quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Atléta de ponta

Atleta de Ponta





Brenda Vitória Lobato Simões – Ciclismo



Reinaldo Coelho
Da Reportagem

O interesse das mulheres mais novas por esportes pode ser explicado, em parte, pelo fato de as escolas terem começado a incentivar a prática esportiva feminina apenas na década de 70. Estudos recentes mostram que o papel da escola é fundamental nesta transformação que estamos vendo agora, sendo que mulheres que praticam muitas atividades físicas durante o período escolar têm três vezes mais chances de se tornarem muito interessadas em esportes ao longo da vida.

Em termos da participação efetiva das mulheres nos esportes, é possível atestar que elas preferem a corrida e o ciclismo, o que pode ser comprovado pela explosão de eventos dessas modalidades. Assim como os homens, as mulheres são motivadas a praticar esportes pelo desejo de saúde e de relaxamento. Enquanto os homens focam em competições e vitórias, o gênero feminino se concentra nos benefícios físicos e emocionais e logico são competitivas e querem o lugar mais alto do pódio.

No Amapá uma dos exemplos femininos, o que vem confirmar o descrito acima, tem 22 anos é macapaense de gema e pratica o ciclismo, ela é Brenda Vitória Lobato Simões e como mesmo afirma  tem o ciclismo no sangue, pois o pai Bráulio Dantas Simões, era ciclista e morreu praticando a modalidade e com detalhe a mais tem a vitória no nome. 


“Gostaria que todos que pedalam a noite nos grupos de cicloturismo, pudessem participar do campeonato estadual 2016, em especial as mulheres, pois aqui no Estado tem apenas 6 mulheres que competem”.

Ela completa, “O primeiro esporte que eu pratiquei foi natação aos 9 anos. Comecei a praticar o ciclismo através do meu namorado e do meu irmão que já pedalavam mais ciclismo está no meu sangue desde que nasci, pois meu pai também era ciclista, é morreu fazendo o que mais gostava:   pedalar”.

O ciclismo esta mesmo no sangue dos Lobato Simões, pois o irmão de Brenda, Bruno Vinícius Lobato Simões, 18 anos, medalhista e já faz parte do nosso quadro de Atletas de Pontas, foi homenageado pelo Tribuna Amapaenses em março de 2015.

(http://tribunaamapaense.blogspot.com.br/2015/03/atletas-de-ponta.html).  


Ela conta que a mãe Edilene da Silva Lobato, após a morte traumática do esposo não apoiava a participação dos filhos no ciclismo. “Quando eu e meu irmão começamos a pedalar, minha mãe, não dava muita força, porque não é fácil ver os dois filhos praticando o esporte que ‘tirou a vida’ do marido dela. Quando meu irmão sofria uma queda de bicicleta, ela dizia que ia quebrar as bicicletas e ninguém iria mais pedalar em casa. Hoje ela apoia bastante, só não vai assistir as corridas por conta do trabalho dela”.
Amor e o ciclismo

Como são comuns nas competições os contatos mantidos com os colegas, nas diversas competições e muitas vezes chega além da amizade, o amor que os une no esporte e repassado para a vida a dois. Esse é o caso de Brenda e de Kaike Philipp também homenageado pelo Tribuna (http://tribunaamapaense.blogspot.com.br/2015/10/atleta-de-ponta.html).
Questionado sobre namorar um atleta da mesma modalidade ajuda a pratica ela é contundente “Ajuda bastante, além de namorado, é meu treinador. Uma pessoa que sempre me incentiva, que torce por mim, e que me dá forças pra continuar quando eu penso em desistir. Ele faz parte de cada medalha, cada troféu que eu conquistei e que ainda vou conquistar”.

Problemas para ser atleta
De acordo com Brenda e todos os atletas competitivos do Estado o que dificulta a prática do ciclismo é a falta de apoio do poder público, a falta de ciclovias para chegarmos com segurança aos locais de treino, falta de bolsa atleta estadual ( em todos os outros estados do país tem, exceto no Amapá). “Essa falta de apoio técnico, estrutural e financeiro me obrigou a trancar a minha matricula no CEAP, onde era acadêmica de Educação Física. Tive que trancar a faculdade no segundo semestre por que estava viajando constantemente para conseguir pontos para o ranking nacional, é também porque a faculdade ficou muito cara, não tinha condições de viajar para competir e pagar a faculdade ao mesmo tempo”.
Ela continua declarando o único patrocínio que tem é do DONER KEBAB, “pois é complicado conseguir patrocínio quando você é "iniciante" no esporte. Como comecei a competir esse ano (2015), ainda não tenho muitos títulos, mais estou no caminho”.

E reafirma “Não esperava ficar entre as melhores na Norte/Nordeste, foi uma surpresa pra mim, espero que isso venha me ajudar em conseguir o patrocínio. Quero subir no pódio e ficar entre os três melhores no ranking estadual e nacional, podendo assim conseguir o Bolsa Atleta, atualmente eu estou em 1º lugar na categoria Sub 23 no ranking nacional com 100 pontos na frente da segunda colocada. Pretendo continuar praticando sim, ciclismo é viciante”.

Brenda Vitoria é membro da ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SPRINT, “nossa equipe foi formada por amantes do ciclismo, como todas as outras do Estado. Tanto na parte nutricional, na preparação física e na parte de peças da bicicleta é eu que pago. E conto com a ajuda do meu namorado pra fazer manutenção na minha bicicleta”.



Para todos os atletas é difícil trabalhar, treinar e competir, mas Brenda diz que faz  o possível pra que tudo dê certo. “Esse mês comecei a parte de preparação muscular já para a temporada de 2016, quanto a parte de alimentação, não sigo nenhum tipo de dieta por enquanto, mais como bastante carboidrato e proteína”.





Ranking
1º Lugar Cat. SUB23 - Ranking Nacional.
2º lugar no Ranking estadual
Títulos conquistados
2º lugar Elite Contra relógio - Copa Norte /Nordeste de Ciclismo.
2º lugar Elite Circuito - Copa Norte /Nordeste de Ciclismo
3º lugar Elite - VI volta ciclística do Pará
2º lugar Elite - XXXVII Corrida Ciclística Antônio Assmar



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