sábado, 12 de agosto de 2017

ARTIGO DO REI



Pais! Voltem a saber dizer não.

“Mas mãe, porque não podemos levar esse tablet?!”. Poderia ser outro pedido, como o de comprar um videogame novo, continuar no computador até alta madrugada ou ir na casa de um amiguinho no horário designado para outra tarefa. Por mais que pareça difícil, dizer não para os filhos é necessário, e ajuda a evitar complicações sérias na vida dos pequenos, agora e quando forem adultos.
"Não". Essa palavrinha pode ser difícil, já que, no fundo, ninguém gosta de negar um pedido do filho. Mas, acredite: é necessário. Descubra como colocar limites e ajudar a criança a lidar com as inevitáveis frustrações da vida
Algumas pesquisas mostram, por exemplo, que profissionais da geração Y(que representa os nascidos na década de 1980 até meados de 1990), apesar de serem mais qualificados para o mercado de trabalho, são mais frustrados por sua dificuldade em lidar com o “não”. Eles reagem negativamente ao passarem por situações incômodas e não se dão bem quando suas sugestões são descartadas.
Todo ser humano se frustra desde que aterrissa nesse mundo. Não há como evitar isso, por mais que doa ver um filho sofrer. Tentar satisfazer completamente as vontades e evitar dizer o famoso “não”, achando que isso trará felicidade, é inútil. Ensinar os filhos a esperar e persistir faz parte do papel de pais e mães. Se os adultos não derem limites e não negarem alguns caprichos das crianças, elas não aprenderão a lidar com as adversidades que surgirem pelo caminho – e isso se torna um problemão lá no futuro.
Em resumo, o seu filho vai se decepcionar, sim, muitas vezes, e isso é bom para ele. Só passando por essas situações e aprendendo a lidar com elas é possível adquirir habilidades importantes para toda a vida, como perseverança, paciência, empatia e flexibilidade.
É importante falar firme, olhando nos olhos, mas sem gritar e ser muito autoritário, o que pode assustar ou gerar raiva na criança. Ela deve prestar atenção ao que é dito, e, para isso, precisa estar calma. Antes de punir a criança, o adulto deve refletir se a consequência imposta é possível de se cumprir.


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