Nortemi
Há
um ano da denúncia envolvendo diretores da CEA sobre a suposta adulteração de
um contrato milionário para beneficiar a empresa Nortemi, nada foi apurado. O
principal alvo é o contrato celebrado em 3 de maio de 2013 entre a CEA e a
empresa Nortemi. O contrato é assinado pelo ex-presidente José Ramalho, pelos
ex-diretores Azolfo Gemaque e Ubiracy Amaral além de Benedito Roberto dos Reis,
representando a Nortemi.
Nortemi II
O
contrato foi celebrado emergencialmente a partir de uma dispensa de licitação.
O valor: quase 42 milhões. O objeto: a construção de linhas de subtransmissão e
uma subestação em Laranjal do Jari para interligar o sistema local ao sistema
elétrico nacional.
Nortemi III
De
acordo com denúncia publicada na imprensa em 22 de junho de 2014, páginas do
contrato teriam sido adulteradas para favorecer a Nortemi. Na página 4 do
contrato, por exemplo, o item 11 do contrato original foi aumentado de cinco
para nove linhas, na versão publicada no diário oficial. Esse item trata de uma
caução de R$ 2 milhões que a empresa deveria depositar em nome da CEA. Na
mudança, a caução passou a ser item facultativo, descontado na medida do
pagamento das faturas.
Nortemi IV
A
Nortemi deve mais de R$ 2 milhões em tributos, taxas e multas, somente para a
Prefeitura de Macapá. A dúvida é: como ela consegue certidões?
Nortemi V
Outro
ponto curioso é a velocidade com que o contrato foi assinado: a proposta da
Nortemi foi recebida no dia 26 de abril de 2013. Uma semana depois o contrato
era assinado. O processo nº 067/2013 foi apreciado pela assessoria jurídica da
CEA, que deu parecer favorável à contratação. O detalhe: um dos assessores
jurídicos do quadro da CEA e que apreciaram o processo é advogado da Nortemi.
Uma notícia crime contra o advogado deve ser protocolada esta semana e ele será
chamado a prestar esclarecimentos a autoridade policial sobre as denúncias.
CAUSOS DA POLÍTICA
Macaco Tião
Há,
no Brasil, a tradição de expressar o descontentamento com a baixa qualidade de
candidatos por meio do voto em figuras caricatas e em animais. É uma forma de
protesto bem humorado que tem sido usada, atualmente, como estratégia de
partidos políticos "nanicos".
Em
1958, o "candidato" mais votado nas eleições para vereador foi
Cacareco, um rinoceronte do Zoológico de São Paulo. O animal conseguiu 100 mil
votos, cinco mil a mais do que o partido mais votado naquela eleição. O caso
foi considerado um emblema na história do voto nulo no país.
Outro "candidato" famoso foi o Macaco Tião, um chipanzé do Zoológico do Rio de Janeiro. A candidatura do macaco à Prefeitura do Rio, em 1988, foi lançada pelos humoristas do Casseta & Planeta, que à época editavam uma revista (Casseta Popular) e um tabloide (O Planeta Diário). O chipanzé obteve 400 mil votos e ficou em terceiro lugar entre os doze candidatos que disputavam a eleição.
Isso só foi possível porque, na ocasião em que Cacareco e Macaco Tião concorreram, os eleitores escreviam o nome dos candidatos em cédulas de papel, o que permitia a contagem de votos para os animais.
A partir das eleições de 1996, as cédulas foram substituídas por urnas eletrônicas. Com isso, ficou impossível votar em candidatos que não fossem reconhecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outro "candidato" famoso foi o Macaco Tião, um chipanzé do Zoológico do Rio de Janeiro. A candidatura do macaco à Prefeitura do Rio, em 1988, foi lançada pelos humoristas do Casseta & Planeta, que à época editavam uma revista (Casseta Popular) e um tabloide (O Planeta Diário). O chipanzé obteve 400 mil votos e ficou em terceiro lugar entre os doze candidatos que disputavam a eleição.
Isso só foi possível porque, na ocasião em que Cacareco e Macaco Tião concorreram, os eleitores escreviam o nome dos candidatos em cédulas de papel, o que permitia a contagem de votos para os animais.
A partir das eleições de 1996, as cédulas foram substituídas por urnas eletrônicas. Com isso, ficou impossível votar em candidatos que não fossem reconhecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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