O AVESSO DO AVESSO
Renivaldo Costa
Tarifa
O Sindicato das Empresas de
Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) divulgou nota rechaçando a ação do
Ministério Público Estadual ingressada na terça-feira, 18, contra supostas
irregularidades no cálculo tarifário vigente. De acordo com o Setap,
todos os reajustes tarifários nos últimos anos foram obtidos por processos
judiciais em razão do município nunca ter estabelecido um plano tarifário como
existe nas demais cidades do país.
Omisso?
“Ressaltamos, ainda, que todos
os processos judiciais transcorreram em primeiro e segundo grau e até nos
tribunais superiores e que as planilhas constantes nestes processos estão à
disposição de qualquer perito do mundo e que os referidos processos tiveram o
acompanhamento do Ministério Publico. Os fatos narrados pelo Ministério
Público referem-se a uma ação que tramitou entre 2005 e 2007, como já dito,
acompanhada pelo próprio Ministério Público, que emitiu parecer nos autos. No
entanto, para surpresa desta entidade, passados sete anos, surge o MP/AP
insinuando a existência de possíveis irregularidades. Como o referido processo
teve a participação efetiva do parquet Estadual através do
promotor lotado na referida Vara e do Procurador de Justiça em sede de segundo
grau, se as insinuações ventiladas pelo parquet Estadual
tiverem a mínima razão, este membros do próprio parquet pecaram
seja por omissão ou até mesmo prevaricação, uma vez, que tiveram total e irrestrito
acesso aos autos e conseqüentemente as planilhas apresentadas”, diz um trecho
da nota.
Alcaguete
O suposto trunfo que o MPE alega
possuir é o depoimento de um ex-diretor do Setap afastado da entidade após
denúncias de irregularidades. Ele estaria morando em Brasília, ajudado por um
senador da república e um promotor de justiça. O ex-diretor teria tentado
extorquir diretores do sindicato e, como ninguém lhe deu bola, procurou um
promotor de justiça, que antes mesmo de protocolar ação, dava entrevistas e
acusava D’us e o mundo.
Férias
Escolhido para ser o coordenador da
transição por parte do governo do Estado, Délcio Magalhães teria viajado logo
após receber a missão. Saiu de férias, dizem.
FOLCLORE POLÍTICO
A “pirrola” visível do Padre Mota
Ex-prefeito de Mossoró, o rotundo Padre Mota
apressa-se em atender um casal à porta de sua casa. Os pais estão acompanhado
de uma menina de pouco mais de cinco anos.
Eles têm pressa em conversar com o padre.
Envolto numa toalha, Padre Mota adianta que está em
trajes sumários e pede um tempo para ficar “composto”, como sacerdote.
- Não tem problema, padre. É rapidinho.
“Tudo bem”, aquiesce o político e clérigo.
Sempre espontâneo e sem rodeios com as palavras,
Padre Mota ouve quando a criança sussurra à mãe, espiando por debaixo da mesa:
- Eu tô vendo a pirrola dele!
O pudor do casal causa embaraçado. Ambos perdem a
fala e prendem a respiração, se entreolhando.
Padre Mota, não. Resolve tudo a seu jeito.
- Menina, você conseguiu? Pois há anos que eu não
consigo vê-la – afirma, soltando sonora gargalhada, mas já com mais cuidado,
travando as pernas e massageando o barrigão.

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