
Selvageria escolar
Escola
e comunidade juntas contra o vandalismo
A
escola tem de cumprir seu papel de agregadora social. Caso contrário, não
figura para as pessoas como um bem público. Enquanto os alunos e os moradores
vizinhos não puderem dizer 'Esta é a nossa escola', o problema do vandalismo
vai continuar existindo.
Reinaldo
Coelho
A escola, outrora um
lugar em que as famílias confiavam para deixar seus filhos e filhas em
segurança, hoje é mais um motivo de preocupação.
De acordo com a crônica
de Edna Lopes o medo, a violência no seio das famílias, os assaltos,o tráfico
de drogas, os crimes de colarinho branco, os crimes de mando, a impunidade a
vários desses crimes é conversa do cardápio diário, seja no intervalo do
cafezinho, durante o almoço ou jantar.
Nada está a salvo
desses atos de violência, ás vezes praticados por estudantes daquela mesma
escola, em sua maioria vítimas da ausência das políticas publicas de saúde,
assistência e lazer, presas fáceis das gangs que se especializam em furtos dessa
natureza, da droga, do tráfico.
Em um levantamento
feito pelo instituto de pesquisa Data Popular revela que a falta de segurança e
a violência nas escolas são os principais problemas apontados pela população
para uma educação de qualidade.
A pesquisa foi
encomendada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em
parceria com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São
Paulo (Apeoesp). A pesquisa foi realizada em setembro deste ano, com 3 mil
pessoas de mais de 16 anos, nas cinco regiões do país e apresentada na
Conferência Nacional de Educação (Conae) que aconteceu no dia 21/11.
O levantamento mostra
que para 89% dos entrevistados existe muita violência nas escolas públicas
brasileiras. Os entrevistados alegam saber de casos de agressão física (34,8%),
vandalismo (22,7%), discriminação (21%), assalto à mão armada (8,5%), violência
sexual (5,9%) e assassinato (3,6%). Além disso, mais de 40% tiveram
conhecimento de agressão verbal.
O Amapá é a oitava
unidade da federação, com o índice de 63% de suas escolas já recebeu atos de
vandalismo. (Veja tabela), que
inclui roubos e violência física contra
professores, alunos e funcionários.
Escolas
são alvo da bandidagem.
O número de assaltos e
atos de violência em escolas na capital tem aumentado bastante, preocupando o
corpo docente e os educandos que se sentem amedrontados dentro de uma sala de
aula. Os atos mais comuns de vandalismos
são seguidos de roubos e ameaças que são praticados muitas vezes por pessoas
‘ligadas’ a alunos que frequentam a própria instituição.
Fatos estes que
ocorreram nas Escola Maria Ivone de Menezes, no bairro Perpétuo Socorro, Zona
Leste de Macapá e na Escola Estadual Professora Helenise Walmira Dias dos
Santos, situada na Linha B do KM 09 e as comunidades rurais dessa localidade.
Além dessas unidades de ensino há também as escolas que atendem os bairros
Marabaixo I, II e III, Cabralzinho.
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| MURO QUE DEU ACESSO AOS ASSALTANTES DA ESCOLA |
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| EE CARMELITA DO CARMO |
Na Zona Sul, três
homens armados pularam o muro da escola Carmelita do Carmo, invadiram uma sala
de aula, agrediram e assaltaram nove estudantes da instituição, localizada no
bairro Buritizal, Zona Sul de Macapá.
Os alunos disseram que
os suspeitos os agrediram verbalmente durante o assalto. Eles fugiram levando
nove celulares, além de dinheiro das vítimas. De acordo com os estudantes, não
há segurança suficiente no colégio.
A escola tem de cumprir
seu papel de agregadora social. Caso contrário, não figura para as pessoas como
um bem público. Enquanto os alunos e os moradores vizinhos não puderem dizer
'Esta é a nossa escola', o problema do vandalismo vai continuar existindo.
Esse papel vem sendo
tomado pela Escola Maria Ivone de Menezes, que chegaram a realizar programas de
redução de violência como o Programa Paz nas Escolas, que pretende através da
união entre instituições de governo, comunidade escolar e sociedade, fortalecer
a segurança e as relações dentro das escolas de todo o estado.
O objetivo é
transformar as instituições de ensino em centros de convivência, visando
diminuir os índices de violência praticados por alunos. Porém, este projeto não
tem atingido o crescimento que se espera, ficando esquecido e ganhando pouca
repercussão.
Para tentar contornar a
situação os professores da escola Helenise chamaram uma audiência pública quando
se reunir com a comunidade, Ministério Público, Polícias Civil e Militar,
Conselho Tutelar, Juizado da Infância e a Secretaria Estadual de Educação
(Seed). O objetivo é cobrar das autoridades providências no sentido de acabar
com os assaltos.




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