sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Pioneirismo


Manhã ensolarada

Borboletas esvoaçantes entre as flores!
Beija-flores retirando néctar…
Bem-te-vis cantarolando…
Dentro de mim, a alegria de ter tido muitos filhos…
Dentro de mim, o contentamento de ter muitos amigos…

MARIA HELENA AMORAS DOS SANTOS – Educadora e Poetisa

Reinaldo Coelho

Esta semana estaremos homenageando mais um grande educadora amapaense, Maria Helena Amoras dos Santos, mais conhecida como professora Helena Amoras. Nasceu há 87 anos, em 29 de maio de 1930, no município de Amapá. Viúva de Marcos Farias dos Santos com quem teve 11 filhos. Haroldo (Secretário de Planejamento do Governo de Roraima), Heraldo, Herivelto, Herbert, Hederaldo, Halda Maria, Haideé, Hanny Márcia, Heveraldo e Marilena, os dois últimos já falecidos.

Educadora

No município de Amapá foi onde viu despertar no seu coração a vocação para o magistério brincando de escola com amiguinhas da sua idade. As carteiras eram toras de madeira, os lápis pedaços de galhos secos e o papel folhas de bananeira. Veio para Macapá, iniciou no magistério propriamente dito aos 17 anos de idade como professora primária.
Iniciou seu estudo primário no Grupo Escolar do Amapá, o secundário na Escola Normal de Macapá e o curso pedagógico no Instituto de Educação do Amapá – IETA. Concluiu o colegial no Colégio Amapaense. É graduada em Filosofia, Ciências e Letras pela UFPA.
Em 1947, Iniciou sua carreira no magistério ainda muito jovem como professora na Escola Isolada de Tucumã no munícipio de Amapá. Em 1949 vai para Macapá onde assume a função de professora primária no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, onde permaneceu até 1963. No ano seguinte, vai lecionar o 1º e 2º grau no Ginásio de Macapá – GM. Em 1966, sempre com a carreira voltada à educação, vai dirigir o Colégio Alexandre Vaz Tavares. Foi ainda coordenadora pedagógica na Escola Integrada de Macapá de 1970 a 1979, e vice-diretora deste educandário.
Em 1966 prestou exame de suficiência através do Curso de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário (CADES), obtendo licenciamento em Língua Portuguesa. Fez parte da Comissão e atuou na coordenação de vários concursos públicos promovidos pelo Governo do Amapá; incentivou a realização de maratonas estudantis como forma de desenvolver o intelecto da juventude amapaense, participou de vários seminários de estudos organizados pela Secretaria de Educação do Amapá;
Pioneiras Professoras Maria Helena Amoras e Josefa Jucileide
Em 1980 é nomeada chefe da Divisão de Assistência ao Educando da SEEC – Secretaria de Educação e Esporte do então território do Amapá, onde permaneceu nesta função até 1983.
Participou de vários cursos de aperfeiçoamento, seminários e congressos em Macapá e em outros estados, dentre eles, Seminário de estudos sobre problemas do ensino médio em 1966, em Macapá; curso de dicção da Escola Teatro de Comédia do Estado do Rio de Janeiro em 1974; Curso de Atualização para docentes nível universitário em 1979; Curso de Instrutora de Comunicação e Expressão em 1982; Encontro Nacional de Dirigentes de Educação, Cultura e Desporto pelo Ministério de Educação e Cultura em 1982; 11º Encontro Nacional do livro didático em Belo Horizonte em 1981 e 19º Congresso Nacional de Professores em Fortaleza, 1981.
Helena Amoras levou algum tempo para decidir se escreveria um livro, e decidiu escrever: “Macapá, um rastro de pirilampos”, uma obra autobiográfica que foi lançada na Biblioteca Pública Elcy Lacerda no dia 24 de junho de 1999. “Quando as noites eram escuras e a luz ia embora…Macapá não passava de um rastro de pirilampos”.
Retirou-se da carreira pública em 1982 com uma vida dedicada à educação e à formação de várias gerações de amapaenses.
Depois de receber a comenda, Maria Helena foi recepcionada no Pano da Poesia pelo Movimento Poesia na Boca da Noite e Associação Literária do Amapá. “

HELENA AMORAS, por esses feitos, é justamente homenageada como uma notável edificadora do Amapá.

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