quinta-feira, 26 de novembro de 2015

DE TUDO UM POUCO



HOMEM, CONHECE-TE A TI MESMO.

         Acima dos portais dos tempos do mundo antigo estavam inscritas as palavras “ Homem, conhece-te a ti mesmo “. Hoje, o homem encontra-se em expectativa no limiar do espaço, desafiando as estrelas, cônscios do seu estranho destino, excitante e maravilhoso. A raça humana renasce par a nova era cósmica. Nunca como agora o conhecimento de si mesmo foi mais necessário. Os cosmonautas, ao olharem para trás, já vêm sua velha Terra familiar encolher-se ao tamanho de uma pequena bola girando como um brinquedo perdido; todas as paixões históricas da humanidade  desvanecem-se como um sonho. Os viajantes de amanhã poderão ver seu antigo lar diminuir até um simples ponto de luz para então desaparecer, deixando-os a sós, gloriosamente livres sob as constelações brilhantes, perdido nas imensidades intemporais do universo. Daqui a séculos, novas mutações do  Homem, com suas técnicas miraculosas, voarão até Andrômeda e às galáxias mais distantes, observando os bilhões de mundos na Via Láctea desenvolver-se num véu luminoso, para então  desaparecer por entre o esplendor astral da eternidade, essa partícula de pó chama Terra é apagada da memória.
         Esse é o caminho da Humanidade. Novas tecnologias virão substituir as hoje modernas, mas, certamente, nenhuma terá a Sapiência, a Onipresença e a Onisciência do Grande Arquiteto do Universo. Nenhuma máquina humana substituirá o Homem em sua forma original e única, abastecido de sentimentos, os mais diversos, necessários e representativos da mensagem da criação – O Homem, criado à imagem e semelhança de Deus.
         As mutações geracionais futuras desenvolveram nas suas criações um estranho direito de “ poder “, alimentado pelo desejo de “ vencer “ para sobreviver. Estabelecia-se, então, a lei do mais forte. “ Se matar for preciso para sobreviver, mato “, diriam alguns, porque a riqueza material embrutece a raça humana, não importando os modos e as conseqüências pouco importam.
         A antiga frase “ se quiseres conhecer o poder de um homem, dá-lhe uma farda “. Essa afirmativa é verdadeira porque muitos fatos conhecidos e notórios são do conhecimento da sociedade. Poder-se-ia dizer, também, que para conhecer-se um agente POLÍTICO, basta elegê-lo para o exercício de um cargo público, na escala de Vereador. Prefeito, Governador, Deputado Federal ou Estadual, Senador, Presidente da República, beirando-se nessa escala, Delegado, Magistrado, Procurador, Procurador, Policial, etc..., por exemplo, excluindo-se, por Justiça, àqueles que honram e dignificam o cargo ou a função pública.
         Creio que para ser respeitado socialmente o agente público, no exercício da função política pública deve ter como Norte de seu comportamento, que é procurador de alguém que confiou-lhe um mandato, escolhendo-o para representá-lo. Logo, por analogia, seus atos são, também os atos de quem outorgou-lhe o mandato. Ou não ?
         Os Poderes da República são independentes no sentido de poderem exercer suas responsabilidades constitucionais; são harmônicos porque devem respeitar-se entre si, sem ostentação, sem estrelismo. A sociedade não os quer separados, mas unidos na busca de resgatar a dignidade do Povo amapaense nesses momentos de crise econômica.
         Extraí do prefácio do livro de Moisés Nain, O Fim do Poder, a seguinte sentença que pareceu-me oportuna para o momento deflagrado pelo presidente da Assembléia Legislativa contra o Governador do Estado : “ O poder pode parecer abstrato, mas para aqueles que têm maior sintonia com ele – ou seja, os poderosos – seus altos e baixos são sentidos de modo muito concreto “.
         Um chefe de Poder da República têm sob sua responsabilidade, na proporção de suas atuações, a responsabilidade de SERVIR à sociedade, dando as  garantias necessárias a que manifestem sua satisfação ao receber os benefícios dos  serviços públicos de grande ou pequeno porte, sejam eles físicos, jurídicos, econômicos, sociais, segurança, educacionais, recreativos, artísticos, etc..... Em contra-partido devem comportar-se com dignidade no exercício dos cargos ou funções públicas, dando mostras de maturidade, respeito e transmitindo confiança á sociedade.
         Como tenho dito sempre que o Servidor Público deve abstrair-se de seu ego pessoal para tornar-se, mesmo por algumas horas, alguém que serve ao publico, não importando o cargo que exerça. Deve urgir-se do Princípio da Impessoalidade no serviço público, para que possa servir aos que o procuram, sem distinção de cor, partido político, credo, raça, condições social e econômica. Essa é a mística do serviço público.
         A Carta Política vigente assegura a independência dos Poderes e exige a harmonia entre os mesmos, por ser condição primordial à governabilidade do Estado. Ainda que impossível uma independência absoluta dos três Poderes , quando essa não ocorrer,, deve-se atentar ao PRINCÍPIO DA AUTONOMIA, para que haja harmonia na execução dos atos do Estado. Há muito que a doutrina brasileira estabeleceu ser o objetivo de qualquer Estado, a promoção do bem comum, isto é, o atendimento da vontade social. Este é o único motivo que justifica a sua existência, já que a SOBERANIA É DO POVO.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Para reflexão semanal : “ O poder é efêmero, porque tem início e fim. O Homem é finito, nasce e morre. O que fica de bom, são as lembranças de nossos atos “ ( J. Freitas ).
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

  

om

          

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...