Atleta de Ponta
Reinaldo Coelho
Da Reportagem
O interesse das mulheres
mais novas por esportes pode ser explicado, em parte, pelo fato de as escolas
terem começado a incentivar a prática esportiva feminina apenas na década de
70. Estudos recentes mostram que o papel da escola é fundamental nesta
transformação que estamos vendo agora, sendo que mulheres que praticam muitas
atividades físicas durante o período escolar têm três vezes mais chances de se
tornarem muito interessadas em esportes ao longo da vida.
Em termos da participação
efetiva das mulheres nos esportes, é possível atestar que elas preferem a
corrida e o ciclismo, o que pode ser comprovado pela explosão de eventos dessas
modalidades. Assim como os homens, as mulheres são motivadas a praticar
esportes pelo desejo de saúde e de relaxamento. Enquanto os homens focam em
competições e vitórias, o gênero feminino se concentra nos benefícios físicos e
emocionais e logico são competitivas e querem o lugar mais alto do pódio.
No Amapá uma dos exemplos
femininos, o que vem confirmar o descrito acima, tem 22 anos é macapaense de
gema e pratica o ciclismo, ela é Brenda Vitória Lobato Simões e como mesmo
afirma tem o ciclismo no sangue, pois o
pai Bráulio Dantas Simões, era ciclista e morreu praticando a modalidade e com
detalhe a mais tem a vitória no nome.
“Gostaria que todos que
pedalam a noite nos grupos de cicloturismo, pudessem participar do campeonato
estadual 2016, em especial as mulheres, pois aqui no Estado tem apenas 6
mulheres que competem”.
Ela completa, “O primeiro esporte que eu pratiquei foi
natação aos 9 anos. Comecei a praticar o ciclismo através do meu namorado e do
meu irmão que já pedalavam mais ciclismo está no meu sangue desde que nasci,
pois meu pai também era ciclista, é morreu fazendo o que mais gostava: pedalar”.
O ciclismo esta mesmo no
sangue dos Lobato Simões, pois o irmão de Brenda, Bruno Vinícius Lobato Simões,
18 anos, medalhista e já faz parte do nosso quadro de Atletas de Pontas, foi
homenageado pelo Tribuna Amapaenses em março de 2015.
Ela conta que a mãe Edilene
da Silva Lobato, após a morte traumática do esposo não apoiava a participação
dos filhos no ciclismo. “Quando eu e meu
irmão começamos a pedalar, minha mãe, não dava muita força, porque não é fácil
ver os dois filhos praticando o esporte que ‘tirou a vida’ do marido dela.
Quando meu irmão sofria uma queda de bicicleta, ela dizia que ia quebrar as
bicicletas e ninguém iria mais pedalar em casa. Hoje ela apoia bastante, só não
vai assistir as corridas por conta do trabalho dela”.
Amor
e o ciclismo
Como são comuns nas
competições os contatos mantidos com os colegas, nas diversas competições e
muitas vezes chega além da amizade, o amor que os une no esporte e repassado para
a vida a dois. Esse é o caso de Brenda e de Kaike Philipp também homenageado
pelo Tribuna
(http://tribunaamapaense.blogspot.com.br/2015/10/atleta-de-ponta.html).
Questionado sobre namorar um
atleta da mesma modalidade ajuda a pratica ela é contundente “Ajuda bastante, além de namorado, é meu
treinador. Uma pessoa que sempre me incentiva, que torce por mim, e que me dá
forças pra continuar quando eu penso em desistir. Ele faz parte de cada
medalha, cada troféu que eu conquistei e que ainda vou conquistar”.
Problemas
para ser atleta
De acordo com Brenda e todos
os atletas competitivos do Estado o que dificulta a prática do ciclismo é a
falta de apoio do poder público, a falta de ciclovias para chegarmos com
segurança aos locais de treino, falta de bolsa atleta estadual ( em todos os
outros estados do país tem, exceto no Amapá). “Essa falta de apoio técnico, estrutural e financeiro me obrigou a
trancar a minha matricula no CEAP, onde era acadêmica de Educação Física. Tive
que trancar a faculdade no segundo semestre por que estava viajando
constantemente para conseguir pontos para o ranking nacional, é também porque a
faculdade ficou muito cara, não tinha condições de viajar para competir e pagar
a faculdade ao mesmo tempo”.
Ela continua declarando o
único patrocínio que tem é do DONER KEBAB, “pois
é complicado conseguir patrocínio quando você é "iniciante" no
esporte. Como comecei a competir esse ano (2015), ainda não tenho muitos
títulos, mais estou no caminho”.
E reafirma “Não esperava ficar entre as melhores na
Norte/Nordeste, foi uma surpresa pra mim, espero que isso venha me ajudar em
conseguir o patrocínio. Quero subir no pódio e ficar entre os três melhores no
ranking estadual e nacional, podendo assim conseguir o Bolsa Atleta, atualmente
eu estou em 1º lugar na categoria Sub 23 no ranking nacional com 100 pontos na
frente da segunda colocada. Pretendo continuar praticando sim, ciclismo é
viciante”.
Brenda Vitoria é membro da
ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SPRINT, “nossa equipe foi formada por amantes do ciclismo,
como todas as outras do Estado. Tanto na parte nutricional, na preparação
física e na parte de peças da bicicleta é eu que pago. E conto com a ajuda do
meu namorado pra fazer manutenção na minha bicicleta”.
Para todos os atletas é
difícil trabalhar, treinar e competir, mas Brenda diz que faz o possível pra que tudo dê certo. “Esse mês comecei a parte de preparação
muscular já para a temporada de 2016, quanto a parte de alimentação, não sigo
nenhum tipo de dieta por enquanto, mais como bastante carboidrato e proteína”.
Ranking
1º Lugar Cat. SUB23 -
Ranking Nacional.
2º lugar no Ranking estadual
Títulos
conquistados
2º lugar Elite Contra
relógio - Copa Norte /Nordeste de Ciclismo.
2º lugar Elite Circuito - Copa
Norte /Nordeste de Ciclismo
3º lugar Elite - VI volta
ciclística do Pará
2º lugar Elite - XXXVII Corrida
Ciclística Antônio Assmar





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