sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O AVESSO DO AVESSO 22.11.2014



O AVESSO DO AVESSO 

Renivaldo Costa

Tarifa
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) divulgou nota rechaçando a ação do Ministério Público Estadual ingressada na terça-feira, 18, contra supostas irregularidades no cálculo tarifário vigente.  De acordo com o Setap, todos os reajustes tarifários nos últimos anos foram obtidos por processos judiciais em razão do município nunca ter estabelecido um plano tarifário como existe nas demais cidades do país.

Omisso?
 “Ressaltamos, ainda, que todos os processos judiciais transcorreram em primeiro e segundo grau e até nos tribunais superiores e que as planilhas constantes nestes processos estão à disposição de qualquer perito do mundo e que os referidos processos tiveram o acompanhamento do Ministério Publico.  Os fatos narrados pelo Ministério Público referem-se a uma ação que tramitou entre 2005 e 2007, como já dito, acompanhada pelo próprio Ministério Público, que emitiu parecer nos autos. No entanto, para surpresa desta entidade, passados sete anos, surge o MP/AP insinuando a existência de possíveis irregularidades. Como o referido processo teve a participação efetiva do parquet Estadual através do promotor lotado na referida Vara e do Procurador de Justiça em sede de segundo grau, se as insinuações ventiladas  pelo parquet Estadual tiverem a mínima razão, este membros do próprio parquet pecaram seja por omissão ou até mesmo prevaricação, uma vez, que tiveram total e irrestrito acesso aos autos e conseqüentemente as planilhas apresentadas”, diz um trecho da nota.


Alcaguete
O suposto trunfo que o MPE alega possuir é o depoimento de um ex-diretor do Setap afastado da entidade após denúncias de irregularidades. Ele estaria morando em Brasília, ajudado por um senador da república e um promotor de justiça. O ex-diretor teria tentado extorquir diretores do sindicato e, como ninguém lhe deu bola, procurou um promotor de justiça, que antes mesmo de protocolar ação, dava entrevistas e acusava D’us e o mundo.


Férias
Escolhido para ser o coordenador da transição por parte do governo do Estado, Délcio Magalhães teria viajado logo após receber a missão. Saiu de férias, dizem.


FOLCLORE POLÍTICO

A “pirrola” visível do Padre Mota
Ex-prefeito de Mossoró, o rotundo Padre Mota apressa-se em atender um casal à porta de sua casa. Os pais estão acompanhado de uma menina de pouco mais de cinco anos.
Eles têm pressa em conversar com o padre.
Envolto numa toalha, Padre Mota adianta que está em trajes sumários e pede um tempo para ficar “composto”, como sacerdote.
- Não tem problema, padre. É rapidinho.
“Tudo bem”, aquiesce o político e clérigo.
Sempre espontâneo e sem rodeios com as palavras, Padre Mota ouve quando a criança sussurra à mãe, espiando por debaixo da mesa:
- Eu tô vendo a pirrola dele!
O pudor do casal causa embaraçado. Ambos perdem a fala e prendem a respiração, se entreolhando.
Padre Mota, não. Resolve tudo a seu jeito.
- Menina, você conseguiu? Pois há anos que eu não consigo vê-la – afirma, soltando sonora gargalhada, mas já com mais cuidado, travando as pernas e massageando o barrigão.


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