A RÁDIO DIFUSORA DE MACAPÁ FOI
À PRAÇA E AO ENCONTRO DO POVO
“A
música popular diz que a praça é do povo”, logo, é lá que está o retrato da
sociedade, e esta metáfora assemelha-se a afirmativa de que todas as raças e
credos misturam-se num aglutinado de vai e vem constante, ansiosos para chegar
ao destino traçado e outros saindo em busca do seu destino. Nesse constante
burburinho constata-se o encontro entre pessoas que pouco se vêm.
Cumprimentam-se respeitosa e afavelmente, mesmo que rapidamente, face a pressa
de cada um. Outros, mesmo de longe, acenam e levantam o dedo polegar,
confirmando que o encontro foi positivo.
Na
sexta feira (21), mais um personagem juntou-se a essa multidão apressada. Foi
ali no cruzamento da Av. FAB com a General Rondom. Só que não havia pressa, só
expectativa. Era a Rádio Difusora de Macapá, a “rádio do povo”, à serviço da
sociedade, trabalhando a céu aberto e debaixo de uma tenda branca, com toda a
parafernália que lhe é indispensável à consecução de seus objetivos – a
prestação de serviços de qualidade ao público.
Um
misto de empresa de Direito Público, pois tem personalidade jurídica de
Autarquia, criada pela Lei estadual nº 0338/97, tem autonomia administrativa,
financeira e patrimônio próprio. É um serviço descentralizado do Governo
estadual, vinculada ao Gabinete Civil por força de Lei. Possui estatuto próprio,
regulamentado pelo Decreto estadual nº 1.327/2000, documento que a diferencia
de todos os Órgãos e Secretarias subordinadas à Administração do Estado. A
outra face da RDM é a autonomia empresarial outorgada pelo Estatuto Social, que
a credencia buscar recursos financeiros no mercado de propaganda comercial
prestado a empresas e, internamente, servindo de ligação entre a Capital e os municípios
do Estado do Amapá e do ABC paraense e, já comprovado, Brasil afora, como
Finlândia, Itália, Espanha.
É
essa autonomia administrativa que a permite sair de seu casulo e ir à rua
mostrar a cara, comunicar-se com o povo, ouvi-lo, conhecê-lo, dar respostas as
suas necessidades materiais, ser sua voz, apresentá-lo às “autoridades
competentes” e delas ouvir seus reclamos e carências de serviços públicos de
qualidade. A ousadia, qualidade dos que vêm além do umbigo, precisa desafiar as
próprias deficiências, suas limitações de todas as ordens, o sedentarismo
próprio dos inconformados, bajuladores, subservientes, capachos, etc...
A
RDM, que em 11 de setembro deste ano completará 69 anos de criada, sai de casa
pela primeira vez para ir de encontro àquele que é a razão de sua existência –
o povo amapaense. O projeto “RDM vai ao encontro do povo” é fruto da ousadia de
um profissional da comunicação, o jornalista Roberto (Gato) Coelho do
Nascimento, nomeado pelo Governador do Estado, em razão de força estatutária,
infelizmente. Mesmo sem quadro de pessoal próprio, somos todos, das Copeiras ao
Diretor-Presidente – “contratados ou nomeados” por Decreto, infelizmente, o que
nos torna “vinculados à administração Pública”, mas não nos torna “subservientes
à autoridade governamental”. Somos TODOS, profissionais, e como tal emprestamos
nossos conhecimentos e saberes no cumprimento de nossas obrigações e
responsabilidades, obedecendo à hierarquia da horizontalidade, das Copeiras ao
Diretor-Presidente.
Essa
ousadia teve resposta positiva da população que por ali passava, recebendo
amistosamente o assédio das nossas Atendentes e dos repórteres em busca de
testemunhos sobre o evento, permitindo que seus veículos fossem adesivados com
a logomarca da Difusora, concorrendo, assim, ao prêmio de 69 litros de
gasolina.
A
transmissão “ao vivo” oportunizou que a população tomasse conhecimento do
quanto é necessária uma equipe eminentemente técnica, onde cada um esmera-se ao
máximo para alinhar-se ao resultado final – o sucesso. Sem modéstia, somos bons
no que sabemos fazer, por que não olhamos para dentro da Rádio, mas para aquele
que é nosso destino e objetivo final – a população.
Não
somos compreendidos por uns, os inertes, os acomodados, os maus caráter; mas
reconhecidos por outros, os que compreendem nossa ousadia em sair do rami-rami,
do faz de conta, da inoperância, de não ter medo de fazer, de mostrar a cara.
Nós da Difusora somos diferentes. Ousamos, não para aparecer ou mostrar que
somos melhores ou os melhores, mas para dar real objetividade à Ciência da
Comunicação, evidenciando o tripé máximo: emissor – mensagem – receptor. Nós
somos esses emissores destemidos, usando a única arma disponível – a voz, para
levar ao mais longínquo pedaço de chão amapaense a mensagem, recheada de
conteúdo, encontrando você o receptor, que lá de longe telefona agradecendo
nossa chegada à sua casa, que embora desconhecida de muitos, recebe-nos com
alegria, compartilhando conosco o sucesso. “Sem esforço e ousadia, nunca haverá
sucesso”.
Se
nos deixarem trabalhar, ainda ouvirão mais alto a VÓZ DA DIFUSORA.
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Para reflexão semanal: “A pior dívida é a dívida do passado”.
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