“O jovem estudante e professor ao ingressar na política
partidária se candidatou às eleições de Deputado Federal, em oposição ao então
Deputado Janary Gentil Nunes que pretendia a reeleição. O grande líder foi fragorosamente
vencido pelo jovem Pontes, contrariando assim todos os prognósticos de sua
vitória”.
Antônio Cordeiro Pontes
- *1937 - + 2001
A editoria do pioneirismo do Tribuna
Amapaense há muito vem tentando montar a historia desse pioneiro na politica e
na educação do Amapá. Antonio Cordeiro Pontes, que foi um jovem politico que
conseguiu quebrar a preeminência janarilista no Território Federal do Amapá. Ao
derrotar o ex-governador e deputado federal Janary Nunes, que era inconcebível
para os amapaenses que tinham uma idolatria pelo primeiro governador do Amapá.
Pois era um político tradicional, com grande peso eleitoral, em razão ter sido
por mais de dez anos governador do Território. Poucos acreditavam, no início,
que a dupla de jovens professores, lançada pelo MDB conseguiria enfrentar a
ditadura e se eleger.
Os jovens amapaenses, porém queriam mudanças,
e em plena ditadura militar, esse jovem líder estudantil consegui mais um fato
inédito o apoio do governador militar Ivanhoé Gonçalves Martins, que assumiu o
governo do Amapá de 1967 a 1972. Martins, embora da Arena (partido de situação,
à época), apoiou Antônio Cordeiro Pontes (antigo MDB) que assim consegue
derrotar Janary Nunes para a Câmara Federal. Ou seja, amarrou uma coligação com
os lideres do MDB, Azevedo Costa, Lucimar Del Castillo e o velho cacique.
A campanha recebeu uma ajuda da cantora Edna
Fagundes. Segundo alguns dizem a Rainha do Bolero teria gravado o jingle que
animava a candidatura vitoriosa dos professores.
Eleito deputado federal pelo MDB em 1970,
1974 e 1978, optou pelo PDS após o fim do bipartidarismo e conquistou um novo
mandato em 1982.
Antônio Cordeiro Pontes é procedente da
tradicional família Pontes, que tem como berço natural o município do Amapá.
Nascido no dia 21 de março de 1937, foi filho de Francisco Benício Pontes e D.
Joana Cardoso Pontes, pecuaristas assentados na Região dos Lagos.
Muito inteligente, se dedicou aos estudos.
Diplomado em 1956 pela Escola Industrial de Macapá foi professor de mecânica de
máquinas do ensino industrial básico e em 1963 concluiu o Bacharelado em
Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas.
E, aos 19 anos ingressou no serviço público,
no quadro de diarista em 1º de março de 1956, exercendo a função de professor. Ocupou
seu primeiro cargo público como assessor contábil do Território Federal do
Amapá no governo de Pauxy Gentil Nunes e depois trabalhou como coordenador da
Divisão de Educação do Amapá, diretor do ensino médio e diretor do Ginásio
Estadual de Macapá.
Quase dez anos depois já assumia a chefia de
Coordenação da Divisão de Educação (no período de 7 a 15 de março de 1964); foi
diretor da Escola Getúlio Vargas em 12 de junho de 1969; diretor do Ginásio
Municipal de Santana em 2 de fevereiro de 1967.
Trajetória política
Ponte, além de professor, transformou-se em
líder estudantil, conquistando a liderança jovem, pelos seus posicionamentos
nos grêmios e foi neste diapasão que convenceram o jovem estudante e professor
a ingressar na política partidária e se candidatar às eleições de Deputado
Federal, em oposição ao Deputado Janary Gentil Nunes que pretendia a reeleição.
O grande líder foi fragorosamente derrotado
pelos jovens professores Pontes e Lucimar Del Castillo, contrariando todos os
prognósticos, destruindo todos os sonhos dos janaristas. Após a posse de Pontes
é que fomos descobrir que os pioneiros não eram a maioria dos eleitores; que a
juventude tinha adquirido a sua individualidade, desgarrando-se do
paternalismo. Os pioneiros choraram a derrota, mas reconheceram que o tempo
tinha passado.
Eis a Música de Campanha a Deputado Federal
da dupla Antônio Pontes e Lucimar Del’Castillo. A letra foi recuperada pelo
Professor Haroldo Freitas.
No meu MDB,
no dia 15 em vou votar,
Para
deputado Antônio Pontes, para suplente Lucimar,
São dois
jovens professores, que unidos prometem trabalhar,
Refrão
Antônio
Pontes e Lucimar, em quem vocês devem votar. (bis)
Participação política
Ausente na votação da emenda Dante de
Oliveira em 1984, foi o único amapaense a votar em Tancredo Neves no Colégio
Eleitoral em 1985. Fundador nacional do PFL, não foi reeleito em 1986 e deixou
o partido em 1988. Presidente da Cooperação Brasil-Itália (COBI) em Brasília
(1991-1993) tornou-se coordenador da Região Norte do Movimento Familiar Cristão
(pertencente à Renovação Carismática Católica) em 1996. Filiou-se ao PMDB no
ano seguinte.
Antônio Pontes casou-se com D. Benedita
Raimunda de Mira Pontes e nasceram os filhos: Valério, Luiz Gustavo, Ana e
Rodrigo.
Ao deixar a Câmara, foi colocado à disposição
do Ministério da Justiça. Dedicou-se a missão de evangelizar, revelando-se um
grande e convincente, destacando-se com sua oratória. Antônio Pontes faleceu em
Brasília, no dia 26 de abril de 2001.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol.
III", de Coaracy
Barbosa – não
impresso.
Filiações
Partidárias:
PSD; MDB; PFL,
1985 – 1988; PMDB, 1997.
Condecorações:
Medalha Mérito
Tamandaré, 1980; Grande Oficial, Ordem do Ipiranga, 1981; Comendador, Ordem do
Mérito Naval, 1981.
Locais de Estudos:
Escola Rural de
São Miguel; Escola Industrial de Macapá, 1956.


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