segunda-feira, 8 de junho de 2015

Editorial

 
PPA em discussão no Amapá

É como cuidar da comida e morrer de fome”, esta frase foi dita, pelo superintendente do SEBRAE, João Alvarenga, durante o programa de discussões do Plano Plurianual para o Amapá, – (produzido pela Rádio Difusora, que começou na quarta-feira (03) e se estenderá até este domingo) –, referindo-se a inércia do Estado com relação ao desenvolvimento.
De fato, existe um engano geral, de que preservar o meio ambiente é o correto, mesmo que isso custe um retrocesso para o povo amapaense. Sim, preservar é fundamental, desde que se garantam as compensações para todos e, não apenas para alguns que se prevalecem da situação para garantir o ‘seu’.
O povo do Amapá tem o direito de receber toda a assistência necessária para sua sobrevivência e desenvolvimento físico, moral e intelectual, pois preferiu não agredir o meio ambiente, o que rendeu o título de Estado mais preservado e, por isso, é justo que a União pague esta conta.
É preciso dar um basta nesta exploração cruel imposta ao povo amapaense, que vê surrupiadas suas riquezas minerais e a esperança de viver num lugar de progresso, com saúde e educação, com assistência, segurança, mobilidade, emprego e renda.
O Estado precisa se dar uma chance ao desenvolvimento, plantar, produzir, investir aqui seu capital, evitando a distribuição de dinheiro em troca de frango e outros produtos que vem do sul do país. Para isso, precisa apostar na produção de soja, abrir as portas para investidores da indústria.
Durante os primeiros meses do atual governo, técnicos realizaram inúmeras rodadas de discussões para debater os problemas do Amapá nas diversas comunidades do interior, abordando aspectos de renda, moradia, educação, saúde e segurança pública, num verdadeiro PPA Participativo para 2016-2019, que possa efetivamente atender os anseios da população.
Através do rádio, as comunidades puderam participar. As pessoas, os trabalhadores, tiveram a chance de se pronunciar questionando as suas prioridades.
Temas relevantes debatidos através de um pool de emissoras de rádio, tendo a Difusora como geradora, em transmissão simultânea, com a participação de jornalistas, técnicos e gestores, a fim de conhecer as demandas dos amapaenses, em cada comunidade, através de um debate transparente, visando construir um Amapá melhor. Educação; turismo, cultura e esporte; saúde e assistência social; justiça e defesa social; desenvolvimento econômico, mobilidade e infraestrutura urbana; meio ambiente e agricultura.
Vale aqui lembrar que no ano passado o Amapá escoou uma produção recorde de soja, com aumento na produção do grão, segundo o IBGE. Mais de 45,6 mil toneladas acima da safra passada. Isso é pensar desenvolvimento, soluções para os problemas e aumento de produtividade. Produtores vindos de outras regiões do país, entre gaúchos, paranaenses, mineiros e mato-grossenses estão provando que é esse o caminho, investir na produção, também de outros cultivos como arroz, feijão (caupi) e milho, na última fronteira agrícola brasileira. Agronegócio, essa é a palavra de ordem. Produção para atingir, em uma década, 10% do Produto Interno Bruto, o PIB do Estado, que atualmente alcança os 4%.
Desenvolvimento, sustentabilidade, aptidão para plantar até no cerrado. Basta planejar, ter vontade política e o apoio de todos.
Enfim, o Plano Plurianual é o instrumento de planejamento governamental de médio prazo, que estabelece, de forma regionalizada, diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública para um período de quatro anos, organizando as ações do Governo em programas que resultem em bens e serviços para a população.
Já a Lei Orçamentária Anual (LOA) é o instrumento de planejamento de curto prazo, compatível com o Plano Plurianual (PPA), utilizado pela administração pública para estimar todos os recursos que serão arrecadados (receita), e fixar os valores a serem gastos (despesas) em um determinado exercício financeiro.
Após essa programação especial do PPA Interativo no rádio, as discussões continuarão com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, culminando numa grande conferência estadual.
Uma coisa parece certa, o desenvolvimento com responsabilidade e o cuidar das pessoas são os principais desafios assumidos por Waldez Góes. O atual governo se mostra comprometido com a geração de resultados e equilíbrio fiscal. Planejar com transparência, ouvindo a população, é o que o governador Waldez está se propondo. Programas e ações dos órgãos da administração estadual, melhor desempenho gerencial, com a conscientização de custos, dentro da realidade estadual.

Mas para isso é mister que se otimize as decisões, corrijam-se desvios, priorize-se a aplicação dos recursos e, claro, que se possa monitorar as ações desta prevalente gestão estadual.

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