Acordando
Em 1972,
os ricos reuniram-se em Estocolmo, na Suécia, para discutir na Conferência
Mundial do Desenvolvimento Sustentável um conceito que pudesse aliar
crescimento econômico, equilíbrio social e prudência ecológica. Tinham como
base as teorias do cientista Ignacy Sachs, considerado por muitos o precursor
desse modelo de desenvolvimento, mas, na realidade, estavam preocupados com o
destino deles. Pois era nos países desenvolvidos que se verificava o colapso
entre a riqueza e a preservação ambiental.
O assunto
que já vinha sendo debatido de forma tímida desde a década de 1940, a partir da
Conferência de Estocolmo virou tema obrigatório no mundo. Logo surgiram várias
ONGs internacionais preservacionistas, com uma postura xiita, no afã de
preservar. Queriam salvar a flora, a
fauna e os mananciais hídricos. Todo esse discurso era muito bem calcado por
conceitos que nos diziam que estávamos fadados a desaparecer. Ora pelo rombo da
camada de Ozônio, ora por catástrofes climáticas. Os cientistas dos países
ricos se revezam em encontrar embasamento científico para fazer com que o mundo
creia no apocalipse provocado pelo desequilíbrio do ecossistema global.
Algo me
inquietava nesses discursos, e por não estar familiarizado com o tema, não
sabia bem o que era. Nos discursos deles estavam inseridos todos os
ecossistemas, mas algo sempre me deixou inquieto. Sob a minha ótica, faltava
algo para que essa discussão toda realmente atendesse às necessidades globais.
E após o encontro na Suécia, a Eco 92 do Rio de Janeiro resultou numa agenda,
com 21 pontos que deveriam ser seguidos por todos os signatários da chamada Eco
92.
E aí
percebi o que faltava no discurso bem delineado, com conceitos articulados e
resultados maravilhosamente atraentes para os países em desenvolvimento: era
exatamente o desenvolvimento. Eles se recusavam a reduzir o nível de gases
poluentes na atmofesra, sob a alegação de que suas respectivas economias não
podiam parar. Ora, vejam!
Desconfiei,
então, que eles não podiam parar de enriquecer. Mas, em contrapartida, os
países em desenvolvimento tinham que se adequar a um cipoal de normas que, se
não estancasse o crescimento, no mínimo, os atrelaria a seus interesses.
Passados
mais alguns anos, e vendo crescer em importância tais teses, pude perceber que
havia uma falha muito maior dentro desse modelo econômico. A ausência do homem.
O homem não é prioridade. Tudo de resto na natureza o é, mas o homem não. O
Amazônida, sobretudo. Dentro dessa perspectiva, o presidente Fernando Henrique
Cardoso criou o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque. Justificou para o
mundo que havia na região um grande vazio demográfico, ignorando as populações
tradicionais do entorno e dentro da área do Parque, além de engessar terras de
seis municípios amapaenses, que hoje enfrentam enormes dificuldades para se
desenvolver.
Carlos
Alberto Molion, climatologista respeitado mundialmente, é um dos cientistas que
está desconstruindo os sofismas do desenvolvimento sustentável e a teoria
apocalíptica do fim do mundo em função das catástrofes climáticas. No Amapá, o
engenheiro Florestal e ex-vereador de Macapá, Laércio Aires, impetrou ação na
Justiça questionando a forma como o Parque foi criado.
Assim, as
máscaras vão caindo e, dentro de muitas verdades com relação ao assunto, as
falácias vão perdendo sustentação e a Amazônia começou a perguntar: como meus
filhos vão viver se não podem tirar o sustento do que lhes disponho? Respondam
o WWF, GTZ, Greenpeace, Al Gore, e outros pseudos ambientalistas como os
globais Victor Fasano e Christiane Torloni. (Publicado na Edição 204 - Maio de
2010)

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