Vamos vender lenços!
Não
é muito do meu estilo buscar os rigores teóricos da ciência para explicar os
meus pontos de vista. Citando autores e etc..., até porque, esse é um espaço
onde posto meu entendimento sobre algo sempre com o olhar focado na visão do
cidadão de senso comum. Afinal, eu sou um cidadão de senso comum.
Não
quero, por exemplo, escrever tratado dos expoentes das teorias econômicas da
década de 50 como Rosenstein-Rodan, Ragnar Nurkse entre outros. Vou de Roberto
Gato e o ‘feelings’ induz-me ir por onde dói mais em mim. O bolso.
Precisamos
promover no Amapá o desenvolvimento econômico, o que é bem mais difícil do que
promover o crescimento, pois desenvolver exige um crescimento com qualidade, aí
está o diferencial. Precisamos desenvolver nossa economia e, evidentemente, com
as variáveis qualitativas relacionados a condição de vida, educação, saúde,
infraestrutura e uma profunda mudança na estrutura socioeconômica da região,
medidas por indicadores sociais, como o Índice de Desenvolvimento Humano e o
Índice de Pobreza Humana e o Coeficiente de Gini.
Você
deve imaginar que eu me contradigo quando falo que vou fugir das regras
científicas e venho com esse palavreado técnico. Explico: o índice de Gini é o
indicador que mede a má distribuição de renda no mundo. O Brasil é rico, mais o
índice de Gini do nosso País aponta para uma das piores ‘distribuição de renda’
do mundo.
Tá
bom, chega de lero-lero. O fato aqui é o Amapá e, o enfrentamento da crise
econômica brasileira. Aqui os reflexos são mais sentidos, não tenha dúvida. O Amapá
é um Estado ainda em busca de sua matriz econômica. Um Estado exportador de
capital. Improdutivo e sem uma planta industrial. Estamos insipientes e
incipientes. Esta expressão tem dois sentidos. Insipiente é a falta de
conhecimento e incipiente é falta de condição de suprir uma necessidade, como é
o caso do Amapá na produção de alimentos. Waldez Góes nos dois primeiros
mandatos percebeu e se preocupou em mudar essa história. O caminho buscado,
natural para ele, foi o incremento do setor agrícola, afinal Waldez Góes é
extensionista. O caminho do Centro Oeste foi buscado e as tratativas com os
produtores daquela região próspera do País foram iniciadas. Mas nos últimos
quatro anos andou-se pouco para consolidar essa relação que é boa para ambos os
lados.
Por
vontade popular Waldez Góes retorna ao governo e em meio a uma crise econômica
nacional, agravada por uma gestão desastrosa de seu antecessor. Mas fazer o
que? ‘Quem não pode com o pote, não pega na rodilha’. É o que dizem os antigos.
Waldez diz que pode e por isso pegou e já sinalizou, entre outras ações
emergenciais da gestão, como saúde, educação e segurança, retomar as tratativas
para incrementar o setor produtivo. Em escala, e também a agricultura familiar.
Esse sentimento e as ações entabuladas a concretizar essas metas levam os
empreendedores apostarem nessa mudança de pensamento e de comportamento. Waldez
dá celeridade dentro da gestão pública de ações que possam estabelecer regras
para quem quer investir no Amapá, acelera obras estruturantes e a resposta já
veio dos japoneses. A ANCEL, uma empresa criticada pelos amapaenses por uma
atuação no Amapá de mera exportadora de cavaco, afirma que vai diversificar
suas atividades e passar a investir na industrialização. Que bom! E isso, dito
por autoridades japonesas que atuam no Brasil, como o Cônsul Masahiko Kobayashi
e o vice Cônsul Tsuneharu Tarui. Ótimo!
Bem!
A turma dos grãos não está pra brincadeira e o governador Waldez Góes diz que
crise se enfrenta, esconder-se ou ficar lamentando não resolve. Com crise não é
bom, as coisas ficam mais difíceis, mas como dizem os chineses: crise é ruim
para uns, que choram e bom para outros, que vendem lenços. Vamos vender lenços!
Nenhum comentário:
Postar um comentário