HOMEM, CONHECE-TE A TI
MESMO.
Acima
dos portais dos tempos do mundo antigo estavam inscritas as palavras “ Homem,
conhece-te a ti mesmo “. Hoje, o homem encontra-se em expectativa no limiar do
espaço, desafiando as estrelas, cônscios do seu estranho destino, excitante e
maravilhoso. A raça humana renasce par a nova era cósmica. Nunca como agora o
conhecimento de si mesmo foi mais necessário. Os cosmonautas, ao olharem para
trás, já vêm sua velha Terra familiar encolher-se ao tamanho de uma pequena
bola girando como um brinquedo perdido; todas as paixões históricas da
humanidade desvanecem-se como um sonho.
Os viajantes de amanhã poderão ver seu antigo lar diminuir até um simples ponto
de luz para então desaparecer, deixando-os a sós, gloriosamente livres sob as
constelações brilhantes, perdido nas imensidades intemporais do universo. Daqui
a séculos, novas mutações do Homem, com
suas técnicas miraculosas, voarão até Andrômeda e às galáxias mais distantes,
observando os bilhões de mundos na Via Láctea desenvolver-se num véu luminoso,
para então desaparecer por entre o
esplendor astral da eternidade, essa partícula de pó chama Terra é apagada da
memória.
Esse é o
caminho da Humanidade. Novas tecnologias virão substituir as hoje modernas,
mas, certamente, nenhuma terá a Sapiência, a Onipresença e a Onisciência do
Grande Arquiteto do Universo. Nenhuma máquina humana substituirá o Homem em sua
forma original e única, abastecido de sentimentos, os mais diversos,
necessários e representativos da mensagem da criação – O Homem, criado à imagem
e semelhança de Deus.
As
mutações geracionais futuras desenvolveram nas suas criações um estranho
direito de “ poder “, alimentado pelo desejo de “ vencer “ para sobreviver.
Estabelecia-se, então, a lei do mais forte. “ Se matar for preciso para
sobreviver, mato “, diriam alguns, porque a riqueza material embrutece a raça
humana, não importando os modos e as conseqüências pouco importam.
A antiga
frase “ se quiseres conhecer o poder de um homem, dá-lhe uma farda “. Essa
afirmativa é verdadeira porque muitos fatos conhecidos e notórios são do
conhecimento da sociedade. Poder-se-ia dizer, também, que para conhecer-se um
agente POLÍTICO, basta elegê-lo para o exercício de um cargo público, na escala
de Vereador. Prefeito, Governador, Deputado Federal ou Estadual, Senador,
Presidente da República, beirando-se nessa escala, Delegado, Magistrado,
Procurador, Procurador, Policial, etc..., por exemplo, excluindo-se, por
Justiça, àqueles que honram e dignificam o cargo ou a função pública.
Creio
que para ser respeitado socialmente o agente público, no exercício da função
política pública deve ter como Norte de seu comportamento, que é procurador de
alguém que confiou-lhe um mandato, escolhendo-o para representá-lo. Logo, por
analogia, seus atos são, também os atos de quem outorgou-lhe o mandato. Ou não
?
Os
Poderes da República são independentes no sentido de poderem exercer suas
responsabilidades constitucionais; são harmônicos porque devem respeitar-se
entre si, sem ostentação, sem estrelismo. A sociedade não os quer separados,
mas unidos na busca de resgatar a dignidade do Povo amapaense nesses momentos
de crise econômica.
Extraí
do prefácio do livro de Moisés Nain, O Fim do Poder, a seguinte sentença que
pareceu-me oportuna para o momento deflagrado pelo presidente da Assembléia
Legislativa contra o Governador do Estado : “ O poder pode parecer abstrato,
mas para aqueles que têm maior sintonia com ele – ou seja, os poderosos – seus
altos e baixos são sentidos de modo muito concreto “.
Um chefe
de Poder da República têm sob sua responsabilidade, na proporção de suas
atuações, a responsabilidade de SERVIR à sociedade, dando as garantias necessárias a que manifestem sua
satisfação ao receber os benefícios dos
serviços públicos de grande ou pequeno porte, sejam eles físicos,
jurídicos, econômicos, sociais, segurança, educacionais, recreativos,
artísticos, etc..... Em contra-partido devem comportar-se com dignidade no
exercício dos cargos ou funções públicas, dando mostras de maturidade, respeito
e transmitindo confiança á sociedade.
Como
tenho dito sempre que o Servidor Público deve abstrair-se de seu ego pessoal
para tornar-se, mesmo por algumas horas, alguém que serve ao publico, não
importando o cargo que exerça. Deve urgir-se do Princípio da Impessoalidade no
serviço público, para que possa servir aos que o procuram, sem distinção de
cor, partido político, credo, raça, condições social e econômica. Essa é a
mística do serviço público.
A Carta
Política vigente assegura a independência dos Poderes e exige a harmonia entre
os mesmos, por ser condição primordial à governabilidade do Estado. Ainda que
impossível uma independência absoluta dos três Poderes , quando essa não
ocorrer,, deve-se atentar ao PRINCÍPIO DA AUTONOMIA, para que haja harmonia na
execução dos atos do Estado. Há muito que a doutrina brasileira estabeleceu ser
o objetivo de qualquer Estado, a promoção
do bem comum, isto é, o atendimento
da vontade social. Este é o único motivo que justifica a sua existência, já
que a SOBERANIA É DO POVO.
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Para reflexão semanal : “ O poder é efêmero, porque
tem início e fim. O Homem é finito, nasce e morre. O que fica de bom, são as
lembranças de nossos atos “ ( J. Freitas ).
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