quinta-feira, 19 de novembro de 2015

CULTURA

Mês da Consciência Negra 

                                 – Encontro dos Tambores


Caixas de batuque dão ritmo às canções no Encontro dos Tambores


 

Evento no Amapá segue até 30 de novembro com feiras e apresentações, reunindo 55 grupos folclóricos quilombolas.




 

Reinaldo Coelho

 

Cerca de 20 ações sociais, esportivas e culturais formam o ‘Mês da Consciência Negra no Amapá’. As atividades iniciaram em 21 de outubro e seguem até 30 de novembro, com manifestações de comunidades quilombolas, segundo a Secretaria Extraordinária de Políticas Afrodescendentes (SEAFRO) – entre eles o tradicional Encontro dos Tambores que acontece desde 2006 e integra a Semana da Consciência Negra.

Neste ano, o Encontro dos Tambores contará com a participação de 55 grupos de diversas comunidades quilombolas, começando no dia 20, na sede da UNA e reúne todas as manifestações culturais e religiosas de raízes africanas, como cultos afros, capoeira, danças tradicionais, hip-hop, entre outras.

O Encontro dos Tambores inicia com a Missa dos Quilombos, e segue com as apresentações das comunidades, que durante quatro dias mostram sua cultura e tradições. O Concurso Mais Belo e Bela Negra também é organizado pela UNA.

O Encontro dos Tambores é uma das manifestações mais importantes da programação, pois reúne grupos folclóricos que apresentam danças tradicionais. Os ritmos são marcados pelo som do batuque das caixas e pelos “ladrões de marabaixo”, típico da região.

Missa dos Quilombos

Missa dos Quilombos faz parte da Semana da Consciência Negra e é a abertura do Encontro dos Tambores. A celebração reúne líderes de religiões africanas (umbanda, candomblé, tambor de mina) e o catolicismo. Durante a concelebração vários líderes religiosos usam o mesmo palco para celebrar a tradicional missa, considerada o momento mais religioso dentro da programação da Semana da Consciência Negra, na sede da União dos Negros do Amapá (UNA), em Macapá, após a caminhada Zumbi dos Palmares.

No entorno do palco, fiéis acompanham em pé a missa conduzida pelo padre Paulo Roberto e por pais e mães de santo. As religiões unem seus respectivos rituais durante o evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra.



Após a Missa dos Quilombos, há apresentação de grupos de marabaixo e batuque, que serve de preparativo para Encontro dos Tambores.

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