PPA em discussão no Amapá
“É como
cuidar da comida e morrer de fome”, esta frase foi dita, pelo superintendente
do SEBRAE, João Alvarenga, durante o programa de discussões do Plano Plurianual
para o Amapá, – (produzido pela Rádio Difusora, que começou na quarta-feira
(03) e se estenderá até este domingo) –, referindo-se a inércia do Estado com
relação ao desenvolvimento.
De fato, existe um engano geral, de que
preservar o meio ambiente é o correto, mesmo que isso custe um retrocesso para
o povo amapaense. Sim, preservar é fundamental, desde que se garantam as
compensações para todos e, não apenas para alguns que se prevalecem da situação
para garantir o ‘seu’.
O povo do Amapá tem o direito de receber toda
a assistência necessária para sua sobrevivência e desenvolvimento físico, moral
e intelectual, pois preferiu não agredir o meio ambiente, o que rendeu o título
de Estado mais preservado e, por isso, é justo que a União pague esta conta.
É preciso dar um basta nesta exploração cruel
imposta ao povo amapaense, que vê surrupiadas suas riquezas minerais e a
esperança de viver num lugar de progresso, com saúde e educação, com
assistência, segurança, mobilidade, emprego e renda.
O Estado precisa se dar uma chance ao
desenvolvimento, plantar, produzir, investir aqui seu capital, evitando a
distribuição de dinheiro em troca de frango e outros produtos que vem do sul do
país. Para isso, precisa apostar na produção de soja, abrir as portas para
investidores da indústria.
Durante os primeiros meses do atual governo,
técnicos realizaram inúmeras rodadas de discussões para debater os problemas do
Amapá nas diversas comunidades do interior, abordando aspectos de renda,
moradia, educação, saúde e segurança pública, num verdadeiro PPA Participativo para
2016-2019, que possa efetivamente atender os anseios da população.
Através do rádio, as comunidades puderam
participar. As pessoas, os trabalhadores, tiveram a chance de se pronunciar
questionando as suas prioridades.
Temas relevantes debatidos através de um pool
de emissoras de rádio, tendo a Difusora como geradora, em transmissão
simultânea, com a participação de jornalistas, técnicos e gestores, a fim de
conhecer as demandas dos amapaenses, em cada comunidade, através de um debate
transparente, visando construir um Amapá melhor. Educação; turismo, cultura e
esporte; saúde e assistência social; justiça e defesa social; desenvolvimento econômico,
mobilidade e infraestrutura urbana; meio ambiente e agricultura.
Vale aqui lembrar que no ano passado o Amapá escoou
uma produção recorde de soja, com aumento na produção do grão, segundo o IBGE.
Mais de 45,6 mil toneladas acima da safra passada. Isso é pensar
desenvolvimento, soluções para os problemas e aumento de produtividade. Produtores
vindos de outras regiões do país, entre gaúchos, paranaenses, mineiros e
mato-grossenses estão provando que é esse o caminho, investir na produção,
também de outros cultivos como arroz, feijão (caupi) e milho, na última
fronteira agrícola brasileira. Agronegócio, essa é a palavra de ordem. Produção
para atingir, em uma década, 10% do Produto Interno Bruto, o PIB do Estado, que
atualmente alcança os 4%.
Desenvolvimento, sustentabilidade, aptidão
para plantar até no cerrado. Basta planejar, ter vontade política e o apoio de
todos.
Enfim, o Plano Plurianual é o instrumento de
planejamento governamental de médio prazo, que estabelece, de forma
regionalizada, diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública para um
período de quatro anos, organizando as ações do Governo em programas que
resultem em bens e serviços para a população.
Já a Lei Orçamentária Anual (LOA) é o
instrumento de planejamento de curto prazo, compatível com o Plano Plurianual
(PPA), utilizado pela administração pública para estimar todos os recursos que
serão arrecadados (receita), e fixar os valores a serem gastos (despesas) em um
determinado exercício financeiro.
Após essa programação especial do PPA
Interativo no rádio, as discussões continuarão com prefeitos, vereadores e
lideranças comunitárias, culminando numa grande conferência estadual.
Uma coisa parece certa, o desenvolvimento com
responsabilidade e o cuidar das pessoas são os principais desafios assumidos por
Waldez Góes. O atual governo se mostra comprometido com a geração de resultados
e equilíbrio fiscal. Planejar com transparência, ouvindo a população, é o que o
governador Waldez está se propondo. Programas e ações dos órgãos da
administração estadual, melhor desempenho gerencial, com a conscientização de
custos, dentro da realidade estadual.
Mas para isso é mister que se otimize as decisões,
corrijam-se desvios, priorize-se a aplicação dos recursos e, claro, que se
possa monitorar as ações desta prevalente gestão estadual.

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