BAIRRO SÃO LÁZARO
Sem manutenção as avenidas
do bairro estão intrafegáveis
“Gostaria de poder dizer que
hoje os moradores podem sair, ir pra uma festa e não tem mais a lama e a poeira
de antes. Porém, já se passaram dois verões e estamos começando o terceiro, e
continuamos sem a pavimentação, este sofrimento não vai acabar. O prefeito
Clécio Luís não cumpriu com a sua palavra e todos os moradores estão insatisfeitos”,
destacou a aposentada Rivalda Morais.
Fernando
Santos
São tantas as reclamações
feitas pelos moradores do município de Macapá, quase que diariamente, através
dos mais diversos meios de comunicação. Aliás, as reclamações são oriundas das
demandas de problemas que não são solucionados, gerando desconforto e
insatisfação para a população da nossa cidade.
Umas das grandes
responsáveis por tirar o sossego dos moradores do município são algumas ruas,
que diga-se de passagem, estão intrafegáveis. A buraqueira é sem fim, tanto que
alguém até brincou e disse "tem tanto buraco na rua da minha casa, que tem
buraco na calçada esperando a vez para ir para rua".
Seria cômico se não fosse
trágico, pois só quem convive com essa realidade sabe como é sofrido ter que
passar todos os dias se equilibrando pelas calçadas dos vizinhos ou por cima de
pontes improvisadas para não se sujar, já que a lama e o mato tem dificultado a
vida dos trabalhadores que não tendo outro percurso a tomar, tem que se
sujeitar a este constrangimento, como não se indignar?
Ainda assim, com tantas
reclamações e pedidos e situação não tem melhorado, parece que a súplica feita
por quem tem que enfrentar a buraqueira, todos os dias, não tem chegado aos
ouvidos do prefeito do município, Clécio Luís, ou o descaso é a incompetência
se seus auxiliares já crônica, caso contrário medidas já teriam sido tomadas,
no sentido de melhorar a trafegabilidade dos macapaenses que tem o direito de
ir e vir com dignidade.
Um forte exemplo do descaso
com a população é no Bairro São Lázaro, na Zona Norte de Macapá, é raro de se
encontrar uma avenida que dê acesso direto ao Bairro Infraero I. O bairro, pela
sua localização geográfica, é uma "ilha", cercado pelo Canal do
Jandiá, área da Infraero, Rodovia Tancredo Neves que torna o acesso ao bairro
complexo e suas artérias totalmente esburacadas, sem asfaltamento, sem esgoto e
quando chove recebe as águas das ressacas que estão em seu entorno, alagando
completamente as residências e tornando o ir e vir proibitivo.
O aposentado Almiro Almeida
(85), mora na avenida Pantaleão Gomes de
Oliveira, ele diz que é difícil sair de casa principalmente no inverno:
"Aqui os carros não
podem mais passar, isso é arrumação de uma rua? Já estou com 85 anos, e se eu
precisar de um carro para ir me pegar na porta de casa? Aqui só dá de passar a
pé, e no inverno todo ninguém faz nada. Vamos ver agora com o verão, pois já
estamos aguardando o poeiral".
Outro morador, senhor
Antônio Santos Lemos, há 32 anos reside nessa mesma rua. Segundo ele, todo
tempo é a mesma situação.
"Até que no verão
melhora um pouquinho, mas no inverno tudo fica difícil, desde Janeiro que não
passa carro nenhum aqui, não precisou que ninguém interditasse essa rua, o
próprio buraco fez isso. O carro do lixo tem que pegar o lixo desse lado e
depois ir pelo outro lado para poder levar tudo. Se a gente quiser passar aí,
tem que ser pelas calçadas dos vizinhos, se a prefeitura quiser fazer ela faz,
isso é serviço rápido, trabalho em máquinas pesadas sei como é isso, basta
querer", desabafou o morador.
Já na Avenida José Alves
Pessoa, também no Bairro São Lázaro, que estava interditada, os moradores
cansados de esperar pela prefeitura tiveram que se reunir para comprar aterro e
pagar uma máquina para tentar consertar a via. Ou seja, além dos impostos que
os moradores pagam para ter uma rua estruturada, ainda tem que, em
contrapartida, fazer o serviço que a prefeitura não faz.
Realmente, o trajeto para
quem precisa chegar ao Infraero, através do São Lázaro, é sofrido, isso
independente de quem vá a pé, de carro, de moto, de bicicleta, ou até mesmo do
ônibus, a buraqueira atinge a todos.



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