sexta-feira, 28 de agosto de 2015

ARTIGO DO GATO


Vamos vender lenços!

Não é muito do meu estilo buscar os rigores teóricos da ciência para explicar os meus pontos de vista. Citando autores e etc..., até porque, esse é um espaço onde posto meu entendimento sobre algo sempre com o olhar focado na visão do cidadão de senso comum. Afinal, eu sou um cidadão de senso comum.
Não quero, por exemplo, escrever tratado dos expoentes das teorias econômicas da década de 50 como Rosenstein-Rodan, Ragnar Nurkse entre outros. Vou de Roberto Gato e o ‘feelings’ induz-me ir por onde dói mais em mim. O bolso.
Precisamos promover no Amapá o desenvolvimento econômico, o que é bem mais difícil do que promover o crescimento, pois desenvolver exige um crescimento com qualidade, aí está o diferencial. Precisamos desenvolver nossa economia e, evidentemente, com as variáveis qualitativas relacionados a condição de vida, educação, saúde, infraestrutura e uma profunda mudança na estrutura socioeconômica da região, medidas por indicadores sociais, como o Índice de Desenvolvimento Humano e o Índice de Pobreza Humana e o Coeficiente de Gini.
Você deve imaginar que eu me contradigo quando falo que vou fugir das regras científicas e venho com esse palavreado técnico. Explico: o índice de Gini é o indicador que mede a má distribuição de renda no mundo. O Brasil é rico, mais o índice de Gini do nosso País aponta para uma das piores ‘distribuição de renda’ do mundo.
Tá bom, chega de lero-lero. O fato aqui é o Amapá e, o enfrentamento da crise econômica brasileira. Aqui os reflexos são mais sentidos, não tenha dúvida. O Amapá é um Estado ainda em busca de sua matriz econômica. Um Estado exportador de capital. Improdutivo e sem uma planta industrial. Estamos insipientes e incipientes. Esta expressão tem dois sentidos. Insipiente é a falta de conhecimento e incipiente é falta de condição de suprir uma necessidade, como é o caso do Amapá na produção de alimentos. Waldez Góes nos dois primeiros mandatos percebeu e se preocupou em mudar essa história. O caminho buscado, natural para ele, foi o incremento do setor agrícola, afinal Waldez Góes é extensionista. O caminho do Centro Oeste foi buscado e as tratativas com os produtores daquela região próspera do País foram iniciadas. Mas nos últimos quatro anos andou-se pouco para consolidar essa relação que é boa para ambos os lados.
Por vontade popular Waldez Góes retorna ao governo e em meio a uma crise econômica nacional, agravada por uma gestão desastrosa de seu antecessor. Mas fazer o que? ‘Quem não pode com o pote, não pega na rodilha’. É o que dizem os antigos. Waldez diz que pode e por isso pegou e já sinalizou, entre outras ações emergenciais da gestão, como saúde, educação e segurança, retomar as tratativas para incrementar o setor produtivo. Em escala, e também a agricultura familiar. Esse sentimento e as ações entabuladas a concretizar essas metas levam os empreendedores apostarem nessa mudança de pensamento e de comportamento. Waldez dá celeridade dentro da gestão pública de ações que possam estabelecer regras para quem quer investir no Amapá, acelera obras estruturantes e a resposta já veio dos japoneses. A ANCEL, uma empresa criticada pelos amapaenses por uma atuação no Amapá de mera exportadora de cavaco, afirma que vai diversificar suas atividades e passar a investir na industrialização. Que bom! E isso, dito por autoridades japonesas que atuam no Brasil, como o Cônsul Masahiko Kobayashi e o vice Cônsul Tsuneharu Tarui. Ótimo!

Bem! A turma dos grãos não está pra brincadeira e o governador Waldez Góes diz que crise se enfrenta, esconder-se ou ficar lamentando não resolve. Com crise não é bom, as coisas ficam mais difíceis, mas como dizem os chineses: crise é ruim para uns, que choram e bom para outros, que vendem lenços. Vamos vender lenços!

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