sábado, 11 de abril de 2015

COLUNA CATÓLICA





ELIAS.


A vida do profeta Elias é muito complexa, bonita e interessante também para os nossos tempos. Os dois Livros dos Reis se encarregam do no-la apresentar numa maneira edificante e realista. O nome Elias vem do hebraico elyyah e significa: “Meu Deus é lahweh”.

A Bíblia o descreve com profeta da seca, e que para se salvar foi até Sarepta, onde foi alimentado pelos corvos durante três anos... Uma viúva que lhe tinha dado um pouco de pão, recebeu em recompensa dois milagres: nunca mais acabaram farinha e azeite e o filho dela, morto, foi ressuscitado.

Depois da seca, eis um novo castigo para o povo idólatra: o desafio aos profetas de Baal, para saber quem seria o senhor da chuva: Deus Iahweh ou o Deus dos magos, Baal. A prova veio: diante das danças rituais dos magos, não desceu fogo do céu para queimar o sacrifício, mas quando Elias orou, o fogo queimou o sacrifício e veio a abundância. Estava provada sua fé!

Uma rainha de nome Jezabel, crente nos magos, perseguiu Elias e o profeta teve que fugir para o Horeb. Nesse monte Deus lhe apareceu na brisa suave. Ao voltar encontrou Eliseu e o por profeta, junto com ele.

Quando Jezabel tramou a condenação de um proprietário duma fazenda para roubá-la em favor do rei, Elias predisse a destruição da família real de Acab, esposo de Jezabel. Perseguido por dois grupos de soldados que foram para prendê-lo o profeta simplesmente rezou a lahweh e veio a resposta imediata, como no monte Carmelo: fogo desceu do céu e os dois grupos de cinquenta homens foram consumidos! (2Rs,1)

Na verdade Elias foi o profeta de Deus e bastava que rogasse uma praga que imediatamente a justiça divina o satisfazia. Tendo que sumir deste mundo, Elias levou consigo Eliseu, e subiu num carro de fogo, deixando o seu manto ao companheiro. Com esse mante prodigioso, o novo profeta atravessou o rio Jordão após dividir as águas (2Rs 2,1-18).
Após estas descrições bíblicas, bonitas e terrificantes, podemos refletir que não adiante crer em várias idéias vindas de fora. Jezabel era uma princesa de tiro que se casou com o rei Acab. Ela introduziu entre os hebreus uma religião nova, pagã. Contra essa religião lutaram dois profetas, Elias e Eliseu, mas não conseguiram sua total vitória a não ser quando acabou a dinastia de Acab, através de conspirações e homicídios. Eis o fruto da superstição!

Elias nos ensina que deus não está no terremoto, nem no furacão, mas na brisa suave: isto significa que vale mais rezar e pedir justiça a Deus do que recorrer á violência. O mesmo se diga para ter unidade entre todos os cristãos.

Acreditou-se que Elias voltaria antes da chegada do Messias, mas Jesus explicou que o verdadeiro Elias era João batista, e no Tabor ele se Mostrou com Moisés e Elias conversando sobre a sua paixão e Morte.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...