Artigo
Arautos da
moralidade de ocasião
O eleitor
brasileiro que se prepare e coloque o “desconfiômetro” de prontidão. O Brasil
passa por mais um momento delicado da vida pública. A ascensão do Partido dos
Trabalhadores ao poder em 2003 provocou, na elite nacional, um incontido e
indisfarçável incomodo. Esses comunistas de “meia pataca” adestrado no quintal
de Fidel Castro e na ex-URSS querem ascender à elite, sentar à mesa com a
aristocracia nacional e ditar as regras de como se divide o orçamento nacional.
Isso não! Pensaram os donos da pátria.
Tá mais do
que na cara que o Brasil tem a tônica da apropriação do capital público para
uma minoria, formada por nobres portugueses, depois pelos barões do Café, da
Cana de Açucar, dos coronéis, das oligarquias gaúchas e essa gente construíram
uma dinastia de poder no Brasil que só eles comandavam as contas públicas.
Assim estava confortável. Ninguém chiava, estava tudo dominadinho.
O desmonte
dessa estrutura corrupta e perdulária existente em nosso País desde sempre
começou a ser desmontada com o impedimento da Presidenta Dilma Rousseff. Ela
deu pedaladas fiscais? Deu. Mas quem nunca? O problema que qualquer pretexto
para tirar a pedra do sapato da burguesia, era válido. Não sou PT e muito menos
Dilma, mas também não sou imbecil. Os comunistas do Castro queriam um País
totalitário, sob suas barbas e com desmoralização dos ricos. Os movimentos
campesinos e as milícias (MST) barbarizando no campo. Praticamente uma
expropriação da propriedade privada rural, então...
O Brasil
deflagrou a “guerra de Bugiu” onde todo mundo joga merda em todo mundo.
Desmascara os comunistas ladrões, desmoraliza a burguesia perdulária e o povo
ignorante, massa de manobra, desonesto também produz a nova casta. Os
oportunistas de plantão. Os arautos da moralidade. Com discurso pronto e
conveniente. Bem embalado numa retórica de probidade, do voto franciscano. “Se
eu for eleito, vou moralizar a coisa pública.” “Chega de político corrupto.” “O
povo quer mudança.” Tudo isso é o óbvio ululante, mas a pergunta que não quer
calar é: o povo quer mudança mesmo? O cidadão deixou de fazer gato na sua casa?
Parou de furar fila? De jogar lixo na rua? De furar na fila do banco? O jovem
de cabular aula? O professor da escola pública de enrolar em sala de aula? O
advogado de fazer advocacia dupla? Será que estamos mesmo querendo mudança. Ou
estamos fazendo o jogo das elites que manipulam o povo através dos veículos de
comunicação, enviesando a informação, manipulando os incautos com suas opiniões
convenientes. Preste atenção. Jesus falou que falsos profetas iriam aparecer na
terra falando em nome de Deus, e temos um monte de homens e mulheres dizendo
que Deus fala pelas suas bocas, será? E esses arautos querem moralidade ou
apenas uma oportunidade. Devemos separar o joio do trigo. E para isso requer
habilidade e muito vento.

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