126
anos de República: para que?
Hoje a
coluna sai diferente. Ao invés de notas, reflexões. Afinal, neste dia 15
deveríamos comemorar os 126 anos de república. Desde junho de 2013, a história
do Brasil foi marcada para sempre pela participação social. Um novo ciclo
civilizatório brasileiro, surge então, nesta era de elevação de
consciência crítica de uma juventude participativa e cheia de ideologias, metas
e sonhos.
Dizem
por aí, que um dia iremos nos tornar uma potência no cenário internacional e
que até haverá saúde, educação, habitação e uma vida melhor para todos. Dizem,
que o Brasil mudou e que depois da Proclamação da República, do fim da
escravidão, da ditadura militar, do processo de redemocratização, dos governos
de FHC, e enfim, da Era Lula e Dilma, dizem que o Brasil enfim irá
“avançar nas mudanças”. Mas será mesmo?
Dizem
que no caso da prisão de “mensaleiros”, fechamos um ciclo de cerceamento da
corrupção no nosso país, fazendo com que no dia em que comemoramos 126 anos da
República, todos os brasileiros em pleno século 21, puderam reconhecer quem são
os criminosos, em que partido estão e como eles devem de fato ser punidos. Mas
será mesmo?
Outros
dizem ainda que estes são inocentes, que são líderes políticos presos
injustamente por um grupo de juristas e direitosos. Alegam que foram presos sem
provas. Defendem que tais “presos políticos” sejam libertos. Algumas fotos de
capas de jornal em todas as manchetes do Brasil com mãos erguidas sugerem
simbolicamente, que um dia tais “presos políticos” sairão da prisão e serão
novamente líderes de uma grande revolução do povo e para o povo. Mas
será mesmo?
Os
rumos que a política no Brasil está tomando, a corrupção ou inocência dos
“mensaleiros” ou “presos políticos” são questões complexas para se
julgar. Quando essa avaliação acontece, ou ela é feita por um grupo que está no
poder [e entende todo o papel que a mídia tem sobre a opinião pública, em
relação à que projeto é melhor ou pior para o país]. Ou então é feita por um
grupo que está na oposição, que aproveita da lastimável situação para ampliar
suas críticas ao método torpe e desonesto posto no poder público federal.
Ainda mais quando o Brasil presencia a cena de um dos ícones da luta
esquerdista do país, o petista Zé Dirceu, sendo posto atrás das grades.
Mas aí
fica uma pergunta: Como fica o povo brasileiro nisso tudo? O que acontece
com os nossos indiozinhos, com nossas crianças ribeirinhas, com nossos
trabalhadores e trabalhadoras, enfim, o que acontece com a massa da população
em si? Como ficam àqueles que todos os dias acordam bem cedo para gerar
renda, com os que pagam trilhões em impostos todos os anos? Como ficam os
brasileiros?



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