sexta-feira, 9 de junho de 2017

ARRAIÁ DO MEIO DO MUNDO




ARRAIÁ DO MEIO DO MUNDO
Começaram os folguedos juninos no Amapá



Reinaldo Coelho

Mês de Junho... Logo vem à mente os folguedos e festas populares características do mês. Tradição pelo Brasil afora, onde observamos festejos com suas danças, roupas e comidas típicas. Isso varia um pouco entre os Estados e Regiões. Lá pelas bandas do Amazonas tem o Boi-Bumbá, diferente do Bumba-meu-boi do Maranhão. As cirandas no Nordeste e tantas manifestações de muita expressividade em todos os cantos do país.
Aqui no Amapá temos o maior festival da quadra junina do Norte do Brasil, Arraiá no Meio do Mundo, que é organizado pela Federação das Entidades Folclóricas do Amapá (FEFAP), que deu início aos folguedos juninos amapaense com o concurso que vai eleger os melhores dançarinos da quadra junina amapaense em três categorias, masculino, feminino e gay, nos dias 1, 2 e 3 de junho, sendo a novidade deste ano a escolha do Casal de Noivos. O evento acontece na sede do Trem Desportivo Clube, no Centro de Macapá. Na ocasião será feito o sorteio da ordem de apresentação dos grupos nos polos, momento também muito esperado. Grupos de todo o Amapá, desde que federados, participam da disputa, que iniciam nos cinco polos nos quais são divididos os municípios.



A presidente da entidade, Daiana Ronieli, calcula a participação de 100 grupos de todo o Estado, que já passaram pelas etapas iniciais do calendário, iniciado em novembro, com a visita aos polos, regularização (ainda em vigor), pré-festivais, e após o ‘Garota FEFAP’ iniciarão as competições nos polos e as finais do estadual.

A disputa é entre os grupos juninos tradicionais e estilizados. Dividido em polos, as eliminatórias são realizadas em cinco municípios, enquanto as finais acontecem em Macapá. As eliminatórias nos polos serão de 10 à 24 de junho e o concurso estadual será realizado de 29 de junho à 8 de julho.
Os quesitos julgados que definem a colocação no concurso são Coreografia, Tema, Indumentária, Simpatia e Desembaraço. O primeiro lugar de cada uma das quatro categorias ganha R$ 1 mil, e o segundo lugar, R$ 500,00, e as passagens para participar das competições nacionais realizados pela Confederação Brasileira das Entidades de Quadrilhas Juninas (CONFEBRAQ), em Fortaleza e Rio de Janeiro.

Apoio e incentivos

É o 10º Arraiá no Meio do Mundo, e a presidente Daiana avalia que, entre altos e baixos, com a falta de apoio e patrocínio, a exemplo do ano passado, a quadra junina amapaense conseguiu sobreviver às crises no setor cultural e garantir o respeito. “Temos o apoio dos grupos que não desistem e do público. E ainda a parceria do Governo do Estado, através do secretário de Cultura, Dilson Borges, que está dialogando com a FEFAP, e do deputado federal Marcos Reátegui, que nos apoia e ajuda a viabilizar a construção do Quadrilhódromo. Após a visita do presidente da CONFEBRAQ, Carlos Brito, em abril, brigaremos para a realização do próximo festival nacional aqui no Amapá”.

Investimentos e retorno

Atualmente a quadra junina no Amapá, organizada pela FEFAP, o Arraiá no Meio do Mundo, é um dos maiores eventos culturais do Estado, e mobiliza cerca de 17 mil pessoas de todas as idades, principalmente jovens e de áreas carentes. O evento, que vai para a 10ª edição, é realizado em todos os municípios, que são divididos em cinco polos, em duas categorias – Tradicional e Estilizada –, totalizando 102 grupos. A presidente Daiana estima que durante o calendário serão movimentados em média R$ 1 milhão de reais com contratação de mão-de-obra, confecção de indumentárias e adereços, estrutura, som, iluminação, premiação.

O Arraiá envolve um universo ao seu redor, e os resultados do apoio podem mudar a vida de muitas pessoas. Os quadrilheiros trabalham o ano inteiro, e paralelo, estão jovens na maioria próximos da faixa de risco social, pequenos, médios e grandes empreendedores – do vendedor de batata frita ao empresário de tecidos, pousadas e hotéis –, e uma grande máquina de profissionais do entretenimento que são os coreógrafos, maquiadores, desenhistas, jurados, aderecistas e costureiras, que precisam deste incentivo, e o Estado ganha com a repercussão nacional atraindo centenas de turistas e injetando recursos durante o festival junino.

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