sexta-feira, 28 de agosto de 2015

DE TUDO UM POUCO



A RÁDIO DIFUSORA DE MACAPÁ FOI À PRAÇA E AO ENCONTRO DO POVO

“A música popular diz que a praça é do povo”, logo, é lá que está o retrato da sociedade, e esta metáfora assemelha-se a afirmativa de que todas as raças e credos misturam-se num aglutinado de vai e vem constante, ansiosos para chegar ao destino traçado e outros saindo em busca do seu destino. Nesse constante burburinho constata-se o encontro entre pessoas que pouco se vêm. Cumprimentam-se respeitosa e afavelmente, mesmo que rapidamente, face a pressa de cada um. Outros, mesmo de longe, acenam e levantam o dedo polegar, confirmando que o encontro foi positivo.
Na sexta feira (21), mais um personagem juntou-se a essa multidão apressada. Foi ali no cruzamento da Av. FAB com a General Rondom. Só que não havia pressa, só expectativa. Era a Rádio Difusora de Macapá, a “rádio do povo”, à serviço da sociedade, trabalhando a céu aberto e debaixo de uma tenda branca, com toda a parafernália que lhe é indispensável à consecução de seus objetivos – a prestação de serviços de qualidade ao público.
Um misto de empresa de Direito Público, pois tem personalidade jurídica de Autarquia, criada pela Lei estadual nº 0338/97, tem autonomia administrativa, financeira e patrimônio próprio. É um serviço descentralizado do Governo estadual, vinculada ao Gabinete Civil por força de Lei. Possui estatuto próprio, regulamentado pelo Decreto estadual nº 1.327/2000, documento que a diferencia de todos os Órgãos e Secretarias subordinadas à Administração do Estado. A outra face da RDM é a autonomia empresarial outorgada pelo Estatuto Social, que a credencia buscar recursos financeiros no mercado de propaganda comercial prestado a empresas e, internamente, servindo de ligação entre a Capital e os municípios do Estado do Amapá e do ABC paraense e, já comprovado, Brasil afora, como Finlândia, Itália, Espanha.
É essa autonomia administrativa que a permite sair de seu casulo e ir à rua mostrar a cara, comunicar-se com o povo, ouvi-lo, conhecê-lo, dar respostas as suas necessidades materiais, ser sua voz, apresentá-lo às “autoridades competentes” e delas ouvir seus reclamos e carências de serviços públicos de qualidade. A ousadia, qualidade dos que vêm além do umbigo, precisa desafiar as próprias deficiências, suas limitações de todas as ordens, o sedentarismo próprio dos inconformados, bajuladores, subservientes, capachos, etc...
A RDM, que em 11 de setembro deste ano completará 69 anos de criada, sai de casa pela primeira vez para ir de encontro àquele que é a razão de sua existência – o povo amapaense. O projeto “RDM vai ao encontro do povo” é fruto da ousadia de um profissional da comunicação, o jornalista Roberto (Gato) Coelho do Nascimento, nomeado pelo Governador do Estado, em razão de força estatutária, infelizmente. Mesmo sem quadro de pessoal próprio, somos todos, das Copeiras ao Diretor-Presidente – “contratados ou nomeados” por Decreto, infelizmente, o que nos torna “vinculados à administração Pública”, mas não nos torna “subservientes à autoridade governamental”. Somos TODOS, profissionais, e como tal emprestamos nossos conhecimentos e saberes no cumprimento de nossas obrigações e responsabilidades, obedecendo à hierarquia da horizontalidade, das Copeiras ao Diretor-Presidente.
Essa ousadia teve resposta positiva da população que por ali passava, recebendo amistosamente o assédio das nossas Atendentes e dos repórteres em busca de testemunhos sobre o evento, permitindo que seus veículos fossem adesivados com a logomarca da Difusora, concorrendo, assim, ao prêmio de 69 litros de gasolina.
A transmissão “ao vivo” oportunizou que a população tomasse conhecimento do quanto é necessária uma equipe eminentemente técnica, onde cada um esmera-se ao máximo para alinhar-se ao resultado final – o sucesso. Sem modéstia, somos bons no que sabemos fazer, por que não olhamos para dentro da Rádio, mas para aquele que é nosso destino e objetivo final – a população.
Não somos compreendidos por uns, os inertes, os acomodados, os maus caráter; mas reconhecidos por outros, os que compreendem nossa ousadia em sair do rami-rami, do faz de conta, da inoperância, de não ter medo de fazer, de mostrar a cara. Nós da Difusora somos diferentes. Ousamos, não para aparecer ou mostrar que somos melhores ou os melhores, mas para dar real objetividade à Ciência da Comunicação, evidenciando o tripé máximo: emissor – mensagem – receptor. Nós somos esses emissores destemidos, usando a única arma disponível – a voz, para levar ao mais longínquo pedaço de chão amapaense a mensagem, recheada de conteúdo, encontrando você o receptor, que lá de longe telefona agradecendo nossa chegada à sua casa, que embora desconhecida de muitos, recebe-nos com alegria, compartilhando conosco o sucesso. “Sem esforço e ousadia, nunca haverá sucesso”.
Se nos deixarem trabalhar, ainda ouvirão mais alto a VÓZ DA DIFUSORA.
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Para reflexão semanal: “A pior dívida é a dívida do passado”.

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