Se
vocês não gostam das histórias da Grécia, eu gosto. Por isso vou buscar nas
histórias gregas a introdução para meus textos. Vejam os senhores que
Arquimedes de Siracusa (287 a 212 A.C), matemático grego bradou a interjeição eureka
ao descobri a resposta para o dilema do Rei Hierão, que queria saber se a Coroa
de Ouro dele era pura ou havia material inferior misturado ao ouro. Quando o
matemático descobriu a resposta, saiu nu pelas ruas gritando: Eureka, eureka...
Achei, achei!
Caramba,
vocês devem me achar um louco, mas hoje eu sair da Expofeira gritando eureka, eureka...
Sabem por quê? Porque descobri qual é um os principais problemas que emperra o
desenvolvimento do Estado. E sabem qual é? O próprio amapaense. Há muito tempo
fiquei atribuindo ao centro Sul maravilha nosso maior óbice, mas hoje percebo
que não é, pelos menos não é o maior. Somos nós mesmos o maior dos nossos
males. Ah... Não! Então senhoras e senhores leitores o que pode explicar toda
essa dificuldade que o governador Waldez Góes enfrentou para realização da 51ª
Expofeira do Amapá? Desde a decisão do Waldez em realizar o evento o Ministério
Público impetrou várias ações, tentando, de todas as formas, impedir a
realização do evento. Misturou alhos com bugalhos. Primeiro alegou que o Estado
em crise financeira não poderia priorizar um evento que não teria, no entender
deles, alcance social e que não traria benefício a população mais pobre.
Apontou
a crise na saúde do Amapá como um aspecto a ser priorizado em detrimento do
evento. Pensem! Em qual Estado brasileiro a saúde pública vai bem? Nenhum.
Sinceramente a saúde pública é um problema no Brasil inteiro e os Estados não
deixam de investir em outros setores por isso. A Expofeira não é razão do caos
na saúde e suas excelências sabem muito bem disso. Se fosse ela tinha melhorado
quando o Camilo não realizou o evento.
Bem,
mas se não foi possível no todo, também foi tentado impedir programação
específica como o Rodeio, por exemplo. Tudo em nome da legalidade e da
moralidade. Ora em nome dos mais pobres, ora em nome dos pobres animais. Mas o
verdadeiro motivo está inconfessável e nós sabemos quais são.
A
crítica da mídia de oposição é compreensível e aceitável, só deveria ser mais
inteligente. Não fizeram uma oposição responsável, a qual deveria aguardar o
resultado do evento e avaliar se os objetivos mensurados foram ou não
alcançados e aí sim, caso houvesse comprovado fracasso, crítica. Mas não, a
tentativa de desqualificação do evento tradicional foi intempestiva, precoce e
para o desalento de todos eles a Expofeira está sendo considerada pelo público
como a melhor dos últimos anos. Havia uma torcida velada de que o público não
comparecesse. Se frustraram. O público foi, viu e aprovou o que viu. O
empreendedor está com sorriso de orelha a orelha, pois venderam e venderam bem.
Pecuaristas e agricultores também. Todo o gado para comercialização foi
vendido. Só um fazendeiro de Chaves que trouxe mais de 200 Búfalos vendeu tudo.
Os agricultores e pecuaristas tiveram a disposição mais de R$ 1 milhão para
financiamento através do EXPOFRAP e em 4 dias já haviam sido liberados R$ 400
mil.
Os que
apostam na inanição do Amapá, torceram o nariz com a vinda da ministra Kátia
Abreu do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento. A ministra
ficou surpresa positivamente com a potencialidade que o Amapá oferece hoje no
setor produtivo. Cerrado, Porto e planejamento do Estado para o setor
produtivo. A ministra voltou para Brasília se comprometendo primeiro em ajudar
o Amapá a resolver o problema das terras, ou seja, titulá-las, mas o INCRA
local, pasmem, quer criar doze assentamentos no Amapá. Pode um negócio desses.
Mas assentamentos senhoras e senhores?
Quem
quer ver o Amapá forte, desenvolvido, autossuficiente na produção de alimentos,
exportando gado e vendo cada dia mais a agricultura familiar forte e a nossa
pecuária saindo da incômoda posição de risco desconhecido em função, ainda, da
existência da ‘Febre Aftosa’ em nosso rebanho foi a Expofeira, visitou stands,
conversou com técnicos, pecuaristas e agricultores e percebeu que o paradigma
da economia financiada pela subvenção federal (FPE) está com os dias contados.
A Ministra foi ao Porto da Companhia Docas de Santana e destacou todos os
serviços regulatórios que estão elaborados para o bom funcionamento do Porto. A
posição estratégica é boa e a parte do Brasil que mais se aproxima dos grandes
clientes brasileiros (China e EUA), então é só essa turma do contra não atrapalhar
que as coisas vão acontecer, sim.
Lamento
informar, a 51ª Expofeira foi um sucesso. Aguardem a 52ª, que vai ser ainda
melhor, aliás, o Amapá vai ser melhor, apesar de você.

Nenhum comentário:
Postar um comentário