“Vossa Excelência é safado...”
A troca de ofensa entre dois Senadores da República dá o tom das relações
políticas no Brasil. Ronaldo Caiado, líder do Democratas no Senado e Eduardo
Braga, Ministro de Minas e Energia e Senador licenciado do PMDB amazonense não
deixaram dúvida de que o clima no Congresso é de guerra e isso evidentemente
transborda para a sociedade, que é vítima dos desacertos das políticas econômicas
desenvolvidas equivocadamente pelo governo federal.
Agora imagine cidadão! Se as Casas Congressuais, hoje alvos de uma
avalanche de acusações de corrupção, e o governo federal, digo, a presidente
Dilma Rousseff, que vai escamoteando como pode para se livrar do tiroteio
disparado contra ela, inclusive, com a água subindo aos pés do maior líder da
esquerda no País, Luiz Inácio Lula da Silva, o que dirá você que é convidado a
todo o momento a apertar o cinto para superar a crise econômica que se abate
sobre todos os lares brasileiros?
O resultado dessa equação está nos índices da violência no Brasil. Não
resta dúvida que isso é o reflexo de um País que negligenciou as necessidades
básicas do povo. Essa elite política e empresarial imaginou que “guardados” entre
muros altos, câmeras de segurança, cercas elétricas e vigilantes particulares
estariam incólumes da horda que pululam nas ruas, sem educação, sem emprego,
sem cultura e lazer. Enganaram-se. Uma hora os iluminados saem da toca e aí...
Pimba! A casa cai, mas não só pra eles, principalmente para os que tentam viver
do lado de cá da cerca, ou seja, na legalidade apesar de toda a sorte de
dificuldade. Esses tombam cotidianamente com uma bala alojada no corpo.
Diante desse quadro social de degradação moral “dantesco”, começa a ficar
cada vez mais cristalina a necessidade de uma mudança radical no comando do
País. Sinceramente defendo a democracia, respeito o estado democrático de
direito, porém diante desse quadro caótico que vivenciamos não sei se dá para esperar
mais três anos para que as coisas tomem novos rumos. A população precisa reagir
e todos os mecanismos sociais precisam estar vigilantes e contribuindo para
essa tomada de consciência. A história da humanidade prova que as grandes
inflexões sociais aconteceram com a participação popular. Revolução americana,
Gloriosa na Inglaterra, Francesa, a queda do Collor e etc., a população
mobilizou-se, foi pra ruas e disse basta. Os mecanismos existem, o que não pode
e isso é intolerável, é assistirmos a democracia ser negociada as escancaras,
no selamento do “Pacto da Mediocridade” onde todo mundo finge que está fazendo
algo e todo mundo finge que acredita que está sendo feito. Eduardo Cunha,
presidente da Câmara e Dilma Rousseff fizeram esse acordo.
E Lula...Ah, o Lula. Esse tem mais coragem que todos. Mama em onça e
confia na sua capacidade de ludibriar, e mesmo sob intensa investigação de
participação ativa e passiva na Lava Jato, Mensalão, Zelotes e etc, diz que tem
couro grosso, aguenta pancada e insinua de que daqui a três anos as coisas
voltam à normalidade, pois vai comandar a quadrilha mais uma vez. Salve-se
quem puder.

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