quinta-feira, 11 de junho de 2015

Artigo do Gato

Artigo
No Brasil falta competência, compromisso ou o que?

Essa pergunta não é despropositada, não. É, na realidade, uma inquietação. Mas no fundo no fundo sabemos qual é o nosso problema. Apesar dessa certeza ficamos torcendo e, torcendo muito, para que essa realidade latente seja apenas mais um equívoco nesse Brasil de obviedades.

Poderia me escorar nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE e concluir o óbvio: falta para nós espírito republicano, com uma overdose de falta de patriotismo e um ‘tantão’ assim de falta de vergonha na cara.

A população Nem Nem (jovens na faixa etária de 15 a 29 que nem estuda e nem trabalha) seria um indicativo mais do que seguro para que nossas autoridades (legislativo e executivo) percebessem que algo está errado nas políticas públicas dispostas nos Planos Plurianual concernente ao atendimento dessa massa de jovens que acabam servindo de estoque para o crime. Mão de obra fácil e barata.

Ora senhores e senhoras enquanto o Brasil continuar mais preocupado em criar sugestivas nomenclaturas para programas educacionais como o que hoje está em voga “Brasil, pátria educadora”, mas contraditoriamente as ações práticas são tímidas, anêmicas e disforme, vamos continuar assistindo um divórcio entre discurso e práticas.

 Como podemos ter uma pátria educadora se os índices da educação nacional são comparados com as dos piores países do mundo. Uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial (WEF sigla em inglês) numa pesquisa envolvendo 122 países o Brasil ficou na desonrosa 88ª colocação, mais próximo dos fona dos que dos primeiros lugares.  Na América do Sul também apresentamos resultados pífios, quando comparados com Países como Chile, Argentina e Uruguai. Na realidade a educação no Brasil é secundarizada e percebe-se quando vemos o esforço que faz o governo federal em tentar privatizar a “ilha de excelência” da educacional nacional que são as Universidades Públicas.

Esse número não tem reflexo apenas na educação. Um País com um alto índice de criminalidade envolvendo nos jovens, menores, principalmente. As populações carcerárias estão aí para provar isso. A violência é o principal fator que puxa o Brasil para baixo o desempenho do Brasil em qualidade de vida de acordo com dados do índice de Progresso Social (IPS). Segundo o Índice dos 132 países analisados pelo documento o Brasil ficou na 122ª posição no ranking de segurança social.

Esse realidade nacional possui recortes de excelência em alguns estados do Sul e Centro Oeste e cidades do interior do sudeste, mas no contexto geral o Brasil é um fiasco na prestação de serviço público. Os três mais importantes, segurança, saúde e educação não somos exemplos para ninguém. Dentro desse contexto geral o Amapá, estado pobre financeiramente, embora rico potencialmente, é sem dúvida um dos piores estado do Brasil em todos os aspectos.
Discute-se o Plano Plurianual num estado estrangulado do ponto de vista da economia. Somos um dos piores estados do Brasil quando o assunto é emprego formal, temos a maior taxa de NEM NEM do Brasil, vivemos dependente das transferências institucionais, um Estado eminente importador de produtos e exportador de dinheiro. A criminalidade choca no Amapá, o tráfico de drogas outro problema grave e nossa saúde e educação estão na UTI.

Quem sabe a solução para esses problemas? O povo, mas infelizmente o sistema eleitoral brasileiro, por vias transversas devolve a elite nacional o controle da República, não mais com o mandonismo inerente as oligarquias Nordestinas, aos barões do café e do leite, porém essas elites empreenderam um ataque fulminante para a dominação através do sucateamento da máquina pública e a privatização ampla, geral e irrestrita do serviço público. Hoje a educação boa é a particular, a saúde eficiente é a particular, a telefonia foi privatizada, o setor elétrico também, e a terceirização é a complementariedade desse processo que iniciou na reforma administrativa, iniciada pelo Fernando Henrique Cardozo.


Finalizo esse desabafo com a palavra do ministro Mangabeira Unger. Precisamos de um Amapá rebelado num Brasil rebelado. Se não...daqui é pra pior. 

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