sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Selvageria escolar



Selvageria escolar

Escola e comunidade juntas contra o vandalismo



A escola tem de cumprir seu papel de agregadora social. Caso contrário, não figura para as pessoas como um bem público. Enquanto os alunos e os moradores vizinhos não puderem dizer 'Esta é a nossa escola', o problema do vandalismo vai continuar existindo.

Reinaldo Coelho

A escola, outrora um lugar em que as famílias confiavam para deixar seus filhos e filhas em segurança, hoje é mais um motivo de preocupação.
De acordo com a crônica de Edna Lopes o medo, a violência no seio das famílias, os assaltos,o tráfico de drogas, os crimes de colarinho branco, os crimes de mando, a impunidade a vários desses crimes é conversa do cardápio diário, seja no intervalo do cafezinho, durante o almoço ou jantar.
Nada está a salvo desses atos de violência, ás vezes praticados por estudantes daquela mesma escola, em sua maioria vítimas da ausência das políticas publicas de saúde, assistência e lazer, presas fáceis das gangs que se especializam em furtos dessa natureza, da droga, do tráfico.

Em um levantamento feito pelo instituto de pesquisa Data Popular revela que a falta de segurança e a violência nas escolas são os principais problemas apontados pela população para uma educação de qualidade.

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em parceria com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A pesquisa foi realizada em setembro deste ano, com 3 mil pessoas de mais de 16 anos, nas cinco regiões do país e apresentada na Conferência Nacional de Educação (Conae) que aconteceu no dia 21/11.

O levantamento mostra que para 89% dos entrevistados existe muita violência nas escolas públicas brasileiras. Os entrevistados alegam saber de casos de agressão física (34,8%), vandalismo (22,7%), discriminação (21%), assalto à mão armada (8,5%), violência sexual (5,9%) e assassinato (3,6%). Além disso, mais de 40% tiveram conhecimento de agressão verbal.

O Amapá é a oitava unidade da federação, com o índice de 63% de suas escolas já recebeu atos de vandalismo. (Veja tabela), que inclui roubos e violência física contra professores, alunos e funcionários.


Escolas são alvo da bandidagem. 

O número de assaltos e atos de violência em escolas na capital tem aumentado bastante, preocupando o corpo docente e os educandos que se sentem amedrontados dentro de uma sala de aula.  Os atos mais comuns de vandalismos são seguidos de roubos e ameaças que são praticados muitas vezes por pessoas ‘ligadas’ a alunos que frequentam a própria instituição.



Fatos estes que ocorreram nas Escola Maria Ivone de Menezes, no bairro Perpétuo Socorro, Zona Leste de Macapá e na Escola Estadual Professora Helenise Walmira Dias dos Santos, situada na Linha B do KM 09 e as comunidades rurais dessa localidade. Além dessas unidades de ensino há também as escolas que atendem os bairros Marabaixo I, II e III, Cabralzinho.
MURO QUE DEU ACESSO AOS ASSALTANTES DA ESCOLA


EE CARMELITA DO CARMO
Na Zona Sul, três homens armados pularam o muro da escola Carmelita do Carmo, invadiram uma sala de aula, agrediram e assaltaram nove estudantes da instituição, localizada no bairro Buritizal, Zona Sul de Macapá. 

Os alunos disseram que os suspeitos os agrediram verbalmente durante o assalto. Eles fugiram levando nove celulares, além de dinheiro das vítimas. De acordo com os estudantes, não há segurança suficiente no colégio.
A escola tem de cumprir seu papel de agregadora social. Caso contrário, não figura para as pessoas como um bem público. Enquanto os alunos e os moradores vizinhos não puderem dizer 'Esta é a nossa escola', o problema do vandalismo vai continuar existindo.
Esse papel vem sendo tomado pela Escola Maria Ivone de Menezes, que chegaram a realizar programas de redução de violência como o Programa Paz nas Escolas, que pretende através da união entre instituições de governo, comunidade escolar e sociedade, fortalecer a segurança e as relações dentro das escolas de todo o estado.
O objetivo é transformar as instituições de ensino em centros de convivência, visando diminuir os índices de violência praticados por alunos. Porém, este projeto não tem atingido o crescimento que se espera, ficando esquecido e ganhando pouca repercussão.
Para tentar contornar a situação os professores da escola Helenise chamaram uma audiência pública quando se reunir com a comunidade, Ministério Público, Polícias Civil e Militar, Conselho Tutelar, Juizado da Infância e a Secretaria Estadual de Educação (Seed). O objetivo é cobrar das autoridades providências no sentido de acabar com os assaltos.

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