituirmos nossa família fomos comprando nosso patrimônio e eu fui colocando no Imposto de Renda e tem essa casa do meu marido, no município de Amapá. Quando o PSB nessas eleições viu o Imposto de Renda do Waldez, disse: “essa casa no Cabralzinho, que mentira ela não é desse valor”. A do Conjunto Cabralzinho que moramos está em meu nome, no meu Imposto de Renda. Querem criar fatos, isso acontece, pois na Assembleia, eu ouvi dizerem que iam procurar fatos para mover uma ação contra ele, para assumir sua vaga. O que eu acho que se “perdeu eleição recolhe sua mala e vai-te”.
RG - Quero que você explique quais são as etapas de um processo, pois eu já tinha prometido que traria uma pessoa expert nisso e aproveito esse momento.
MG - Essa pergunta é de extrema importância, porque no decorrer da campanha me perguntavam isso. Por que foi criado essas situações, fofocas “criar diabinhos”, como falam. Que o Waldez não poderia ser candidato, que poderia ser cassado, pois, estávamos na Operação “Mãos Limpas”, inclusive pessoas que eu considerava idôneas, se utilizaram disso para comentários absurdos, inclusive com comentários nas redes sociais, com ignorância de causa, as pessoas falam de ação e de processo sem conhecimento. Falam: Há! mais houve a Operação “Mão Limpa”. Quero deixar claro uma coisa: Existiu uma prisão solicitada com base em um relatório apócrifo, o que isso? Sem assinatura. Começa ai um erro crucial. Inquérito – tem um prazo para concluir o inquérito que é uma peça que a policia judiciária se utiliza para investigar os fatos. Eu, como delegada de policia, sou a polícia judiciária, a que investiga. Diferente da Policia Militar que é ostensiva, ela vai, prende e entrega para a polícia judiciária. Temos para isso um prazo, onde se investiga, se relata e se entrega para o Ministério Público oferece ou não a denúncia  se convencido da culpabilidade. O MP oferecendo a denuncia ai cabe as partes que estão sendo denunciadas, fazerem sua defesa e cabe a Justiça acatar ou não a denúncia. Quero dizer a vocês que não fomos sequer denunciados. Não entramos na fase processual. A operação não chegou a fechar o inquérito. Eu sei que tem aqueles apaixonados pelos cargos que exerciam ou pelo próprio candidato, que tem suas paixões politicas e que vão fazer oposição. Nós precisamos da oposição. Oposição é salutar é diferente do atual governador que tratava todo mundo a ferro e fogo. Ela é necessária, o Waldez nunca processou um jornalista. Faça oposição com conteúdo, conhecimento e se não conhece procure se informar. Você não tem obrigação de conhecer de Direito, sob a questão processual. Informação é poder.


RG – Agora vamos falar sobre o Novembro Azul      
MG – O ser humano por natureza é muito preconceituoso, sabemos que o toque retal realizado por um médico no anus do homem, gera brincadeira jocosa. “Há por que é menos homem que faz o exame”. Não existe isso, que o povo amapaense, os homens amapaense tem de entender que isso significa vida. Câncer de Próstata mata, obviamente ser for identificado logo tem uma chance de 90%  de cura, então o que estamos fazendo, enquanto parlamentar e enquanto mãe tenho quatro filhos homens, casada com um homem eu tenho que levantar essa bandeira, terminamos o Outubro Rosa, sobre o câncer de mama, que não é apenas na mama feminina, o homem também têm câncer de mama e muitos não sabem disso. Pois agora no Novembro Azul é Campanha Nacional, não tem nada a haver com a cor do partido. É uma campanha do Ministério da Saúde, que o governo federal incorpora que os governantes deveriam incorporar e quem o faz aqui no Amapá é o Padre Paulo do IJOMA. Queremos pedir que o Estado e o Município garantam o atendimento, pois não adianta fazermos toda uma propaganda uma divulgação para que o homem façam todos os exames necessários, se não tivermos todo esse apoio do poder público.   Caso seja detectado, no estágio inicial, que seja garantido o tratamento. Fale com seu filho, fale com seu pai, principalmente aos homens acima de 40 anos de idade tem que fazerem o exame de próstata.
RG – Queremos agradecer sua presença e sua participação no programa Tribuna Amapaense na TV.

MG – Obrigada, pois sou muito bem recebida e adoro conversar com você, pois os assuntos fluem, eu sei quanto as pessoas tem respeito por você, pelo comunicador que você é. Obrigado por esse espaço mais uma vez. Pode me convidar que virei com maior prazer.          

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